Se você já caminhou pelo centro de Londres, certamente já viu aqueles painéis amarelos e azul-escuros com mapas, atrações locais e tempos de caminhada espalhados pelas ruas e perto de pontos de ônibus e estações de metrô. Reconhecido por redefinir o wayfinding urbano, o Legible London, como o sistema é chamado, é hoje considerado a principal referência para tornar as cidades acessíveis e legíveis tanto para moradores/as quanto para pessoas em deslocamento diário e visitantes. Recentemente, Seattle lançou sua própria versão do sistema londrino, e Madri fará o mesmo no próximo ano. Giovanna Dunmall conversa com Tim Fendley, fundador e CEO da Applied, o escritório de design de experiência espacial por trás de todos esses projetos, sobre os motivos pelas quais o analógico ainda se mostra tão superior ao digital e o que define um bom sistema de orientação espacial.
Ao trazer os mais recentes lançamentos de mobiliário contemporâneo da Semana de Design de Milão diretamente para Xangai, a B&B Italia assina a curadoria dos ambientes da Villa 17, no Amanyangyun — um impressionante exemplar da arquitetura histórica chinesa.
Atualmente, o design de banheiros e louças presencia um distanciamento claro do minimalismo contido e dos tons pastéis desbotados que marcaram a virada do milênio. Cada vez mais, esses espaços incorporam cores ousadas ou texturas e padrões marcantes — elementos presentes tanto nas cerâmicas quanto nos metais e acessórios —, proporcionando uma experiência multissensorial mais rica e complexa.
Como decidimos quais edifícios valem a pena ser preservados e quais não, considerando a relevância de seu projeto arquitetônico? Este vídeo conta a história do Portland Building, de Michael Graves, uma obra com uma história tumultuada que acabou sendo salva da demolição quando a cidade arrecadou quase US$ 200 milhões para reformar a estrutura envelhecida. Esse processo foi impulsionado, em parte, pela inclusão do edifício na lista de Lugares Históricos Nacionais (National Historic Places). No entanto, essa é apenas parte da história. O que significa ser considerado um Lugar Histórico ou um Marco devido ao seu projeto arquitetônico? Será que essa distinção de fato ajuda a salvá-lo de uma demolição precoce? As respostas a essas perguntas podem surpreender.
Este vídeo acompanha um dia de trabalho de Hiba Bhatty, arquiteta na Valerio Dewalt Train em Chicago. As atividades diárias de um/a arquiteto/a podem, por vezes, parecer misteriosas. Isso se deve, provavelmente, ao fato de que nenhum dia é realmente “típico”. O desenvolvimento de projetos passa por diversas etapas, cada uma com responsabilidades bastante distintas.
Na reimpressão desta semana, a equipe editorial da Metropolis selecionou uma variedade de livros de arquitetura e design recém-lançados ou que estão por vir, reunindo uma lista de leitura instigante para a temporada. Os títulos a seguir vão de monografias e investigações teóricas a obras de referência essenciais, de autoria de nomes como Michael Sorkin, Robert A.M. Stern ou Paul Dobraszczyk.
Mais um ano chega ao fim e, com ele, trazemos mais uma retrospectiva que explora os acontecimentos mais marcantes dos últimos doze meses. Neste artigo, reunimos as fotos que receberam mais interações (curtidas, comentários, compartilhamentos e salvamentos) no Instagram do ArchDaily.
Quantas vezes você já ouviu a antiga afirmação de que o “e-mail está morto”? Certamente mais de uma vez. Para a surpresa de muitos/as, e apesar do surgimento de novas ferramentas de mensagens como o Slack e o Microsoft Teams durante a pandemia, o e-mail continua sendo, de longe, a ferramenta de comunicação mais utilizada em muitas empresas. Todos os dias, mais de 300 bilhões de e-mails são enviados e recebidos globalmente, e colaboradores/as passam em média 5 horas verificando suas correspondências online. Espera-se que essa tendência apenas aumente nos próximos anos, especialmente em setores baseados em projetos e clientes – como arquitetura, engenharia e construção – que dependem fortemente desse meio de comunicação.
