Delia Bayona

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“Lima, muitos olhares” será um dos primeiros debates da UNESCO entre especialistas e cidadãos e cidadãs

“Lima, muitos olhares” será um dos primeiros debates da UNESCO entre especialistas e cidadãos e cidadãs - Sustentabilidade
Cortesía de UNESCO Perú

Prestar atenção aos múltiplos olhares sobre Lima deveria ser um fato cotidiano, embora infelizmente não seja o caso em nossa cidade. Às vezes nem vemos o que acontece nas ruas, em outras temos uma visão parcial das coisas, e em outras preferimos enxergar a cidade sob a perspectiva mais confortável. É importante voltar o olhar para tantos atores urbanos cujas visões multidisciplinares, ao se integrarem, podem nos proporcionar um panorama interessante, rico e diverso da cidade.

Em homenagem a esta cidade tão diversa de quase dez milhões de habitantes, o Escritório da UNESCO em Lima convocou acadêmicos/as, historiadores/as, arqueólogos/as, urbanistas, arquitetos/as, artistas e limeñistas em geral para o primeiro evento dos Diálogos UNESCO, sob o título “Lima, muchas miradas”.

A importância do 'Pátio Comum' na escola: Primeiro Lugar do Concurso Projetos de Infraestrutura Social em Lima

O pátio de uma escola é comumente identificado como o local onde acontece o recreio. Quem nunca correu para sair ao pátio, bastando estar ali observando e sendo observado, com espaço suficiente para liberar o corpo por meio da interação e do brincar? Pode parecer óbvio que um pátio seja um espaço comum, mas nem sempre é assim; muitas vezes eles não apresentam as condições adequadas para serem aproveitados por todas as pessoas em seu máximo esplendor. E se o pátio for, além disso, o elo entre a escola e a comunidade?

Peru finalmente estabelece o concurso de arquitetura como modalidade de concurso público

Temos o prazer de começar o ano compartilhando uma ótima notícia que está se espalhando como trepadeiras floridas por várias regiões do território peruano. Para muitos, um pouco tarde; para outros, no momento ideal. De qualquer forma: finalmente! As obras públicas no Peru poderão ser realizadas por meio de Concursos de Arquitetura.

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Estratégias de ocupação urbana para reabilitar as encostas de Lima

Dedicado a famílias afetadas por desastres naturais e aquelas que vivem em zonas costeiras à espera de alternativas ou mudanças em seu habitat.

As encostas são como um manto que nos rodeia, mas de uma forma tendenciosa. A neblina de Lima esconde esse esquecimento. Falar em habitar as encostas ainda pode ser sinônimo de não-habitável por conta das más condições em que se encontram tantas casas vulneráveis pertencentes aos 70% da autoconstrução da cidade. No entanto, as encostas, devido à sua condição geográfica, oferecem qualidades habitáveis que devemos reconhecer e repensar, a fim de nos colocarmos sabiamente no território, e assim reabitar com novos ares. Nem todas as casas auto-construídas são "sem conhecimento", algumas delas têm suas próprias lições. Outras, em sua maioria, não. A verdade é que ainda é uma área a ser explorada.

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Malecón Múltiple, proposta que busca reconciliar o rio Rímac com a cidade de Lima

A cidade de Lima e o rio Rímac parecem em conflito, embora este a atravesse (e nutra) de leste a oeste. Por isso, destacamos o uso do termo “amizade” como um valor agregado para abordar este tema. Uma forma de compreender essa relação com a solidez e a integralidade que ela deveria ter. É o que propõe o projeto que apresentamos aqui, o qual resgatamos de nossos arquivos para trazer a público. Com o início do verão, a proximidade do fenômeno El Niño e o consequente aumento na vazão do rio Rímac, torna-se inevitável recordar os desastres causados pelos huaycos (deslizamentos de terra) há um ano. Pouco ou nada foi feito diante dessa ausência de relação da cidade com o rio; portanto, vale a pena refrescar a memória. 

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As 10 obras mais populares no Peru em 2018

O ano está chegando ao fim e olhamos em retrospectiva… o que mais nos cativou? Depois de apresentar o melhor da arquitetura do ano, agora focamos em identificar projetos representativos. Entre a ampla gama de obras peruanas que publicamos neste ano de 2018, as que mais influenciaram nossa plataforma abrangem diversas escalas e tipologias; assim, apresentamos a seguir desde uma residência unifamiliar até uma biblioteca pública, de profissionais consolidados a nomes emergentes, reflexos de uma arquitetura para todas as pessoas.

Que a obra continue.

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Há quanto tempo não desenhamos (ou falamos sobre) o que sonhamos para a arquitetura?

Na noite em que vi estes desenhos, sonhei... e muito.

Na manhã seguinte, despertei reflexiva-exausta de tantos lugares pelos quais havia percorrido, por isso decidi que era preciso escrever sobre essas paisagens que assaltaram meus sonhos. O que elas tinham de especial? O que me prendeu — e me enredou — nelas? Cores vibrantes, labirintos, caminhos sem fim ou que se cruzam, limiares, ramificações, organicidade... Há quanto tempo não desenhamos (ou falamos sobre) o que sonhamos? 

