Independentemente da região, a cultura brasileira preza por momentos ao ar livre. Seja para festas, refeições, conversas descontraídas, fazer exercícios ou simplesmente relaxar, o clima brasileiro em geral permite que os espaços externos façam parte da rotina das pessoas, que conseguem encaixar em seu dia a dia tempos de lazer, descanso ou até trabalho em ambientes externos. Para tanto, muitas casas planejam espaços exteriores com coberturas que tragam conforto para esses ambientes.
A Visão Verde da Hansgrohe: Além da Água. Imagem cortesia de Hansgrohe
Como um dos grandes desafios atuais e futuros, a crise climática está definindo a maneira como a arquitetura se adapta e projeta o ambiente construído. As ações do presente são fundamentais para o desenvolvimento de um futuro sustentável e habitável, no qual precisamos ajustar nossos comportamentos enquanto respondemos às mudanças ambientais. As duas transformações mais críticas são a crise hídrica e as emissões de CO2, que têm gerado apelos pela conservação da água na tentativa de salvaguardar os recursos que ainda restam e reduzir o consumo de energia necessário para o seu aquecimento. No que diz respeito à arquitetura, o uso racional dos recursos naturais é parte essencial de uma estratégia de projeto verdadeiramente eficiente, podendo ser incorporado à criação de novos espaços e produtos inovadores em projetos de arquitetura.
Trabalhando no desenvolvimento de uma gestão sustentável da água para um futuro mais verde, o Grupo Hansgrohe desenvolveu diversas torneiras, chuveiros e acessórios que economizam recursos naturais no design de banheiros. Como os banheiros são uma das áreas de maior consumo de água em residências e hotéis, é fundamental encará-los como espaços estratégicos para os esforços de sustentabilidade.
Uma chamada internacional de trabalhos foi divulgada em 2022 e 296 das mais de 750 inscrições de 77 países foram convidadas a participar do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 em Copenhague. O ArchDaily está colaborando com a UIA para compartilhar artigos relacionados aos seis temas como preparação para a abertura do Congresso.
Neste terceiro artigo, nos reunimos com os co-presidentes do painel arquitetura para Comunidades Resilientes,Anna Rubbo, Pesquisadora Sênior, Centro de Desenvolvimento Urbano Sustentável (CSUD), The Climate School, Columbia University, e Juan Du, Professor e Reitor da John H. Daniels Faculty of Architecture, Landscape and Design Universidade de Toronto.
A conversão de prédios de escritórios para o uso residencial é um tema importante entre os incorporadores e municípios que buscam trazer mais estoque de habitação para cidades com poucas moradias. E por um bom motivo: as taxas de ocupação dos escritórios ainda não se recuperaram dos declínios da era da pandemia, e muitos defensores argumentam que as cidades norte-americanas têm prédios de escritórios demais devido ao seu planejamento.
A Universidade da Pensilvânia apresentou o projeto do novo Centro de Artes Cênicas para Estudantes, de autoria do escritório Steven Holl Architects. Com 3.500 metros quadrados, o edifício oferecerá espaços dedicados e flexíveis para mais de 70 grupos de artes cênicas do campus, incluindo dança, teatro e música. A proposta foi baseada em um estudo realizado em 2019 pela Penn’s University Life, que concluiu que era necessário mais espaço para ensaios e apresentações para atender à demanda atual e futura. O projeto começará a ser construído em 2024, com ocupação prevista para o segundo semestre de 2027.
À medida que os desafios impostos pelas mudanças climáticas aumentam em número e intensidade, aumenta também a necessidade de encontrar práticas de construção sustentáveis que se conectem aos ecossistemas e meios de subsistência, em vez de prejudicá-los. Embora muitas vezes negligenciada na busca por inovação, a arquitetura vernacular pode oferecer respostas para questões contemporâneas. Essa linha da arquitetura não apenas depende de materiais disponíveis localmente, mas também do conhecimento indígena das condições locais, como orientação solar, padrões de vento, necessidades de ventilação e comportamento dos materiais ao longo do tempo. A Dra. Sandra Piesik, diretora e arquiteta da 3 ideas e fundadora da HABITAT Coalition, explora esse potencial em seu novo livro,Habitat: Vernacular Architecture for a Changing Climate [Habitat: Arquitetura Vernacular para um Clima em Mudança].
