Ronald Lu & Partners projetou um novo empreendimento de desenvolvimento orientado ao transporte (TOD) em Shenzhen, reestruturando uma antiga zona industrial próxima ao Porto de Chiwan. O projeto se baseia na vasta experiência do escritório em arquitetura sustentável e TODs, propondo um complexo biofílico que recupera a natureza local. Reunindo programas residenciais, corporativos, comerciais e educacionais, a proposta deve se tornar um polo urbano fundamental na região da Grande Baía, que conecta a província de Guangdong, Hong Kong e Macau.
O escritório KCAP revelou o projeto vencedor do concurso para o Plano Diretor Estratégico da Área do Aeroporto de Keflavík, na Islândia, que abrange uma área de 55 quilômetros quadrados ao redor do hub de aviação global do país. Desenvolvido em conjunto com o escritório Felixx Landscape Architects & Planners, a Kanon Arkitektar e uma equipe multidisciplinar de profissionais de diversas áreas, o plano diretor propõe um “desenvolvimento colaborativo entre os setores público e privado”, buscando transformar áreas específicas no entorno do aeroporto em referências para as estratégias econômica e de sustentabilidade do país.
Qual país é o melhor em design industrial? Qual país é o melhor em design de interiores? Essas e outras perguntas encontram resposta no World Design Rankings (WDR), patrocinado pelo A' Design Award & Competition.
Com o objetivo de contribuir para a cultura global do design –destacando o bom design em todo o mundo– o WDR fornece dados relevantes e específicos para importantes economistas e jornalistas do setor. O ranking classifica os países com base no número de designers que receberam o A' Design Award entre os anos de 2010 e 2021, reconhecendo assim os melhores nomes da área.
Os escritórios tchecos UNIT Architekti, A69 - Architekti e o escritório britânico Marko & Placemakerspropõema transformação da maior área industrial desativada vizinha ao centro histórico de Praga em um polo urbano dinâmico. O masterplan, selecionado em um concurso internacional de duas etapas que contou com 57 propostas, prevê uma "estrutura urbana multifuncional" que media a complexidade infraestrutural do local, estabelecendo uma nova identidade para a região.
Quantas vezes você já ouviu a antiga afirmação de que o “e-mail está morto”? Certamente mais de uma vez. Para a surpresa de muitos/as, e apesar do surgimento de novas ferramentas de mensagens como o Slack e o Microsoft Teams durante a pandemia, o e-mail continua sendo, de longe, a ferramenta de comunicação mais utilizada em muitas empresas. Todos os dias, mais de 300 bilhões de e-mails são enviados e recebidos globalmente, e colaboradores/as passam em média 5 horas verificando suas correspondências online. Espera-se que essa tendência apenas aumente nos próximos anos, especialmente em setores baseados em projetos e clientes – como arquitetura, engenharia e construção – que dependem fortemente desse meio de comunicação.
No entanto, seu uso consolidado nem sempre é sinônimo de eficiência, particularmente em empresas que não estabelecem os processos internos necessários para arquivar e-mails em um espaço centralizado. Diante da ameaça silenciosa de uma gestão de e-mails ineficaz, muitos escritórios de arquitetura e outras empresas enfrentam riscos desnecessários, perda de tempo e produtividade, além de maior estresse entre seus/suas profissionais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093685/trabalho-em-xangai-duts-design-contrata-arquiteto-a-de-projeto-designer-de-interiores-lider-designer-visual-multimidia-estagiario-a-recrutamento-continuo韩爽 - HAN Shuang
A história dos Jogos Olímpicos, embora celebrada pelos feitos esportivos, é constantemente marcada por desafios de infraestrutura. Em diversas cidades-sede, de Atenas a Rio e Pequim, repetem-se os mesmos problemas: grandes estouros de orçamento e a complexa questão do legado. Surge, então, a grande pergunta: qual é o melhor uso de longo prazo para instalações construídas especificamente para o evento? Os Jogos de Montreal, em 1976, não fugiram a esse padrão após a construção de um Parque Olímpico criticado pelos custos excessivos e pela dívida gerada por obras especializadas. No pós-Jogos, estruturas como o Velódromo de Montreal corriam o risco de se tornar um peso financeiro. No entanto, a cidade reagiu de forma proativa ao propor a transformação do edifício em um ativo cívico dinâmico, hoje reconhecido internacionalmente como um exemplo bem-sucedido de reutilização de instalações olímpicas.
