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Uma das turbinas eólicas flutuantes instaladas nas águas de Portugal. Foto: EDP
Entre os dias 31 de outubro e 6 de novembro de 2023, Portugal produziu energia renovável mais do que suficiente para atender todo o país. Isso não significa que as centrais de combustíveis fósseis não estivessem funcionando, mas que a energia limpa gerada era mais do que suficiente para o abastecimento. O resultado é que as tarifas para os consumidores finais também caíram drasticamente.
Álvaro Siza, primeiro Pritzker português, é inegavelmente um personagem de grande importância na história da arquitetura contemporânea, com projetos que mudaram a paisagem urbana de várias cidades ao redor do mundo. Embora seu nome e trabalho sejam amplamente conhecidos, Siza é uma pessoa bastante reservada e introspectiva, que prefere manter sua vida pessoal longe dos holofotes.
Com a direção do produtor e diretor Augusto Custódio, o documentário SIZA apresenta uma visão mais íntima e pessoal do renomado arquiteto português. O filme aborda sua infância, sua relação com a esposa, sua paixão pela escultura e admiração pela música clássica, explorando suas influências e sua jornada profissional.
Na charmosa localidade de Oberneukirchen, no interior da Áustria, o arquiteto Walter Kräutler e a artista Sofie Thorsen se uniram para transformar o interior da igreja neogótica do vilarejo no episódio 10 de Opening up.
Poderia ter caído facilmente no kitsch. Ao ouvir que uma antiga prisão foi transformada em hotel, seria compreensível imaginar um destino temático sobre encarceramento, repleto de maçanetas em forma de algemas e pijamas listrados de brinde.
No entanto, a sensível adaptação de uma antiga prisão feminina em Berlin-Charlottenburg, realizada pelo escritório Grüntuch Ernst Architekten, passa longe disso. O edifício histórico, originalmente concluído em 1896, foi cuidadosamente lapidado para se tornar um espaço de luz e tranquilidade. Desde sua abertura no ano passado, o hotel já conseguiu cultivar uma comunidade fiel de hóspedes exigentes — que sempre retornam — em busca de restauração, em vez de justiça restaurativa.
Concebido inicialmente como uma forma de reaproveitar fragmentos de resíduos de construção de mármore, o terrazzo é um material amplamente utilizado em todo o mundo, com suas raízes modernas remontando a séculos atrás, em Veneza, na Itália. Sua estética é inconfundível, caracterizada por padrões mesclados e uma ampla gama de cores vertidas sobre o piso. Não surpreende que esse material seja amplamente apreciado por profissionais de arquitetura em diversos tipos de projeto devido à sua aparência única. Um exemplo notável do uso do terrazzo é o Museu Guggenheim de Nova York, projetado por Frank Lloyd Wright. Ao descobri-lo em uma de suas viagens, Wright reconheceu que, graças ao seu apelo estético e à sua versatilidade, o material resistiria ao tempo como acabamento interno do museu.
A evolução dos materiais de construção transformou o terrazzo da mistura tradicional usada por Wright, que incluía o cimento como aglomerante, para uma versão que incorpora uma matriz epóxi, aprimorando sua estética icônica e integrando novas capacidades técnicas. Hoje, a Terrazzo & Marble capacita designers contemporâneos/as a criar padrões singulares e paletas de cores vibrantes que se alinham perfeitamente ao contexto da arquitetura moderna. Isso se viabiliza por meio de quatro princípios fundamentais que orientam os/as profissionais de arquitetura na especificação do terrazzo epóxi.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138642/mesclado-e-atemporal-por-que-arquitetos-as-e-designers-especificam-o-terrazzo-epoxiEnrique Tovar
A firma Skidmore, Owings & Merrill (SOM) concluiu as obras de restauração da Lever House, um dos marcos modernistas de Nova York. O edifício foi concluído em 1952, seguindo o projeto da SOM. Na época, o crítico de arquitetura Reyner Banham disse que o edifício "deu expressão arquitetônica a uma época no exato momento em que ela estava nascendo". Desde então, a SOM tem se comprometido em fazer visitas técnicas ao edifício e, mais recentemente, garantir que as obras de restauração preservassem sua imagem original sem comprometer padrões contemporâneos de desempenho.
