Valeria Montjoy

Senior Content Editor no DAAily Platforms. Arquiteta, mestre em Projeto Urbano pela Pontificia Universidad Católica de Chile (2021). Reside em Santiago, Chile

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Mobiliário climaticamente inteligente: a história por trás de uma poltrona 100% sustentável

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Desde o início dos anos 2000, é amplamente divulgado que a indústria da construção civil responde por quase 40% das emissões de CO2 do planeta. O papel dos interiores nessa porcentagem tem sido historicamente subestimado, com estatísticas comuns sugerindo que o mobiliário, os componentes e os equipamentos de um projeto são responsáveis por apenas cerca de 7% a 10% de sua pegada de carbono total. No entanto, novas pesquisas indicam justamente o contrário: na vida útil média de um edifício, a pegada de carbono de seus interiores se igualará — se não superar — a da estrutura e da envoltória. O design de interiores, para a surpresa de muitos, tem, na verdade, causado grandes danos ambientais.

Cinco cenários para integrar portas pivotantes ao design residencial

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As portas externas não apenas proporcionam segurança, mas também definem a primeira impressão de uma residência. Isso fica evidente na porta pivotante apresentada na imagem acima, projetada e fabricada na Europa pela Air-Lux. No interior da casa, por sua vez, as portas internas garantem privacidade, atenuam ruídos, dividem ambientes e valorizam a estética arquitetônica dos espaços. Assim, para atender a essas demandas e resistir ao uso diário contínuo, elas devem ser duráveis e atemporais, sem nunca comprometer a sofisticação e o estilo. Entre as opções que atendem a esses requisitos, as portas pivotantes se destacam por combinarem movimento fluido, elegância e versatilidade. Com um design contemporâneo minimalista, essas portas vão além da função convencional das esquadrias comuns. Girando em torno de um eixo vertical graças a ferragens quase invisíveis, elas se adaptam a qualquer estilo de decoração, uso e dimensão, abrindo um leque de possibilidades criativas ilimitadas.

Maneiras funcionais e criativas de integrar portas pivotantes em interiores

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Portas interiores são capazes de gerar privacidade, ruídos, separando salas e aprimorando a arquitetura de uma sala. Portanto, a fim de cumprir essas necessidades - e considerando que são usadas várias vezes por dia - as portas interiores devem ser duráveis e atemporais sem sacrificar a beleza e o estilo. Entre todas as opções que atendem a esses critérios, as portas pivotantes se destacam por causa de seu elegante movimento, estética e versatilidade. Com um design contemporâneo elegante que excede a função regular de uma porta tradicional, essas portas balançando giram em um eixo vertical com dobradiças quase invisíveis, assumindo qualquer tipo de decoração, uso e medição com infinitas possibilidades criativas.

Banheiros com personalidade: 6 tendências de design

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Banheiros com personalidade: 6 tendências de design - Imagem de Destaque
Colección Architect. Image Cortesía de Noken | Porcelanosa Grupo

Ficou para trás a época dos banheiros simples e sem personalidade. O que antes eram pequenos cômodos dedicados exclusivamente à funcionalidade e à privacidade transformou-se, nos últimos anos, em espaços de relaxamento que priorizam o bem-estar, permitem escapar do mundo exterior e adotam novas tendências do design contemporâneo. Assim, seja com uma abordagem clássica ou ousada, hoje vemos banheiros mais expressivos, coloridos, que integram tecnologia e visam à sustentabilidade. Com isso, é cada vez mais comum romper com o esquema tradicional e se afastar da imagem de um espaço completamente branco, sem um design singular e intencional.

Como usar policarbonato translúcido em fachadas de edifícios?

