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Conectando o exterior ao interior: terrários em tamanho real e outras formas de contato com a natureza

À medida que a temperatura cai no hemisfério norte, os espaços externos são cobertos por geada, gelo e neve, e nos vemos correndo de um ambiente aquecido para o outro, menos dispostos ou menos capazes de parar e apreciar o mundo natural ao nosso redor.

Para além de trazer um pinheiro para dentro de casa e enfeitá-lo para o Natal, costumamos deixar o mundo natural real seguir seus próprios ciclos sazonais até ressurgir na primavera. No entanto, ao convidar os efeitos positivos da vida vegetal para dentro de nossas casas, podemos melhorar tanto nossa saúde mental quanto o ar que respiramos, enchendo nossos lares de paz e alegria o ano inteiro, e não apenas no Natal.

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“De repente, você adentra a paisagem através da casa”: entrevista com Ben Van Berkel

Em 1993, um jovem casal com dois filhos pequenos e um amplo terreno nos arredores de Naarden, cidade a menos de meia hora de carro a sudeste de Amsterdã, contratou Ben van Berkel para projetar uma casa incomum. Eles buscavam algo progressista e inovador em todos os aspectos. Mais do que isso, queriam um tipo de construção "que fosse reconhecida como referência na renovação da linguagem arquitetônica". Antes de optarem pelo arquiteto, conversaram com diversos profissionais, incluindo Rem Koolhaas. Optaram por van Berkel, que, cinco anos antes, havia fundado seu escritório em conjunto com sua então esposa, Caroline Bos. "Visitei o local e o estudei cuidadosamente, já tinha ideias sobre o que chamei de quatro quadrantes da paisagem. Sabia que tipo de casa seria. Podia ver claramente onde ficariam os diferentes cômodos, como seriam formados e como se relacionariam entre si", comenta o arquiteto.

O casal não resistiu. Porém, não houve pressa no projeto, que levou cinco anos para ser concluído, sendo que a maior parte do tempo foi investida em seu projeto, passando por muitas iterações e refinamentos, todos inspirados no conceito da fita de Möbius.

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Entre a rua e a fé: espaços urbanos e as festas populares brasileiras

No Brasil, as festas populares costumam ter uma profunda ligação espacial, histórica e simbólica com os espaços públicos das cidades, proporcionando uma experiência única de ocupação, apropriação e reelaboração coletiva desses locais durante suas ocorrências. Esses eventos não apenas utilizam os espaços urbanos de maneiras diferenciadas de seus cotidianos, mas também constituem a paisagem cultural e social das cidades, lançando outros modos e possibilidades de apreendê-la. Ao apropriarem-se das ruas, em suas possibilidades e em seu sentido e entendimento mais amplo, elas as concedem outros usos, o que, muitas vezes, ainda transgridem suas atividades habituais.

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Nova tecnologia permite criar superfícies mais texturizadas e expressivas em projetos de arquitetura

Os avanços na tecnologia de impressão 3D estão progredindo num ritmo sem precedentes, acompanhados pelo aumento na capacidade computacional para manipular e criar geometrias complexas. Essa sinergia oferece aos arquitetos um alto grau de liberdade artística em relação às texturas que podem ser geradas, graças à alta resolução e à capacidade de fabricação rápida. Se as dificuldades técnicas inerentes à produção estivessem fora de questão e os arquitetos pudessem esculpir virtualmente qualquer coisa em uma fachada, o que eles fariam?

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“A luz natural revela as nuances e a sensibilidade de nossos espaços cotidianos”: Louise Grønlund, vencedora do International Velux Award

O International VELUX Award for Students of Architecture retorna em 2024, oferecendo a estudantes a oportunidade de inovar no conceito de iluminação natural no ambiente construído. A premiação cresceu consideravelmente desde o seu lançamento e atrai competidores de todo o mundo, abrangendo 800 escolas, 130 países e acumulando mais de 6.000 projetos até o momento. A premiação total soma 30.000 euros.

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Um modelo para uma abordagem mais saudável e adaptativa ao desenvolvimento comunitário

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

O movimento Cidades Saudáveis é um conceito de planejamento urbano potente, embora por vezes subestimado, cujas raízes se encontram na complexa estrutura do corpo humano. Criado na década de 1970, ele transcende o paradigma atual de planejamento de edifícios, vias públicas e espaços abertos, propondo uma visão mais complexa e sistêmica da vida comunitária. A iniciativa foi idealizada e cofundada pelo Dr. Leonard Duhl, que era tanto urbanista quanto médico. Tive a sorte de tê-lo como mentor de planejamento.

