Valeria Montjoy

Senior Content Editor no DAAily Platforms. Arquiteta, mestre em Projeto Urbano pela Pontificia Universidad Católica de Chile (2021). Reside em Santiago, Chile

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Máxima flexibilidade: as possibilidades das paredes operáveis de dobra vertical

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Como resposta a um mundo em rápida transformação, a flexibilidade tornou-se prioridade absoluta no design de interiores contemporâneo. Isso explica, por exemplo, a crescente demanda por espaços amplos e multifuncionais em detrimento de layouts rígidos e fechados — como demonstra a tendência das cozinhas integradas. Essa mudança nas necessidades espaciais sugere que projetar para o presente e para o futuro significa criar espaços capazes de se adaptar facilmente a múltiplos usos: em um dia, uma sala pode ser destinada a um grande evento; no outro, pode ser necessária para atividades menores e mais reservadas. Diante disso, materiais, produtos e outros elementos do design de interiores devem responder à altura, integrando tecnologia e inovação para criar espaços flexíveis e, ao mesmo tempo, funcionais.

Bio-materiais como estruturas autoportantes: fungos, algas e forquilhas de árvores

Como Caitlin Mueller, pesquisador, designer e professor do MIT, aponta: "o maior valor que se pode dar a um material é dá-lo um papel de carga em uma estrutura". Os componentes de carga - fundações, vigas, colunas, paredes etc. - são projetados para resistir às forças e movimentos permanentes ou variáveis. Semelhante aos ossos do corpo humano, eles apoiam, protegem e mantêm tudo unido. Para cumprir essa função indispensável, devem ser feitos de materiais com excelentes propriedades mecânicas, o que explica o destaque de concreto e aço em estruturas. No entanto, seu alto desempenho tem um alto custo ambiental: juntos, eles representam 15% das emissões globais de CO2 no mundo. Isso nos faz pensar: é possível que os materiais estruturais sejam realmente sustentáveis? Conhecemos soluções como versões mais ecológicas de concreto, mas há muitas outras alternativas para explorar. E, às vezes, a resposta está mais próxima do que esperamos; na terra embaixo de nós ou na natureza que nos rodeia.

Alto desempenho e baixo impacto ambiental: 5 edifícios com madeira acetilada

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Nos últimos anos, a madeira tem ganhado espaço como um material de construção renovável, versátil e esteticamente atraente. Sua resistência, facilidade de manuseio e propriedades isolantes lhe conferem vantagens que outros materiais não conseguem alcançar, tornando-a uma alternativa cada vez mais utilizada por designers, arquitetos/as e construtores/as. No entanto, embora apresente múltiplos benefícios, ela também é suscetível a processos de degradação e apodrecimento, exigindo cuidados de preservação diante da passagem do tempo ou de outras ameaças externas.

Como resposta a esses problemas de durabilidade, antigamente existiam duas possibilidades: aplicar tratamentos químicos ou utilizar madeiras duras tropicais. Enquanto o primeiro caminho gera toxinas nocivas, o segundo incentiva o desmatamento em um contexto de mudança climática. Desse modo – e diante de uma maior demanda pelo material –, foram desenvolvidos métodos alternativos para protegê-lo. Um deles é a acetilação, um processo não tóxico que, além de oferecer alto desempenho, reduz significativamente o impacto ambiental.

3 ferramentas digitais para especificar, visualizar e simular economia com vidros

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Seja para uma fachada, janela ou porta, escolher o vidro mais adequado para uma construção pode ser uma decisão complexa. Acompanhando os recentes avanços tecnológicos, as melhorias na fabricação do material resultaram em uma ampla gama de alternativas, que vão desde vidros em uma grande variedade de cores até vidros de baixa emissividade (low-e) que proporcionam eficiência energética. Com tanta variedade no mercado, como definir o melhor tipo de vidro para um projeto? Essencialmente, a resposta depende de duas necessidades: as do espaço e as do/a cliente. Enquanto o tipo de projeto (e seu contexto espacial e climático) pode determinar as dimensões ou a quantidade de luminosidade e os isolamentos térmico e acústico necessários, o/a usuário/a pode influenciar em fatores como segurança ou exigências estéticas de cor e transparência.

