Image created using AI under the prompt: An emotive and detailed illustration of the texture of various types of architectural insulation. Image via DALL.E 2
Embora mais relacionada a aspectos evolutivos do que à própria arquitetura, a fragilidade física inerente aos seres humanos tem exigido, desde os tempos pré-históricos, que protejamos nossos corpos e nossos edifícios dos elementos externos. Como exemplo, começando com as cabanas primitivas utilizadas nas primeiras formas de arquitetura doméstica, peles foram empregadas como cobertura externa para restringir o fluxo de ar e, consequentemente, regular o ambiente interior.
Posteriormente, observamos uma evolução que mostra claramente avanços nas técnicas de isolamento, passando de materiais vernaculares como o adobe até um aumento na espessura das paredes usando pedra ou tijolo, finalmente chegando às paredes de cavidade desenvolvidas no século XIX, que deixavam uma pequena câmara de ar entre uma face exterior e interior da parede. Sua posterior popularização levou à introdução de isolamento térmico entre ambas as faces, um sistema que é amplamente reconhecido e utilizado atualmente e que lançou as bases para futuros desenvolvimentos nesse campo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1010629/explorando-a-evolucao-dos-materiais-isolantes-na-arquiteturaEnrique Tovar
Se os últimos anos foram uma ocasião perfeita para refletir e debater sobre bem-estar, digitalização e democratização no projeto arquitetônico, este ano de 2023 foi uma tremenda oportunidade para aprofundar e comentar outras das questões mais urgentes: a crise climática e o ambiente natural entraram definitivamente na agenda global de arquitetura e construção, juntamente com a circularidade, a eficiência energética e a descarbonização. É hora de falar sobre isso para construir de forma consciente.
Analisando o futuro da madeira, da água e da iluminação, em cada um dos tópicos relacionados que o ArchDaily desenvolveu mês a mês, fizemos uma pergunta aberta para que vocês - nossos queridos leitores - pudessem participar ativamente com a contribuição de suas experiências e conhecimentos. Depois de ler e compilar um grande número de mensagens recebidas, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e entusiastas da arquitetura, chegou a hora de apresentar um resumo das principais posições. Muito obrigado por suas opiniões e aguardamos seus comentários para 2024!
“Procurando por um lugar único para passar este Natal e ter uma história divertida para contar à família e aos amigos? Junte-se a nós em nossa terceira visita de Natal à República Popular Democrática da Coreia! Que melhor lugar para passar o Natal do que no coração de Pyongyang?”
Até agora não sei se deveria ter levado a sério o anúncio. Em todo caso, no dia 24 de dezembro de 2018 embarquei no “ultra-budget tour de Natal” promovido pela Young Pioneer, uma das poucas operadoras de viagem autorizadas a levar visitantes estrangeiros à Coreia do Norte.
The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela dupla de arquitetura David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões aprofundadas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre a vida cotidiana e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify, e YouTube.
Nesta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, discutem como utilizam imagens 3D e renderizações em seu processo de trabalho. A dupla aborda o valor das imagens tridimensionais como ferramenta de projeto e de comunicação, as limitações e desvantagens do 3D, e como esses recursos visuais são empregados ao longo das diferentes etapas de um projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138516/the-second-studio-podcast-os-pros-e-contras-da-visualizacao-3dThe Second Studio Podcast
O final do ano se aproxima e com ele a oportunidade de revisar quais foram os momentos de grande destaque no campo da arquitetura em 2023. Assim, buscamos pelas fotografias que foram as mais curtidas no Instagram do ArchDaily Brasil.
O ir e vir de valores arquitetônicos ao longo dos séculos demonstra a prevalência de certos parâmetros em detrimento de outros em cada período histórico. Em termos de composição, uma das leituras mais básicas gira em torno de questões de simetria e equilíbrio. De fato, um projeto não precisa ser simétrico para dar a ideia de equilíbrio compositivo. Seus elementos não precisam estar repetidos lado a lado para que o todo passe uma ideia de completude, estabilidade e… simetria, paradoxalmente. Grande parte dos projetos contemporâneos se vale de um todo compositivo equilibrado sem repetir seus elementos, inclusive.
