Arquiteta baseada em Buenos Aires. Desde 2019, faz parte da equipe de conteúdo da ArchDaily. Como editora, tem estado envolvida no desenvolvimento de narrativas e críticas arquitetônicas, bem como na curadoria, comunicação e entrevistas no campo da arquitetura, colaborando com arquitetos de todo o mundo para exibir seu trabalho online.
Ambientes saudáveis e visualmente atraentes se tornaram alvo de um interesse renovado quando se trata de projetar casas e espaços residenciais, especialmente no contexto global atual. Um modo de alcançar isso é por meio de um cuidadoso projeto paisagístico que complemente a arquitetura. A arte do paisagismo é o arranjo de elementos da natureza combinados com elementos arquitetônicos, como estruturas externas e pavimentação, a fim de criar soluções específicas que melhorem a qualidade dos espaços.
Em tempos de transformações aceleradas e evolução constante, a arquitetura vem se adaptando a novas tecnologias construtivas e complexidades para atender às demandas do mundo contemporâneo. Equipes de especialistas de diversas áreas — arquitetura, engenharia, construção civil e uma ampla gama de profissionais — unem forças para viabilizar essas soluções em nosso ambiente construído. No ArchDaily, buscamos destacar esses agentes na arquitetura que selecionamos e publicamos diariamente; contudo, frequentemente nos deparamos com outros tipos de projetos, nos quais identificamos necessidades distintas e modos de construir próprios de determinados lugares e comunidades, que demandam, na mesma medida, equipes altamente qualificadas, técnicas locais específicas e saberes que merecem ser compartilhados.
Estima-se que o registro mais antigo de abóbadas de berço date de 4000 a.C. Elas estruturavam os vãos no zigurate sumério de Nipur, na Babilônia, construído com tijolos cozidos assentados com argamassa de argila. Esse tipo de abóbada era construído como um arco de volta inteira contínuo e tornou-se um elemento arquitetônico característico da arquitetura romana, sendo posteriormente utilizado também na arquitetura renascentista.
Há muito mais a se descobrir sobre arquitetos/as e seus projetos quando começamos a conhecer as histórias por trás de suas obras. Compreender de onde e como vem sua inspiração, e de que forma uma ideia se transforma em uma realidade palpável, sensorial e vivenciável, nos permite entender melhor por que o projeto chegou ao seu resultado final.
Em parceria com o fotógrafo Marc Goodwin, como parte de seu projeto Atlas of Architectural Atmospheres — desta vez na cidade de Berlim —, tivemos a oportunidade de nos reunir com o arquiteto alemão Christoph Hesse, do escritório Christoph Hesse Architects, sediado em Korbach e Berlim, para conversar sobre os elementos que compõem sua visão de arquitetura e sua produção. Encontrar um profissional em seu próprio espaço de trabalho é também um diferencial; analisamos diferentes projetos enquanto observávamos maquetes físicas, e a narrativa de seu trabalho transformou-se em uma bela história sobre um lugar — uma cidade do interior da Alemanha —, suas pessoas, suas vidas e um futuro sustentável em harmonia com a natureza.
Nesta segunda edição das entrevistas em vídeo dos profissionais do ArchDaily, Christele Harrouk, editora-chefe do ArchDaily, reuniu-se com Mat Cash, coordenador do estúdio Heatherwick Studio, Signe Nielsen, diretor fundador da MNLA, e David Farnsworth, diretor da Arup, para discutir o projeto colaborativo em uma das mais recentes áreas verdes da cidade de Nova Iorque, o Parque Little Island no Pier 55.
Nos últimos anos, o campo arquitetônico argentino vem sendo moldado por um grupo de jovens profissionais da arquitetura que buscam uma prática inovadora em resposta às necessidades contemporâneas e, sobretudo, aos contextos locais. Aliando interesses e perspectivas individuais, destaca-se o trabalho que vem sendo desenvolvido pelos arquitetos Tomás Balparda e Fernando Brunel.
A cada ano, a equipe de curadoria do ArchDaily publica milhares de novos projetos de arquitetura. Com base nessa experiência, sabemos que ninguém constrói sozinho e que essas obras não teriam sido possíveis sem a colaboração de diversos/as outros/as profissionais, cujo envolvimento é tão decisivo quanto o dos/as próprios/as arquitetos/as e designers.
ArchDaily Professionals é uma iniciativa voltada a profissionais e parceiros de diversas áreas envolvidos no campo da arquitetura e da construção, que participaram e foram creditados nos projetos que selecionamos e publicamos com curadoria cuidadosa. Este projeto busca reconhecer e destacar os melhores colaboradores e colaboradoras responsáveis pela viabilização da arquitetura de excelência, compartilhando conhecimento valioso sobre as diferentes disciplinas de nossa comunidade. Hoje, lançamos uma série de entrevistas em vídeo com profissionais de arquitetura e parceiros especializados, para conhecer mais de perto seu trabalho e compreender a importância dessas colaborações no desenvolvimento de projetos de alta qualidade.