Centro de Visitantes do Memorium Nuremberg. Imagem cortesia de Sebastian Brunke
Espaços públicos são o coração pulsante de nossas cidades. Eles atuam como polos de atividade social e cultural onde as pessoas se reúnem, interagem e escapam do clamor urbano. Essas áreas são cruciais para determinar a identidade e o caráter de uma cidade, bem como o bem-estar e o padrão de vida de seus cidadãos e cidadãs. Por meio de seus projetos arquitetônicos, equipamentos e atividades, os espaços públicos podem definir nossas comunidades e impactar significativamente a maneira como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Além disso, oferecem oportunidades de lazer, exercícios e recreação, permitindo que as pessoas escapem da rotina diária e se conectem com a natureza.
A seleção com curadoria desta semana de Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que apresentam diferentes propostas para aprimorar o espaço público. Desde a reimaginação de praças centrais até a inserção de monumentais obras de Land Art no epicentro urbano, esses espaços públicos elevam a qualidade de vida da população local. Na Alemanha, o redesenho de todo o entorno do Memorial dos Julgamentos de Nuremberg propõe um local de encontro enraizado na história, ao passo que, em Havana, a nova Praça Cubana explora a metáfora da união no centro da cidade. O desenho e a acessibilidade dos espaços públicos impactam significativamente nosso bem-estar e qualidade de vida. Espaços inclusivos e bem planejados, com assentos, áreas verdes e infraestrutura amigável para pedestres, podem promover a atividade física, a saúde mental e o engajamento comunitário no meio urbano.
O legado de Luis Barragán reside no modo como ele utilizava a luz e a cor; a compreensão sensível da luz natural por Tadao Ando estabeleceu sua linguagem arquitetônica única; e as dramáticas transformações de interiores de James Turrell exploram uma percepção singular da experiência visual, na qual “a luz não é um instrumento para possibilitar a visão, mas sim o próprio objeto a ser visto”. Além disso, as instalações imersivas de Olafur Eliasson estimulam a psicologia do público por meio da luz, da água e do ar. Esses profissionais da arquitetura e do design, entre outros, reinventaram a percepção da luz, inspirando gerações a seguir seus caminhos na compreensão e aplicação desse elemento.
De fato, a principal responsabilidade do arquiteto é proteger a saúde, a segurança e o bem-estar do público, que inclui uma população diversificada com graus variados de habilidades físicas e intelectuais.
A neurodiversidade refere-se a essa variabilidade intelectual e cognitiva que incluem uma mistura de pessoas neurotípicas e neurodivergentes. Os “divergentes” são normalmente conhecidos como aqueles com diferenças na comunicação, aprendizado ou comportamento. Logo, o objetivo de um arquiteto não é projetar um edifício exclusivamente para populações neurotípicas ou neurodivergentes, mas sim um edifício onde todos os usuários se sintam bem-vindos e confortáveis.
Terra é o título da participação do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, uma exposição com curadoria de Gabriela de Matos e Paulo Tavares que ocupa os espaços do pavilhão brasileiro no Giardini. Dividida em duas galeiras, a mostra propõe questionar os cânones da arquitetura moderna ao mesmo tempo que busca em narrativas ancestrais invisibilizadas alternativas para um futuro de-colonizado e descarbonizado. Terra é o primeiro pavilhão brasileiro a ser reconhecido com o prêmio máximo da Bienal de Arquitetura de Veneza, o Leão de Ouro.
Num esforço para ampliar o acesso ao conteúdo exposto em Veneza, apresentamos aqui os textos e imagens da primeira galeria, chamada De-colonizando o cânone. A segunda galeria, Lugares de origem, arqueologias do futuro, pode ser vista aqui. O ArchDaily agradece à Fundação Bienal de São Paulo, que generosamente cedeu o material do pavilhão Terra para esta publicação.
Está aqui! A renascença digital do século XXI acabou de produzir sua última debutante, e sua entrada chique e sensacional enviou o mundo a uma histeria impressionada. Agora, sambando sem esforço na disciplina da arquitetura, brilhando com a promessa de ser imaculada, revolucionária e invencível: o ChatGPT. O mais recente chatbot da OpenAI foi recebido com uma recepção frenética que parece tudo muito familiar, quase um dèjá vu de algum tipo. A razão é esta: toda vez que qualquer inovação tecnológica aparece no horizonte da arquitetura, ela é imediatamente empurrada para um holofote cegante e anunciada como o "próximo grande acontecimento". Mesmo antes de ser entendida, absorvida ou ratificada, a ideia já atraiu uma multidão de defensores e uma horda ainda maior de detratores. Hoje, enquanto todos se preparam para serem varridos pela enxurrada de uma nova descoberta, voltamos nosso olhar introspectivo, desembrulhando onde a tecnologia nos levou e o que mais está por vir.