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Uma revolução na tecnologia de cozinha: o cooktop invisível da Gaggenau

O compromisso da Gaggenau com a inovação e com uma estética visualmente agradável na cozinha é amplamente reconhecido; seus eletrodomésticos buscam satisfazer o/a cozinheiro/a mais exigente e atender ao rigor do/a entusiasta do minimalismo. No entanto, seu último lançamento transforma completamente o conceito de design de eletrodomésticos.

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Como pintar o seu banheiro?

Com um pequeno investimento é possível transformar o banheiro. Sem a necessidade de grandes obras ou reformas, você pode criar um ambiente completamente novo ao levar algumas plantas para ele, repensar a iluminação ou ainda a partir de novas cores. Neste último caso, é possível pensar em como pintar as paredes ou os azulejos para transformar o ambiente. Por isso, apresentamos as tintas ideais para o caso e alguns projetos que podem trazer inspiração para a nova pintura.

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Como trazer conforto e acolhimento ao projeto de ambientes coletivos?

Espaços públicos, sejam eles internos ou externos, públicos ou privados, caracterizam-se como locais dos encontros, das oportunidades, trocas de ideias ou mercadorias, e, em última análise, são o que conferem identidade às cidades. Contudo, com a ascensão da internet e das redes sociais, diversas dessas funções migraram para o ambiente virtual ou perderam parte de sua relevância e tivemos um baque nas relações durante o longo tempo de isolamento com a pandemia. Diante desse desafio, os arquitetos se deparam com a questão fundamental de como revitalizar esses espaços cruciais para a sociedade, sabendo de sua importância vital. Será que o design pode ser a chave para reavivar esses locais? Como tornar locais que são, ao mesmo tempo, de todos e de ninguém, realmente confortáveis para as pessoas permanecerem?

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Estratégias básicas de conforto acústico em arquitetura residencial

Dentro de uma cidade, existem preocupações múltiplas quando se trata de moradia: a localização, distâncias em relação a serviços básicos, mobilidade, acesso a iluminação natural, a vista, o nível de ruído. São pontos importantes – ainda mais em áreas adensadas –, mas que normalmente dizem respeito a apartamentos em edificações em altura. Quando se trata de uma casa, parte dessa lista acaba “resolvida” apenas pelo programa. Subentende-se que uma residência unifamiliar é mais afastada de centros movimentados (o que pressupõe maiores deslocamentos a serviços), que a iluminação natural é farta a depender da relação entre área construída e terreno, e que o ruído é diminuído, já que, em geral, áreas residenciais não estão inseridas em contextos urbanos agitados.

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Elevar a conectividade das cidades: as passarelas urbanas

Em uma cidade, celebrar o ato de caminhar tornou-se uma forma de planejamento não convencional. Na era dos carros, ao longo de quase todo o século XX, desafiar a supremacia do transporte automotivo ao promover a experiência pedestre não era muito comum. Por essa razão, as passarelas para pedestres em todo o mundo se destacam como símbolos de conectividade e engenhosidade arquitetônica. Inicialmente concebidas como soluções práticas para o gerenciamento de tráfego, essas passarelas às vezes assumem o caráter de marcos icônicos e elementos cruciais no planejamento urbano.

A importância desses projetos representa uma mudança em direção ao design centrado no ser humano e paisagens urbanas. A Ponte Kusugibashi no Japão, reconstruída por Kengo Kuma & Associates, simboliza a resiliência, enquanto a Ponte de Seda na margem do rio em Hangzhou, destaca a conectividade urbana ao revitalizar a área ribeirinha. A Ponte para Tráfego Lento na Área Central de Dongguan aborda questões de conectividade e áreas verdes, e a Ponte Vlasburg da SBE NV dedica-se a aprimorar as rotas aquáticas para a comunidade. Coletivamente, essas passarelas impulsionam a revitalização urbana para o futuro, enfatizando sustentabilidade e integração com as necessidades da comunidade.

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“Bairros planejados” de São Paulo: oportunidades desperdiçadas

Leio intrigado no UOL que bilionários do Vale do Silício planejam construir do zero uma cidade perfeita na Califórnia. Mas o que, afinal, seria uma cidade perfeita?