Uma das instâncias mais radicais de transformação do espaço público aconteceu recentemente. Durante os primeiros meses da pandemia de Covid-19, o espaço público se transformou em "um recurso médico, centro de distribuição, espaço de transbordamento, local de protesto e resistência, academia, centro para idosos, centro comunitário, creche, pátio escolar, boate, via de transporte, restaurante ao ar livre, shopping center, parquinho infantil, teatro aberto, espaço de música, refugio natural e um lugar de pertencimento, de 'sentir-se em casa'".
https://www.archdaily.com.br/pt/1010274/espacos-publicos-socialmente-justos-sao-cruciais-para-sociedades-prosperasGrace Mitchell Tada
Em 2022, uma audiência mais ampla teve acesso a ferramentas de inteligência artificial inesperadamente poderosas, como Stable Diffusion, Midjourney e DALL-E 2 para geração de texto para imagem, além do chatbot da OpenGPT.
Um ano depois, analistas, organizações e governos afirmaram que essas tecnologias representarão riscos profundos para a sociedade e a humanidade, desde a perda de empregos causada pela automação até a perturbação dos processos democráticos e a automatização de armas.
Para muito além do conhecimento técnico de sua formação como engenheiro, Eladio Dieste (1917-2000) adquiriu sensibilidade arquitetônica rara. Foi pioneiro e mestre da técnica da alvenaria armada, que em resumo trata-se de um sistema de "casca" relativamente fina em que os blocos cerâmicos são comprimidos, as barras de aço são tracionadas e o concreto solidariza o conjunto. A resistência estrutural é aumentada através do desenho de geometrias espaciais complexas que respondem com precisão aos esforços solicitantes, utilizando assim o mínimo possível de material. Desta forma são vencidos grandes vãos e balanços e as cargas são elegantemente conduzidas ao solo.
O ambiente construído representa, para a maioria de nós, o pano de fundo da vida cotidiana, no entanto, ao olharmos para um edifício, raramente entendemos do que é feito. Esse olhar superficial nos impede de compreender seu impacto em nós e na natureza. O Office Kim Lenschow busca chamar a atenção para essa questão, promovendo reflexões críticas sobre arquitetura e seus materiais. Ao focar em projetos de pequena escala, principalmente residenciais, o escritório busca revelar essa narrativa oculta dos materiais e aumentar a consciência sobre as estruturas ao nosso redor. Reconhecido pela exploração de materiais e desenvolvimento sustentável, Kim Lenschow foi selecionado como uma das Novas Práticas de 2023 pelo ArchDaily. Desde 2020, o ArchDaily destaca e promove escritórios emergentes que trazem uma nova perspectiva para o campo da arquitetura e do design.
Abra as portas para um universo de inspiração arquitetônica com a Assinatura de Presente do ArchDaily. Quer você conheça um/a arquiteto/a ou alguém entusiasta da arquitetura e do design, a assinatura de presente do ArchDaily é o presente perfeito para alimentar essa paixão, expandir conhecimentos e apoiar a missão do ArchDaily.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138192/presenteie-com-inspiracao-arquitetonica-com-a-assinatura-do-archdailyArchDaily Team
Materiais inovadores desempenham um papel crucial no futuro da arquitetura. Eles não só oferecem outras perspectivas sobre os modos de construir edifícios, como também apresentam soluções sustentáveis e eficientes para enfrentar desafios ambientais. Ao aproveitar as propriedades singulares desses materiais, arquitetos e designers têm buscado criar estruturas com novas linguagens visuais, ao mesmo tempo em que são ecologicamente corretas.
Como parte da nossa revisão do ano, refletimos sobre os materiais inovadores que foram destaque. Esses materiais exploraram os conceitos de reciclagem de resíduos agrícolas, adaptação de produtos à base biológica, transformação de materiais locais e descarbonização do concreto. O objetivo não foi apenas oferecer alternativas às práticas tradicionais de construção, mas também ajudar a reduzir as emissões de carbono e promover um ambiente construído mais sustentável. Neste campo dinâmico, esses materiais demonstram o potencial de revolucionar o design e a construção de edifícios em contextos diversos, abrindo caminho para um futuro mais sustentável e resiliente.
A arquitetura residencial desempenha um papel vital na vida das pessoas, influenciando sua qualidade de vida e bem-estar. Para criar ambientes que sejam verdadeiramente adaptados às necessidades biopsicossociais de cada usuário, é essencial incorporar os princípios da neurociência aplicada à arquitetura. Nesse sentido, a Teoria dos Setênios de Rudolf Steiner oferece um quadro conceitual valioso para entender as diferentes fases da vida e suas implicações na concepção de espaços habitacionais. Este texto abordará as etapas do projeto arquitetônico, desde o briefing até a execução, destacando a relevância de conceitos da neurociência cognitiva e comportamental, como priming, framing, nudging, wayfinding, design salutogênico e design biofílico, à luz da Teoria dos Setênios.