A arquitetura contemporânea aprendeu a celebrar a matéria viva. Painéis de micélio, sistemas de algas, paredes vivas — a vida agora é bem-vinda nos edifícios, sob a ótica da inovação. No entanto, a mesma disciplina que celebra esses organismos trata o mofo como contaminação. Ambos são biológicos. Ambos respondem à umidade, à temperatura e às condições dos materiais. A diferença não é científica; diz respeito a quais formas de vida a arquitetura está disposta a aceitar e quais prefere eliminar.
O mofo não se limita a edifícios abandonados ou interiores mal conservados. Ele surge em residências, escolas, escritórios, estruturas históricas e novas construções, nos mais diversos climas e contextos. Isso torna difícil ignorá-lo como um problema menor ou isolado. Se o mofo continua voltando, o que ele nos diz sobre os ambientes que os edifícios criam?
A madeira estrutural está passando por um renascimento — uma tendência irônica, dado que a madeira é indiscutivelmente o mais antigo dos materiais de construção. No entanto, novas inovações no design estrutural de madeira têm inspirado uma série de projetos que desafiam os limites desse material milenar, englobando desde pontes até arranha-céus. Mais importante ainda, esses projetos estão a caminho de se concretizar, atendendo a normas de construção que muitos, erroneamente, consideram restritivas a ponto de torná-los inviáveis.
As estruturas de madeira de hoje não estão apenas quebrando recordes — elas estão fazendo isso sem infringir as regras.
O Congresso dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que resultará no reconhecimento oficial da arquitetura como uma disciplina STEM. A lei Carl D. Perkins Career and Technical Education (CTE) Act teve a articulação do AIA em um esforço para “incentivar uma força de trabalho mais diversa, cumprir a promessa do design como síntese de arte e ciência e promover uma mudança fundamental nos currículos educacionais”.
A medida bipartidária permitirá que os estados usem verbas federais para modernizar o currículo de Educação Profissional e Técnica, possibilitando um aumento nos recursos disponíveis para o ensino de arquitetura no nível médio. O reconhecimento da arquitetura como uma disciplina STEM reflete a história de engenhosidade e resolução de problemas da profissão, além de sua atuação na intersecção entre arte e ciência.
https://www.archdaily.com.br/pt/1070969/arquitetura-se-torna-disciplina-stem-nos-estados-unidosNiall Patrick Walsh
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Miodrag Živković, Monumento à Batalha de Sutjeska, 1965-71, Tjentište, Bósnia e Herzegovina. Vista da face oeste. Foto: Valentin Jeck, encomendada pelo The Museum of Modern Art, Nova York, 2017.
Com o encerramento da exposição se aproximando, Martino Stierli (curador-chefe de arquitetura e design do MoMA) e Vladimir Kulic (curador convidado e historiador de arquitetura) apresentam um vídeo de sete minutos que guia o público pelos destaques da mostra.
https://www.archdaily.com.br/pt/1119022/um-guia-especializado-pela-exposicao-rumo-a-uma-utopia-de-concreto-arquitetura-na-iugoslavia-1948-1980-do-momaNiall Patrick Walsh
Veneza conquistou os corações e mentes de arquitetos e arquitetas no ano passado, mas 2019 —um ano sem Veneza— ainda será repleto de bienais e festivais pelo mundo (dos quais temos orgulho de ser parceiros oficiais de muitos). A expectativa já está crescendo.
Das novas abordagens de Chicago às práticas tradicionais às perspectivas tecnológicas futuras de Shenzhen; da agenda de decrescimento de Oslo ao foco do Brasil na arquitetura do cotidiano, é hora de começar a reservar as datas para as seguintes bienais ao redor do mundo!
Arquitetos e arquitetas não precisam mais carregar rolos gigantes de desenhos para o canteiro de obras; agora, podem explorar um modelo 3D diretamente no iPad. Essa mudança tecnológica eleva o nível das discussões sobre projeto e simplifica a apresentação de ideias desde o início.
