A principal premiação de design sustentável do mundo, o Holcim Foundation Awards 2025, está com inscrições abertas. A Holcim Foundation, com sede na Suíça, convida projetos inovadores em qualquer escala, que contem com o apoio de clientes e estejam em fase avançada de projeto, a concorrerem ao reconhecimento global. A participação no concurso é gratuita, com um prêmio total de US$ 1 milhão, que será distribuído entre os 20 projetos vencedores.
Projetos já em construção são elegíveis, desde que as obras não sejam concluídas antes de 11 de fevereiro de 2025. O período de inscrição vai de 1º de outubro de 2024 a 11 de fevereiro de 2025, e a cerimônia de premiação ocorrerá durante o Venice Forum da Fundação, em 20 de novembro de 2025.
Atualmente, a diversidade e a inclusão consolidam-se como pilares fundamentais no projeto de espaços, orientando a criação de estruturas que se adaptem às necessidades de todas as pessoas. Essa abordagem abrangente aborda a funcionalidade das edificações com o objetivo de transformar cada aspecto do projeto, promovendo a acessibilidade desde a concepção. Um marco fundamental nessa trajetória foi a instituição de leis como a Americans with Disabilities Act (ADA) nos Estados Unidos. Este documento estabeleceu um marco legal para proibir a discriminação contra pessoas com deficiência e abriu um precedente para promover o projeto de espaços públicos e serviços acessíveis a todas as pessoas.
Embora seja inegável que esses avanços representem um divisor de águas na acessibilidade do ambiente construído, historicamente, tais códigos fizeram com que a estética predominante dos banheiros acessíveis se baseasse na mera conformidade técnica. Esse foco acabou por afastar o desenvolvimento projetual, resultando em propostas esteticamente limitadas. Embora o cumprimento das normas não seja questionável, essa situação gerou a necessidade de novas visões que possam transformar a estética dos banheiros, mantendo a estrita adesão a tais regulamentos. A crescente demanda por instalações acessíveis impulsionou o desenvolvimento de conceitos inovadores, como as cabines Superloo. Essa instalação autônoma maximiza o espaço útil ao mesmo tempo em que destaca a tendência de fundir funcionalidade e inclusão em um ambiente esteticamente agradável.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140850/estilo-e-acessibilidade-se-encontram-solucoes-de-ponta-em-banheiros-para-todas-as-pessoasEnrique Tovar
No ano 2000, o Royal Institute of British Architects (RIBA) concedeu seu prestigioso Stirling Prize à Peckham Library, projetada pela equipe de arquitetura Alsop e Stormer. Embora não tenha sido a primeira vez que uma biblioteca recebeu a premiação, foi a primeira vez que uma biblioteca local a conquistou. O fato ilustrava uma época em que o financiamento público permitia elaborar diretrizes com a intenção de "criar um edifício de mérito arquitetônico que trouxesse prestígio ao distrito". A biblioteca foi elogiada pelo espaço público aberto que criou, por seu design lúdico e colorido, e por suas credenciais ambientais. Situada com destaque no coração da comunidade, chama a atenção o fato de seu letreiro, projetado acima da linha da cobertura, trazer simplesmente a palavra "Library" (Biblioteca), um indicativo da importância da função do edifício para a região.
"Beber Caracú é beber saúde". É o que se lia na imensa empena de um prédio no centro de São Paulo, na manhã do dia 1 de maio de 2018. Por décadas encoberto, o anúncio da famosa marca de cerveja pairava agora diante de um enorme amontoado de concreto, metal retorcido e vidro estilhaçado. Entulho ao qual fora reduzido o emblemático Edifício Wilton Paes de Almeida, projetado pelo arquiteto Roger Zmekhol, tema do documentário Pele de Vidro, dirigido por sua filha, Denise Zmekhol.
O filme transcende o registro arquitetônico tradicional ao misturar um relato pessoal com questões políticas do Brasil contemporâneo, um país marcado por desigualdades e memórias apagadas. No centro da história está o edifício, considerado um marco da arquitetura moderna brasileira, que desabou em 2018 após um trágico incêndio.