Estes são os vencedores do 1º Concurso de Projetos de Infraestrutura Social que melhorará uma escola em Lima

Há alguns meses teve início esta rede de concursos que construirá 15 projetos de Infraestrutura Social para o Bicentenário do Peru. O Plano de Projetos de Infraestrutura Social Externos (PLAN PISE) é um empreendimento social criado para apoiar comunidades em processo de desenvolvimento no planejamento e na construção de projetos que permitam melhorar suas condições de habitabilidade. Os resultados acabam de ser divulgados e o plano segue em andamento com o próximo concurso no final de fevereiro. Aos poucos, somam-se esforços para a transformação da realidade social e educacional.

A importância de um pátio como espaço educativo dotado das qualidades necessárias para estimular a convivência e a diversidade é um tema sobre o qual esta edição do concurso nos faz refletir e propor soluções coletivas desenvolvidas por estudantes ou recém-formados/as em arquitetura, sendo uma forma direta de materializar sonhos acadêmicos. O local de intervenção para as crianças será o Colégio Villa de Jesús IE 7216, localizado em Villa El Salvador, ao sul de Lima.

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Barrio Móvil, o ônibus multifuncional que busca aproximar idosos e pessoas com deficiência em Lima

Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé. Se as pessoas idosas não vão à prefeitura – para evitar os desgastes evidentes de trâmites burocráticos –, a prefeitura vai até elas. Em uma cidade não muito planejada como Lima, onde menos ainda se pensou em desenho urbano para a população idosa ou para pessoas com deficiência, locomover-se ou realizar certas atividades sociais exige o dobro de esforço. Assim, elas preferem ficar em casa, sem complicações.

É uma excelente ideia a ser colocada em prática que a forma de alcançar essa aproximação, para além da arquitetura estática, seja por meio da arquitetura móvel. Dessa forma, a Prefeitura de Miraflores colocaria em circulação, em um ônibus, diferentes funções valiosas para um bairro, mas, acima de tudo, muito valorizadas por um público que necessita de maior mobilidade. A arquitetura em ação é capaz de adaptar um ônibus "comum" para esse fim "múltiplo". Mais uma vez, a profissão demonstra seu poder de conectar, acolher, aproximar...

Barrio Móvil, o ônibus multifuncional que busca aproximar idosos e pessoas com deficiência em Lima - SustentabilidadeBarrio Móvil, o ônibus multifuncional que busca aproximar idosos e pessoas com deficiência em Lima - SustentabilidadeBarrio Móvil, o ônibus multifuncional que busca aproximar idosos e pessoas com deficiência em Lima - SustentabilidadeBarrio Móvil, o ônibus multifuncional que busca aproximar idosos e pessoas com deficiência em Lima - SustentabilidadeBarrio Móvil, o ônibus multifuncional que busca aproximar idosos e pessoas com deficiência em Lima - Mais Imagens+ 33

Diálogos: Vínculos entre a crítica e o projeto arquitetônico

Um diálogo incomum no campo da arquitetura peruana, já que aqueles que se dedicam à teoria e à crítica nem sempre se dedicam à prática projetual; aliás, muitas vezes estão distantes ou afastados em suas formas de pensar e agir, e essa incomunicação impede uma maior colaboração e o benefício da união de ambas as partes importantes.

O formato consistirá em 4 arquitetos/as e 4 críticos/as de arquitetura frente a frente, "explorando os ¿vínculos? entre o projeto e a crítica arquitetônica". Este evento contará com a presença de Fredy Massad, autor do livro Crítica de Choque, que participará graças à colaboração da Bienal de Arquitetura de Quito.

I Fórum: Arquitetura, Cidade e Memória

I Fórum: Arquitetura, Cidade e Memória - Imagem de Destaque
Cortesía de Arquitectura UCAL

É possível falar de arquitetura a partir da memória e da reconciliação? "Como criamos espaços de memória? O que é memória viva?"

Este evento surge da convicção de que é possível debater a memória e a reconciliação a partir da arquitetura e do urbanismo. Completando-se 15 anos do relatório final da Comissão da Verdade e Reconciliação, considera-se importante criar um espaço onde esses temas possam ser expostos e debatidos.

O LUM do Ministério da Cultura, a Faculdade de Arquitetura da Universidad de Ciencias y Artes de América Latina (UCAL) e a Red Arquitectura apresentam o fórum “Arquitetura, cidade e memória” para dialogar sobre a memória a partir da arquitetura e do urbanismo, tanto na prática profissional quanto na acadêmica. O encontro acontece justamente no Lugar de la Memoria, nesta terça-feira, 27 de novembro, às 14h. Entrada gratuita, mediante inscrição.

I Fórum Urbano: Cidades, como vamos?

