Se projetássemos um material de construção ideal, ele se pareceria com o bambu. Ao menos é isso o que afirma Neil Thomas, diretor do atelier one, escritório de engenharia estrutural de Londres. Sua forma tubular, feixes vasculares, velocidade de crescimento e facilidade de manipulação são características que o tornam ideal para a construção. Hoje, ele ganha ainda mais interesse do mercado por ser uma fonte renovável e possuir baixo impacto ambiental em comparação com outros materiais. Além disso, ele é extremamente versátil e pode ser utilizado de diversas formas numa obra. Aqui, elencamos algumas delas.
Alguns autores afirmam que o termo kitsch tem origem alemã e surgiu no vocabulário artístico por volta de 1860 a partir do verbo kitschen/verkitschen (trapacear, vender alguma coisa em lugar de outra). Outros, como Guimaraens & Cavalcanti (1979), afirmam que há também uma origem do termo na língua inglesa, provinda da palavra sketch, que significa esboço. Na segunda metade do século XIX, quando os turistas americanos queriam comprar uma obra de arte a preço barato eles pediam um sketch.
Sob o nome 'Comfort Room: La Habitación Empática', o escritório PMMT Arquitectura apresenta um novo modelo de quarto duplo de internação, que visa melhorar a experiência dos pacientes ao posicioná-los no centro do processo de projeto. Já implementado no Nou Hospital Evangèlic de Barcelona, o escritório disponibilizou para arquitetos, arquitetas e demais profissionais as plantas, que podem ser baixadas gratuitamente em seu site, para permitir a aplicação desta nova configuração em seus projetos e incentivar a inteligência coletiva interdisciplinar.
MVRDV revelou o plano diretor para expandir o Noviotech Campus, um gigante na área de inovação em saúde e alta tecnologia, em Nijmegen, no leste dos Países Baixos. O conceito combina os edifícios já dispersos do campus, adiciona novas estruturas onde há lacunas e integra o local à cidade, priorizando a ecologia. O município de Nijmegen, a Kadans Science Partner e a NXP Semiconductors colaborarão com o Noviotech Campus e o MVRDV nos próximos meses para desenvolver e refinar o plano diretor.
Quando um país se torna conhecido por sua exportação mais famosa, ambos podem passar a ser sinônimos de qualidade. Combinações como o vinho francês, o mármore italiano e a engenharia alemã são exemplos do selo de excelência proporcionado simplesmente pelo berço geográfico de um produto. Embora as exportações mais famosas e apaixonantes de Portugal pudessem ser igualmente a cortiça, o futebol ou os doces conventuais à base de ovos, há muito mais na cultura e na economia portuguesas do que jogadores vaidosos e pastéis de nata.
Se a relação da cultura portuguesa com a cerâmica é conhecida pelos pratos, tigelas e jarros de padrões característicos que milhões de turistas tentam manter intactos na viagem de volta para casa, poucos pagariam a taxa de bagagem extra por 50 m² de revestimentos cerâmicos. No entanto, o clima agradável do país, aliado a uma tradição artesanal e à resistência natural, durabilidade e pigmentação da argila portuguesa, faz com que as fachadas cerâmicas de alta qualidade sejam uma característica marcante da arquitetura portuguesa. Além disso, o material é exportado para o mundo todo, tanto para superfícies externas quanto internas.
Primer Premio. Image Cortesía de PALO arq + WEST 8 junto a la asesoría de Lucia Bocchimuzzi y Manuela Garcia Faure
O Concurso Nacional de Ideias para Buenos Aires e o rio – Parque Público Costa Urbana foi organizado pelo Governo da Cidade de Buenos Aires (GCBA) em colaboração com a Sociedade Central de Arquitetos (SCA) e com o patrocínio da Federação Argentina de Entidades de Arquitetos (FADEA). Devido ao seu caráter não vinculativo, o principal objetivo do concurso é aproximar a cidade de Buenos Aires do rio por meio de uma orla acessível que seja capaz de ampliar e conectar os espaços verdes e públicos, além de promover uma relação sustentável com a natureza ribeirinha e o meio ambiente.
Benéfica em climas que sofrem grandes amplitudes térmicas, onde há uma grande diferença entre as temperaturas diurnas e noturnas, a inércia térmica é um importante conceito para levar em consideração na hora de projetar para um melhor conforto térmico. Por se tratar de uma estratégia passiva para controle de temperatura, ela elimina a necessidade de gastos energéticos extras e torna a construção mais sustentável.