Telhados inclinados e lotes em patamares ou encostas estão entre as soluções mais antigas — e ainda assim altamente funcionais — para a dispersão, o redirecionamento de águas pluviais e o controle da erosão. Embora a maioria das construções atuais ainda opte por coberturas tradicionais, planas ou inclinadas, os avanços nos materiais e técnicas construtivas vêm permitindo uma maior exploração projetual e variações de layout. Com isso, observa-se o aumento de telhados verdes, soluções de isolamento passivo e usos mais inovadores das coberturas. Um exemplo notável é a recorrência de coberturas escalonadas ou em terraço, que costumam estabelecer uma continuidade suave com o terreno, além de oferecer espaços funcionais adicionais ao projeto.
O sol é um parceiro incontornável na arquitetura, influenciando a iluminação, a eficiência energética e o conforto dentro e fora dos edifícios. Essa influência tornou-se ainda mais relevante no contexto das mudanças climáticas, que têm provocado o aumento das temperaturas e a criação de ambientes desafiadores. Em resposta, profissionais de projeto trabalham constantemente para adaptar as cidades às ondas de calor por meio de estratégias urbanas em grande escala. Em menor escala, como no contexto residencial, a questão pode ser abordada de maneira mais específica por meio de diversas soluções de sombreamento.
Como o comportamento do sol varia de acordo com a região e a época do ano, estruturas de sombreamento reguláveis são fundamentais para gerenciar a luz solar e o calor de forma eficaz. Em altas latitudes, os ângulos solares mudam com a alternância das estações, ao passo que nas regiões equatoriais a radiação permanece mais constante ao longo do ano. As soluções retráteis da ShadeFX são projetadas para se adaptar a essas diferentes condições, regulando a intensidade da luz direta e minimizando o calor excessivo. Ao aumentar o conforto e a funcionalidade dos espaços, essas soluções também contribuem para mitigar o impacto de um planeta superaquecido.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140391/como-escolher-estruturas-de-sombreamento-estrategias-baseadas-nos-angulos-solares-e-nas-estacoes-do-anoEnrique Tovar
Dequindre Cut, Detroit / The High Line Network, SmithGroup. Imagem cortesia de The Dirt
Ao longo da história, tornou-se evidente que a chave para projetos duradouros e sustentáveis é lançar bases sólidas. Nossa sociedade caminha para um futuro mais urbano, no qual a densidade das metrópoles será cada vez maior. Por isso, esse amanhã mais urbano exige um planejamento urbano moderno, capaz de erguer estruturas inovadoras, sustentáveis e flexíveis. Afinal, a única forma de fazer com que a nossa sociedade viva melhor é construir melhor.
Um dos maiores desafios atuais nas grandes cidades é a crise habitacional e a falta de soluções eficientes para mitigar seus efeitos sobre a população. Esse problema se agrava em cidades onde o turismo e o aluguel de temporada ou temporário predominam no mercado, afastando a população local da possibilidade de acessar uma moradia acessível em áreas urbanas. Além disso, a gentrificação, impulsionada pelo aumento dos aluguéis e pela especulação imobiliária, contribui para o deslocamento das comunidades locais, transformando bairros tradicionais em zonas voltadas exclusivamente ao consumo turístico.
A arquitetura é há muito tempo compreendida como uma ferramenta poderosa para moldar o ambiente físico e as dinâmicas sociais nele inseridas. No entanto, seu potencial para promover a equidade social é muitas vezes negligenciado. O design orientado pela empatia convida arquitetos/as a abordarem seu trabalho não apenas como criadores de espaços, mas como facilitadores de conexões humanas e do bem-estar comunitário. Essa abordagem centra-se na compreensão das experiências de vida, lutas e aspirações das pessoas — particularmente de comunidades marginalizadas — e na resposta às suas necessidades por meio de uma arquitetura inclusiva e atenta. Ela vai além da estética e da funcionalidade, concentrando-se, em vez disso, na criação de espaços que promovam a dignidade, a acessibilidade e a equidade social. Ao priorizar a empatia, arquitetos/as podem projetar ambientes que fortaleçam comunidades, combatam disparidades e criem espaços inclusivos que promovam transformações sociais positivas de maneira tangível e centrada no ser humano.