Quando você encontra na rua alguém que não via há algum tempo, surge a pergunta: "como vai?". "Como Vamos?" é algo mais integrador que talvez não afaste tanto as possíveis respostas. Se perguntássemos à cidade, a pergunta seria tão inclusiva quanto a resposta; portanto, o evento é altamente recomendado, já que todos nós, como cidadãos, somos parte da situação atual e, mais do que nunca, das transformações possíveis para Lima.

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'Institutos de Excelência': Uma nova oportunidade de melhorar a infraestrutura pública de ensino superior do Peru

O nível educacional de um país não se reflete apenas nos estudantes e professores, ou nas matrizes curriculares públicas, mas também na infraestrutura educativa como espaço de influência para o aprendizado e a experiência. Os institutos são uma opção importante no esquema educacional do país; no entanto, muitas dessas instituições não passaram por grandes transformações e melhorias de infraestrutura desde a sua criação. Como resposta a essa lacuna, surgem os "Institutos de Excelência", projetos que fazem parte de um plano estratégico maior que engloba tanto institutos quanto universidades dentro de um programa de investimento em infraestrutura do ensino superior público, proposto pelo Ministério da Educação (MINEDU) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O que mais chama nossa atenção é que esse atributo de "qualidade" raramente é associado à grande maioria dos institutos de ensino superior peruanos, aos quais não se costuma dar a devida importância. Com isso em mente, analisamos a proposta de um instituto protótipo representativo de um grupo de vários projetos que já estão viabilizados e prontos para iniciar o processo de execução. Para compreender como os sonhos de uma educação descentralizada melhor se transformam em arquitetura, a equipe de especialistas e de arquitetura liderada por Ana Carlín detalha as diretrizes e o escopo do programa e do projeto. Continue lendo para saber mais sobre essa boa prática.

Arquitetura na crise, ou a crise da arquitetura

Durante o período de violência (1980-2000) a noção de espaço público, cidadania e arquitetura sofreu diversas reconfigurações físicas e conceituais. Pode ser que a crise tenha se evidenciado na arquitetura, ou a arquitetura tenha se evidenciado na crise. Seja como for, a cidade ficou determinada pela violência e pelo simulacro.

Concurso Internacional 'Escuela Perú' convida a projetar catálogos de escolas modulares em cinco zonas bioclimáticas do país

Aguardávamos a chegada deste concurso de impacto nacional e convocatória internacional. A infraestrutura educacional do Peru foi repensada desde a base e estamos vivenciando cada vez mais suas melhorias; agora, esta convocatória visa atrair mais arquitetos/as para este movimento pela educação peruana. A seguir, apresentamos todos os detalhes.

 O Ministério da Educação do Peru tem um grande desafio para o Bicentenário: reduzir a lacuna de infraestrutura educacional com espaços e ambientes inovadores, seguros, eficientes, sustentáveis e condizentes com a diversidade e as necessidades do território nacional. Dessa forma, garantiremos o desenvolvimento das aprendizagens e a formação de nossos estudantes em espaços de qualidade. Este é o nosso compromisso: trabalhar para formar melhores peruanas e peruanos, sempre.

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Experimentando com modelos de concreto: mais massa não significa menos luz

O contato entre as mãos e as maquetes nunca deve ser perdido. Adentrar essa experiência evoca o silêncio, obrigando-nos a refletir sobre o cuidado depositado nas maquetes de concreto. Poucas palavras são necessárias, pois as maquetes costumam revelar tudo o que precisamos saber por meio da beleza e da simplicidade de sua criação e da importância do processo manual no trabalho do/a arquiteto/a. 

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Exposição: Bairro Móvel - Ônibus Multifuncional / Miraflores, Lima

A arquitetura móvel nos fascina. Esta mostra se desenvolve a partir de um ônibus multifuncional que percorrerá o distrito de Miraflores, permitindo que a população realize múltiplas atividades, desde o pagamento de impostos até a apresentação de concertos. A exposição, realizada pelo escritório de arquitetura LLATAS, conta com plantas, imagens, mapas lúdicos, maquetes e um espaço para que o/a cidadão/ã possa desenhar e escrever suas ideias. A mostra vai até 15 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h. Não perca o ônibus!

Arquitetura e Política: 1º Colóquio de Estudantes de Arquitetura da PUCP. Participe!

Estudiantes de arquitectura com maior engajamento não nos deixarão mentir: à medida que os anos de aprendizado passam, cresce internamente um sentimento rebelde de levantar a voz, de nos expressarmos e de nos mobilizarmos de diferentes formas para tornar realidade a arquitetura que aprendemos nas escolas. E essa faísca aumenta ainda mais em um país onde a construção está concentrada nas mãos de grupos com interesses privados, e não públicos; onde, acima de tudo, há muita desigualdade em meio a tanta diversidade em potencial. Há uma indignação crescente que se faz sentir cada vez mais em nossa atuação cidadã. Estamos saindo das salas de aula, buscando o diálogo, marchando com mais frequência e gerando novos caminhos para intervir e transformar a realidade social. Com isso, percebemos — ou melhor, retomamos — a noção natural do nosso papel político a partir da arquitetura.