Começou a construção do projeto La Serre, do MVRDV. Localizado no eco-bairro ZAC Léon Blum em Issy-les-Moulineaux, nos arredores de Paris, e projetado pela MVRDV em colaboração com a arquiteta paisagista Alice Tricon e a incorporadora OGIC, o empreendimento visa desafiar a tradicional forma de viver em apartamentos, integrando a natureza ao ambiente urbano. O projeto inclui unidades residenciais, lojas e uma abundância de áreas verdes, com o objetivo de criar um refúgio de biodiversidade.
Distrito de Inovação da Cidade de Ho Chi Minh / Sasaki. Imagem cortesia de Sasaki
À medida que a tecnologia e a infraestrutura evoluem rapidamente, uma palavra da moda se mostra presente nas conversas de diversas indústrias: inovação. Uma palavra que é mais relevante ainda diante de desafios futuros, como mudanças climáticas, desigualdade e crises econômicas. Como resultado do crescente interesse nesses conceitos, surgiram em todo o mundo hubs de inovação, com o objetivo de fomentar economias criativas e colaborativas para promover mudanças rápidas. Mas, afinal o que são distritos de inovação e como eles influenciam o ambiente construído?
Embora a construção se baseie principalmente em princípios técnicos, que à primeira vista parecem seguir apenas o projeto e as especificações preestabelecidas, existe uma dimensão mais profunda relacionada à natureza e à essência dos materiais utilizados. Esses materiais não apenas desempenham uma função utilitária, mas também se transformam em algo que transcende seu mero propósito, evocando a noção apresentada por Pablo Neruda: "Há um rigor nos materiais que limita o excesso de capricho e a luta para infundir-lhes humanidade".
Dentro da gama de materiais existentes, provavelmente não se encontra nenhum que seja tão universal quanto o tijolo. Sua versatilidade e honestidade estética o transformaram em um recurso amplamente utilizado na construção de diversos espaços em todo o mundo. No âmbito da arquitetura chilena, destacam-se as amplas possibilidades que este material oferece, tendo sido utilizado de maneira excepcional por inúmeros(as) arquitetos(as). Além disso, o material adquiriu nova relevância nos debates arquitetônicos, como exemplificado no livro "Arcilla. Materia y Obra en Arquitectura". Isso se reflete ao longo da história da Cerámica Santiago e em sua colaboração conjunta com a Faculdade de Arquitetura e Arte da UDD no fomento ao Prêmio de Arquitetura em Tijolo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138487/materia-argila-e-construcao-o-uso-do-tijolo-ceramico-na-arquitetura-chilenaEnrique Tovar
Fachadas solares no Det Grønne Hus. Imagem cortesia de SolarLab
Reformas envolvem processos de projeto que transformam, recuperam e aprimoram elementos arquitetônicos. De sutis mudanças estéticas a acréscimos estruturais, a reforma de edifícios pode melhorar a funcionalidade, a segurança e a eficiência energética. Ao integrar novas tecnologias, as estratégias contemporâneas dão nova vida a edifícios existentes, projetando obras já construídas em direção ao futuro.
Por meio de soluções eficientes, duráveis e personalizadas, a SolarLab valoriza o patrimônio arquitetônico ao introduzir fachadas personalizadas geradoras de energia em edifícios existentes. Ao combinar perfeitamente tecnologia e liberdade de projeto, essas fachadas solares se adaptam ao estilo de cada obra, ao mesmo tempo em que funcionam como fachadas ventiladas de longa vida útil e livres de manutenção. Além disso, ao gerar eletricidade limpa, a integração desse sistema em projetos de reforma contribui para a operação diária do edifício, reduzindo de forma eficaz o seu impacto ambiental.
Reduzir a nossa temperatura corporal e o metabolismo para preservar alimentos e energia durante uma onda de frio não é (ainda) uma habilidade que a humanidade tenha aprendido. A hibernação humana, no entanto, ainda é uma reação muito real e natural à vida em climas sazonais. Com o início dos meses de inverno, começamos a cochilar mais, desejar alimentos mais ricos em gordura, ansiar pela companhia de outras pessoas e, acima de tudo, preparar ninhos acolhedores para nos aconchegarmos. Para desfrutar ativamente dos períodos frios, úmidos e escuros do ano, em vez de apenas esperar pelo retorno do sol, apresentamos a seguir algumas maneiras práticas de garantir que nossos lares permaneçam aconchegantes.
