Mariana Etulain

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"Poéticas Colectivas" explora a arquitetura rosarina de Matéricos Periféricos e Arquitectura del Sur

Ler "Poéticas Coletivas" é uma experiência única: as folhas se dividem em duas, três e depois se tornam uma. Os limites das páginas se dissolvem, e tanto o conhecimento como as obras se cruzam no plano literal -as folhas- e no teórico -as ideias.

Este livro da Bisman Ediciones reúne o trabalho de Matéricos Periféricos e Arquitectura del Sur, dois coletivos de arquitetos/as de Rosário com ideais comuns.

Ambientes de Arquitetura: como trabalham os/as arquitetos/as argentinos/as em seus escritórios, por Bisman Ediciones

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© Albano García . Cortesia de Bisman Ediciones

Você já teve a curiosidade de saber como os/as arquitetos/as trabalham em seus escritórios? Geralmente inacessíveis ao público, esses locais guardam em suas paredes histórias e sonhos de projetos realizados e edifícios a construir, de concursos vencidos com orgulho e de ideias não concretizadas. Felizmente, o novo livro “Ambientes de Arquitectura”, da Bisman Ediciones, abre as portas de 50 escritórios de arquitetura e nos permite percorrer seus cantos. Mesas de ping-pong, cuias de mate e maquetes: descubra como os/as arquitetos/as realmente trabalham!

Pavilhões argentinos ao longo do tempo

Os pavilhões têm sido uma tipologia fundamental na história da arquitetura. Sua flexibilidade e caráter efêmero permitiram dar asas à imaginação de arquitetos e arquitetas dispostos a romper com os cânones estabelecidos. Cada geração assumiu o bastão, levando-o a novas direções. De construções desmontáveis a espaços que fomentam o espírito democrático, fazemos uma retrospectiva da história dos pavilhões argentinos e refletimos sobre sua importância.

Arquitetura que inspira poesia argentina

Tinta e papel bastaram para imortalizar o encanto e o fascínio de sacadas, pátios e casas. Construções icônicas e também as cotidianas. Os grandes nomes da literatura argentina empunham a caneta e encaram o concreto, lembrando-nos, mais uma vez, daquilo que comove e inquieta na arquitetura.

A cor na arquitetura argentina

Diz-se que quando Le Corbusier chegou à Grécia, ficou impressionado com sua arquitetura. Os templos helenísticos, o sistema de proporções que os regulava e sua monocromia. Muitos desses elementos influenciaram sua obra. No entanto, algo que teria surpreendido o arquiteto é que, na realidade, os templos gregos não eram monocromáticos; de fato, estavam longe disso. Azul, vermelho, verde e até dourado. Essas eram as cores vibrantes que envolviam as construções gregas. Frisos, frontões, colunatas e até esculturas. Cada centímetro era recoberto por cores geradas a partir de pigmentos. O passar do tempo, as guerras, a ação do sol, da chuva e do vento, somados à natureza perecível dos pigmentos, fizeram com que as superfícies desbotassem, deixando o mármore frio a descoberto.

Em busca do "estilo argentino"

Quando falamos de arquitetura argentina, surge a pergunta: existe um estilo autóctone? A resposta é complexa, já que a Argentina reúne em seu DNA uma mistura de contribuições de diferentes lugares — desde os povos originários até a chegada de imigrantes de diversas regiões do mundo. O país é tão rico quanto diverso.

Acesso exclusivo

Revista 47AF 22, reflexões sobre a área de contato

Como Amancio Williams se relaciona com Álvaro Siza? Lina Bo Bardi com Andrea Palladio? SANAA com Paul Virilio?

Como se pode ensinar e aprender arquitetura? Qual é o papel do/a arquiteto/a ao projetar? Como as novas gerações interagem com o espaço público?

Estamos presenciando o fim da era do usuário e o início da era dos atores sociais?

As aproximações a estas respostas encontram-se reveladas nas páginas da nova publicação número 22 da 47 AF, revista editada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Nacional de La Plata, Argentina. Este novo número convida a refletir sobre a Área de Contato. Esse delicado vínculo entre a obra e o terreno, desde os apoios pontuais do movimento moderno até a massa pesada que se ancora à terra.