O maior festival de gelo e neve do mundo foi recentemente aberto ao público na China. Realizado na província de Heilongjiang, no nordeste do país, o Festival Internacional de Gelo e Neve de Harbin atrai cerca de 18 milhões de visitantes com seus impressionantes castelos e esculturas de gelo e neve. A edição de 2019 utilizou um total de 120 mil metros cúbicos de gelo e 111 mil metros cúbicos de neve, moldados por milhares de artistas com serras elétricas, cinzeis e picaretas sob temperaturas extremas de até -35 °C.
Desde que foi criado em 1985, o festival anual se tornou uma tradição em Harbin. Hoje, o evento acumula diversos títulos, incluindo o recorde do Guinness para a maior escultura de neve do mundo (com 250 metros de comprimento e 8,5 metros de altura). Na edição de 2019, artistas de 12 países apresentarão mais de 100 réplicas de marcos arquitetônicos e esculturas de gelo.
O Festival Internacional de Gelo e Neve de Harbin dura cerca de um mês, com encerramento previsto para 5 de fevereiro. Reunimos abaixo algumas de nossas imagens favoritas do evento até o momento, mostrando que a arquitetura mais vibrante também pode ser fria como o gelo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1070685/o-festival-internacional-de-gelo-e-neve-de-harbin-na-china-e-inaugurado-com-as-mais-belas-arquiteturas-de-geloNiall Patrick Walsh
O arquiteto espanhol Fran Silvestre é amplamente reconhecido por seu portfólio de obras sutis, limpas e decididamente modernas. Cada projeto é tão impressionante quanto o anterior — o tipo de residência que aparece em filmes de James Bond e povoa os painéis do Pinterest de quem sonha em conquistar a casa própria.
O escritório SO?, sediado em Istambul, projetou um protótipo de estrutura flutuante para assistência pós-terremoto. Batizado de "Fold&Float", o projeto consiste em uma estrutura leve de aço dobrável, desenvolvida para situações de emergência.
Em 2001, as autoridades de Istambul planejaram pontos de encontro de emergência locais. No entanto, nas últimas duas décadas, a cidade privatizou 70% dessas áreas. Diante disso, o escritório SO? questiona: onde as pessoas poderão se abrigar em caso de um terremoto? Como resposta, a equipe de projeto desenvolveu uma estrutura flutuante que dispensa o uso de terrenos firmes e desocupados.
A Universidade de Tecnologia de Sydney (UTS) abrirá a primeira residência universitária indígena da Austrália, com o objetivo de incentivar a participação de mais estudantes aborígenes e de Torres Strait (Torres Strait Islanders) no ensino superior. O empreendimento, avaliado em 100 milhões de dólares australianos, oferecerá diversos serviços que celebram a identidade e a cultura indígena. As candidaturas estarão abertas a estudantes de toda a Austrália, e os custos de moradia e de programas de tutoria serão custeados pela instituição.
Heart of Malta. Imagem cortesia de Svetozar Andreev
O/A arquiteto/a russo/a Svetozar Andreev apresentou uma nova versão para a Janela Azul (Azure Window), o célebre arco de pedra das Ilhas Maltesas. O emblemático marco desmoronou durante uma tempestade em 2017, e Andreev propõe substituí-lo por um novo arco de metal espelhado. Intitulado "Coração de Malta" (The Heart of Malta), o projeto tem formato poligonal, mantendo o tamanho e as proporções do arco de calcário original. O interior da estrutura abrigará um novo espaço de exposições distribuído em cinco pavimentos, conectados por uma escada caracol central.
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Miodrag Živković, Monumento à Batalha de Sutjeska, 1965-71, Tjentište, Bósnia e Herzegovina. Vista da exposição oeste. Foto: Valentin Jeck, encomendada pelo Museu de Arte Moderna, Nova York, 2017.
Desde julho de 2018, o Museu de Arte Moderna (MoMA) apresenta a exposição “Rumo a uma utopia de concreto: Arquitetura na Iugoslávia, 1948–1980”, que explora a produção arquitetônica da antiga Iugoslávia. Com mais de 400 desenhos, maquetes, fotografias e filmes, esta é a primeira grande mostra nos Estados Unidos dedicada a investigar o tema.
