Antes uma via de 6 faixas, o Washington Boulevard passou por uma transformação inicial de "construção rápida" em 2019, adicionando ciclovias pintadas e protegidas, extensões de calçada, ilhas de refúgio para pedestres e ilhas de embarque que permitem o embarque/desembarque de ônibus na própria faixa. A proteção física para os ciclistas foi reforçada ainda mais em 2022. Imagem cortesia de Street Plans
A Covid-19 foi particularmente difícil para as cidades: os distritos comerciais centrais ainda enfrentam dificuldades devido à transição para o trabalho remoto; algumas cidades registraram declínio populacional; e a criminalidade disparou em praticamente todos os lugares. Além disso, a pandemia impulsionou mais pessoas para os carros, representando um retrocesso para o movimento por ruas seguras. Após anos de avanços, cidades como Nova York registraram aumentos expressivos no número de mortes de pedestres. Trata-se de um problema de escala nacional — com uma exceção notável: Jersey City anunciou recentemente que nenhuma morte foi registrada em suas ruas municipais em 2022, cumprindo as metas de seu plano de Visão Zero. O marco histórico foi resultado de anos de trabalho da prefeitura e de sua colaboradora, Street Plans, uma empresa de planejamento urbano fundada por Mike Lydon e Anthony Garcia. Lydon, ex-integrante da DPZ e coautor do livro de 2015 Tactical Urbanism (atualmente em processo de atualização), começou a trabalhar com Jersey City em uma série de iniciativas há seis anos. Conversei com Lydon na semana passada e perguntei a ele, especificamente, como a cidade e sua equipe alcançaram esse resultado.
No sábado, 14 de janeiro, foi inaugurada a nova edição da Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile nos arredores do Palácio de La Moneda, em Santiago. O tema abordado pelas exposições, conferências e encontros é Habitats Vulneráveis, trazendo os problemas contingentes do país em torno do déficit habitacional e acesso à moradia, juntamente com a vulnerabilidade dos espaços públicos, patrimônio e meio ambiente nas cidades e territórios chilenos.
A XXII Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile está sob a codireção de Cristóbal Molina, coordenador da Área de Arquitetura do Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio, e de Loreto Lyon, diretora de atividades do Colégio de Arquitetos do Chile. O resultado desta parceria entre as duas instituições impulsionou de forma decisiva este evento cultural, que apostou no espaço público no entorno do Palácio de La Moneda para debater e promover encontros sob o tema "Habitats vulneráveis".
Durante o evento, que se encerra na noite de domingo, 22 de janeiro, conversamos com Cristóbal Molina e Loreto Lyon para entender em detalhes como os pavilhões e as instalações se conectam com a temática central. A seguir, confira os destaques imperdíveis da XXII Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile.
Este artigo de Nicolás Santiago Diaz Bejarano foi publicado originalmente na edição nº 16 da revista rita com o título "Arquitetura para objetos. Rumo a uma arquitetura pós-humana: densidade e compressão na Biblioteca Nacional do Chile". A seguir, apresenta-se uma reflexão sobre a relação existente entre um edifício fechado em tensão — uma biblioteca nacional — e o componente aberto que o define — seus depósitos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138152/arquitetura-para-objetos-densidade-e-compressao-na-biblioteca-nacional-do-chileNicolás Santiago Diaz Bejarano
Planos diretores, ou projetos de planejamento urbano em grande escala, são uma das principais ferramentas para moldar e estruturar o uso e o desenvolvimento do solo, garantindo que o ambiente construído seja coerente e funcional. As intervenções variam em escopo e abordagem. Enquanto alguns projetos expandem a área edificável por meio da criação de bairros flutuantes na costa da Flórida, outros reutilizam espaços e patrimônios existentes para reimaginar o futuro de suas comunidades.
Sendo a metrópole mais populosa do Canadá, Toronto consolidou-se como uma potência global, atuando tanto como polo econômico quanto cultural. Essa relevância se estende aos importantes museus e espaços artísticos espalhados pela "Cidade Rainha". Com uma das paisagens e condições de solo mais singulares do país, Toronto foi erguida sobre um vasto sistema de ravinas que atravessa sua malha urbana. Hoje, as instituições educacionais, artísticas e culturais da cidade vivem um período de plena efervescência.
O escritório mexicano de arquitetura Tatiana Bilbao ESTUDIO divulgou seu projeto para a sala de degustação da Tequilera Casa Dragones. Fundada em 2009 por Bertha González Nieves para criar tequilas saborosas produzidas com o máximo cuidado e experiência, a Casa Dragones se tornou a primeira marca de tequila a ser parceira oficial da Art Basel Miami, evento para o qual Tatiana Bilbao também projetou um espaço em dezembro passado.
Francisco Cadau recebeu o maior prêmio na recente Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires, em 2022. Um reconhecimento por sua trajetória que, pela técnica e materialidade, conseguiu colocar no mapa de maneira consistente sua região: a cidade de Campana, às margens do rio Paraná, na Argentina. Suas obras na cidade, como a Casa das Peneiras ou o Edificio Damero, são referências quando se trata de pensar em modelos de projeto onde "a construção e a tecnologia constituem as próprias ideias".