Para esta primeira entrevista, a editora-chefe do ArchDaily, Christele Harrouk, reuniu-se com o fundador do escritório de lighting design L’Observatoire International, Hervé Descottes, e com o arquiteto norte-americano Steven Holl. Nesta conversa mediada, tivemos a oportunidade de conversar com Hervé e Steven sobre sua colaboração em três projetos culturais nos Estados Unidos: o Institute for Contemporary Art at VCU, o Winter Visual Arts Building e o Nancy and Rich Kinder Museum. Ao longo do diálogo, pudemos compreender melhor o significado da iluminação na arquitetura para ambos, como o espaço e a luz devem ser concebidos e por que uma colaboração estreita entre arquitetos/as e lighting designers é fundamental para os projetos de arquitetura.
Conversar com a arquiteta Marta Maccaglia sobre seu trabalho não é falar apenas sobre arquitetura. Cada um de seus projetos deriva de um modo de trabalhar participativo, baseado na aproximação e na profunda compreensão das pessoas que habitam e utilizam esses espaços em seu contexto social e local, suas necessidades, o território e os recursos disponíveis, resultando em obras que adquirem um sentido que vai além da própria função.
É interessante resumir o que aconteceu em Pamplona há alguns dias, onde se celebrou pela 7ª vez a Bienal de Arquitetura Latino-Americana no Centro Cultural Civican. À primeira vista, também pode parecer curioso que uma cidade espanhola como Pamplona seja a anfitriã de um evento cujo foco principal é a arquitetura latino-americana, que com o passar dos anos desenvolveu uma identidade tão própria e enraizada em seu contexto continental que, atualmente, pode-se pensar que pouco tem a ver com a arquitetura ibérica. No entanto, são dias em que a cidade se orgulha de ser essa ponte entre a América Latina e a Espanha, com a presença de jovens práticas de arquitetura que, com um ar de frescor e motivação, chegam para apresentar seu trabalho repleto de potencial e ideias promissoras para o futuro da cena arquitetônica latino-americana.
Uma nova edição da Bienal de Arquitetura Latino-Americana começará no próximo dia 28 de setembro na cidade de Pamplona, Espanha. Organizada pela associação AREA com a colaboração do Ayuntamiento de Pamplona, do Colégio de Arquitetos Vasco-Navarro, da Universidade de Navarra, do Governo de Navarra e do Ministério do Fomento da Espanha, a 7ª edição do evento contará com a participação de 13 escritórios de arquitetura emergentes, com representantes da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai e Uruguai.
A fotografia de arquitetura se desenvolveu em sua própria expressão artística e pode, às vezes, ser tão importante quanto a própria obra construída. Experienciamos a arquitetura não apenas física e espacialmente, mas também por meio das fotografias. Uma boa reportagem ou série de fotos pode trazer ao espectador a atmosfera do lugar, ainda que esteja distante da obra. A fotografia também é uma forma de documentar o processo do projeto, o uso de materiais, iluminação e elementos arquitetônicos e, como resultado, narrar a história por trás de uma obra.
Para comemorar o Dia Mundial da Fotografia, reunimos uma lista de 25 fotógrafos de arquitetura de todo o mundo que merecem ser conhecidos – e seguidos no Instagram. Esses fotógrafos emergentes foram selecionados por sua capacidade de registrar a arquitetura por meio de um olhar sensível e singular.
Até agora, está claro que a tecnologia assumiu quase todos os aspectos de nossas vidas. Mudou a maneira como nos comunicamos, como nos conectamos, como trabalhamos e estudamos, e até modificou nossos hábitos de compra e alimentação. A arquitetura e a construção não foram exceções e a tecnologia também está presente na forma como são hoje pensadas, projetadas e construídas.
O escritório HANNAH, fundado por Leslie Lok e Sasa Zivkovic, é um estúdio de arquitetura e pesquisa baseado nos Estados Unidos que vem experimentando técnicas de projeto e fabricação digital nos mais variados tipos de projeto, que vão do mobiliário ao urbanismo. Ambos docentes na Cornell University College of Architecture, Art, and Planning, Leslie e Sasa lideram um estúdio focado em design inovador, onde a tecnologia desempenha um papel crucial, combinada com uma investigação rigorosa de materiais, novas aplicações e técnicas construtivas, resultando em projetos altamente criativos.
Em meio ao movimento infinito de milhões de pessoas e carros, muitas vezes o desejo é entrar em contato com a natureza. Aqui está um oásis no meio do caos. O conceito de cafeteria, desenvolvido pelo ReutovDesign studio, combina uma interpretação criativa de design moderno e estilo natural.
Este projeto trada da reforma de um escritório comercial em um edifício do século XIX. O edifício originalmente era a fábrica de armamento Czarista, o qual, depois da revolução e da Segunda Guerra Mundial sob comando da União Soviética, se transformou em um complexo dedicado à ciência e tecnologia. Tempos depois o espaço foi abandonado e em seguida se transformou em um edifício de escritórios.
O fotógrafo indiano Nipun Prabhakar compartilhou conosco uma série de imagens do Herbert F. Johnson Museum of Art, projetado pelo arquiteto sino-americano I.M Pei. O arquiteto fora contratado em 1968 pela Universidade de Cornell para construir um museu que também deveria servir como um centro cultural e de ensino para a comunidade acadêmica. Concluído em 1973, o edifício recebeu o Prêmio de Honra do Instituto Americano de Arquitetos em 1975.