Algumas das exposições mais memoráveis e impactantes são aquelas que simplificam sua cenografia, iluminando objetos e narrativas enquanto desviam o foco de todo o resto. Uma apresentação minimalista, porém meticulosa – e, acima de tudo, moderna –, é o objetivo do/a curador/a de museu. O processo de montagem não deve ser trabalhoso. A assinatura do/a arquiteto/a não deve ser visível. O olhar do/a visitante busca contemplar silhuetas contínuas de peças de alta costura, tesouros arqueológicos e esculturas. Exposições contam histórias, e o design de cada mostra é o meio para isso. A apresentação deve ser nítida, clara e leve. Uma sensação de perfeição exalta a singularidade de uma coleção de objetos; junções quase imperceptíveis, linhas limpas e um sentimento geral de transparência tornam isso possível.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138316/elevando-o-design-de-exposicoes-contemporaneo-com-sistemas-de-paineis-de-vidro-deslizantesMark C. O'Flaherty
O escritório mexicano Sordo Madaleno Arquitectos anunciou a abertura de seu novo escritório no coração de Londres. Esta iniciativa estratégica em sua atuação global permitirá estabelecer uma presença internacional em uma capital mundial e estar mais próximo de seus clientes em todo o mundo.
Descubra a melhor arquitetura da quarta semana de novembro de acordo com nosso público leitor e nossa equipe editorial, com esta seleção dos artigos mais lidos, dos projetos de maior destaque e dos produtos mais populares do ArchDaily em Espanhol.
https://www.archdaily.com.br/pt/1137977/a-melhor-arquitetura-da-semana-construcao-naturalArchDaily Team
Enquanto escrevo esse texto uma chuva torrencial toca a janela do quarto. Aqui, no sul do Brasil, há semanas não sabemos o que é a luz do sol. Em várias cidades o volume de chuva já superou o total acumulado dos demais meses do ano. Alagamentos, inundações e deslizamentos são notícias corriqueiras nos jornais regionais. Neste cenário caótico, um estudo apresentado pela Confederação Nacional dos Municípios afirma que, entre as chuvas intensas no sul e a seca no norte do país, 5,8 milhões de brasileiros foram diretamente afetados pela catástrofes em 2023, incluindo casos de perda de vidas, desalojamentos e prejuízos econômicos significativos.
O prognóstico, infelizmente, também não é dos melhores. A versão nacional do renomado relatório de mudanças climáticas do IPCC, documento organizado pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) já alertou: o Brasil, assim como outros países da América Latina, não apenas ficará mais quente com as mudanças climáticas, como também verá seu regime de chuvas mudar drasticamente. Ou seja, aqui no sul, é melhor nos acostumarmos com o barulho da chuva na janela, assim como o norte deve esperar secas históricas.
Os termos resiliência e sustentabilidade, embora tenham significados semelhantes, referem-se a abordagens de design distintas no contexto da arquitetura e das cidades. Sustentabilidade está relacionada à preservação dos recursos naturais para manter o equilíbrio ecológico, enquanto resiliência implica a capacidade de se recuperar, adaptar e persistir em momentos de adversidade. Esses conceitos não apenas influenciam, mas também se complementam, especialmente em projetos de edifícios resilientes a desastres. Enquanto os processos de design convencionais para infraestrutura resiliente costumam se basear em princípios de robustez estrutural e integridade como medida contra desastres naturais previstos, a resiliência sustentável sugere a oportunidade de fortalecer os edifícios ao incorporá-los em sistemas biológicos e ecológicos.
No âmbito mundial, as primeiras fábricas tiveram origem na segunda metade do século XVI, abrigando principalmente as oficinas tipográficas. Com o passar do tempo, suas funções foram abarcando ateliês de carpintaria, tapeçaria e porcelana. Entretanto, os edifícios industriais, tais quais conhecemos hoje, só foram consolidados no século XVIII, intimamente relacionados às transformações advindas da Revolução Industrial. A substituição da mão de obra humana pelas máquinas mudou definitivamente a escala dessas edificações, transformando-as em enormes galpões.