Arquitetura a serviço do esporte e da juventude: Espaço Infância por Galpón Estudio

Na cidade de Olímpia, realizavam-se a cada quatro anos competições de caráter atlético em honra ao deus Zeus. Durante esse período, o tempo parava, as pólis declaravam trégua e as guerras eram suspensas. Essas festividades eram conhecidas como os Jogos Olímpicos. As novas atividades exigiam novas tipologias edilícias; a arquitetura colocou-se a serviço do esporte, e essa tradição se manteve até os dias de hoje.

Na terceira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, realizada em Buenos Aires, profissionais de arquitetura de todo o país puderam participar por meio da criação de diferentes espaços. A equipe multidisciplinar do Galpón Estudio, juntamente com o Gruba e o Hacelo Sonar, ao lado de outros/as profissionais, liderou a materialização do Espaço Infância, que convida a despertar os sentidos. Correr, escalar, caminhar, parar, observar, ouvir, imaginar. Conheça o projeto pelas palavras de seus/as autores/as.

Conheça o novo projeto argentino da Moarqs para Ochoquebradas

A apenas duas horas de Santiago, encontra-se a localidade de Los Vilos e, nela, um empreendimento que propõe uma reconexão com a natureza e a arquitetura. Trata-se do projeto Ochoquebradas. O Masterplan está inserido em um amplo terreno com vista para o mar, onde arquitetos/as renomados/as projetaram casas de veraneio. A nova casa que se incorpora ao plano foi projetada pelo escritório de arquitetura argentino Moarqs.

Fiel ao espírito do lugar, a equipe de arquitetura decidiu criar uma arquitetura de mínimo impacto no solo, incorporando as qualidades da paisagem por meio de pátios e grandes vãos.

A seguir, veja a descrição enviada pela equipe de projeto.

Casas sobre a areia na Argentina

Construir castelos de areia na praia: uma prática existente desde tempos remotos que nos permite mergulhar nas profundezas da nossa imaginação, ideias e sonhos. Possivelmente, para muitas pessoas, o primeiro contato com a construção. A água e a areia se fundem, transformando-se em espaço — algo mais do que a soma das partes. As fortalezas, pontes e fossos ficaram para trás para algumas pessoas, mas surgiu outra tipologia para construir: a casa.

Compartilhamos a seguinte seleção de casas argentinas construídas sobre médãos e dunas, projetadas por arquitetos e arquitetas que transformaram castelos em casas, areia em concreto e sonhos em realidade.

O papel da mulher na construção: Tempos de mudança?

Uma das primeiras disciplinas que cursei na Faculdade de Arquitetura foi Projeto, no ciclo de ingresso. Cerca de 100 jovens se reuniram no ateliê, onde uma arquiteta nos recebeu calorosamente e explicou sobre o curso. Ela nos contou com alegria que havia se tornado recentemente chefe de cátedra. Naquele momento, eu não conhecia as hierarquias acadêmicas, mas entendi que era algo significativo. Com os anos, percebi que a maioria das cátedras era chefiada por homens. Portanto, o que aquela arquiteta havia conquistado não era comum: ela tinha quebrado o teto de vidro ao alcançar uma posição de chefia e liderança.

O fato é peculiar, pois nas salas de aula da FADU — Universidade de Buenos Aires — essa diferença não se replica. No curso de arquitetura, mais de 60% dos estudantes são mulheres, segundo a arquiteta Carolina Quiroga. Além disso, embora na docência 45% dos cargos correspondam a mulheres, segundo um relatório do Departamento de Administração de Ensino da FADU, ainda assim, em nenhuma das cátedras de "Projeto" — disciplina central do curso — há mulheres como professoras titulares.

Infelizmente, o mundo acadêmico não é o único lugar onde essa desigualdade se apresenta.

Como fizeram? Os primeiros passos de grandes arquitetos e arquitetas argentinos

“Não é preciso chegar primeiro, mas sim saber chegar”, diz a canção. Na arquitetura, esse caminho muitas vezes é pensado como uma linha reta perfeita, mas na verdade é mais um ziguezague com a precisão de um eletrocardiograma.