De acordo com a matéria, o local contaria com bons serviços públicos, seria caminhável, sustentável, arborizado, seguro, teria casas de diferentes preços e tamanhos, todas integradas com comércios, escolas e restaurantes.

Além disso, a cidade ainda contaria com empregos bem remunerados para os seus moradores; e as escolas formariam pessoas da região para que elas também trabalhassem nas empresas locais.

Os melhores projetos brasileiros de paisagismo residencial em 2023

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Um dos principais temas do ano passado está no resgate do vínculo entre o ser humano e a natureza - ou a compreensão de que não estamos separados dela. Estratégias como a biofilia, biomimética e as aproximações ao olhar de técnicas vernaculares e ancestrais demonstram que trazer elementos naturais para a arquitetura deixou de ser apenas um ato compositivo e passou a influenciar em diversas questões comportamentais e de saúde. Assim, o paisagismo vai além da mera estética, transformando quintais, jardins e espaços externos em extensões funcionais e terapêuticas dos lares.

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Como projetar para a informalidade?

A arquitetura informal é o modo dominante de urbanização em cidades de rápido crescimento e industrialização em todo o mundo​. Em Délhi, cidade com a maior população da Índia, metade de seus moradores vive em assentamentos informais. Lagos, na Nigéria, com uma população de mais de 22 milhões, também tem 60% de seus moradores vivendo em assentamentos informais. Esse padrão também é observado no Cairo, Johannesburg, Kinshasa e outras cidades do sul global que enfrentam desafios semelhantes de desigualdade e escassez de moradias. À medida que sua população cresce e a urbanização avança, a exploração da arquitetura informal para atender à demanda por moradias acessíveis e serviços básicos só aumentará.

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Neurogastronomia aplicada à arquitetura em prol do envelhecimento humano

A aplicação da neurociência à arquitetura, mais especificamente no âmbito da neurogastronomia, proporciona uma compreensão singular da interseção entre os domínios sensoriais humanos e o ambiente construído. Busca-se compreender o funcionamento do cérebro em função da alimentação, até agora focada unicamente na boca e no estômago. Quem come na verdade é o cérebro. Desse modo, este artigo tem como objetivo reunir os conceitos científicos relacionados à neurogastronomia aplicada à arquitetura, considerando a experiência gastronômica e os espaços arquitetônicos, com especial atenção ao envelhecimento ativo.

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5 Entrevistas para entender a relação entre arquitetura e meio ambiente

A relação entre a arquitetura e o meio ambiente é multifacetada e envolve uma interação dinâmica entre os espaços construídos e o contexto natural circundante, moldando a forma como os edifícios e as cidades funcionam, impactam os ecossistemas e influenciam no bem-estar dos habitantes.

São muitos os aspectos que relacionam a arquitetura e o meio ambiente, desde os mais práticos como a utilização de materiais naturais e fontes de energia renováveis, até os mais abrangentes como a incorporação e valorização da cultura local. Dentro dessa ampla gama de possibilidades, selecionamos a seguir cinco entrevistas que apresentam diferentes abordagens sobre este tema e fomentam reflexões fundamentais para o contexto arquitetônico contemporâneo.  

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Interiores urbanos: reinventando cidades de dentro para fora

As paisagens urbanas contemporâneas variam muito de seus precedentes iniciais, abrigando a vida urbana em espaços internos amplos como mega-hotéis, shoppings e hubs de transporte. Átrios imponentes e áreas de circulação agora são uma parte normal da experiência urbana, permitindo atividades públicas "dentro" da cidade. Interiores e urbanismo são frequentemente considerados extremos opostos do espectro espacial, com a arquitetura atuando como mediadora entre os dois. A crescente importância do "urbanismo interno" no funcionamento do ambiente construído demanda a pergunta — como as cidades podem ser reinventadas de dentro para fora?

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As 50 melhores casas de 2023

A equipe de curadores do ArchDaily se esforça diariamente para apresentar aos nossos leitores os projetos mais significativos, inspiradores e inovadores a fim de expandir o conhecimento e repertório de estudantes, arquitetos e arquitetas do mundo todo. De pequenas reformas até projetos criados do zero, a arquitetura residencial está presente no cotidiano da maioria dos escritórios e, ano após ano, podemos observar o interesse que a tipologia desperta no público: a categoria é a mais popular entre a nossa audiência.