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Seja se mesclando ou se destacando, incorporando transparência ou solidez, expressando aspereza ou suavidade, uma fachada é o meio pelo qual nos relacionamos com a arquitetura. Ela conta uma história e muitas vezes pode definir o tom para o restante do interior. Mas, além de definir uma experiência puramente visual, a envoltória de um edifício também deve ser prática, durável e ter a capacidade de gerenciar adequadamente as necessidades de iluminação e ventilação natural. Afinal, por ser o ponto de contato com o exterior, é responsável por mitigar os sons e fornecer proteção contra as condições climáticas, como vento, chuva, calor e umidade. Ao projetar uma fachada, é importante considerar um equilíbrio entre desempenho e uma bela estética. É claro que muitos materiais atendem com sucesso a esses critérios. Mas quando se trata de criar um ambiente confortável e cheio de luz, garantindo resistência, facilidade de instalação e versatilidade, as propriedades dos painéis de policarbonato translúcido parecem incomparáveis.

Jardins verticais podem contribuir para uma arquitetura neutra em carbono?

Jardins verticais podem contribuir para uma arquitetura neutra em carbono? - Imagem de Destaque
London's Largest "Living Wall" / Gary Grant. Image Courtesy of Green Roof Consultancy and Treebox

Um edifício neutro em carbono é alcançado quando a quantidade de emissões de CO2 é equilibrada por iniciativas positivas para o clima, de modo que a pegada líquida de carbono ao longo do tempo seja zero. Considerando sua capacidade inigualável de absorver CO2, plantar árvores é muitas vezes visto como a melhor solução de compensação de carbono. Mas à medida que as cidades se tornam mais densas e a quantidade de espaço horizontal disponível para áreas verdes reduz drasticamente, os arquitetos têm sido forçados a explorar outras abordagens. Para enfrentar esses desafios climáticos e conectar as pessoas à natureza, as paredes verdes externas tornaram-se uma tendência crescente em cidades cada vez mais verticais. Embora haja pesquisas para afirmar que estes podem impactar positivamente o meio ambiente, muitos questionam se eles podem realmente contribuir para uma arquitetura neutra em carbono. A resposta pode ser bastante complexa, mas parece apontar para: até certo ponto através de um bom projeto.

O retorno das curvas: materiais que podem dobrar e ondular

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O retorno das curvas: materiais que podem dobrar e ondular - Imagem de Destaque
Hongkun Art Gallery / penda. Image © Xia Zhi

Reserve um segundo para imaginar um edifício ou um espaço. Provavelmente, você está imaginando superfícies retangulares planas e linhas retas. Sejam paredes, vigas ou janelas, a maioria dos elementos arquitetônicos vem em formas ortogonais padrão e altamente práticas. No entanto, a pandemia lançou luz sobre designs que não são apenas funcionais, mas também melhoram nosso humor e bem-estar. Nesse sentido, o poder das superfícies curvas e fluidas é incomparável, o que explica por que elas estão voltando como uma tendência de design moderno. Adotar belas formas inspiradas na natureza, como curvas orgânicas, energizam os ambientes e fazem os usuários se sentirem bem. Na verdade, os neurocientistas mostraram que essa afeição está programada no cérebro; em um estudo de 2013, descobriram que os participantes eram mais propensos a considerar um espaço bonito se fosse curvilíneo em vez de retilíneo. Em suma, os humanos adoram curvas.

Montantes leves feitos de celulose: Wood Tube

Entre as muitas dificuldades que a indústria da construção enfrenta atualmente, o confrontar a emergência climática continua sendo um dos principais desafios. De fato, considerando que o setor é responsável por cerca de 40% das emissões globais de gases de efeito estufa, a busca por uma arquitetura net-zero deveria ser a principal prioridade. Embora haja um longo caminho a percorrer para a maioria dos edifícios anular a quantidade de dióxido de carbono que produzem, o conceito está ganhando força rapidamente e certamente se tornará a nova norma à medida que olhamos para um futuro não muito distante. E como arquitetos, designers e outros atores envolvidos na indústria podem contribuir para o design sustentável e a arquitetura net-zero?

Tradição artesanal com tecnologia do vidro: 6 projetos com revestimentos vítreos

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Os primeiros mosaicos datam do século VIII a.C. De fato, já eram utilizados como elementos decorativos e pavimentos na Grécia Antiga e no Império Romano. No entanto, apesar de sua longa história, continuam mais atuais do que nunca e seguem ditando tendências no design contemporâneo. Além disso, nos últimos anos a técnica do mosaico evoluiu acompanhada por novas tecnologias e métodos mais espaçados de fabricação, abrindo espaço para diferentes tipos de revestimentos com diversos formatos, estilos, cores e propriedades que se adaptam a um amplo leque de funções. Entre eles, destacam-se especialmente os sistemas vítreos por sua beleza, versatilidade e qualidades físicas.