No entanto, seu uso consolidado nem sempre é sinônimo de eficiência, particularmente em empresas que não estabelecem os processos internos necessários para arquivar e-mails em um espaço centralizado. Diante da ameaça silenciosa de uma gestão de e-mails ineficaz, muitos escritórios de arquitetura e outras empresas enfrentam riscos desnecessários, perda de tempo e produtividade, além de maior estresse entre seus/suas profissionais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093685/trabalho-em-xangai-duts-design-contrata-arquiteto-a-de-projeto-designer-de-interiores-lider-designer-visual-multimidia-estagiario-a-recrutamento-continuo韩爽 - HAN Shuang
A história dos Jogos Olímpicos, embora celebrada pelos feitos esportivos, é constantemente marcada por desafios de infraestrutura. Em diversas cidades-sede, de Atenas a Rio e Pequim, repetem-se os mesmos problemas: grandes estouros de orçamento e a complexa questão do legado. Surge, então, a grande pergunta: qual é o melhor uso de longo prazo para instalações construídas especificamente para o evento? Os Jogos de Montreal, em 1976, não fugiram a esse padrão após a construção de um Parque Olímpico criticado pelos custos excessivos e pela dívida gerada por obras especializadas. No pós-Jogos, estruturas como o Velódromo de Montreal corriam o risco de se tornar um peso financeiro. No entanto, a cidade reagiu de forma proativa ao propor a transformação do edifício em um ativo cívico dinâmico, hoje reconhecido internacionalmente como um exemplo bem-sucedido de reutilização de instalações olímpicas.
A arquitetura contemporânea aprendeu a celebrar a matéria viva. Painéis de micélio, sistemas de algas, paredes vivas — a vida agora é bem-vinda nos edifícios, sob a ótica da inovação. No entanto, a mesma disciplina que celebra esses organismos trata o mofo como contaminação. Ambos são biológicos. Ambos respondem à umidade, à temperatura e às condições dos materiais. A diferença não é científica; diz respeito a quais formas de vida a arquitetura está disposta a aceitar e quais prefere eliminar.
O mofo não se limita a edifícios abandonados ou interiores mal conservados. Ele surge em residências, escolas, escritórios, estruturas históricas e novas construções, nos mais diversos climas e contextos. Isso torna difícil ignorá-lo como um problema menor ou isolado. Se o mofo continua voltando, o que ele nos diz sobre os ambientes que os edifícios criam?
O ensino de arquitetura sempre foi fundamentalmente influenciado pelos estilos populares de cada época, mas essa relação também flui na direção oposta. Afinal, todos os estilos precisam surgir em algum lugar, e escolas revolucionárias ao longo dos séculos funcionaram como influenciadoras e geradoras de seus próprios movimentos arquitetônicos. Essas escolas, progressistas em seus tempos, costumam ser fundadas por mentes experimentais descontentes, em busca de algo que não era oferecido anteriormente nem na produção nem no ensino da arquitetura. Em vez disso, trilham seu próprio caminho e levam seus estudantes consigo. À medida que esses/as estudantes se formam e seguem para a prática profissional ou se tornam docentes, a influência da escola se propaga e um novo movimento nasce.
Biosphere no Treehotel / BIG. Imagem Cortesia de BIG
Atualmente, a população vive em cidades grandes, vibrantes e, por vezes, caóticas. Por isso, ao escolher um lugar para descansar das responsabilidades e da rotina diária, as opções mais procuradas envolvem a fuga para cenários naturais, como florestas remotas, selvas tropicais ou praias intocadas. Para quem busca se desconectar completamente da vida urbana sem deixar de manter uma forte conexão com a natureza, hotéis de pequena escala, cabanas e refúgios são excelentes opções. Seja uma casa de veraneio privada ou um hotel de cabanas, essas acomodações são projetadas para fazer de seu entorno natural o seu maior atrativo, permitindo que as edificações se integrem perfeitamente à paisagem.
Paris, a cidade que nasceu às margens do Sena, cresceu a partir de uma pequena ilha – a Île de la Cité – para se tornar a vasta metrópole que hoje se estende além de Ménilmontant, o vingtième arrondissement.
A capital francesa tem muito a oferecer. Séculos de história deixaram um legado de estruturas significativas que também serviram de cenário para histórias de amor, guerras e revoluções. Seja para admirar recantos escondidos, marcos icônicos e joias prestes a serem inauguradas, ou para enriquecer sua própria história de vida, você encontrará tudo o que procura nesta cidade.