No início de 2022, a curadora Lesley Lokko anunciou o título da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia: O Laboratório do Futuro. A intenção do tema é destacar o continente africano como protagonista do futuro, um lugar “onde todas essas questões de equidade, raça, esperança e medo convergem e se aglutinam”. Como o continente de urbanização mais rápida, a África é vista como uma terra com potencial, mas também repleta de desafios, onde questões de equidade racial e justiça climática são tratadas com um impacto significativo no mundo em geral.
No entanto, no final dos anos 1950, outro laboratório do futuro estava se formando, onde as novas ideias do modernismo produziram projetos monumentais e estruturas urbanas completas em uma escala sem precedentes: a Índia. Em busca de uma imagem moderna e democrática, o país recém-independente acolheu mestres da arquitetura ocidental como Le Corbusier e Louis I. Kahn e confiou a eles uma ampla gama de encomendas, desde o traçado urbano de Chandigarh e seus principais edifícios governamentais até universidades, museus e projetos domésticos de menor escala. O resultado é uma mistura de culturas influenciando-se mutuamente para gerar resultados inesperados.
Ao adotar uma perspectiva mais ampla sobre a arquitetura, a exposição desloca seu foco para a disciplina em si, em vez de apenas para a profissão. Não se trata apenas de "construir edifícios", explica a curadora ao ArchDaily. Em vez disso, busca-se questionar nossa compreensão convencional da arquitetura e, com isso, das exposições arquitetônicas. A Bienal de 2023 é um laboratório em todos os sentidos da palavra, uma plataforma global de experimentação e um espaço para explorar novas ideias diante da falta de locais que nos permitam fazê-lo. "Ela empresta sua estrutura e formato de exposições de arte, mas difere da arte em aspectos críticos que muitas vezes passam despercebidos", afirma Lesley Lokko.
Estamos prestes a entrar na estação mais fria do ano no hemisfério sul: o inverno. Ao pensar como esquentar as casas, uma das primeiras soluções que surgem é a lareira. Afinal, seu fogo traz calor e proporciona um aconchegante espaço de encontro. Somado a isso, seu desenho e implantação podem ser fundamentais na composição espacial de um ambiente.
As fotógrafas Ana Mello e Evelyn Müller foram as convidadas do último episódio do Betoneira e a conversa girou em torno do trabalho do fotógrafo de arquitetura e decoração, atribuição do autor e propriedade da fotografia. Müller falou sobre o começo do Conafarq (Coletivo Nacional de Fotógrafos de Arquitetura), durante a pandemia, quando muitos fotógrafos ficaram sem trabalho por meses. Embora o mercado estivesse parado, os fotógrafos observaram que suas fotos realizadas no pré-pandemia continuavam a ser usadas por muitos clientes em diversos contextos - redes sociais, e-mails, etc. Pequenos grupos começaram a se articular para falar sobre a necessidade dos fotógrafos receberem por suas fotos, sempre que elas forem usadas comercialmente.
A 18ª Exposição Internacional de Arquitetura, com curadoria da arquiteta, educadora e romancista ganensa-escocesa Lesley Lokko – que também é fundadora e diretora do African Futures Institute (AFI) em Accra, Gana – foi aberta ao público em 20 de maio e ficará em exibição até 26 de novembro. Intitulada O Laboratório do Futuro, a Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano destaca pela primeira vez o continente africano como uma força líder na formação do mundo que está por vir, e a curadoria de Lokko leva os participantes a questionar as noções tradicionais sobre o que o futuro pode trazer e como será a arquitetura.
Fábrica de Cimento Portland Perus. Imagem por Humberto do Lago Müller, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons
Quase cem mil metros quadrados conformam o terreno de um dos patrimônios industriais mais importantes do Brasil. Inaugurada em 1926 por um grupo canadense, a Fábrica de Cimento Portland Perus, São Paulo, foi fundamental para o crescimento da região, deixando um legado que vai muito além dos seus restos arquitetônicos.