Montantes de alumínio colorido para o mais novo arranha-céu de Paris

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Ao superar o arranha-céu Tour First, a HEKLA Tower, com seus 48 pavimentos e 220 metros de altura, será o edifício mais alto do distrito financeiro de La Défense, em Paris, além do segundo edifício mais alto de toda a França. Atualmente em construção e projetada pelo vencedor do Prêmio Pritzker Jean Nouvel, a torre está destinada a se tornar um forte manifesto arquitetônico. Com conclusão prevista para este ano de 2022, em meio ao programa de revitalização do setor, o arranha-céu futurista distribui seus 76.000 m² de área construída em escritórios, serviços, lobbies, um anfiteatro, salas de projeção e espetáculos, restaurantes, bares, academias e loggias. Tudo isso com o objetivo de proporcionar uma experiência de uso única, com espaços de trabalho amplos e flexíveis que promovem a interação e o bem-estar.

A evolução do espaço de trabalho: flexibilidade e colaboração inteligente

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Durante a pandemia, a comunicação entre as equipes, as reuniões e os processos de trabalho passaram rapidamente da presencialidade para a telepresencialidade. Diante disso, métodos híbridos, de home office e soluções de participação remota são cada vez mais estudados e adotados no mercado de trabalho. Embora alguns tenham pensado que isso significaria o fim dos escritórios físicos, muitas empresas optaram por alcançar um equilíbrio que atenda às novas necessidades dos/as colaboradores/as e, ao mesmo tempo, incentive o trabalho em equipe e a cultura e identidade corporativas. Como resultado, essa tendência se materializou em espaços de trabalho flexíveis que fomentam a colaboração inteligente.

A tecnologia de impressão 3D pode remodelar a arquitetura residencial como a conhecemos?

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Dubai planeja construir um quarto de seus edifícios com tecnologia de impressão 3D até 2025, uma iniciativa que demonstra o potencial dessa tecnologia em rápida evolução para redefinir e expandir os limites da construção tradicional. Desde que a impressão 3D foi introduzida nos setores de construção civil, engenharia e arquitetura, ela vem ganhando cada vez mais popularidade no mercado. Um relatório de julho de 2021 da Grand View Research projeta que o mercado global de construção por impressão 3D crescerá 91% apenas entre 2021 e 2028. Por trás dessa expectativa de crescimento acelerado estão, por um lado, a rapidez e o baixo custo da construção com impressão 3D e, por outro, sua capacidade de viabilizar habitações de interesse social e oferecer infinitas possibilidades de projeto. Assim, à medida que arquitetos e arquitetas se adaptam a uma nova era tecnológica onde velocidade e eficiência são elementos-chave nos processos de projeto e execução, a ascensão da impressão 3D mostra-se extremamente promissora. Esta tecnologia pode, inclusive, remodelar a construção civil como a conhecemos.

Como impermeabilizar coberturas e lajes?

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Enquanto a vida útil de um edifício médio é de cerca de 50 a 100 anos, uma cobertura costuma durar entre 15 e 30 anos.

Por que essa diferença tão marcante?

Por estar em contato direto com a radiação solar, umidade, chuva, variações de temperatura e vento, as coberturas e lajes são as áreas mais críticas e expostas de um edifício. Sendo assim, sem manutenção e cuidados adequados, há o risco de surgirem danos que reduzem drasticamente sua vida útil.

Do mobiliário aos revestimentos: o design de interiores com plataformas de venda online

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Embora as lojas online existam desde a democratização da internet no final do século XX, o cenário atual da pandemia marcou um antes e um depois na evolução do e-commerce. Em resposta às restrições de mobilidade e aos confinamentos, comércios de todas as escalas foram obrigados a aderir à transformação digital, o que permitiu economizar tempo e, em alguns casos, reduzir custos. Além disso, à medida que mais usuários descobrem a conveniência de receber produtos em casa, é provável que as compras online continuem crescendo mesmo após a pandemia.

