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Desenhos de Amin Zakaria. Imagem cortesia de Morpholio Trace
Num piscar de olhos, entramos em uma era em que arquitetos/as e designers de interiores podem criar facilmente plantas em 3D de um ambiente, capturando elementos essenciais como dimensões e mobiliário, usando o scanner LiDAR de seus iPhones ou iPads. Essa tecnologia de ponta é um recurso atualizado fundamental no novo iOS 17 da Apple, lançado nesta segunda-feira, 18 de setembro, conhecido como "RoomPlan".
Ao simplificar o processo de projeto e deixar para trás os "dias de medições trabalhosas, reconstruídas em CAD apenas para descobrir dados ausentes e inconsistências", como destaca o cofundador da Morpholio, Mark Collins, é possível escanear instantaneamente quase qualquer espaço interno para criar plantas baixas ou modelos 3D de ambientes. "Esta é a experiência de 'escanear para projetar' mais rápida já disponibilizada", acrescenta.
O Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou os seis projetos selecionados como finalistas para o Prêmio RIBA Stirling 2023. O prêmio anual é um dos mais prestigiados do Reino Unido no campo da arquitetura, avaliando os projetos com base em diversos critérios, incluindo inovação, originalidade e a capacidade de envolver e encantar os ocupantes e visitantes. Além disso, a sustentabilidade e a acessibilidade são fatores cruciais para a seleção. A lista de finalistas desta edição inclui projetos de arquitetos como Apparata, Sergison Bates Architects e Adam Khan Architects, que estão estreando na lista de finalistas, bem como práticas que já foram vencedoras no passado, como Witherford Watson Mann Architects e Feilden Clegg Bradley Studios.
Arranha-céus são símbolos icônicos de modernização urbana e avanços tecnológicos em toda a América do Norte. Com efeito, essas estruturas são consideradas um sinal de prosperidade econômica, densidade urbana e da ambição humana. Em grandes cidades em todo o sub-continente, eles dão forma para o horizonte e identidade a essas metrópoles. Cidades como Nova York, Toronto e Miami mostram poder por meio desses projetos de ponta, que vão além de sua estatura física.
De maneira geral, arranha-céus são caracterizados por sua altura notável e pioneirismo na engenharia. Eles utilizam materiais como aço, vidro e concreto, e servem como espaços multifuncionais, que vão desde moradia até hotéis e escritórios. Arquitetos de todo o mundo ampliam os limites da criatividade arquitetônica, do design, da sustentabilidade e da funcionalidade ao construir esses edifícios. As estruturas permitem que os arquitetos maximizem o uso da terra de novas maneiras em áreas urbanas densamente povoadas.
Fotografia de Marlene González e Edgar Macías. Imagem via Tecnológico de Monterrey
Por meio de um comunicado do Tecnológico de Monterrey, no México, foi anunciado que o arquiteto chileno Alejandro Aravena construirá um novo espaço no campus Monterrey, batizado de "Aulas 10", que abrigará a Escola de Arquitetura, Arte e Design (EAAD) com o objetivo de se tornar um espaço de fomento à criatividade e ao conhecimento.
A partir da pandemia, os temas urbanos se tornaram mais latentes do que nunca na vida de muitas pessoas na América Latina. A Covid-19 gerou uma mudança bastante turbulenta no mercado imobiliário, tanto pela especulação gerada em muitos lugares pelo comércio de segundas casas, quanto pelo fenômeno dos "nômades digitais" em lugares como Medellín, Buenos Aires ou Cidade do México.
O Museu de Arquitetura e Design Chicago Athenaeum e o Centro Europeu de Arquitetura, Arte, Design e Estudos Urbanos acabam de revelar os projetos vencedores da edição de 2023 do Prêmio Internacional de Arquitetura (IAA). Entre esses reconhecimentos, destaca-se a proposta da IDOM, Nikken Sekkei e b720 para o Nou Camp Nou em Barcelona.