Com o encerramento da exposição se aproximando, Martino Stierli (curador-chefe de arquitetura e design do MoMA) e Vladimir Kulić (curador convidado e historiador da arquitetura) lançaram um vídeo de sete minutos que guia o público pelos principais destaques da mostra.
https://www.archdaily.com.br/pt/1070571/visita-guiada-especializada-pela-exposicao-rumo-a-uma-utopia-de-concreto-arquitetura-na-iugoslavia-1940-1980-no-museu-de-arte-moderna-de-nova-yorkNiall Patrick Walsh
Tanto designers quanto o público em geral parecem compartilhar de um fascínio interminável por edificações abandonadas. Ao longo da história, transformações sociais, desastres naturais, mudanças de regime político e a inevitável deterioração física deixaram muitas estruturas em ruínas. Essas construções impressionam e despertam a curiosidade de explorar e imaginar o passado. Às vezes, assemelham-se a monumentos quase inquietantes, que testemunham silenciosamente a passagem do tempo e as histórias de outrora.
Movidas por esse fascínio, pessoas curiosas entram nesses espaços, utilizando equipamentos de filmagem para registrar aventuras ousadas por territórios desconhecidos. Há inúmeros vídeos desse gênero no YouTube, mas o canal The Proper People destaca-se como uma das séries mais qualificadas. O olhar aguçado de quem produz os vídeos confere uma qualidade cinematográfica às construções abandonadas, proporcionando um verdadeiro espetáculo visual para o público.
https://www.archdaily.com.br/pt/1070718/serie-a-estetica-do-abandono-na-arquiteturaNiall Patrick Walsh
Nos anos que antecederam sua morte, o falecido fuzileiro naval, astronauta e senador norte-americano John Glenn idealizou um espaço de encontro e memória para veteranos de todos os conflitos. Não seria um memorial de guerra tradicional ou um museu militar, mas sim um local para homenagear os veteranos e promover o debate cívico, compartilhando histórias de serviço por meio de exposições interativas, relatos orais, imagens e objetos pessoais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1119402/o-novo-museu-do-allied-works-em-columbus-e-projetado-para-a-historia-do-futuroKatherine Allen
Novas fotografias foram divulgadas do Taipei Performing Arts Center (TPAC), do escritório OMA, enquanto as obras avançam em Taiwan. Composto por três teatros que funcionam de forma autônoma, o projeto do OMA busca romper com o consenso tradicional de que centros de artes cênicas devem conter apenas um grande auditório, um teatro de médio porte e uma pequena caixa preta (black box).
O OMA afirma não ver “desculpa para a estagnação contemporânea”, utilizando o TPAC como uma oportunidade para experimentar com o funcionamento interno dos teatros, o que resulta em uma presença externa dinâmica. Assim, os três teatros do TPAC se conectam a um cubo central que combina palcos, bastidores e espaços de apoio em uma estrutura única e eficiente, permitindo que os palcos sejam modificados ou unificados para cenários imprevistos.
Em 2016, a École des Ponts ParisTech estabeleceu um programa de mestrado avançado focado em fabricação digital e robótica. Atualmente, o curso está com inscrições abertas para sua quarta edição. O currículo foi desenvolvido para atrair arquitetos/as, engenheiros/as e designers voltados para a tecnologia. Desde o seu lançamento em 2016, o diretor do programa, Francesco Cingolani, tem se dedicado a explorar a relação entre arquitetura e tecnologia por meio do estabelecimento de um intercâmbio cultural interdisciplinar entre as duas áreas.
Ao longo do programa de 12 meses, os/as estudantes devem concluir os componentes principais do currículo — que incluem design computacional, cultura e design digital, manufatura aditiva e fabricação robótica —, visando alcançar as metas do design de dados, ao mesmo tempo em que colaboram com seus pares em um ambiente de aprendizagem dinâmico. Além de proporcionar habilidades técnicas e repertório estético a cada participante, o programa garante que o corpo discente adquira conhecimentos essenciais sobre as tendências atuais de inovação e pesquisas em andamento. Ao permitir o contato direto com a tecnologia por meio do manuseio prático de ferramentas de fabricação digital, o programa também ensina os/as estudantes a projetar sob uma perspectiva orientada ao processo.