Como reduzir a poluição luminosa com luminárias urbanas adequadas?

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Um estudo recente sugere que nossa galáxia, a Via Láctea, não pode ser vista por um terço da humanidade. Por quê? Milhões de lâmpadas urbanas permanecem ligadas em nossas cidades todas as noites, mas apenas parte de sua luz é usada para realmente iluminar ruas ou calçadas – o resto é perdido e emitido acima do horizonte, iluminando o céu noturno e contribuindo para o que é conhecido como poluição luminosa. Como o brilho artificial das cidades aumenta a cada ano, as consequências desse fenômeno urbano vão além de apenas nos impedir de ver estrelas. Outros efeitos nocivos incluem: um ofuscamento perigoso que pode reduzir a segurança, consumo excessivo de energia, desperdício de dinheiro e recursos, interrupção dos ciclos diurnos e noturnos naturais dos ecossistemas, supressão da produção de melatonina e várias repercussões negativas na saúde pública. Nesse sentido, escolher as luminárias certas (com um design bem pensado) é fundamental para reduzir a poluição luminosa.

Sustentabilidade como modo de vida: MUT, o novo mercado urbano em Santiago do Chile

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Sustentabilidade como modo de vida: MUT, o novo mercado urbano em Santiago do Chile - Imagem de Destaque
Jardín del Mercado en el piso 3. Image Cortesía de MUT

Na segunda metade do século XX, com a massificação do automóvel e um crescimento demográfico exponencial, cidades ao redor do mundo expandiram-se de maneira acelerada. O caso de Santiago, no Chile, não foi diferente, caracterizando-se por uma mancha urbana extensa e fragmentada que resultou em uma forte dependência do automóvel, na degradação ambiental e no consumo de solo agrícola. Diante da falta de planejamento e de políticas voltadas para um desenvolvimento urbano sustentável, o resultado é uma cidade mais poluída e menos verde — um cenário altamente alarmante considerando a crise climática com a qual nos deparamos.

A resposta biofílica à madeira: pode promover o bem-estar dos ocupantes de edifícios?

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Embora o termo possa parecer recente, o conceito de biofilia vem sendo utilizado há décadas na arquitetura e no design. O princípio orientador é bastante simples: conectar as pessoas no interior dos edifícios com a natureza para promover seu bem-estar e qualidade de vida. Com a consolidação das tendências de design decorrentes dessa abordagem, a demanda passou a se concentrar em materiais orgânicos que emulam ambientes externos. Entre todas as opções, a madeira destaca-se como um dos materiais mais populares para trazer a natureza para os ambientes internos, não apenas por sua funcionalidade, mas também por seus múltiplos benefícios fisiológicos e psicológicos.

A impressão 3D pode redefinir a arquitetura residencial como a conhecemos?

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Até 2025, Dubai planeja que um quarto de seus edifícios seja construído por meio de métodos de impressão 3D, demonstrando o potencial de uma tecnologia de crescimento rápido, capaz de redefinir e expandir os limites da arquitetura tradicional. À medida que a técnica desponta como uma solução viável nas áreas de construção, engenharia e arquitetura, sua popularidade cresce rapidamente. De fato, apenas entre 2021 e 2028, estima-se que o mercado global de construção 3D cresça 91%, de acordo com um relatório de julho de 2021 da Grand View Research. A que se deve esse crescimento tão rápido? Além de ser uma alternativa mais rápida e apresentar menores custos de construção, ela também pode oferecer soluções de habitação acessível e viabilizar inúmeras possibilidades projetuais, entre muitos outros benefícios. Desse modo, em um momento em que arquitetos e arquitetas precisam se adaptar a uma nova era tecnológica — na qual velocidade e eficiência se tornaram fatores-chave nos processos de projeto e execução —, a ascensão da impressão 3D demonstra um enorme potencial, podendo inclusive ajudar a remodelar a construção civil como a conhecemos.