Hoje, o trabalho fora do escritório tornou-se a norma em diversos setores, transformando nossa dinâmica de trabalho e a interação com membros da equipe e clientes. Diante dos possíveis desafios do trabalho remoto (como conexão e estabilidade de internet), as organizações precisam desenvolver sistemas adequados para manter a produtividade e promover o mesmo senso de equipe e cultura encontrado nos escritórios tradicionais. Como sabem as equipes de arquitetura, engenharia e construção (AEC), a colaboração é a chave para impulsionar a criatividade e é essencial para a conclusão bem-sucedida de qualquer projeto de design.
Seja por um esforço motivado pela culpa para reduzir a própria pegada de carbono, por uma redução nas contas de energia visando a economia ou simplesmente para aproveitar um programa de incentivo governamental, as escolhas de design e construção sustentável já não são exclusividade das pessoas mais conscientes ecologicamente, mas sim de qualquer pessoa atenta tanto ao custo atual da energia quanto ao custo futuro de sua obsolescência.
Independentemente da motivação, enquanto tentamos reduzir a nossa dependência autodestrutiva de combustíveis fósseis, nossas casas e edifícios estão gradualmente dando as costas ao gás — um dos últimos obstáculos entre nós e uma residência de carbono zero. Esses sistemas e eletrodomésticos alternativos funcionam com eletricidade renovável, rompendo nossa dependência de produtos poluentes movidos a gás e utilizando tecnologias elétricas inovadoras para aprimorá-los ainda mais.
Cortesia de Raymond Neutra e do Neutra Institute, Foto de Julius Shulman | VDL Research House
Foi, naturalmente, Frank Lloyd Wright quem preparou o terreno para a arquitetura moderna em Los Angeles. Depois dele vieram os vieneses: Rudolph Schindler, em 1920, e Richard Neutra, em 1925, a convite de Schindler. Ambos trabalharam com Wright, optando por absorver dele o que consideravam essencial — com foco na clareza espacial e formal, na flexibilidade, na materialidade contida e no ambiente habitável para alcançar a qualidade de vida desejada no interior. Neutra e Schindler colaboraram inicialmente e, em seguida, cada um construiu um portfólio rico, composto principalmente por casas e blocos de apartamentos. Universais em princípio, essas estruturas abstratas e robustas definiram e lideraram o desenvolvimento de um vernáculo construtivo local. Esses edifícios, que somam várias centenas, estão hoje fortemente associados à cidade adotiva de ambos.
A incorporação de materiais locais na arquitetura ganha cada vez mais protagonismo diante da necessidade de encontrar novas formas de construção mais sustentáveis e que contribuam para combater a crise climática atual. Ao compreender o comportamento dos diferentes materiais e suas principais propriedades construtivas, diversos/as profissionais da arquitetura apostam no uso do bambu, buscando desenvolver estratégias e implementar metodologias que viabilizem sua aplicação tanto nas estruturas de seus projetos quanto nos fechamentos e demais elementos que compõem os espaços.
Biblioteca de Charlotte Mecklenburg . Imagem Cortesia de Snohetta
A Biblioteca de Charlotte, projetada pelo escritório norueguês Snøhetta, teve suas obras iniciadas na Carolina do Norte, EUA. O novo projeto foi concebido para se tornar um destino importante no centro da cidade. Há algumas semanas, a instituição organizou um evento para celebrar o início da fase de demolição do antigo espaço. O novo edifício tem inauguração prevista para o primeiro semestre de 2026.
Na sexta-feira, 8 de setembro, um terremoto de magnitude 6,8 atingiu a cordilheira do Alto Atlas, no Marrocos. O epicentro se localiza a apenas 72 quilômetros a sudoeste de Marrakech, a quarta maior cidade do país e um destino turístico popular. O terremoto é o mais forte a atingir a região central do país em mais de um século. Estimativas apontam que o número de vítimas passa de duas mil e há ainda mais feridos, mas, como várias cidades e vilas permanecem inacessíveis nas montanhas, estima-se que esse número aumente. Além do impacto humano, vários lugares históricos, incluindo sítios da lista de Patrimônio Mundial da UNESCO, foram afetados, e testemunhas oculares nas encostas das montanhas relatam que várias cidades remotas foram completamente destruídas, de acordo com a CNN.
