Mariana Etulain

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Os hospitais evolutivos de Mario Corea premiados na Argentina

O Hospital Dr. Gutiérrez e o Centro de Especialidades Técnicas Ambulatórias de Santa Fe (CEMAFE) consagram o trabalho de Mario Corea e sua equipe ao receberem o Prêmio ex–aequo da Sociedade Central de Arquitetos da Argentina, o Primeiro Prêmio ARQ FADEA 2018 e o Ouro no Grande Prêmio Nacional.

A partir de um novo sistema tipológico, as obras preveem possíveis transformações futuras, sem alterar características intrínsecas do edifício como a circulação e a estrutura. Flexibilidade, sustentabilidade, uso racional de recursos e estudo do impacto ambiental são algumas das premissas no projeto desses hospitais evolutivos.

Conheça os projetos em detalhes nas palavras de seus autores.

"Poéticas Colectivas" explora a arquitetura rosarina de Matéricos Periféricos e Arquitectura del Sur

Ler "Poéticas Coletivas" é uma experiência única: as folhas se dividem em duas, três e depois se tornam uma. Os limites das páginas se dissolvem, e tanto o conhecimento como as obras se cruzam no plano literal -as folhas- e no teórico -as ideias.

Este livro da Bisman Ediciones reúne o trabalho de Matéricos Periféricos e Arquitectura del Sur, dois coletivos de arquitetos/as de Rosário com ideais comuns.

Concurso Nacional de Ideias Pavilhão do Centenário e seu entorno, Buenos Aires

A Agência de Administração de Bens do Estado, em conjunto com o Governo da Cidade de Buenos Aires, convoca um novo concurso que busca otimizar o espaço urbano e a valorização patrimonial.

Trata-se do “Concurso Nacional de Ideias Pavilhão do Centenário e seu entorno”, organizado pela Sociedad Central de Arquitectos.

Revista 47AF 22, reflexões sobre a área de contato

Acesso exclusivo | 

Como Amancio Williams se relaciona com Álvaro Siza? Lina Bo Bardi com Andrea Palladio? SANAA com Paul Virilio?

Como se pode ensinar e aprender arquitetura? Qual é o papel do/a arquiteto/a ao projetar? Como as novas gerações interagem com o espaço público?

Estamos presenciando o fim da era do usuário e o início da era dos atores sociais?

As aproximações a estas respostas encontram-se reveladas nas páginas da nova publicação número 22 da 47 AF, revista editada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Nacional de La Plata, Argentina. Este novo número convida a refletir sobre a Área de Contato. Esse delicado vínculo entre a obra e o terreno, desde os apoios pontuais do movimento moderno até a massa pesada que se ancora à terra.

Konstruktion Argentina: um documentário sobre a influência alemã na construção argentina

James Wright segue os passos de Walter Gropius no novo documentário Konstruktion Argentina. O filme percorre várias obras argentinas, revelando sua influência alemã.

Mar del Plata, Buenos Aires e Berlim são alguns dos cenários onde a viagem acontece.

Maquetes a serviço de todos

Maquetes a serviço de todos - Imagem de Destaque
© Carolina Castagna e Daniela Bernini

“Fechem os olhos e caminhem pela Faculdade de Arquitetura, percorram-na, sintam os ruídos, as texturas, tentem recompor o espaço mentalmente.” Caminhei vários metros de olhos vendados e ainda me lembro de como minha audição se aguçou, percebendo o murmúrio das pessoas ao meu redor.

Embora conhecesse a planta do edifício como a minha própria casa, devo confessar que esses foram talvez os passos mais longos e desconcertantes que já dei.

O papel da mulher na construção: Tempos de mudança?

Uma das primeiras disciplinas que cursei na Faculdade de Arquitetura foi Projeto, no ciclo de ingresso. Cerca de 100 jovens se reuniram no ateliê, onde uma arquiteta nos recebeu calorosamente e explicou sobre o curso. Ela nos contou com alegria que havia se tornado recentemente chefe de cátedra. Naquele momento, eu não conhecia as hierarquias acadêmicas, mas entendi que era algo significativo. Com os anos, percebi que a maioria das cátedras era chefiada por homens. Portanto, o que aquela arquiteta havia conquistado não era comum: ela tinha quebrado o teto de vidro ao alcançar uma posição de chefia e liderança.

O fato é peculiar, pois nas salas de aula da FADU — Universidade de Buenos Aires — essa diferença não se replica. No curso de arquitetura, mais de 60% dos estudantes são mulheres, segundo a arquiteta Carolina Quiroga. Além disso, embora na docência 45% dos cargos correspondam a mulheres, segundo um relatório do Departamento de Administração de Ensino da FADU, ainda assim, em nenhuma das cátedras de "Projeto" — disciplina central do curso — há mulheres como professoras titulares.