Mauro Gil-Fournier é doutor em arquitetura, pesquisador e professor que, após 15 anos de trajetória profissional, decidiu fundar a Arquitecturas Afectivas: "uma comunidade que faz arquitetura com prazer, desenvolvendo os afetos das pessoas, de outros seres e de coisas vivas".
Como funciona o processo para fazer arquiteturas afetivas? Por que elas são importantes para o futuro da arquitetura? Na conversa a seguir com Mauro, nos aprofundamos nesse conceito que traz como premissa "que outros possam projetar a partir de sua melhor expressão".
Marta Elena Campos Newman é uma das primeiras arquitetas graduadas pela escola de arquitetura da Universidad Iberoamericana, na Cidade do México. Desde a juventude, iniciou uma carreira profissional especializada em arquitetura de interiores, que rende frutos até os dias de hoje. Ao longo de sua trajetória, colaborou com os escritórios de arquitetura mais importantes da segunda metade do século XX no México, e seu trabalho como professora na Faculdade de Arquitetura da UNAM a levou a formar gerações inteiras de profissionais da arquitetura.
Foram prorrogadas até o dia 16 de fevereiro as inscrições do 5º Prêmio Design Tomie Ohtake, voltado a universitários(as) e profissionais recém-formados(as) de todas as áreas. A iniciativa consolidou-se como a principal premiação brasileira de mapeamento na área do design, acolhendo múltiplas linguagens, dada a sua transdisciplinaridade, e não se restringindo a categorias, uma vez que contempla projetos de naturezas diversas.
Há alguns meses, o mundo se reuniu em Sharm El Sheik, no Egito, para a cúpula anual sobre mudanças climáticas: a COP27. Como o resto da África, a Nigéria é representada por seu séquito de burocratas, defensores do clima e outros grupos interessados. Desde a última reunião na Escócia (COP26), a Nigéria assinou a Lei de Mudanças Climáticas, estabelecendo uma meta de atingir zero emissões líquidas de gases de efeito estufa entre 2050 e 2070.
Nesse tempo, o país desenvolveu um ambicioso plano de energia que veria a transição dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, utilizando a sua vasta reserva de gás natural. O país está na vanguarda da Iniciativa dos Mercados Africanos de Carbono e planeja arrecadar pelo menos US$ 500 milhões com o comércio de créditos de carbono para compensar o carbono emitido.
https://www.archdaily.com.br/pt/995058/a-ambiciosa-agenda-climatica-da-nigeria-e-sua-fixacao-com-a-pegada-de-carbonoMathias Agbo, Jr.
O escritório MVRDV venceu o concurso para projetar a nova biblioteca de Wuhan, planejada para se tornar uma das maiores da China. O projeto de grande escala oferecerá uma variedade de ambientes de estudo e espaços de leitura e se conectará ao seu entorno por meio de três grandes aberturas. Com mais de 140 mil metros quadrados, o edifício adapta sua volumetria de acordo com a confluência dos dois principais rios de Wuhan.
A partir de fevereiro, o Instituto Inhotim oferecerá gratuidade na entrada no último domingo de cada mês. A ação promocional tem patrocínio da B3 - Bolsa de Valores e terá duração até 2024.
O primeiro domingo de entrada grátis será no dia 26 de fevereiro. Atualmente a entrada gratuita acontece toda última sexta-feira de cada mês, exceto em feriados.
https://www.archdaily.com.br/pt/995088/instituto-inhotim-tera-entrada-gratis-no-ultimo-domingo-de-cada-mesArchDaily Team
Usar apenas a luz natural para documentar catedrais inglesas pode se tornar um grande desafio logístico e técnico. No entanto, o trabalho fotográfico de Peter Marlow resultou em uma série notável de registros de templos espirituais icônicos, cuja atmosfera contemplativa raramente está acessível a outras pessoas. Direcionar a câmera para o leste, em direção à nave, enquanto a luz do amanhecer atravessa a janela principal, abre uma perspectiva purista e mística que remete à época em que essas estruturas sagradas foram erguidas.
O Museu do Sexo de Nova York anunciou sua expansão para Miami em 2023, com um museu de três mil metros quadrados projetado pelo estúdio Snøhetta. O armazém convertido contará com três extensas galerias de exposições, espaço para comércio e um bar para preservar, apresentar e celebrar o significado cultural da sexualidade humana em uma das comunidades artísticas mais vibrantes e diversificadas dos EUA. O programa inaugural contará com o trabalho de Hajime Sorayama e Super Funland: uma jornada ao carnaval erótico, a principal experiência imersiva do museu.