Os fractais são formas geométricas complexas com propriedades dimensionais fracionárias. Eles surgiram como padrões turbilhonantes dentro das fronteiras da matemática, tecnologia da informação e gráficos de computador. Nos últimos 30 anos, esses padrões também se tornaram importantes ferramentas de modelagem em outros campos, incluindo biologia, geologia e outras ciências naturais. No entanto, os fractais existem muito além do surgimento dos computadores e foram observados por antropólogos em sociedades africanas indígenas. Um deles é Ron Eglash; um cientista americano que apresenta a evidência de fractais na arquitetura, arte, escultura têxtil e religião de sociedades africanas indígenas. Em seu livro, "Fractais africanos: computação moderna e design indígena", os fractais nas sociedades africanas não são simplesmente acidentais ou intuitivos, mas sim temas de design que evoluem a partir de práticas culturais e estruturas sociais. Embora a África seja um continente com grande diversidade de culturas, exemplos de arquitetura e padrões urbanos fractais podem ser encontrados em muitas sociedades indígenas. Essas formas de padrões urbanos e espaciais podem ser identificadas por características básicas, incluindo recursão, escala, auto-similaridade, infinito e dimensão fractal. Elas formam a base do caráter de looping contínuo desses padrões em diferentes escalas que podem se projetar ao infinito. Enquanto os termos usados para descrever o caráter fractal muitas vezes se encontram em matemática e semiótica da natureza, os padrões urbanos nas sociedades africanas indígenas, que são precursoras dessas terminologias, são originárias de práticas culturais e normas sociais. Um exemplo de design urbano fractal é a cidade indígena de Logone-Birni, em Camarões, fundada pelo povo Kotoko. As visões aéreas da cidade mostram iterações contínuas de edifícios retangulares formando um padrão fractal como design urbano. Esses complexos de construções são casas de barro locais construídas pelo povo Kotoko e, como descrito por Eglash em seu livro, "uma arquitetura de acreção", onde novos recintos retangulares crescem adotando e projetando-se a partir das paredes preexistentes de edifícios antigos. O padrão urbano resultante nasce de uma cultura de casa patrilocal e da necessidade de defesa coletiva da cidade. "Um homem gostaria que seus filhos morassem ao lado dele, então construímos adicionando paredes à casa do pai" era a história da arquitetura contada pelos descendentes dessa comunidade. Conforme a montagem de famílias cresce, os padrões fractais emergem, os edifícios coletivos formam um recinto defensivo e a escala de um edifício na paisagem é um testemunho da hierarquia familiar. Os assentamentos Ba-ila do sul da Zâmbia fornecem outro exemplo. As visões aéreas revelam uma série de cercados circulares dispostos dentro de um anel maior que abriga a comunidade, suas casas e cercados para animais. Cada cercado circular contém uma habitação familiar, cercada por um cercado para animais à frente e um altar sagrado atrás. Os cercados diminuem gradualmente de tamanho do topo para a base do anel, revelando a hierarquia de cada família na sociedade. Esse design urbano fractal único reflete a estrutura social do povo Ila, com o chefe da comunidade no ápice e novos membros na base do anel. Designs semelhantes são encontrados em outras comunidades indígenas, como Mokoulek em Camarões e Labbenzanga no Mali. Os fractais estão presentes não apenas no planejamento urbano da arquitetura indígena africana, mas também em seus planos de construção, arte, tecidos, penteados, ritos religiosos, jogos infantis e outros elementos culturais. Em sua palestra TED, Ron Eglash destacou a Insígnia Real, que é o palácio do rei de Logone-Birni. O palácio implica uma recursão de retângulos como padrão espacial. O padrão espacial revela saguões como espirais retangulares onde, à medida que alguém se move mais para o interior do recinto, é necessário se tornar mais educado. Esses planos espaciais fractais essencialmente mapeiam uma escala social para o comportamento das pessoas. A recursão desses fractais também continua em escalas menores, como a forma como os utensílios são empilhados dentro da casa e os padrões que adornam o design de objetos domésticos. Consequentemente, a presença de fractais em vários aspectos da cultura dentro de sociedades indígenas sugere a existência de algoritmos culturais dentro de sua ética. Por exemplo, ritos religiosos, como a Adivinhação de Areia