Nossos edifícios tornam-se símbolos dos tempos em que vivemos, refletindo o espírito de uma determinada época e atendendo a diferentes necessidades, estilos de vida e funções. “A arquitetura deve falar de seu tempo e lugar, mas ansiar por intemporalidade”, diz um dos arquitetos mais proeminentes de nossa era, Frank Gehry. Para profissionais que buscam a inovação na arquitetura, explorar novos potenciais tecnológicos e vislumbrar maneiras de enriquecer a vida das pessoas há muito tempo são forças motrizes que moldam as respostas aos desafios contemporâneos. Atualmente, a sustentabilidade se apresenta como um desafio fundamental, adicionando novas dimensões ao debate e unindo forma, função, escolha responsável de materiais e pensamento de longo prazo. Adaptar-se a essas demandas nunca foi tão significativo.
A conferência bienal do clima da ONU, a COP28, encerrou-se em Dubai esta semana com o compromisso de uma eventual "eliminação gradual" dos combustíveis fósseis. Foi um clássico gesto do copo meio cheio ou meio vazio. De fato, como apontaram os otimistas, foi a primeira vez que qualquer menção ao afastamento dos combustíveis fósseis constou no texto do comunicado final. No entanto, a exemplo das COPs anteriores, esta resolução também não tem caráter vinculante e foi alcançada sob fortes protestos tanto de países produtores de petróleo quanto de nações em desenvolvimento que dependem das cadeias de suprimento de energia existentes para seu crescimento futuro. O caráter tortuoso do resultado, brando e oficialmente sem força prática, gerou desânimo. Se não conseguirmos entrar em acordo sobre a natureza do problema, será excepcionalmente difícil solucioná-lo.
Para ampliar a perspectiva, conversei com o veterano ativista Bill McKibben. Professor no Middlebury College, ele já publicou 20 livros; seu primeiro, The End of Nature, foi lançado em 1989. Ao lado do Dr. James Hansen, ele foi um dos primeiros a acender o alerta climático. McKibben é colaborador da revista New Yorker e fundador do Third Act, movimento que mobiliza pessoas com mais de 60 anos em prol da justiça climática e racial. Em colaboração com sete estudantes do Middlebury, fundou a 350.org, a primeira campanha climática de base global.
A dualidade da luz solar no campo do projeto de arquitetura apresenta contrastes fascinantes, especialmente ao abordar a questão de como interagir com ela por meio do ambiente construído e dos materiais que definem a arquitetura. A influência do sol nesta disciplina tornou-se parte essencial do patrimônio cultural de alguns países, como demonstra a arquitetura espanhola, onde a interação com a luz solar se manifesta por meio de elementos como as celosias. Essas estruturas são marcantes em fachadas de edifícios que remontam à Idade Média, com exemplos célebres como a Alhambra, chegando até construções do século XX, como a Casa Gomis, consideradas monumentos históricos.
A fachada, sendo a pele do edifício, é o componente arquitetônico que costuma estar diretamente exposto à luz solar. Partindo dessa premissa, busca-se estabelecer um diálogo entre a abertura para o entorno e a necessidade de proteção, criando assim uma sinergia entre funcionalidade e estética. Nesse contexto, as fachadas de controle solar têm sido desenvolvidas sob diversas abordagens, destacando-se por sua capacidade de responder a essa condicionante de projeto. Por esse motivo, selecionamos soluções de controle solar de marcas espanholas que se destacam por suas características técnicas e pela diversidade no uso dos materiais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138489/fachadas-de-protecao-solar-dos-sistemas-de-tecido-ceramico-ao-vidro-de-pele-duplaEnrique Tovar
Festivais de música podem oferecer a artistas, designers e arquitetos uma plataforma para apresentar seu trabalho para grandes multidões. A própria escala dessas instalações, o espaço para exploração artística e o vasto público que alcançam podem representar aos designers uma oportunidade para mostrar suas ideias. Através da escala, cor, imagens e iluminação, essas instalações criam impressões duradouras nas pessoas que frequentam esses eventos e naqueles que as veem através de notícias ou redes sociais. Alguns temas explorados este ano incluíram reformular elementos familiares de formas inéditas, geometrias abstratas de grande escala e o uso de materiais inovadores.
