
Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.
Um arquiteto que constrói edifícios e escreve.

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A sitcom Seinfeld não chegou ao século XXI. No entanto, no universo da cultura pop, a série é imortal, gerando um fluxo interminável de GIFs, memes, vídeos, sites e muito mais. Além disso, evidentemente, cada minuto de suas nove temporadas tem sido retransmitido em algum canal desde que a produção terminou em 1998.
Por que ela continua tão popular? O “seriado sobre o nada” foi, na verdade, um conjunto de 180 micropeças teatrais de 22 minutos sobre as nossas realidades mais mundanas. Seu tema central, sintetizado no episódio final, era o egocentrismo cômico de seus quatro personagens principais.

Este artigo foi originalmente publicado pelo Common Edge.
Toda disciplina tem seus heróis. Na arquitetura, não são poucos os personagens que costumam ser celebrados e exaltados como figuras ilustres. Frank Lloyd Wright e Louis Kahn podem ser considerados uns dos maiores ícones da arquitetura do século XX. Mais recentemente, Zaha Hadid chegou a ser tão exaltada quanto suas próprias criações, ela se tornou uma “stararchitect” (para usar um termo bem específico e tão em voga atualmente) e sua morte prematura apenas colaborou para elevar ainda mais o seu status. Mas os nossos heróis são feitos de carne e osso, isso significa que após à morte, nem todos tem um lugar garantido em nosso panteão. Embora nossos heróis sejam todos mortais, suas contribuições tendem a perdurar ao logo dos séculos.

Este artigo foi originalmente publicado na Common Edge.
Neste verão, o governo federal americano divulgou uma estatística surpreendente: 87% dos lares americanos agora estão equipados com ar condicionado. Como o mundo está ficando inegavelmente mais quente, suponho que isso não seja tão surpreendente, mas lembre-se de que um grande número dessas casas refrigeradas mecanicamente localizam-se em climas razoavelmente temperados. Portanto, minha pergunta é simples: quando o ar condicionado nos Estados Unidos se tornou um requisito, e não um complemento?


Este artigo foi originalmente publicado na Common Edge.
"Eu odeio essa coisa toda de 'beleza' ", diz um amigo arquiteto e professor profundamente talentoso, reagindo a uma onda emergente da época.Ele não está sozinho. Palavras são perigosas. Desde a Segunda Guerra Mundial, tem havido um consenso geral na arquitetura: o cânone modernista. Mas a mudança está chegando na profissão — e em nossa cultura.

Os verdadeiros crentes se encolerizam com a palavra “beleza” como critério de projeto.Eles também descartam a palavra “estilo”. Como todas as ortodoxias, há simplesmente "certo" e "errado". As realidades do "errado" estão na ortodoxia arquitetônica: "errado" é qualquer coisa que se refere a qualquer coisa que não seja o próprio cânon. Uma racionalização que se retroalimenta dá conforto aos condenados.
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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.
Os/as arquitetos/as competem, e a internet proporciona oportunidades ilimitadas de concorrência para todos/as os/as que desejam submeter seus trabalhos à avaliação. Nada disso é novidade. No entanto, houve uma mudança tanto nas expectativas quanto na etiqueta em relação a essas propostas.

No início deste mês, recebi o convite para participar de dois pequenos concursos. Como eu já havia realizado projetos bem-sucedidos alinhados ao foco de cada concurso, decidi aceitar. Confirmamos que nossas propostas cumpriam os critérios e prazos; sabíamos o dia das deliberações do júri e a data de divulgação do resultado. Como de costume, perdemos (o sucesso só vem para quem está disposto/a a aceitar o fracasso); também como de costume, o veredicto para nós e para todos os demais concorrentes foi o silêncio.
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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.
Nos últimos meses, dois acontecimentos causaram mais danos à "marca" da arquitetura perante a percepção pública do que qualquer outra coisa que presenciei nos meus 40 anos de profissão.

Primeiro, houve a grande inauguração do Hudson Yards, em Nova York, um empreendimento colossal de 20 bilhões de dólares no extremo oeste de Manhattan. Esta primeira fase foi aberta após sete anos de obras e incluiu uma reunião obrigatória de arquitetos/as de "classe mundial" — Kohn Pedersen Fox, Diller Scofidio + Renfro, SOM, The Rockwell Group —, além de uma *folly* do designer Thomas Heatherwick.
O que poderia dar errado?

Este artigo foi originalmente publicado em CommonEdge como "The Kids are Alright."
Economia e tecnologia afetam todas as profissões. Mas, desde a Segunda Guerra Mundial, talvez nenhuma profissão tenha experimentado mais mudanças tecnológicas do que a arquitetura. Essas mudanças ocorreram, paradoxalmente, dentro de um modelo profissional bem estabelecido de desenvolvimento pessoal: a estrutura tradicional de aprendizado na academia, e o posterior estágio para o licenciamento, tem sido a estrutura da prática há quase dois séculos nos Estados Unidos.
Foi-se o tempo que os edifícios eram construídos a partir de desenhos feitos por homens brancos, a partir de uma folha mestre de especificações. E apenas isso era o mercado da arquitetura.
Esse mundo não existe mais.