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Cadeira de escritório Sia. Imagem cortesia de Boss Design
Escolher os elementos de trabalho adequados — como mobiliário, iluminação, pisos e outros equipamentos — é fundamental para criar um ambiente corporativo ideal. Com impacto positivo na produtividade, bem como no conforto e bem-estar da equipe, o design de elementos que integram qualidades sustentáveis, de bem-estar e estéticas pressupõe uma compreensão profunda das interações entre essas três áreas. Ao minimizar o impacto ambiental e priorizar o bem-estar ao longo de todo o processo de desenvolvimento, sem abrir mão da estética resultante, a cadeira de escritório Sia Task Chair, da Boss Design, estabelece um novo padrão para o design corporativo.
O arquiteto William (Bill) Hellmuth, presidente do conselho e CEO da HOK, faleceu em 6 de abril de 2023, após uma longa enfermidade. Hellmuth foi eleito presidente da HOK em 2005 e, posteriormente, assumiu o cargo de CEO em 2016. Ele aceitou a nova função sob a condição de permanecer como diretor de design do escritório da HOK em Washington, D.C., pois gostava de manter uma abordagem prática e de trabalhar diretamente com os clientes e as equipes de projeto da HOK. Um ano depois, ele também foi nomeado presidente do conselho da empresa, ajudando o escritório a elevar seu perfil como uma companhia inovadora e influente na comunidade do design.
Shawn Basler, arquiteto radicado em Nova York, fundou seu escritório Basler Mosa Design Group em 2000; sete anos depois, fundiu-se com o Perkins Eastman, um dos maiores e mais dinâmicos escritórios de arquitetura do mundo em termos de crescimento. Atualmente, ele divide o cargo de co-CEO/Diretor Executivo — com Nick Leahy e Andrew J. Adelhardt III — dessa força global de 1.100 profissionais, sediada em Nova York e com um total de 24 escritórios, dos quais sete estão fora dos Estados Unidos, especificamente em Xangai, Mumbai, Dubai, Singapura, Vancouver, Toronto e Guayaquil, no Equador. Além de projetar diversas obras internacionais, Basler compartilha a responsabilidade de impulsionar a expansão global da empresa.
Pérgola y Plaza de Acceso diseñada por Solano Benítez. Image Cortesía de BID
Enquanto os muros perimetrais são demolidos, um novo traçado se desenha na antiga pista do ex-aeroparque da cidade de Mendoza. O avanço do novo projeto de refuncionalização, promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pelo governo da cidade, busca reutilizar o terreno ocioso de 72 hectares para a exploração e o desenvolvimento de uma cidade mais aberta, inclusiva e carbono neutra. Este masterplan foca em estratégias que abordam a sustentabilidade ambiental e climática, a gestão eficiente de energia, água e saneamento, a habitação, a mobilidade e os espaços públicos acessíveis, além da inclusão de grupos vulneráveis e do desenvolvimento social local. O plano contempla a inserção de infraestrutura, parques e áreas verdes, usos comerciais e gastronômicos, um polo tecnológico e de inovação, e o desenvolvimento de novos modelos de habitação unifamiliar e coletiva: "a habitação do futuro".
