
Os pavilhões têm sido uma tipologia fundamental na história da arquitetura. Sua flexibilidade e caráter efêmero permitiram dar asas à imaginação de arquitetos e arquitetas dispostos a romper com os cânones estabelecidos. Cada geração assumiu o bastão, levando-o a novas direções. De construções desmontáveis a espaços que fomentam o espírito democrático, fazemos uma retrospectiva da história dos pavilhões argentinos e refletimos sobre sua importância.
Pavilhão Argentino em Paris
Em 1889, em comemoração ao centenário da queda da Bastilha, foi realizada na França a Grande Exposição Universal de Paris. O evento buscava apresentar os avanços tecnológicos, artísticos e culturais em escala mundial. As nações participantes exibiam suas conquistas em pavilhões inovadores.

Anteriormente, as nações latino-americanas precisavam compartilhar pavilhões. Contudo, nessa oportunidade, a Argentina teve a possibilidade de apresentar um pavilhão autônomo. Por isso, o Estado Argentino encomendou ao arquiteto francês Albert Ballu o projeto de um pavilhão que representasse os progressos da jovem nação.

O pavilhão foi premiado, assim como o projeto da cidade de La Plata, que ganhou duas medalhas de ouro nas categorias "Cidade do Futuro" e "Melhor realização construída".
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Graças aos avanços da Revolução Industrial, a estrutura pôde ser feita de ferro e era desmontável. Por esse motivo, ao término da exposição, o pavilhão foi transferido sem inconvenientes para a Argentina.
Devido a uma crise econômica, o governo chegou a cogitar a possibilidade de desmontar a construção e leiloá-la em partes. Foi Francisco Seeber, então prefeito de Buenos Aires, quem evitou a catástrofe.
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Em 1893, o Pavilhão foi instalado em frente à Plaza San Martín e, ao longo dos anos, abrigou diversos usos devido à flexibilidade de sua estrutura. Funcionou como sede da Exposição Nacional de Buenos Aires e também como Museu Nacional de Belas Artes.
Infelizmente, em 1933, o pavilhão foi desmantelado por ordem do prefeito Guerrico para a ampliação da Plaza San Martín.
Pavilhão do Centenário
Na rua Cerviño e Avenida Bullrich encontra-se aquele que um dia foi o imponente pavilhão criado para representar o Serviço Postal da Exposição Ferroviária e de Transportes Terrestres, no marco das comemorações do Centenário da Revolução de Maio de 1910.

Projetado pelo arquiteto Virginio Colombo e construído pelo arquiteto Pedro Vinent, o pavilhão foi premiado com uma medalha de ouro por sua excelência.

A glória do passado hoje encontra-se coberta de poeira, escombros e rachaduras. Preço do esquecimento ou reflexo do presente?
Ao longo dos anos, diversos cidadãos e cidadãs lutaram por sua valorização, compreendendo sua importância histórica. Felizmente, o pavilhão faz parte do nosso patrimônio histórico nacional e, há poucos meses, foi lançado um concurso para restaurá-lo. Esperamos que ele possa recuperar toda a sua grandeza.

Pavilhão de exposição em Palermo
Em 1966, Amancio Williams surpreendeu ao utilizar pela primeira vez suas abóbadas de casca, tipologia que seria um marco na história argentina. Tratava-se do pavilhão de exposição da corporação Bunge y Born, construído no espaço hoje conhecido como La Rural.


Sob as abóbadas, encontrava-se uma estrutura sem pilares nem vigas, onde ficavam as áreas de exposição. Williams desafiou os limites, criando uma arquitetura sem precedentes.


Os "guarda-chuvas" de Amancio não desapareceram após o término da exposição; pelo contrário, seu uso sobreviveu ao tempo e eles continuam sendo fonte de inspiração para arquitetos e arquitetas na atualidade.

Pavilhão Temporário IX BIAU
Diego Avendaño, Juan Manuel Balsa, David Sebastián Coffio e Francisco Figueroa Astrain foram os autores da proposta vencedora para o pavilhão temporário da IX Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo 2014, em Rosário.

Assim como no Pavilhão Argentino, o projeto previu uma estrutura desmontável (neste caso, feita de andaimes), possibilitando a flexibilidade de uso — um desafio que arquitetos e arquitetas enfrentam há mais de um século.

Vértigo Horizontal
Na 16ª Bienal de Veneza, a equipe liderada por Pablo Anzilutti, Federico Cairoli, Francisco Garrido e Javier Mendiondo rompeu com os padrões estabelecidos ao representar o país com a proposta denominada Vértigo Horizontal.
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O pavilhão argentino mostrou, por meio da imensidão dos pampas, um horizonte que convida à reflexão, à democratização dos espaços públicos, à igualdade, à dignidade e à humanidade. Será que estamos caminhando nessa direção? Certamente, espero que sim.
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Este artigo foi escrito por Mariana Etulain. A tradução é gerada por IA.



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