Este artigo foi originalmente publicado no CommonEdge como "When Buildings Are Shaped More by Code than by Architects."
As decisões que um arquiteto toma ao longo de um projeto são freqüentemente orientadas por questões que vão muito além de suas inclinações estéticas ou até mesmo os anseios e desejos de seus clientes. Em um determinado grau, somos reféns das ferramentas e materiais disponíveis assim como das infinitas limitações legais impostas à cada contexto específico. Atualmente, os Estados Unidos estão encarando uma dura realidade no campo prático da arquitetura devido à difusão de um novo código bastante restritivo ao que se refere à liberdade criativa dos arquitetos.

Projetar uma casa não é tarefa fácil. Trata-se de um projeto de importância íntima para o/a cliente, e com uma escala suficientemente reduzida para que cada decisão aparentemente menor possa ter um impacto experiencial significativo. Contudo, quando os/as clientes se dispõem a participar de um processo colaborativo, é possível criar mágica. O arquiteto e autor Duo Dickinson descreve neste artigo de opinião sua experiência com um projeto desse tipo, revisitando o trabalho com um olhar apurado e uma visão de futuro. Este artigo foi publicado originalmente por Dickinson em seu blog Saved by Design.

Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge como "Crítica arquitetônica que não é apenas para arquitetos".
Caso você não tenha percebido, o mundo está indo do papel para os pixels. Você está lendo isso, aqui. Tudo está mudando e isso inclui como falamos, pensamos e escrevemos sobre arquitetura.

Este artigo foi originalmente publicado pela Common Edge como "Na Era da Inteligência Artificial, a Arquitetura se tornará Artesanal?"
Como comida e roupa, os edifícios são essenciais. Toda edificação, mesmo a mais rudimentar, precisa de um projeto para ser construído. A arquitetura é tão central para a construção quanto a agricultura é para a alimentação, e nesta época de rápido avanço nas mudanças tecnológicas, a agricultura pode nos oferecer lições valiosas.
De acordo com o último censo, havia 233.000 arquitetos nos Estados Unidos; e os 113.000 que estão atualmente licenciados representam um aumento de 3% em relação ao ano passado. Além disso, há um número recorde de arquitetos que se qualificam para o licenciamento: mais de 5.000 este ano, quase o mesmo número de graduados com títulos profissionais. Existe agora 1-arquiteto-para-cada-2.900 pessoas nos EUA. Uma colheita abundante, certo?

Este artigo foi originalmente publicado pela Common Edge como "Architecture Ignores History At Its Own Peril".
A gravidade é inegável. Ficamos de pé, erguemos objetos, estremecemos quando vemos nosso peso na balança. Para os arquitetos, a gravidade tem um significado especial: é a força essencial a ser trabalhada. Clima, energia e materiais também são importantes — mas esses têm características específicas à sua localização.
A gravidade é a constante eterna. Mas há outro elemento universal no ato de projetar: a história, o papel de todas as coisas que passaram da ideia para a realidade, em todos os lugares. Se existem “razões” para um edifício ser feito ou finalizado de uma certa maneira, a história é a lente inegável que faz sempre parte de como os projetistas pensam sobre o que deve ser construído.

Este artigo foi originalmente publicado pela Common Edge como "Por que as Casas Representam a Arquitetura Original".
Casas podem ser a projeção mais poderosa do valor da arquitetura. Uma vez que abrigar-se é essencial para todos nós, conceber o lar é a função universal da arquitetura. Somos todos especialistas em como nossa casa deve ser, para nós mesmos.
Mas os arquitetos geralmente têm uma visão diferente do lar. Vinte anos atrás — durante a recessão antes da última recessão — lembro-me de ouvir um arquiteto declarar que poderia se sustentar projetando casas até que “um trabalho de verdade surgisse”. Outro meme arquitetônico é o clássico primeiro emprego: projetar uma casa para seus pais.

Esse artigo fi publicado originalmente por Common Edge como "Michelangelo’s Lesson: Specialization in Architecture is Not The Only Way."
Uma exposição recente no The Metropolitan Museum, em Nova York, Michelangelo: Divine Draftsman & Designer, ofereceu um vislumbre da mente e dos métodos de um verdadeiro polímata. A exibição acabou de encerrar, então, ofereço aqui essa seleção de imagens. A fotografia foi incentivada e a intimidade da apresentação permitiu estabelecer algumas relações e ideias.
Estive estudando ou praticando arquitetura por 45 anos, e a exposição esclareceu como os arquitetos podem pensar sobre o que fazem. Provavelmente significou uma coisa para todos, sua beleza ressonante, mas eu vi as complexidades de uma vida criativa em meios de aplicação.

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge sob o título "O AIA ignorou o pós-modernismo?"
A percepção da arquitetura varia de pessoa para pessoa. O “estilo” costuma ser uma classificação fácil, seja ele tradicional ou moderno. A arquitetura residencial popular é frequentemente rotulada de forma desdenhosa por profissionais da área como “vernácula”. A consolidação da imagem do produto da profissão — um corpo de trabalho materializado em edifícios e seu significado em nossa cultura, celebrado pelo American Institute of Architects (AIA) — possui diversos níveis de reconhecimento, desde prêmios de delegações locais do AIA até distinções nacionais.
Nenhum prêmio do AIA tem mais significado ou prestígio dentro da profissão do que o “Twenty-five Year Award” (Prêmio de Vinte e Cinco Anos) para edifícios que “resistiram ao teste do tempo”. A honraria vinha sendo concedida ininterruptamente nos últimos 56 ans. No entanto, este ano, o júri de design encarregado de selecionar uma obra seminal optou por não premiar nenhum projeto, desconsiderando qualquer edifício construído há 25 ou 35 anos.