Anúncio de Licitação | Concurso de Projeto para o Centro de Pesquisa e Inovação de Negócios Marinhos (MBRIC) em Ceiba, Porto Rico, EUA

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A Autoridade de Redesenvolvimento de Roosevelt Roads (LRA) de Porto Rico lançou uma chamada de propostas (RFP #2022-004) por meio de um concurso de projeto. O objetivo desta licitação é selecionar empresas de arquitetura e engenharia qualificadas para fornecer serviços integrados e completos (incluindo estudos preliminares, projeto, design sustentável, obtenção de licenças, entre outros) para o futuro projeto do Centro de Pesquisa e Inovação em Operações Marítimas (MBRIC). O local do projeto está situado na região leste de Porto Rico, especificamente no antigo píer da Guarda Costeira em Roosevelt Roads, no município de Ceiba. Além disso, o projeto será desenvolvido pela Bluetide Puerto Rico em parceria com a LRA, definindo conjuntamente os requisitos e necessidades para o desenvolvimento do MBRIC, cabendo também à Bluetide supervisionar a operação e manutenção das instalações.

Sistemas arquitetônicos de policarbonato: transformando a luz natural em uma ferramenta poderosa

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Na arquitetura, o conceito de iluminação natural refere-se à entrada de luz natural nos edifícios para proporcionar uma série de benefícios, que vão desde o maior conforto visual e produtividade até a melhora na saúde e maior economia de energia. No entanto, para alcançar níveis ideais de luz solar, o equilíbrio é fundamental; enquanto o excesso pode produzir um ofuscamento desconfortável e uma quantidade excessiva de calor, a falta de luz pode causar problemas de saúde e uma maior dependência da iluminação artificial. Sob essa perspectiva, as qualidades dos painéis de policarbonato são incomparáveis, tornando-se uma escolha atraente para fachadas e coberturas ao proporcionar uma luz suave e difusa, com diferentes níveis de transparência, brilho e opacidade.

Mobiliários para crianças: camas, cadeiras e mesas em miniatura para ambientes saudáveis e seguros

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Mobiliários para crianças:  camas, cadeiras e mesas em miniatura para ambientes saudáveis e seguros - Imagem de Destaque
Stool S/M DBV-505-FD-01-01 / De Breuyn. Image Courtesy of De Breuyn

Relembrando sua infância, Peter Zumthor disse uma vez: “Memórias como essa contêm a experiência arquitetônica mais profunda que eu conheço. São os reservatórios das atmosferas e imagens arquitetônicas que exploro em meu trabalho como arquiteto. ”Essas palavras aludem a um conceito fundamental por trás do design para crianças: tudo o que encontramos nos primeiros anos de nossas vidas, incluindo a arquitetura, pode ter um grande impacto em nossa perspectiva futura do mundo. Quando os espaços são projetados de acordo com as necessidades específicas das crianças, elas estimulam seu bem-estar físico e mental, além de aumentar as habilidades de autonomia, auto-estima e socialização. Arquitetos têm a responsabilidade de garantir que as crianças vivam, brinquem e aprendam em ambientes que contribuam para o seu desenvolvimento saudável de longo prazo.

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Chamada de Propostas: Concurso de Projeto para o Centro Marinho, de Negócios, Pesquisa e Inovação (MBRIC) em Ceiba, Porto Rico

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A Autoridade de Redesenvolvimento Local de Roosevelt Roads de Porto Rico (LRA, na sigla em inglês) está lançando uma Solicitação de Propostas (RFP nº 2022-004) por meio de um Concurso de Projeto. O objetivo desta RFP é obter propostas de escritórios qualificados de arquitetura e engenharia capazes de fornecer uma gama completa de serviços — incluindo estudos, projeto, design sustentável, obtenção de licenças e outros serviços — para o desenvolvimento e a construção do Centro de Negócios Marinhos, Pesquisa e Inovação (MBRIC). Localizado na região leste da ilha — especificamente no antigo Píer da Guarda Costeira no município de Ceiba, em Roosevelt Roads —, o projeto será desenvolvido em conjunto com a Bluetide Puerto Rico, Inc., que colaborou com a LRA na elaboração do programa, bem como no estabelecimento das necessidades e dos requisitos para o desenvolvimento do MBRIC. A Bluetide será responsável por supervisionar a operação e a manutenção das instalações.