A imagem quase clichê da cerca branca tornou-se sinônimo dos ideais do Sonho Americano. Atrás da cerca, há invariavelmente um gramado perfeitamente aparado, um tapete verde sobre o qual a vida pode se desenrolar. Essa imagem e suas associações não são, contudo, acidentais. Em seu livro "Domesticity at War", Beatriz Colomina observa que, desde a Segunda Guerra Mundial, o gramado assumiu um papel central no imaginário do país, tornando-se inicialmente um a fim de abrir espaço para a diversidade, tanto social quanto ecológica. símbolo da estabilidade dos lares para os quais os soldados esperavam retornar, oferecendo um espaço onde aqueles que ficavam em casa ainda podiam cumprir deveres para com a nação e, após a guerra, propagando a imagem de um estilo de vida idealizado, mantido com muito trabalho e dedicação. Nos últimos anos, o gramado emergiu mais uma vez como um local de conflito, desta vez entre aqueles que esperam preservar essa imagem idealizada e aqueles que buscam romper com a uniformidade a fim de abrir espaço para a diversidade, tanto social quanto ecológica.
Vencedor do Primeiro Prêmio. Imagem cortesia de Buildner
Buildner, em colaboração com a fabricante de materiais de construção Kingspan, anunciou os vencedores da MICROHOME Kingspan Edition, distribuindo um prêmio total de 150.000 EUR. A competição deste ano, agora em sua sétima edição, atraiu arquitetos/as e designers, tanto profissionais quanto estudantes, de 115 países.
Quando pensamos em espaços que estimulam a meditação, nossa mente costuma viajar para os jardins Zen do Japão, onde linhas puras e um paisagismo meticulosamente planejado convidam à quietude, ou para o design escandinavo, com seus tons neutros e tecidos suaves. Esses estilos evocam uma sensação de calma por meio da simplicidade, característica frequentemente associada às linguagens arquitetônicas japonesa e do norte da Europa. No entanto, a quietude e a meditação não se limitam a esse tipo de cenário. As tradições arquitetônicas latino-americanas também oferecem abordagens potentes — embora muitas vezes preteridas — para os espaços de meditação. Com tons terrosos de terracota, texturas ásperas de adobe, pátios íntimos e uma forte conexão com a natureza, esses ambientes convidam à reflexão por meio do aconchego e da riqueza material, criando espaços que transmitem calma sem recorrer ao minimalismo extremo.
Diante do envelhecimento da população mundial, prevê-se uma das transformações sociais mais significativas do século XXI. A concepção de pátios, jardins, terraços e demais áreas verdes em estabelecimentos destinados à terceira idade traz a oportunidade de fomentar o encontro, a participação em diversas atividades coletivas e a consolidação de espaços de reunião, buscando reduzir a solidão entre as pessoas idosas e potencializar o bem-estar e a interação social em contato com a natureza. Como é possível criar ambientes construídos adaptados às pessoas idosas e suas necessidades?