A apresentação oficial do projeto, diante de autoridades do governo de Mendoza, integrantes do BID, estudantes e demais convidados, foi realizada no próprio terreno do ex-aeroparque. Nesse contexto, o renomado arquiteto paraguaio Solano Benítez foi convidado a participar da construção de uma pérgula de acesso para a "cidade do futuro", que seguisse as diretrizes técnicas do projeto urbano pautado na economia circular, buscando articular o artesanal e o pré-fabricado para "passar de uma construção tradicional, baseada em mecanismos de altíssima energia incorporada, para a reutilização de materiais com menor gasto energético", conforme apontam os arquitetos e urbanistas Felipe Vera e Matías Lince, do BID. Partiendo da exploração das possibilidades construtivas do tijolo — material por excelência da construção paraguaia —, a arquitetura desenvolvida por Benítez foca na promoção de soluções arquitetônicas de forma eficiente e local, priorizando o uso inteligente da matéria.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138264/solano-benitez-sobre-a-cidade-do-futuro-em-mendoza-construir-com-a-menor-quantidade-de-materia-e-energiaFabian Dejtiar + Paula Pintos
“O mundo está repleto de aeroportos obsoletos e abandonados. Aeroportos de múltiplos hectares, vazios, em localizações centrais, que precisam ser refuncionalizados. Há cidades que adotaram essa medida de forma muito bem-sucedida: São Francisco, Berlim, Caracas. A grande pergunta é: o que Mendoza fará com o seu grande caso?”. Essas palavras do arquiteto e urbanista Felipe Vera introduzem uma das transformações urbanas mais importantes da Cidade de Mendoza nos últimos tempos. No Ex-Aeroparque, foi apresentado oficialmente, no dia 22 de março, o novo projeto de refuncionalização promovido pelo BID e pelo governo da cidade, que busca reutilizar o terreno vago de 72 hectares para a exploração e o desenvolvimento de três visões: uma cidade mais aberta, inclusiva e carbono neutro.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138499/cidade-do-futuro-o-projeto-para-transformar-o-antigo-aeroparque-de-mendozaFabian Dejtiar + Paula Pintos
Que estratégias de projeto ou novas tecnologias podem ser integradas ao projeto arquitetônico sem colocar em risco o meio ambiente? Nos últimos anos, as energias renováveis têm se tornado cada vez mais populares no mundo inteiro, e a energia solar fotovoltaica é uma das muitas que estão crescendo exponencialmente.
Edifício Terra, Villa Devoto, Buenos Aires, Argentina . Imagem Cortesia de - Roberto Scaia arquitecto & asoc.
Nos últimos anos, o habitar coletivo tornou-se uma solução recorrente para muitos moradores urbanos. Geralmente trata-se de uma estrutura isolada ou de um conjunto de edifícios que reúne tanto residências individuais e privadas quanto áreas comuns. De uso predominantemente residencial, esses empreendimentos costumam se localizar em áreas centrais, oferecendo fácil acesso a uma ampla gama de serviços. No cenário econômico atual, muitas pessoas optam por modelos de habitação coletiva onde a manutenção das áreas compartilhadas é gerida de forma comum, sem abrir mão de seus espaços privativos.
A seleção desta semana das Melhores Obras Não Construídas destaca projetos visionários de habitação coletiva enviados pela comunidade do ArchDaily. De um complexo habitacional em Zurique que explora os limites da privacidade, passando por um empreendimento na planta situado na "Cidade Jardim de Buenos Aires", até uma residência suburbana em Atenas, esta curadoria de projetos não construídos evidencia como arquitetos e arquitetas estão superando a arquitetura residencial convencional, expandindo as fronteiras de comunidade, colaboração e participação.
Uma estrutura de iluminação minimalista para um espaço de estar em plano aberto, o Outline Ambient abriga uma combinação estratégica de pendentes e projetores. Imagem cortesia de Reggiani
Vivemos em uma era de interiores ativos, na qual perímetros mutáveis, layouts flexíveis e atividades ágeis testam constantemente os limites do design; os espaços de trabalho tornaram-se híbridos, as instalações comerciais evoluem sem parar e os espaços culturais assumiram um caráter multidimensional. Diante de cenários em constante transformação, a iluminação é fundamental para moldar os espaços internos com a dose ideal de atmosfera, dramaticidade ou destaque prático. Para atender às demandas desses interiores de vanguarda, o projeto de iluminação atual deve fornecer uma estrutura sólida que concilie dinâmicas mutáveis e um alto padrão de consistência, oferecendo flexibilidade, precisão de controle e uma estética atemporal.
Para responder a esse desafio, o novo sistema de iluminação “Outline”, da Reggiani, foi projetado visando à adaptabilidade por meio do minimalismo, da modularidade e da personalização. O sistema conta com um trilho ultra-esguio disponível em segmentos lineares e curvos, pronto para ser moldado em infinitas configurações livres ou geométricas. A essa base, pode-se adicionar uma variedade de projetores, pendentes e luminárias LED lineares, permitindo que profissionais de design modelem a experiência e a intensidade da luz com controle absoluto em diversos espaços – de showrooms e galpões a ambientes de hospitalidade e varejo.
Desmantelar o sistema de trabalho escravo e infantil na indústria da arquitetura e construção não parece uma tarefa simples. Ainda mais em escala global. No entanto, é justamente esta a missão da iniciativa Design for Freedom(DFF), criada pela CEO e fundadora da Grace Farms Foundation, Sharon Prince, junto com Bill Menking, professor e editor-chefe do The Architect’s Newspaper.