Fibra de Vidro EQ Dekor. Imagem cortesia de Inkiostro Bianco
Com sua variedade de cores, padrões, texturas e materiais, a integração de papéis de parede pode enriquecer a estratégia de design de um espaço. O recurso destaca as paredes, adicionando profundidade aos ambientes, ao mesmo tempo em que eleva sua estética e personalidade.
Diante disso, a Inkiostro Bianco pesquisa e desenvolve novas e versáteis soluções em papel de parede, adequadas para áreas internas e externas. Com estampas que vão de inspirações naturais a formas geométricas contemporâneas, esses papéis de parede traduzem ideias abstratas em realidade, adaptando-se tanto a projetos de interiores modernos quanto clássicos. Desafiando os limites dos materiais tradicionais, os papéis de parede de fibra de vidro EQ Dekor combinam durabilidade, resistência à umidade e apelo estético para estabelecer novos padrões em revestimentos de parede. Mas como incorporar essa solução ao projeto de cozinhas, banheiros e pisos?
O entendimento contemporâneo da neuroarquitetura desencadeou um novo foco no design inclusivo, com ênfase na criação de ambientes que respeitem e respondam às necessidades específicas das pessoas. Nesse contexto, a abordagem do design arquitetônico para pessoas no espectro do autismo ganhou destaque.
A arte sempre foi um meio pelo qual as pessoas podem se conectar com os espaços, e os movimentos artísticos têm servido como uma plataforma para explorar novas relações com a arquitetura. Ao incorporar a arte em edifícios e espaços internos, eles foram transformados, resultando em uma fusão que cria ambientes bonitos, inspiradores e espiritualmente edificantes. Ao longo da história, vários movimentos artísticos, como o Renascimento no século XVII, o Barroco no século XVIII e o Art Nouveau, Art Déco e Bauhaus no início do século XX, tiveram um impacto significativo na arquitetura. Os arquitetos se inspiraram nos ideais, conceitos, abordagens estilísticas e técnicas desses movimentos, usando-os para criar estruturas habitáveis em grande escala. Como a casa é uma expressão fundamental de um movimento arquitetônico e a moldura mais simples para exibir o ethos artístico de uma determinada época, estudar seus espaços internos fornece uma imagem detalhada da influência da arte na organização espacial, design de móveis, padrões de produtos e interação do usuário.
Desde o período pré-colombiano das Américas -quando culturas como Olmec, Maia, Purepecha e Mexica (Astecas) prosperaram- até a era moderna, onde a arquitetura foi influenciada por movimentos sociais e até desastres naturais, a arquitetura mexicana mostra uma expressão arquitetônica valiosa, com sua própria voz e características distintas. O prêmio Nobel Octavio Paz argumentou que a arquitetura é uma testemunha incorruptível da história. Da mesma forma, os materiais usados para moldá-la atuaram como protagonistas dessa história, durando em muitos casos ao longo do tempo e evoluindo graças às gerações de arquitetos que contribuíram para ela, de diferentes perspectivas.
Para traçar uma linha do tempo, é possível tomar como uma arquitetura pré-hispânica de ponto de partida, que exibiu uma diversidade de nuances devido à vasta extensão territorial do México. Isso permitiu que diversas culturas encontrassem seu nicho e desenvolvessem seus estilos arquitetônicos característicos. Posteriormente, a era da colonização espanhola, que atraiu a influência da arquitetura islâmica, representou um ponto de virada notável no desenvolvimento arquitetônico. Essa fase perdurou até o advento da independência mexicana no século XIX. Por sua vez, isso marcou o início dos movimentos sociais e culturais, durante e após a revolução mexicana no início do século XX.
https://www.archdaily.com.br/pt/1005773/materiais-que-definem-a-estetica-arquitetonica-mexicana-contemporaneaEnrique Tovar
As cores são fundamentais para as dinâmicas e o cotidiano da vida urbana, mas seu impacto ultrapassa sua aparência e dimensão estética, sobretudo para as pessoas com algum tipo de comprometimento visual. Para essa parcela da população, as cores desempenham um papel ainda mais significativo, porém muitas vezes subestimado, na formação e aprimoramento da acessibilidade dos espaços públicos. A arquitetura tem um papel importante nessa inclusão, o que perpassa a escolha consciente de cores que tem o poder de melhorar a acessibilidade urbana e criar um ambiente mais inclusivo para as pessoas de todas as habilidades.