Bamana, são algoritmos fractais importantes em sociedades da África Ocidental. Essa adivinhação, que é nativa dos moradores de Dakar, Senegal, usa um código simbólico de linhas com palavras binárias de 4 bits como modos de busca de conhecimento do sobrenatural. Eglash observa em sua palestra que essa adivinhação não apenas influenciou padrões fractais na África Ocidental, mas também códigos binários e álgebra booleana nos anos 1800, que foram usados para criar o computador digital. Outro algoritmo cultural em sociedades africanas pré-coloniais foi a ausência de hierarquia política e a presença de grupos sociais descentralizados. Essas sociedades apresentavam uma abordagem ascendente para a organização comunitária, que não impunha um plano urbano fixo, mas sim ideais sociais para interpretações arquitetônicas. Essas interpretações foram exploradas com diferentes iterações de famílias individuais e, coletivamente, projetaram um padrão que era fractal. Esses padrões não apenas auxiliaram no design, mas também foram celebrados e adotados como estéticas de práticas culturais dentro dessas comunidades. Essencialmente, os fractais no coração do design indígena africano não eram uma dinâmica social inconsciente, mas sim uma representação abstrata e técnica prática para definir suas estruturas socioculturais. Bibliografia Chétima, Melchisedek. "Além das fronteiras étnicas: práticas arquitetônicas e identidade social nas Terras Altas de Mandara, Camarões". Revista Arqueológica de Cambridge 29, nº 1 (2019): 45-63. Eglash, Ron. "Fractais na arquitetura de assentamentos africanos." Complexidade 4, nº 2 (1998): 21-29. Eglash, Ron. "Fractais africanos: computação moderna e design indígena." (1999). Eglash, Ron, e Toluwalogo B. Odumosu. "Fractais, complexidade e conectividade na África." O que as matemáticas da África 4 (2005): 101-9. Kitchley, Jinu Louishidha. "Fractais na arquitetura." ARQUITETURA E DESIGN-NOVA DELHI- 20, nº 3 (2003): 42-51. Lorenz, Wolfgang E. Fractais e arquitetura fractal. na, 2002.
A requalificação de orlas marítimas e fluviais é um elemento importante para a transformação de muitas áreas urbanas, podendo proporcionar uma série de benefícios significativos para as cidades e seus habitantes. A presença da água, seja na forma de rios, lagos ou mares, historicamente desempenhou um papel fundamental para a formação e desenvolvimento de muitas cidades, relacionando-se intimamente com suas dinâmicas. Essa relação modificou-se e apresentou-se de maneiras distintas ao longo do tempo e muitas vezes esses espaços foram negligenciados de inúmeras formas, sobretudo por determinado tipo de planejamento urbano que desconsiderou suas potencialidades em detrimento de outros imperativos, como o transporte rodoviário e a implantação de equipamentos industriais.
A aquisição de imóveis através de criptomoedas, como o Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e Binance Coin (BNB), já é uma realidade em muitos países como os Estados Unidos, a Inglaterra e o Brasil. Com a ascensão desse mercado e a maior aceitação desses ativos como uma forma legítima de pagamento, investidores e compradores estão explorando novas possibilidades de transação com as criptomoedas, o que, nos anos recentes, vem incluindo o setor imobiliário entre as negociações.
A curadoria do Studio KO para o Pavilhão do Uzbequistão na Bienal de Veneza baseia-se em pesquisa, curiosidade, oficinas e experimentação sensorial. Há mais de dois anos, o escritório colabora com a Arts and Cultural Development Foundation no projeto do Centro de Arte Contemporânea e em suas iniciativas de restauração e reabilitação de casas vernáculas, transformando-as em residências artísticas. Durante a cobertura presencial da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura em Veneza, o ArchDaily conversou com os fundadores do Studio KO, Karl Fournier e Olivier Marty, curadores do Pavilhão Nacional do Uzbequistão. A exposição desenvolvida para o tema deste ano, “O Laboratório do Futuro”, enfoca o rico patrimônio do país como ferramenta potencial e inspiração para o desenvolvimento de um futuro mais sustentável.
Conjunto habitacional Avenida Joaquim Campos em Setúbal . Image Cortesia de Branco del Río, Arquitectos
No País dos Arquitectosé um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da quinta temporada, Sara conversa com os arquitetos Paula del Rio e João Branco, do escritório Branco del Río, Arquitectos, sobre habitação coletiva. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.