Considera-se que o principal foco de disseminação — e provavelmente a fonte — do novo tipo de coronavírus COVID-19, detectado em dezembro de 2019, foi o mercado de frutos do mar de Wuhan, na China. A partir dos/as trabalhadores/as e comerciantes do local, o vírus começou a se espalhar, afetando em um primeiro momento a população local e, posteriormente, mais de 200 territórios e países em todo o mundo. Atualmente, três meses após a declaração da OMS que caracterizou a doença como uma pandemia, os mercados populares atacadistas e varejistas entraram na mira por serem potenciais pontos de contágio. Como é possível garantir o acesso a alimentos para a população sem que isso represente um risco para distribuidores/as, comerciantes e compradores/as?
Publicado originalmente como "Caminando hacia la descolonización urbano-arquitectónica" na terceira edição da Revista CLEA — uma publicação anual da Coordenadora Latino-Americana de Estudantes de Arquitetura (CLEA) —, este artigo propõe uma introdução à descolonização de espaços como crítica política, social e metodológica à práxis territorial, urbana e arquitetônica consolidada nas cidades.
Foram divulgados os projetos vencedores do Concurso Nacional de Ideias para o esquema de ordenamento do terreno da Sociedade Rural de Jesús María, uma convocatória organizada pelo Colégio de Arquitetos da Província de Córdoba que convidou profissionais de arquitetura a desenvolver propostas integrais para a organização programática dos espaços e das funções que são e serão realizadas no terreno pertencente à Sociedade Rural de Jesús María, localizado nos municípios de Colonia Caroya e Jesús María, na Província de Córdoba, Argentina. O ordenamento do terreno — que abrange uma área total de 808.304,68 m² — deveria ser realizado por meio de um esquema geral que levasse em consideração aspectos particulares de inserção urbana, fluxos de movimento e a incorporação de novos programas de atividades de uso misto.
Embora inaugurada com quatro meses de atraso em relação ao cronograma habitual (devido a um óbvio e imprevisto obstáculo), o Metropolitan Museum of Art revelou sua comissão para o Roof Garden de 2020, convidando o/a artista mexicano/aHéctor Zamora para realizar uma oportuna intervenção no terraço externo da instituição nova-iorquina.
Há um novo protagonista chamando a atenção no próspero bairro de Bushwick, no Brooklyn. Com sete pavimentos, 500 unidades residenciais e ocupando uma área de cerca de 45.400 metros quadrados, o The Rheingold é um dos maiores empreendimentos residenciais multifamiliares do Brooklyn até hoje.
Designwall 2000/4000 / Instalação Vertical. Imagem cortesia de Kingspan
Antes de adentrar o espaço interno de um edifício, a primeira coisa que chama a atenção é o seu envelope arquitetônico, que define sua identidade. Sem dúvida, ao projetar uma edificação, há muitos outros fatores a considerar além da estética. Certas qualidades e elementos invisíveis que garantem a segurança e o conforto do interior devem ser integrados pelos/as profissionais de arquitetura de forma coordenada com o desenho da fachada.
A envoltória de um edifício protege contra as intempéries, melhora o conforto térmico e acústico e influencia na segurança contra incêndio, enquanto a escolha de um sistema de fachada exige a avaliação de fatores como viabilidade econômica, sustentabilidade, construtibilidade e vida útil. Além disso, a envoltória deve responder a diversos critérios estéticos: contexto, cor, textura, conforto visual e a intenção geral do projeto.
Um dos fatores mais importantes ao projetar é o clima específico do local, o que pode representar um desafio em climas extremos, exigindo o uso de materiais isolantes que se adaptem às constantes mudanças de condições. No entanto, tratando-se do México e de seu clima privilegiado, essa condição joga a favor dos/as arquitetos/as, permitindo a criação de microclimas e espaços que diluem a transição entre o interior e o exterior.
Cortesia de Third Nature | Structured Environment | Henrik Innovation
O escritório dinamarquês de arquitetura Third Nature desenvolveu uma proposta para um complexo de turismo regenerativo no Japão. Batizado de Nordisk Hygge Circles - Ugakei, o projeto foi realizado em parceria com a empresa japonesa de engenharia Structured Environment e os especialistas em sustentabilidade da Henrik Innovation. O novo parque de aventura contará com cabanas e tendas de glamping, uma área de acampamento ao longo do estuário e um espaço de aprendizado focado em incentivar atividades em meio à natureza.