Na 'The Thai Silk Company', Jim Thompson combina tradição com modernidade no artesanato. Imagem cortesia de Jim Thompson
Hoje, há apenas um punhado de nomes no mundo têxtil contemporâneo que carregam um legado histórico tão significativo e uma biografia tão extraordinária entrelaçada em sua trajetória. Jim Thompson é uma marca repleta de romantismo. Natural de Delaware, ele serviu militarmente no Sudeste Asiático e trabalhou para o Office of Strategic Services (OSS), o serviço de inteligência dos EUA. Com o fim do conflito, estabeleceu-se na Tailândia, construindo uma nova vida fundamentada em seu fascínio pela beleza e pelo fazer artesanal intrínsecos ao país. Naquela época, a tecelagem de seda tradicional era ameaçada pelos tecidos industriais, e foi então que ele descobriu uma comunidade de tecelões e tecelãs de seda excepcionalmente talentosos em Bangkok. Ele trabalhou em estreita colaboração com esse grupo para desenvolver a produção e aproximá-lo de outras comunidades têxteis talentosas, incluindo uma em Pak Thong Chai, Korat — província no nordeste da Tailândia. Seus esforços foram fundamentais para revitalizar a indústria da seda na Tailândia, um legado que perdura até hoje.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140848/elevando-espacos-interiores-com-o-artesanato-textil-modernoMark C. O'Flaherty
Crise, crise, crise... e adivinha? Mais crises. Toda vez que ouvimos essa palavra, tudo parece mais desanimador. No entanto, a questão é a seguinte: a cada desafio surge uma oportunidade. Da escassez de moradia acessível à desaceleração econômica e à emergência climática, há sempre um novo desafio abrindo as portas para novas possibilidades. Contudo, a verdade é que nenhum desses eventos é isolado; eles estão todos interconectados de alguma forma, formando diferentes facetas de uma mesma história. Talvez uma das menos mencionadas, sobretudo no que diz respeito ao ambiente construído, seja a crise alimentar global, que cresce de forma (quase) silenciosa, prestes a assumir o protagonismo. Ela impõe vários desafios para a futura produção de alimentos, especialmente nas cidades.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140783/producao-de-alimentos-voltada-para-o-futuro-integrando-a-agricultura-de-alta-tecnologia-as-cidadesEnrique Tovar
Imagine entrar em um ambiente que compreende você por completo, conhece seus hábitos e trabalha ativamente para apoiar seu bem-estar como ocupante. A qualidade do ar poderia ser monitorada e gerenciada, e os ritmos circadianos dos ocupantes poderiam ser rastreados para sugerir estados ideais de produtividade. Profissionais de design de interiores e arquitetura corporativa vêm considerando a saúde e o bem-estar de quem ocupa o espaço em seus projetos para os escritórios do futuro. Ao especular sobre o que o amanhã nos reserva, há argumentos sólidos de que a arquitetura e o design de interiores sencientes serão forças disruptivas na maneira como interagimos com nossos ambientes de trabalho.
A Biblioteca Tianjin Binhai é um edifício icônico projetado pelo escritório MVRDV, localizado na Nova Área de Tianjin Binhai. Sua geometria complexa convida à exploração por meio de técnicas avançadas de visualização, enriquecendo a narrativa e revelando todo o potencial do projeto. Este artigo detalha como o D5 Render ilustra de forma criativa a narrativa visual desta joia arquitetônica através de seus recursos de renderização e animação em tempo real.
A exclusiva tecnologia Mineral LAB eleva a estampa a um patamar ainda mais sofisticado por conta dos relevos e efeitos surpreendentes. A granilha utilizada neste processo oferece ainda resistência ao escorregamento, sem a aspereza dos produtos convencionais. Image Cortesia de Roca Brasil Cerámica
Em 2024, a evolução dos porcelanatos tem elevado a experiência tátil a um novo nível, transformando-os em verdadeiras obras de arte. As coleções, produzidas com tecnologia de impressão de textura mineral, apresentam relevos surpreendentes nas dimensões 120 x 120 cm, 100 x 200 cm, 120 x 250 cm, 160 x 160 cm e 160 x 320 cm, que buscam despertar todos os sentidos. Por trás desse avanço está a Roca Brasil Cerámica, parte do Grupo Mexicano LAMOSA, à frente das marcas Roca Cerâmica e Incepa.
Dois métodos principais de construção são comumente identificados na arquitetura e no design: a construção sólida versus a construção oca. Esses métodos variam significativamente entre diferentes culturas e regiões, especificamente no que diz respeito aos sistemas de divisórias internas, mesmo quando parecem intercambiáveis. Cada um possui suas próprias práticas consolidadas, influenciadas por materiais locais, preferências da mão de obra, condições climáticas e tradições culturais. Quando arquitetos/as e designers se concentram apenas em seu contexto local, é fácil ignorar premissas construtivas mais amplas, o que limita a flexibilidade e a metodologia projetual. Isso levanta uma questão importante: como essas duas abordagens construtivas se diferenciam?