Natureza no interior: Revestimentos porcelânicos com efeito de pedra e madeira

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À medida que a crise climática se agrava e as consequências da pandemia continuam evidentes no dia a dia, temas como a sustentabilidade e a saúde mantêm-se mais relevantes do que nunca. Isso explica a tendência do design biofílico, que se caracteriza por colocar a arquitetura – e, consequentemente, o/a usuário/a – em contato com os benefícios próprios da natureza: o conforto, a calma e o bem-estar.

A demanda, consequentemente, tem se concentrado em objetos e materiais capazes de trazer a natureza para o interior, seja na forma de elementos decorativos, vegetação ou mesmo revestimentos para pisos e paredes. No entanto, para garantir sua funcionalidade em um espaço interno, o ideal é que o produto combine esse aspecto natural com qualidades práticas, como a resistência e a facilidade de manutenção.

Qual é o futuro do BIM? Graphisoft revela o Archicad 26

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Considerada a segunda habilidade mais solicitada no setor (atrás apenas da experiência de campo) e utilizada por um número crescente de profissionais de projeto, a Modelagem de Informação da Construção (BIM) provou ser o presente da arquitetura. No entanto, com constantes novos recursos e melhorias promissoras, a tecnologia é também, em grande medida, o futuro. Há décadas, esse software revolucionário vem se consolidando como uma ferramenta poderosa, com uma longa lista de recursos valiosos: detecção de erros, redução de custos e de desperdício de materiais, mitigação de riscos, otimização de fluxos de trabalho e, acima de tudo, a viabilização de uma colaboração multidisciplinar fluida.

Equilibrando eficiência energética e estética: sistemas de fenestração térmica em grande escala

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A demanda total de energia dos edifícios aumentou drasticamente nos últimos anos. Impulsionada pelo maior acesso em países em desenvolvimento, pela maior posse de aparelhos de consumo de energia e pelas crescentes densidades urbanas, hoje ela representa mais de um terço do consumo global de energia e quase 15% das emissões diretas de CO2. À medida que a crise climática se agrava e suas consequências se tornam mais visíveis do que nunca, o setor de arquitetura e construção deve responder à altura. É preciso assumir a responsabilidade por seu impacto ambiental e priorizar a redução do consumo de energia, seja por meio de decisões de projeto, técnicas construtivas ou produtos inovadores. No entanto, o segredo reside em não sacrificar a estética e o conforto nesse processo.

Novo Anexo de Robótica do SCI-Arc: explorando o uso de IA para soluções de habitação acessível

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Novo Anexo de Robótica do SCI-Arc: explorando o uso de IA para soluções de habitação acessível - Imagem de Destaque
SCIARC Robot House. Imagem cortesia de SCI-Arc

O acesso à moradia adequada é um direito humano. Contudo, diante do aumento drástico dos preços, de rendimentos que não crescem proporcionalmente e de políticas públicas ineficazes, a falta de lares seguros e acessíveis alimenta uma constante crise habitacional global. Na realidade, constatou-se que 90% de 200 cidades pesquisadas foram consideradas inacessíveis para se viver, com o impacto da COVID-19 apenas agravando a situação e forçando grande parte da população mundial a se submeter a condições de vida precárias. Espera-se que esse cenário se agrave ainda mais em um futuro próximo; até 2025, o Banco Mundial estima que 1,6 bilhão de pessoas serão afetadas pela escassez de moradias.

Elementos vazados de concreto: vantagens de sua aplicação na arquitetura contemporânea

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Como elemento arquitetônico, os elementos vazados têm uma longa história. Utilizados desde a Antiguidade no Egito e na Grécia, bem como na arte tradicional hispano-muçulmana, eles enriqueceram inúmeros espaços com suas formas repetitivas e desenhos intrincados. Até os dias de hoje, mantêm seu valor graças às suas qualidades estéticas e excelentes características funcionais, assumindo grande protagonismo em fachadas e divisórias de múltiplos projetos arquitetônicos contemporâneos – especialmente naqueles de uso residencial.

