
À primeira vista, é difícil assimilar o título deste artigo, pois o grande número de visitantes desta importante cidade — o principal destino turístico do país — se reconhece como caminhante e frequente ativador(a) urbano(a). Por que se sustenta a reivindicação de uma cidade para as pessoas? Quem não está apenas de passagem, mas vive ali, conhece essa realidade melhor do que ninguém. De forma crescente, os carros estão sendo priorizados em detrimento de pedestres; consequentemente, isso atropela e coloca em risco a cidade, sua conservação e seu patrimônio.
Lembro-me de ter experimentado o efeito de uma caminhada mágica por ali, entre garoas, pedras, ruelas, colunatas e catedrais. Deve ser um dos lugares mais especiais do mundo, onde caminhar é uma experiência mística e envolvente.
Cusco é la capital histórica do Peru, declarada Patrimônio da Humanidade em 1983 pela Unesco, pois antigamente foi a capital do Império Inca e, posteriormente, uma das cidades mais importantes do Vice-Reino. Conserva uma grande quantidade de monumentos daquelas épocas, refletidos em suas igrejas, palácios e praças. A Plaza Mayor, escoltada majestosamente por duas catedrais, é um de seus grandes atrativos por sua centralidade, arquitetura e atividade cultural, reunindo muitas pessoas, mas também muitos carros. Eis aqui o tema de discussão: Deveria se tornar exclusiva para pedestres? Qual é o estado da mobilidade urbana?

