Através de eventos e ferramentas disponibilizadas gratuitamente, Design for Freedom busca “aumentar a conscientização e inspirar respostas para interromper o trabalho forçado na cadeia de suprimentos de materiais de construção”, oferecendo caminhos para garantir a transparência e a ética no processo produtivo da arquitetura.
Muita coisa aconteceu desde que os países se encontraram em Paris, em 2015, e estabeleceram um acordo para combater as mudanças climáticas. Até aqui, mais de 196 países ratificaram ou se juntaram de alguma maneira ao Acordo Climático de Paris, representando mais de 96% das emissões globais dos gases de efeito estufa. Em paralelo, 57 países – incluindo Estados Unidos, Japão, Canadá, Alemanha e México –, também elaboraram planos de longo prazo para descarbonizar suas economias.
https://www.archdaily.com.br/pt/998221/a-trajetoria-dos-10-maiores-emissores-de-carbono-desde-o-acordo-de-parisJohannes Friedrich, Mengpin Ge e Andrew Pickens
Apaixonar-se é fácil. Quando os olhos se encontram em um showroom lotado, a beleza dos pés esbeltos de um sofá, o tecido macio e as curvas convidativas são como um canto de sereia, cegando você para a verdade. Então, seis ou oito semanas depois, a verdade aparece.
Não há nada melhor depois de um dia difícil do que se sentar em um sofá confortável. Na verdade, também não há nada melhor depois de um dia tranquilo. Mas, e se aquele sofá pelo qual você se apaixonou não for tão bom de se sentar quando você chegar em casa?
Para evitar as dores do relacionamento (no pescoço e nas costas) e garantir compatibilidade a longo prazo, aqui estão algumas regras para selecionar o sofá certo.
Tornar um ambiente mais prático, facilitar as tarefas diárias, criar unidade no design de interiores, brindar diferentes possibilidades ao espaço sem modificá-lo e agregar beleza. Cumprir com todos esses objetivos não é uma tarefa fácil, mas alguns elementos são fundamentais para isso: armários e estantes.
Por mais trivial que possa parecer o ato de apertar um interruptor e iluminar um ambiente, tivemos que percorrer um longo caminho para ter uma fonte de luz segura e confiável. Estima-se que as primeiras lâmpadas tenham sido inventadas há 70.000 anos, consistindo em pedras escavadas ou conchas, preenchidas com um material absorvente embebido com gordura animal, para ser inflamado. Os egípcios, por sua vez, utilizavam recipientes de cerâmica decorados, cheios de óleo, proporcionando uma chama constante. Já as velas foram popularizadas durante a Idade Média, feitas de sebo (gordura animal) ou cera de abelha, podendo ser queimadas em castiçais simples e lustres. Foi no final do século XIX que Thomas Edison e sua equipe inventaram uma lâmpada incandescente que poderia ser fabricada em massa e que fosse viável economicamente, logo se tornando a forma dominante de iluminação durante grande parte do século XX. Tendo sido uma enorme revolução, hoje em dia temos a ciência de que tais lâmpadas são pouco eficientes, e elas acabaram sendo substituídas por lâmpadas fluorescentes e, mais recentemente, de LED. Mas se já avançamos tanto em tão pouco tempo, o que podemos esperar sobre o futuro da iluminação e, mais especificamente, de que forma nossos interiores serão iluminados em alguns anos ou décadas?
Imagem: National Archives and Records Administration
Em 1906, um forte terremoto atingiu São Francisco, na Califórnia. O choque inicial danificou edifícios em toda a região. Porém, o pior estava por vir, incêndios surgiram em prédios desabados, em alguns casos por canos de gás quebrados.
Nos quatro dias seguintes, uma conflagração varreria mais da metade da cidade, consumindo mais de 4,7 milhas quadradas no centro da cidade, destruindo 28.188 prédios, matando mais de 3.000 pessoas pela contagem oficial e deixando entre 227.000 e 300.000 pessoas desabrigadas (de uma população total de 410.000).
O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais criativos em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de assuntos é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de profissão, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, o arquiteto Rick Joy, fundador e diretor do Studio Rick Joy, junta-se a David e Marina, da FAME Architecture and Design, para conversar sobre sua trajetória; a transição de sua carreira como percussionista para a arquitetura; sua filosofia e prática de trabalho; os prós e contras do modelo design-build (projeto e construção); seu processo de criação e reflexões sobre estilo arquitetônico; entre outros temas.