Superando desafios projetuais com tecnologia: Museu do Futuro em Dubai

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Superando desafios projetuais com tecnologia: Museu do Futuro em Dubai - Imagem de Destaque
Courtesy of Killa Design

Com 78 metros de altura, o Museu do Futuro (Museum of the Future - MOTF) está longe de alcançar o famoso skyline de Dubai, que apresenta arranha-céus como o Burj Khalifa incomparável - a torre mais alta do mundo. No entanto, com sua forma ousada e fachada impressionante iluminada por mais de 14.000 metros de caligrafia árabe, certamente consegue tomar seu lugar entre os edifícios mais emblemáticos da cidade. O premiado projeto de Killa Design e Buro Happold, descrito por muitos como "o edifício mais bonito do mundo", foi inaugurado em fevereiro de 2022 no Distrito Financeiro de Dubai. Em uma área total construída de 30.000 m², acomoda espaços de exibição para ideologias, serviços e produtos inovadores, além de espaços de teatro, um laboratório e um centro de pesquisa.

Qual o papel dos materiais e sistemas construtivos para democratizar a arquitetura?

"A Arquitetura não muda nada. Está sempre do lado dos mais ricos." Com essas palavras, Oscar Niemeyer se referiu à arquitetura como um privilégio destinado principalmente à classe alta - uma declaração que historicamente provou ser verdadeira, mesmo como alguns gostariam de negar. Hoje, apenas 2% de todas as casas ao redor do mundo foram projetadas por arquitetos. Isso se deve em grande parte ao fato de que, aos consumidores médios, as casas projetadas por arquitetos continuam sendo percebidas como produtos caros e inatingíveis disponíveis apenas para este poucos selecionados; Um luxo que muitos não podem entender, especialmente à medida que os preços da habitação aumentam. Por fim, isso torna o bom projeto inacessível para certos segmentos, forçando -os a se contentar com condições de vida precárias em espaços padronizados que não levam em consideração suas necessidades (ou seja, se eles têm acesso à moradia).

Quando o vintage encontra o moderno: 5 luminárias estilo celeiro que alcançam uma estética contemporânea

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Caracterizada por uma estrutura simples e telhado de duas águas, a tipologia tradicional de celeiro responde à sua função original: abrigar produtos agrícolas e gado. Nos últimos anos, no entanto, a estética dos celeiros evoluiu drasticamente, despertando o interesse de designers por seu charme rústico duradouro, forma minimalista, ornamentação refinada e modularidade — qualidades que há muito a tornam popular em refúgios de campo. Reinterpretada para se adequar a um estilo contemporâneo, essa tipologia vintage conquistou projetos modernos que buscam oferecer um refúgio da realidade densa e acelerada da vida urbana. Ao reformar fazendas históricas ou construir novas residências projetadas para se assemelharem a celeiros, arquitetos e arquitetas têm se inspirado nas origens industriais das instalações agrícolas tradicionais, mas com um toque moderno.

Painéis estruturais isolantes que garantem o conforto térmico na habitação

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Agravada pela pandemia, a crise habitacional tornou-se um fenômeno global. O aumento dos preços, a falta de acesso e as políticas habitacionais deficientes traduziram-se em maior escassez e condições de precariedade. O caso do Chile não é exceção. Inclusive, de acordo com os últimos relatórios emitidos pela Câmara Chilena da Construção (CChC), existem “mais de 700 mil famílias com problemas de coabitação involuntária e moradias irrecuperáveis, somando-se às 81 mil famílias que vivem em acampamentos”.

Além de forros puramente funcionais: as possibilidades dos sistemas modulares de feltro

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Conhecido como a “quinta parede”, o forro é a superfície superior interna que define o limite de um ambiente. Ao contrário da decoração, do papel de parede, do mobiliário e de outros elementos que definem a atmosfera de um espaço, ele raramente é destacado como um componente crucial de projeto, o que costuma resultar naquele clássico tom branco liso que continua sendo a norma na maioria dos ambientes internos. No entanto, os forros podem desempenhar múltiplos papéis em qualquer projeto de arquitetura. Por exemplo, eles proporcionam conforto, atuam como superfícies de proteção para outras instalações prediais, ocultam elementos estruturais e adicionam camadas de textura, movimento e cor. Além disso, permitem o fechamento ou a separação de espaços e contribuem para a difusão sonora, reduzindo, consequentemente, a transmissão de ruídos entre os ambientes.