Começar a faculdade, depois abandoná-la, mais tarde retomá-la; formar-se e depois viajar e explorar o mundo; participar de concursos até o cansaço; cruzar o oceano em busca de um mestre ou de trabalho; seguir o coração mesmo quando o mundo diz o contrário. Todas essas decisões foram o norte na bússola de grandes nomes da arquitetura argentina. Conheça, a seguir, os seus primeiros passos.

Casa-Museu Ricardo Rojas: a arquitetura de Euríndia

“Nesta casa estão os livros que me serviram para escrever a história da literatura argentina, que é a história da dor argentina; está a copiosa correspondência trocada ao longo de meio século com muitas mentes sábias; está meu arquivo, tudo o que não pude organizar nem classificar porque os trabalhos não me permitiram, mas tudo foi cuidado e organizado por minha esposa. Com seu consentimento, digo hoje que tudo isso já não me pertence: pertence à pátria, para que futuros/as pesquisadores/as encontrem aqui os elementos que lhes permitam saber como palpitava o coração do país…”

Com essas palavras se adentra o Museu Casa de Ricardo Rojas. O prólogo, por assim dizer. A casa de Ricardo Rojas é uma obra enigmática que reúne em si mesma várias camadas de cultura. Na biblioteca descansam os grandes nomes: Borges, Arlt, Walsh, Rojas. No pátio, fontes e sereias, sóis e estrelas. Símbolos que apelam à memória.

Arquitetos e arquitetas de férias

Chegou o momento de fechar o AutoCAD e o Revit, desligar o computador e guardar o uniforme por excelência de arquitetos e arquitetas: as roupas pretas. O verão chegou e, com ele, as férias. Seja por algumas semanas ou apenas alguns dias, compartilhamos algumas atividades para arejar a mente sem deixar a disciplina de lado.

Art Nouveau no Jardim Botânico de Buenos Aires

No coração de Palermo, encontra-se uma grande estrutura de ferro e vidro que abriga em seu interior espécies cujas origens remontam a épocas distantes, anteriores aos dinossauros. Trata-se da estufa principal do Jardim Botânico Carlos Thays, em Buenos Aires.

Concurso Nacional de Ideias Pavilhão do Centenário e seu entorno, Buenos Aires

A Agência de Administração de Bens do Estado, em conjunto com o Governo da Cidade de Buenos Aires, convoca um novo concurso que busca otimizar o espaço urbano e a valorização patrimonial.

Trata-se do “Concurso Nacional de Ideias Pavilhão do Centenário e seu entorno”, organizado pela Sociedad Central de Arquitectos.

Conheça todos os projetos vencedores do concurso para o terreno da Raincoop em Montevidéu

No âmbito da gestão urbano-habitacional de Montevidéu, a intendência local, em conjunto com o Ministério de Habitação, Ordenamento Territorial e Meio Ambiente, convocou a participação no concurso público nacional de ideias para o desenvolvimento de um programa habitacional e de espaço público no terreno do bairro La Unión, onde funcionava a empresa Raincoop.

O objetivo era que as equipes participantes projetassem, em um lote de quase 3 hectares, o desenvolvimento de habitações dentro de um espaço de caráter público que promovesse a localização de atividades e serviços compatíveis, garantindo assim a diversidade de usos do solo e a inclusão. Conheça em detalhes os projetos nas palavras de seus/suas autores/as.

Por que você deve olhar para a natureza para criar uma arquitetura eficiente

Como bem sabiam os egípcios, astecas, gregos e incas, a natureza contém em si as respostas para os grandes mistérios da vida. É preciso apenas observá-la atentamente para decifrar o enigma. Muitas vezes movemos céus e terra em busca daquilo que esteve o tempo todo diante dos nossos olhos. Imersos em nossos celulares e cidades de concreto, quando foi a última vez que caminhamos sobre a grama ou contemplamos as estrelas?

As civilizações antigas faziam isso constantemente. Estudando a trajetória do sol, as estações e as chuvas, deixaram um legado de obras que sobreviveram a milênios e continuam de pé hoje em dia. Sem o Google ou computadores, conseguiram adquirir conhecimento por meio da observação e do estudo do que estava ao seu redor: a natureza.