Cortesia de Victoria and Albert Museum, London/TASCHEN
Terunobu Fujimori é um arquiteto japonês e um dos principais historiadores da arquitetura japonesa contemporânea, conhecido por sua reinterpretação de técnicas tradicionais. Em uma breve entrevista em vídeo, ele discute sua compreensão original da arquitetura tradicional japonesa e sua leitura das famosas casas de chá do país.
O escritório TAMassociati desenhou um novo plano de regeneração “à prova de futuro” para a área industrial de Officine em Bellinzona, na Suíça. Em colaboração com a sa_partners e o/a arquiteto/a paisagista Franco Giorgetta, a equipe criou uma proposta para o masterplan de grande escala que explora o desenvolvimento gradual da cidade alpina suíça.
Em 2005, quando eu era estudante de arquitetura na Universidade Columbia, visões de Bilbao pairavam na mente de meus colegas de turma, que corriam para um estúdio de arquitetura cujo briefing consistia em projetar um museu Guggenheim totalmente novo na Governors Island. Admito que a perspectiva de exibir um espetáculo na exposição de fim de ano de Columbia era sedutora. No entanto, a pesquisa de campo para aquela disciplina exigia apenas viagens de metrô e balsa, ao passo que uma matéria oferecida pelo programa de preservação histórica prometia uma viagem a Roma. Abri mão de criar mais um ícone de papel para Nova York e viajei para a Esposizione Universale Roma por uma semana naquele outono.
A história dos edifícios dos Estados Unidos foi moldada pela inegável cultura que seus/suas habitantes vêm construindo ao longo do tempo. Por isso, longe de serem apenas objetos arquitetônicos, eles evocam momentos que expressam os anseios de sua população em diferentes contextos políticos e econômicos. Em todos os casos, essas edificações representam a luta diária que traz consigo o legado monumental de quem ali viveu.
As refeições ao ar livre têm se mostrado uma verdadeira tábua de salvação para os restaurantes, não apenas em Nova York, mas em todo o país, já que o atendimento em ambientes fechados permanece inviável neste momento da crise do novo coronavírus. Diante de decretos restritivos, no entanto, arquitetos/as, urbanistas e proprietários/as de restaurantes em todo o território norte-americano foram forçados/as a buscar alternativas criativas para proteger os clientes do contágio, sem abrir mão de criar áreas externas esteticamente agradáveis.
Devido às suas qualidades estéticas, sustentáveis, de durabilidade e resistência, os materiais pétreos têm acompanhado as disciplinas de arquitetura e engenharia desde a sua origem. Como se sabe, no México, a pedra tem sido um elemento fundamental nas construções pré-hispânicas, nas quais se experimentou com abóbadas, silhares, alvenarias, etc.
No entanto, a industrialização deste material, o aperfeiçoamento das técnicas e a experimentação com suas diferentes aplicações têm permitido que os edifícios erguidos atualmente continuem a utilizá-lo de diversas formas e em diferentes regiões do país, especificamente em áreas florestais. Por esse motivo, reunimos uma seleção de projetos que incluem casas, fazendas, hotéis, restaurantes e terraços para que você continue se inspirando.
Dois jovens escritórios de arquitetura, Gruppa e Anagram A-U, projetaram um novo centro cultural para a cidade de Modřice, na Tchéquia. Com escritórios sediados nos Países Baixos, em Barcelona e em Atenas, a equipe participou do concurso nacional para conceber um novo espaço de encontro e convivência.
O projeto de habitação de aluguel acessível do escritório Morris + Company acaba de receber aprovação de planejamento por um comitê virtual. Localizadas em Barking e Dagenham, as 56 residências modernas e de alta qualidade foram projetadas para “pessoas residentes, desde ocupantes individuais a casais e famílias”.