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Uma cidade fantasma: os edifícios brancos de Ashgabat no Turcomenistão

Arnau Rovira é um fotógrafo que chegou ao Turquemenistão por acidente. De Barcelona, ele nos lembra a história de como acabou na capital, Asgabade, acompanhando jornalistas esportivos para os Jogos Asiáticos de 2017. Este país da Ásia Central, que já fez parte da União Soviética, é reconhecido não apenas por suas fortes restrições de acesso e controle, mas também por suas construções brancas e douradas que parecem uma cidade futurista perto da fronteira com o Irã.

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The Second Studio Podcast: Entrevista com Jai Kumaran

The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast explícito sobre design, arquitetura e cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço para reflexões profundas e debates pessoais.

Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, ao passo que outros oferecem dicas para colegas de profissão, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.

Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, recebem o arquiteto Jai Kumaran, sócio fundador do escritório West of West para discutir sua trajetória; a influência que o trabalho de seu pai teve em sua carreira; a passagem pela faculdade de arquitetura; os motivos que o levaram a fazer um mestrado; a fundação e o crescimento de um escritório; a exploração de diferentes tipologias de projetos; o branding na arquitetura e muito mais!

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10 Tendências de design de interiores que marcaram 2023

À medida que nos aproximamos do final de 2023, um ano repleto de acontecimentos que poderia ser definido como o ano das "mudanças", analisamos como eventos e tendências globais impactaram o design de espaços internos. Olhando para trás, as pessoas questionaram tudo, e a prática arquitetônica não foi exceção. Uma nova voz foi dada a nações frequentemente esquecidas, enquanto os arquitetos buscavam maneiras alternativas de projetar e construir. Questionamos o colonialismo, a cultura do consumo, o desperdício, a tradição e autenticidade, trazendo novas perspectivas dentro da disciplina. No entanto, o design de interiores em 2023 foi reservado; exploratório, mas muito mais modesto e sutil em comparação com os anos anteriores. Após anos de mudanças constantes, parece que as pessoas sentiram a necessidade de pausar, desacelerar e abraçar a simplicidade, expressando sua individualidade por meio de intervenções pontuais.

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Ser mulher nas ruas da cidade: um olhar filosófico e etnográfico

Você já parou para refletir se as ruas do centro da sua cidade influenciam na sua forma de agir?

O centro das cidades é um microcosmo urbano onde, especialmente, as experiências das mulheres são profundas e silenciosas. Em 2022, um exercício etnográfico lançou luz sobre as dinâmicas vividas por mulheres que circulam por quatro pontos da região central de Curitiba: o Terminal do Guadalupe, a esquina entre a Rua Pedro Ivo e a Travessa da Lapa, o trecho pedonal da Rua XV de Novembro, entre a Rua Marechal Floriano Peixoto e a Rua Monsenhor Celso, e a Praça General Osório.

Entendendo o urbanismo: harmonia, justiça e poesia nas cidades

As cidades são sistemas vibrantes que têm significado e se movem com o ritmo da vida humana que as alimenta. No tecido das paisagens urbanas, arquitetos e urbanistas colaboram para criar harmonias espaciais que vão além da estética e buscam justiça social e expressão poética. Nelas, os cidadãos se envolvem, tornando-se participantes ativos na narrativa contínua da cidade — a melodia metropolitana.

Em 2023, o ArchDaily publicou matérias sobre a poética do urbanismo, explorando um futuro em que as cidades atendem às necessidades sociais e emocionais de seus habitantes.

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O legado do Teatro e a vitória do Parque: a criação do Parque do Rio Bixiga

A cidade de São Paulo, marcada por sua imensidão e diversidade cultural, por vezes também é palco de muitos conflitos relacionados à ocupação de seu espaço urbano. Uma história que se estendeu por mais de quatro décadas, a disputa pelo terreno ao lado do Teatro Oficina, projetado por Lina Bo Bardi na região do Bixiga, finalmente culminou na criação de um tão esperado equipamento público: o Parque do Rio Bixiga. Esse processo não é apenas uma vitória para a comunidade local e artística, mas também uma conquista notável na perspectiva do direito à cidade e do lazer paulistano, especialmente após anos de confronto com o Grupo Silvio Santos.

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