Nesta entrevista com Paul Tange, presidente e diretor da Tange Associates em Tóquio, discutimos a relação com seu famoso pai Kenzo Tange (1913-2005; o arquiteto mais influente no Japão pós-guerra e vencedor do Prêmio Pritzker 1987), o destino da casa Tange Sênior construída para sua primeira família e a decisão de ingressar no escritório de seu pai logo após se formar em Harvard. Paul fala também de seu primeiro trabalho construído independentemente: a Mode Gakuen Cocoon Tower, em Tóquio, um campus vertical de 50 pavimentos capaz de acomodar dez mil estudantes.
Em 29 de dezembro de 2022, o governador regional da Região Metropolitana, Claudio Orrego, anunciou o investimento de 7,7 bilhões de pesos chilenos (9,4 milhões de dólares) para a construção do Passeio Urbano Mapocho Pedaleable y Caminable. O anúncio faz parte do plano de recuperação de espaços públicos e do plano diretor de ciclovias promovido pela autoridade máxima metropolitana da capital chilena.
Finalmente chegou a hora de escrever isso. Durante anos - em reuniões, passeios no campus e conversas informais - falei sobre o Wurster Hall da Universidade da Califórnia em Berkeley, agora Bauer Wurster Hall, incentivando as pessoas a ver e apreciar o significado e a beleza deste edifício. Não foi algo fácil de se fazer.
Bauer Wurster Hall abriga o College of Environmental Design (CED). Originalmente, abrigava os departamentos de arquitetura, paisagismo, planejamento urbano e design. O prédio foi projetado e construído especificamente para o CED, a nova faculdade fundada em 1959 que reuniria esses departamentos pela primeira vez. William Wurster, que originalmente deu nome ao prédio, foi o reitor fundador da faculdade e visionário quanto ao prédio.
Vi o Wurster Hall pela primeira vez em 1976, quando cheguei a Berkeley para fazer pós-graduação em arquitetura. O prédio, então com pouco mais de uma década, já era considerado um dos mais feios do campus, causando um especial desconforto por ser a sede do Departamento de Arquitetura. Eu não via dessa forma, mas estava muito ocupada nos ateliês e nas salas de aula para prestar atenção no design do edifício. Pelo que me lembro, embora os arquitetos do corpo docente do prédio ainda estivessem presentes, eles não discutiram o prédio conosco. Certamente estávamos cientes do caráter incomum do edifício.
https://www.archdaily.com.br/pt/994904/ha-mais-de-uma-maneira-de-definir-o-contextoEmily B. Marthinsen
A equipe formada pela ZGF Architects e pelos escritórios MIRAG e Double Twist, sediados em Barcelona, foi selecionada como vencedora do concurso de arquitetura para o projeto de um Centro de Pesquisa transdisciplinar net-positive, que busca fomentar novos campos de conhecimento e adotar diferentes abordagens com o objetivo de alcançar o bem-estar planetário. Localizado em um terreno histórico de Barcelona, o Centro de Pesquisa Mercat del Peix reunirá diversos/as especialistas globais em ciências experimentais, ciências sociais e humanidades com o objetivo de enfrentar os desafios mais complexos e intrigantes do mundo em relação ao futuro do planeta, incluindo a perda de biodiversidade e a economia e governança das mudanças climáticas.
Conhecido como a casa do estado, o palácio presidencial ou uma variedade de outros termos - o edifício que abriga a sede do governo de um país geralmente é bastante impressionante em termos arquitetônicos. Frequentemente opulenta, grandiosa e às vezes imponente, a casa do governo destina-se a funcionar como um marco visual distinto de uma nação - uma extensão da identidade de um país. No continente africano, região que viu uma parte significativa ser colonizada por nações europeias, essa identidade de estado, no sentido arquitetônico, é complexa.
Em 2013, o ArchDaily publicou o artigo “Podemos parar de desenhar árvores no topo dos arranha-céus?” - e o autor ficou frustrado com o greenwashing desenfreado. Se você quiser fazer parecer sustentável, basta colocar uma árvore nele. As plantas sempre foram uma tática de marketing eficaz de apelo aos ambientalmente conscientes, mas assim que são editadas no Photoshop, são descartadas ao primeiro sopro de engenharia de valor. Dada a volumosa enxurrada de comentários e debates vigorosos após essa publicação (2013, 2016, 2016), fica claro que algo persiste. Talvez um instinto amplamente sentido de que, na verdade, nossas “paisagens” urbanas são insustentáveis e muitas vezes inabitáveis. Nossas cidades não apenas aproveitam os serviços ecossistêmicos de florestas distantes e águas subterrâneas para sustentar nossa produção de carbono, poluição do ar e desperdício de água, esgotando terras aráveis para alimentar nossas populações cada vez mais urbanas, mas também criam áreas urbanas desprovidas de vida que aumentam nossa pegadas de carbono e impactam negativamente a saúde e o bem-estar humanos.
https://www.archdaily.com.br/pt/993648/construindo-calorias-entendendo-o-valor-de-viver-com-as-plantasAndreas Theodoridis, Christina Ciardullo & Anna Dyson