A cada ano, o ArchDaily apresenta milhares de novos projetos que compõem a maior biblioteca de arquitetura on-line do mundo. Nossa equipe de curadores pesquisa, seleciona e se certifica de promover alguns dos trabalhos de arquitetura mais inovadores e relevantes do mundo. Assim como fizemos no primeiro livro do ArchDaily, nossos objetivos são expandir nossa plataforma e destacar (o que é) uma boa arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1011396/os-melhores-projetos-de-arquitetura-de-2023ArchDaily Team
A biblioteca de projetos da ArchDaily é gerenciada por nossos curadores, que buscam constantemente enriquecer nossa seleção com as obras mais interessantes, evidenciando enfoques e critérios distintos e inclusivos. Este ano, começamos a destacar as escolhas de nossa equipe de curadoria na conta do ArchDaily no Instagram, onde nossos curadores lançam luz sobre alguns projetos que abordam temas interessantes e características únicas.
Pequenas casas são uma realidade comum em muitas áreas urbanas do mundo por diferentes motivos. Essas casas compactas tornaram-se cada vez mais populares devido à escassez de terrenos e aos altos preços da habitação nas áreas urbanas. Embora seu tamanho possa ser limitado, as práticas de arquitetura contemporânea se concentram em projetos inteligentes para maximizar o espaço disponível e oferecer conforto aos seus habitantes. Elas geralmente oferecem distribuições eficientes, com áreas multifuncionais que se adaptam às necessidades. Além disso, algumas integram soluções inovadoras de design e mobiliário para otimizar o espaço e fornecer armazenamento adicional.
Em 2023, testemunhamos grandes conflitos, crises políticas e desastres ambientais catastróficos em todo o mundo. Também observamos a diminuição na gravidade da pandemia de COVID-19, o contínuo aumento de modelos de IA generativa, bem como a ascensão da Índia como o país mais populoso do mundo, ultrapassando a China. 2023 também provocou discussões em todo o mundo no âmbito arquitetônico. A 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia desafiou seu público a pensar de maneira diferente e mais empática, adotando uma perspectiva mais ampla sobre a arquitetura e deslocando seu foco para a disciplina em vez de apenas para a profissão. Essa mudança também abriu espaço para vozes e discussões frequentemente negligenciadas em exposições globais. A Trienal de Arquitetura de Sharjah 2023 celebrou o sul global, onde lugares prosperam em meio à escassez. Os principais temas do ano giraram em torno da descarbonização do ambiente construído, recursos e produção, materiais e know-how tradicionais, cultura de consumo, bem como decolonização, narrativas locais e identidades.
O ArchDaily acompanhou de perto todas essas histórias, examinando-as de forma consistente por meio de uma perspectiva urbana e arquitetônica para abordar questões globais. Alinhada com nosso compromisso de "empoderar todos os envolvidos na formação da arquitetura para aprimorar a qualidade de vida", a seleção dos Melhores Artigos do ArchDaily em 2023 destaca um amplo espectro de tópicos atuais.
Dizem que não importa o que acontece, mas como você vê. Também dizem que a literatura não reproduz a realidade, mas sim cria outra. Tudo começa com uma ideia. Só uma ideia. Imagem e imaginação andam juntas, isso significa que elas constituem o mecanismo para percepção, pensamento, linguagem e memória do homem. E em essência, arquitetura nada mais é do que organizar ideias. A pergunta é: como organizar as ideias? Ou ainda, como você vê as coisas? Existe mesmo percepção sem contexto social e cultural? A resposta curta é não. A resposta longa envolve antropologia interpretativa, um pouco de teoria e muita, muita crítica.
Projetado pela equipe de arquitetura da Grass+Batz, o Mausoleo Memorial Dignidad, no Chile, foi eleito o projeto vencedor na categoria de arquitetura do ESENCIALES x ArchDaily 2023.
No cenário em constante evolução do século XXI, as cidades despontam como modelos de inovação em relação aos objetivos de desenvolvimento sustentável. Criativamente, enfrentam desafios urbanos urgentes, como densidade populacional, transporte, habitação e resiliência. Possuem o potencial de liderar uma agenda climática abrangente, atuando como laboratórios para iniciativas sustentáveis, inovações inter-setoriais e estratégias orientadas para a comunidade. As cidades agem como catalisadoras de revoluções, implementando soluções impactantes que podem ser aplicadas globalmente.