Para um impacto na atmosfera e visual do seu apartamento, pensar como pintá-lo pode ser tão fundamental quanto a escolha das cores a serem utilizadas. Entre tantas possibilidades é difícil tomar uma decisão e sair do conforto das paredes brancas, mas aqui trazemos algumas dicas para quem busca tornar o cotidiano, e o próprio lar, ainda mais colorido.
Trevo Leste de Los Angeles. Imagem cortesia de The Dirt
Rodovias, em seu estado inanimado, não podem ser racistas. No entanto, as forças que as criaram e as consequências de sua localização estão profundamente ligadas à questão racial. Deborah Archer, professora de direito e advogada de direitos civis, aprofunda essa noção: "As rodovias foram construídas através e ao redor de comunidades negras para solidificar a desigualdade racial e proteger espaços e privilégios brancos."
No novo livro, Justice and the Interstates: The Racist Truth About Urban Highways, os editores Ryan Reft, Amanda Phillips du Lucas e Rebecca Retzlaff exploram a injustiça racial e o sistema de rodovias interestaduais. Eles reúnem ensaios que abordam o deslocamento causado pelas rodovias interestaduais. O livro surgiu a partir de uma série de artigos na Metropole, uma publicação da Urban History Association.
https://www.archdaily.com.br/pt/1009075/enfrentando-o-legado-racista-das-rodovias-urbanasDiane Jones Allen
Há alguns anos, os arquitetos do Studio Bark, em colaboração com a Structure Workshop e a Cut and Construct, começaram a desenvolver a ideia de um kit de partes projetado para que qualquer pessoa com habilidades razoáveis de construção pudesse construir sua própria estrutura. Este é o U-Build, um sistema modular feito de painéis de madeira trabalhados com a precisão de uma máquina de corte controlada por computador (CNC). Os painéis são entregues no local de construção em uma caixa compacta, prontos para serem montados, empilhados e parafusados para moldar as paredes, pisos e tetos. Apenas algumas ferramentas são necessárias, como um martelo de borracha, uma furadeira, uma fita métrica e um nível.
Embora esse sistema permita a construção de vários tipos de edifícios, seu alto nível de personalização encontra utilidade e eficácia particular em projetos habitacionais de variadas escalas. De uma pequena casa para um casal optando pela simplicidade, até uma cabana "off-grid" na floresta, uma extensão de uma casa georgiana e uma casa com eficiência energética com 3 quartos, U-Build deu vida a casas pré-fabricadas de madeira extraordinárias.
Na cidade de Malden, na região metropolitana de Boston, Massachusetts, uma comunidade intergeracional de trinta núcleos familiares contratou um escritório de arquitetura e projetou coletivamente sua comunidade de cohousing. Respondendo ao desejo do grupo por uma vida coletiva em um contexto urbano, o escritório French2D projetou um edifício que desafia as convenções tipológicas, com unidades residenciais individuais conectadas por uma rede de espaços compartilhados. O resultado é um modelo singular e colorido de habitação multifamiliar com cerca de 4.500 metros quadrados de área construída. O projeto faz parte de um número crescente de empreendimentos de cohousing nos Estados Unidos.
Tadao Ando divulgou o projeto para um novo centro de artes cênicas em Aljada, Sharjah. Batizado de "Il Teatro", o auditório com 2000 lugares, galeria e espaço para eventos será o ponto focal do masterplan de Aljada. Voltado para arte, cultura e design, o distrito de Naseej abrigará o teatro, integrado a uma praça cultural. Com conclusão prevista para 2027, o projeto é um exemplo da característica simplicidade arquitetônica de Tadao Ando.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem censura sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais criativos/as em conversas espontâneas que dão espaço para análises profundas e debates pessoais.
Uma grande variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e projetos, ou reflexões informais sobre o cotidiano e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, discutem a arquitetura local, as construções em adobe e as paisagens naturais da região sudoeste dos Estados Unidos. A dupla aborda o papel da natureza nas cidades, o projeto de experiências, a coexistência entre arquitetura e paisagem natural, o fazer artesanal, entre outros temas. Entre os destinos visitados estão o Taos Pueblo no Novo México, o Monument Valley, o Antelope Canyon, a Taliesin West de Frank Lloyd Wright e a Arcosanti de Paolo Soleri.