Concentrando-se principalmente nos sistemas internos, as distinções entre a construção sólida e a oca decorrem, em grande parte, da disponibilidade de materiais e das preferências da mão de obra. Por exemplo, nos Estados Unidos e no Japão, paredes estruturadas em montantes (studs), tanto de madeira quanto de metal, são frequentemente utilizadas para divisórias. Por outro lado, o tijolo continua sendo o material predominante para paredes divisórias em regiões como Hong Kong e o sul da China. Por que construímos de maneiras tão distintas, e quais são as vantagens e os desafios de cada metodologia construtiva?
O The Second Studio (antigo The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelo arquiteto David Lee e pela arquiteta Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais do campo criativo em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Diversos temas são abordados com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações descontraídas sobre o cotidiano e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, compartilham o que mais gostam na profissão de arquiteto/a. Eles conversam sobre oportunidades de aprendizado contínuo; criar algo do zero; o companheirismo na arquitetura; o processo de construção; a valorização de elementos naturais e daqueles criados pelo ser humano; desenhos técnicos; o momento em que os projetos de arquitetura são concluídos; e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140509/the-second-studio-podcast-6-motivos-para-amar-a-arquiteturaThe Second Studio Podcast
Nos últimos anos, os revestimentos contínuos que envelopam os espaços internos têm ganhado cada vez mais destaque, sobretudo em ambientes comerciais focados em branding. Um interior contínuo refere-se ao uso de materiais geralmente aplicados em estado líquido que, após a cura, criam superfícies monolíticas e ininterruptas, eliminando a aparência de juntas e emendas—ao menos na aplicação inicial. Uma gama crescente de produtos oferece atualmente diversas opções de cores, texturas e propriedades práticas, tornando esses acabamentos mais versáteis. Curiosamente, o efeito estético de tais interiores assemelha-se de forma singular ao avanço dos softwares de renderização 3D, nos quais o aspecto fluido e contínuo espelha os espaços suaves e idealizados típicos das imagens digitais. Esse efeito também contribui para uma sensação de "ausência de escala", pois a falta de emendas ou juntas visíveis torna mais difícil discernir a dimensão real do espaço, muitas vezes criando a ilusão de que o interior é maior do que realmente é.
A Espanha, com seu vasto território e notável diversidade de paisagens, tem sido uma referência no desenvolvimento de infraestruturas externas, tanto em áreas urbanas quanto rurais. O turismo tem desempenhado um papel fundamental nesse processo, com foco na criação de espaços que maximizem o usufruto do entorno natural e a integração das paisagens locais nas áreas urbanizadas. Isso deu origem a intervenções que vão desde a criação de passeios marítimos, mirantes e parques naturais, até projetos de parques urbanos em diferentes cidades. Além disso, o crescimento urbano impulsionou a criação de infraestruturas verdes, como jardins botânicos, trilhas ecológicas e reservas que buscam proteger o entorno, ao mesmo tempo em que se abrem ao público de maneira sustentável.
Em celebração ao Dia Mundial do Turismo, vale destacar o papel crucial dos postos de informações turísticas (TICs) em toda a Europa. Esses centros oferecem serviços essenciais, que vão desde a disponibilização de mapas e recomendações locais até a promoção de viagens sustentáveis. Localizados estrategicamente em importantes nós de transporte e marcos urbanos, os TICs garantem que visitantes recebam orientação personalizada para aprimorar sua experiência de viagem. Segundo a Organização Mundial do Turismo (UNWTO), a Europa recebeu cerca de 585 milhões de turistas internacionais em 2023, o que reforça a importância de um suporte local e eficiente. Os TICs têm se adaptado a essa demanda oferecendo serviços tanto presenciais quanto digitais, ajudando viajantes a tomar decisões informadas sobre seus roteiros.