Infelizmente, o mundo acadêmico não é o único lugar onde essa desigualdade se apresenta.

Anedotas de Clorindo Testa: "que se a ideia não morre, o projeto não nasce"

Há pouco tempo descobri que a palavra 'testa', em italiano, significa 'cabeça'. Pensei em Clorindo Testa e no quão apropriado é o seu sobrenome.

Ontem completaram-se 95 anos de seu nascimento. Dono de uma criatividade e carisma infinitos, foi uma daquelas personalidades que surgem a cada 100 anos. Nele conviviam a inteligência do arquiteto com a sensibilidade do artista, a exatidão do profissional com a alegria da criança, a grandeza com a humildade. Sua mão não tremia na hora de curvar a linha ou de dar cor ao plano.

Por ocasião do seu aniversário, relembramos algumas de suas frases e anedotas.

Reflexões sobre a eternidade das obras na Argentina

Acesso exclusivo | 

Quando perguntaram a Clorindo Testa o que sentia ao saber que uma de suas obras, a Casa Di Tella, seria demolida, ele respondeu: “Eu acredito que as obras não são feitas para durar. Pode-se dizer que o Coliseu de Roma vai perdurar. Não vão colocar abaixo a Catedral de Notre Dame, nem o Duomo de Milão. Mas, quando se faz uma obra, não se fica pensando que ela será memorável e durará para sempre. Obras com essas características têm proprietários/as, e os/as proprietários/as mudam de ideia. As pessoas e a sociedade também mudam: o que era válido vinte anos atrás, hoje não é mais. É inevitável que seja assim. Pessoalmente, não me incomoda em nada que demolam uma obra minha: não faço as coisas para que durem para sempre. Você faz as coisas para que funcionem quando são encomendadas, e elas duram o que têm que durar. A Casa Di Tella foi feita para Di Tella, e Di Tella morreu. Em certo sentido, já não é mais a casa dele... Passou a fazer parte de um instituto que a comprou. Portanto, as funções de que necessita agora são outras”. [1]

No discurso de Testa, nota-se uma notável humildade que parece pouco frequente no DNA do/a arquiteto/a que anseia pela eternidade de suas obras. Afinal, esse desejo de eternidade nos foi imposto quase como uma ordem, uma necessidade. Palladio bem sabia disso ao mencionar Vitrúvio: “utilidade, perpetuidade e beleza”.

Andrés e Jorge Kálnay: os anos dourados do Art Déco em Buenos Aires

Jorge e Andrés Kálnay iniciaram uma viagem por volta de 1920. Naquela época, a Argentina já havia construído a maior parte de seus edifícios públicos, Alejandro Bustillo estava viajando pela Europa, Mario Palanti erguia seu colossal Palacio Barolo e Le Corbusier teria que esperar nove anos para finalmente pisar em terras portenhas.

Pouco imaginavam os irmãos arquitetos, ao embarcarem em um navio com destino aos Estados Unidos, que acabariam nas águas do Rio da Prata, moldando parte da atual memória arquitetônica de Buenos Aires. 

Retrofuturismo em Buenos Aires

Buenos Aires em 2018. Habitantes? Quase 3 milhões. Trens magnéticos de alta velocidade? Zero. Arranha-céus interconectados com vias férreas? Zero. DeLoreans voando pelos ares? Lamentavelmente, zero. Inovações no transporte? O metro-bus e a ciclovia. Em termos urbanísticos, a cidade parece não haver avançado no ritmo que se imaginava.

O que existia era uma fé cega no futuro. Um futuro onde tudo seria possível, onde o céu não era o limite e as pessoas poderiam circular livremente sobre as nuvens através de uma rede de caminhos que conectariam altas torres. O que ocorreu? Para isso, devemos viajar no tempo. Mais precisamente, ao passado.

Conheça o vencedor do Prêmio Nacional Clarin-SCA para estudantes de arquitetura 2018

A recuperação de um patrimônio em desuso, a sua revitalização e a sensibilidade ao entorno foram os conceitos-chave valorizados pelo júri para a definição deste ganhador na décima oitava edição do Prêmio Nacional Clarín-SCA para estudantes de arquitetura.

Agustín Ichuribehere, aluno da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Nacional de La Plata, conjuntamente com a orientação do professor Martín Villanueva, foi o autor do projeto vencedor. Trata-se de um edifício para o Departamento de Música e Lutheria da Universidade Nacional de Comahue e a intervenção em um bem patrimonial: os galpões da fábrica de sidra "La Reginense" em Villa Regina, Rio Negro, Argentina.

Conheça a proposta em detalhes com as palavras do autor, a seguir.