O episódio 75 do Betoneira contou com a presença de Otavio Zarvos, fundador da imobiliária Idea!Zarvos, de São Paulo. Na entrevista, ele contou sobre seu primeiro projeto construído no bairro Vila Madalena, e como atraiu outros investidores, comprou alguns imóveis no entorno e iniciou o que viria a ser uma das imobiliárias mais conhecidas da cidade. Sua experiência como administrador o ajudou a planejar e fazer as contas necessárias para o empreendimento dar certo.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela dupla de arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais criativos para conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina discutem como as faculdades podem preparar melhor os/as estudantes para suas carreiras e para enfrentar questões de equidade, justiça social e mudanças climáticas. As perguntas foram extraídas do painel do Fórum de 2023 do EQiA (Equity in Architecture), realizado no Instituto de Tecnologia da Geórgia (Georgia Institute of Technology). O EQiA é uma organização estudantil do College of Design do Georgia Tech, dedicada à união e à equidade na arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138279/the-second-studio-podcast-preparando-estudantes-para-suas-carreiras-e-desafios-globaisThe Second Studio Podcast
A locomoção em algumas cidades pelo mundo é mais simples de compreender, assim como achar um endereço sem o GPS não se torna uma tarefa tão difícil, mesmo para quem visita um lugar pela primeira vez. O desenho dos municípios ajuda a explicar essa sensação que determinadas localidades transmitem. Espaços urbanos projetados em grelha (ou grid, do original em inglês), como Barcelona (Espanha), Nova York, Chicago e Phoenix (EUA) e Toronto (Canadá), por exemplo, no qual as vias se cruzam formando ângulos retos — compondo um mapa parecido com uma grade — facilitam a orientação dos indivíduos e otimizam a utilização dos ambientes.
Cripta da Catedral Metropolitana de São Paulo. Imagem: Tatiana Sapateiro from São Paulo, Brasil, CC BY 2.0 , via Wikimedia Commons
Arcos ogivais, abóbadas de cruzaria, vitrais coloridos, florão, rosácea, detalhes decorativos complexos. Estes são alguns dos elementos que ajudam a caracterizar a arquitetura gótica, movimento que surgiu e vigorou na Europa do século X ao XV. No Brasil, eles foram incorporados tardiamente, num contexto que revivia o movimento geral e foi chamado de neogótico. A expressão desse ressurgimento histórico é vista principalmente em grandes igrejas e alguns edifícios históricos. Por mais que o país tropical não apresente tantas obras como no continente europeu, é possível encontrar arquiteturas que expressam seus ideais de norte a sul.
Embora o uso da cor possa ser utilizado para esconder ou disfarçar uma característica específica, também pode servir para destacá-las. Dentro do território latino-americano, podemos descobrir que em estruturas e fechamentos têm predominado tonalidades de vermelho, verde e azul no contexto de uma arquitetura residencial que pretende integrar uma linguagem adequada ao ambiente em que se insere.
Os designers e arquitetos têm, hoje em dia, uma infinidade de opções de pisos de alto desempenho à sua disposição. Desde escolhas mais comuns, como madeira, carpete, azulejos cerâmicos, porcelanato ou pedra natural, até alguns favoritos, como granilite, concreto ou epóxi. A estas, somam-se opções menos óbvias, como cortiça e couro, e suas variações artificiais em pisos laminados e vinílicos: as opções são inúmeras.
No entanto, apesar da variedade de opções, tendemos a fazer nossas escolhas usando apenas um tipo de piso para cada cômodo. Não é o caso dos quatro projetos a seguir, que selecionam e combinam diferentes tipos de pisos no mesmo ambiente, alterando nossa relação com os espaços.