God Bless America de Seward Johnson, em exibição no Grounds for Sculpture em Nova Jersey. (sk/ Flickr)
À medida que muitos norte-americanos retomam timidamente suas rotinas de visitas a museus e parques, inúmeras instituições culturais e espaços públicos voltam lentamente à vida, de forma limitada ou adaptada, após meses de hibernação, adotando rígidas precauções contra o coronavírus para recebê-los. Paralelamente, grandes museus focados em galerias fechadas continuam a planejar seu eventual retorno. O Metropolitan Museum of Art em Nova York, por exemplo, planeja reabrir no final de agosto, ao passo que o Getty Center em Los Angeles ainda não anunciou as datas de sua reabertura gradual.
Em várias localidades, uma série de pequenas mas positivas reaberturas ocorreu nas últimas semanas e/ou está programada para meados ou fim de julho. Voltando o olhar para paisagens públicas, museus ao ar livre e espaços de arte multifacetados com espaço de sobra para dispersão, apresentamos aqui uma pequena amostra de locais pelo país que reabriram, ampliaram o acesso do público ou devem reabrir em um futuro muito próximo.
Nicolas Norero nos apresenta uma nova temporada de seu podcast pessoal, onde continua suas conversas sobre identidade, memória e modos de vida. Nesta edição, os/as renomados/as convidados/as são Dust Architects, Salvador Macías, Luis Callejas, Grupo Talca, Germán del Sol e Enrique Walker.
Historicamente, os materiais pétreos ofereceram às culturas antigas a possibilidade de criar estruturas robustas a partir do entrelaçamento de pedras de diversas formas e tamanhos. A simplicidade da técnica e a possibilidade de obter resultados eficientes e duradouros incentivaram a transmissão deste método construtivo ao longo do tempo, permitindo o desenvolvimento de múltiplas variações e reinterpretações arquitetônicas contemporâneas.
O surto de coronavírus (COVID-19), que teve início em dezembro de 2019 e foi declarado emergência de saúde pública de importância internacional pela Organização Mundial da Saúde em março, já afetou mais de 212 países e territórios em todo o mundo, superando a marca de 4 milhões de infectados. A gravidade sanitária da situação reside no alto potencial de contágio da doença, o que faz com que, sem uma contenção adequada, um grande número de pessoas necessite de atendimento médico simultaneamente, sobrecarregando os recursos de saúde das regiões mais afetadas.
O primeiro caso confirmado da pandemia de coronavírus na Argentina foi registrado em 3 de março de 2020. Desde então, analisando as metodologias adotadas por países onde a doença havia se propagado anteriormente (como no caso europeu), os governos começaram a tomar medidas preventivas, não apenas para garantir a máxima contenção do vírus, mas também para se preparar para futuras e hipotéticas situações em que o número de contágios excedesse a capacidade de seus sistemas de saúde.
No dia 16 de abril, teve início oficialmente a construção do Estádio de Futebol de Guangzhou Evergrande. Com capacidade para 100 mil torcedores, esta arena profissional tem conclusão prevista para o final de 2022 na região sul de Guangzhou. Uma vez concluída, sua escala superará a do Camp Nou — estádio do FC Barcelona na Espanha —, tornando-se o maior estádio de futebol de alto nível do mundo, além de um novo marco urbano.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126698/comecam-as-obras-do-maior-estadio-de-futebol-do-mundo-em-guangzhou-design-figurativo-de-lotus-gera-polemicaMilly Mo
Com o objetivo de difundir a história da arquitetura popular com conteúdo de base social na Argentina, Moderna Buenos Aires - CPAU apresenta o documentário “Movimiento Nac&Pop”, um registro fílmico que reúne depoimentos de diversos/as arquitetos/as argentinos/as — como Jorge Moscato, Alfredo Garay, Rodolfo Sorondo, Jorge Hampton, Emilio Rivoira, Roberto Frangella e Mario Sabugo — que integraram o coletivo denominado Nac&Pop. Essa formação profissional surgiu no fim da ditadura militar, impulsionada pelo fervor democrático, e foi responsável, entre outras ações, por promover a transformação de Palermo Viejo e idealizar o planejamento de Puerto Madero.
Prefeitura de Boston. Imagem cortesia de Kallmann, McKinnell, & Knowles
Michael McKinnell, arquiteto americano de origem britânica, conhecido por seu trabalho na aclamada Prefeitura Brutalista de Boston e cofundador do escritório de arquitetura Kallmann McKinnell & Wood, faleceu em 27 de março de 2020, aos 84 anos, em decorrência de uma pneumonia provocada pela COVID-19.