Delia Bayona

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Arquitetos peruanos buscam aprender das florestas do mundo: uma viagem pela Indonésia, Camarões, Honduras e Peru

Paradoxalmente, os projetos mais interiorizados com seu país transcendem suas fronteiras. Pois, precisamente, seu trabalho de conexão interna e introspecção com as tradições das comunidades mais antigas e ocultas, leva-os a buscar mais conexões e ressonâncias fora dos limites. Esta viagem dentro-fora nos concerne a todos, vejamos o porquê...

O projeto "A través de las selvas del mundo", da associação peruana sem fins lucrativos Construye Identidad, é um trabalho multidisciplinar que vem sendo desenvolvido há mais de um ano nas comunidades da floresta peruana de Junín, documentando os desafios que enfrenta a arquitetura vernacular e o habitar da selva, na era da globalização e mudanças climáticas.

Agora começou a etapa seguinte, onde a equipe viajará ao longo da Franja Climática Tropical do mundo para visitar as selvas de quatro continentes, um país por continente: Indonésia, Camarões, Honduras e Peru. Estes foram selecionados com base na similaridade das características tanto geográficas como demográficas, os desafios econômicos e da riqueza cultural; a fim de evidenciar as problemáticas compartilhadas ao longo dos bosques tropicais do mundo.

Como ser arquiteto e não morrer tentando

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Este é o título de um pequeno livro, antigo e pouco conhecido, que chegou em algum momento nas mãos de uma estudante de arquitetura em uma de suas tantas crises arquitetônicas. É interessante compartilhá-lo e, mais intrigante ainda, tratar de encontrar uma resposta contundente à pergunta que intitula este livro escrito pelo arquiteto e crítico peruano Alfredo Queirolo.

A publicação foi escrita entre 1991 e 1992, em um excesso de entusiasmo arquitetônico, entre Buenos Aires, Lima, Arequipa e Cañete. Por fora, o livro aparenta suas dimensões alongadas... tal qual, e como diz o autor: "a ideia era fazer um tríptico, um livro que fosse vários ao mesmo tempo...", onde considera as três variáveis com as quais um arquiteto convive diariamente:

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