Esta lista, sem ordem de preferência, busca servir de guia e inspiração para sua próxima viagem a Paris. Se você ama arquitetura, caro/a leitor/a, não precisa procurar mais.
A pré-fabricação não é um conceito novo para arquitetos/as, mas seu uso está claramente em ascensão. Diante da atual limitação de espaço e da necessidade de otimização de custos, a estratégia industrial de produção arquitetônica migrou para uma abordagem de eficiência integral, permitindo, em alguns casos, a montagem de projetos em questão de dias ou semanas [1][2].
Componentes pré-fabricados de madeira, utilizados tanto em estruturas leves (wood frame) quanto em construções de madeira engenheirada (mass timber), têm ajudado a solucionar muitos desafios de projeto e engenharia. Além da eficiência de tempo e materiais, do desperdício reduzido e do controle de custos [1][2], os elementos de madeira pré-fabricados oferecem as vantagens de projetos passivos de alto desempenho e eficiência energética [3].
Diagrama do Falcon FS 420C da Falcon Lift. Imagem cortesia de Falcon Lift
Para empresas ou locadores proprietários de grandes edifícios, a manutenção predial pode parecer desafiadora, onerosa ou até mesmo supérflua, especialmente quando o funcionamento do edifício parece ocorrer sem problemas. No entanto, uma manutenção predial adequada e consistente é imperativa por diversos motivos. Os edifícios perdem eficiência naturalmente ao longo do tempo devido a fatores como o clima, o uso diário por parte de seus ocupantes, a obsolescência mecânica, entre outros. Se não forem resolvidos, esses problemas podem prejudicar a experiência dos usuários e usuárias, criar ambientes perigosos e insalubres e, inclusive, gerar custos mais altos e imprevistos do que aqueles de uma manutenção regular.
https://www.archdaily.com.br/pt/1071143/por-que-a-manutencao-predial-e-importanteLilly Cao
No dia 20 de dezembro de 2019, a coletiva de imprensa de abertura da oitava edição da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Duas Cidades de Shenzhen e Hong Kong (Shenzhen) (doravante denominada “UABB”) foi realizada no Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano de Shenzhen (MOCAPE), anunciando o início oficial do evento deste ano.
Com o tema “Interação Urbana” (Urban Interactions), esta edição da UABB tem como curadores-gerais o arquiteto e diretor do Senseable City Lab do MIT, Carlo Ratti, o membro da Academia Chinesa de Engenharia, Meng Jianmin, e o renomado curador e crítico de arte, Fabio Cavallucci. O Laboratório Conjunto de Turim-Sul da China (Universidade de Tecnologia de Turim e Universidade de Tecnologia do Sul da China) atua como curador acadêmico. A exposição foi inaugurada em 21 de dezembro de 2019 nos locais principais — a Estação de Trem de Alta Velocidade de Futian e o Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano de Shenzhen — abrindo oficialmente ao público em 22 de dezembro. Paralelamente, nove subexposições espalhadas pelos distritos de Shenzhen funcionarão em sinergia com o espaço principal, estabelecendo uma rede orgânica de interação por toda a cidade.
A mostra divide-se em duas seções: “Olhos da Cidade” (Eyes of the City) e “Ascensão Urbana” (Ascending City), investigando por diferentes prismas a evolução da relação entre o espaço urbano e a inovação tecnológica. O espaço principal abriga mais de 140 obras, reunindo mais de 280 participantes de 24 países e regiões, incluindo escritórios e profissionais renomados internacional e nacionalmente, como MVRDV, Liam Young, Stefano Boeri, Sou Fujimoto, Thomas Heatherwick, Ryoji Ikeda, além de Wang Shu, Yung Ho Chang, Dominique Perrault, Philip F. Yuan, Liu Cixin, os acadêmicos Cui Kai e Wang Jianguo, entre outros arquitetos/as, artistas e instituições.
O papel do/a arquiteto/a tradicionalmente tem sido relativamente bem definido: projetar um edifício, dirigir o projeto, coordenar a logística e orientar a construção até a sua conclusão. À medida que campos especializados proliferaram, em paralelo a uma economia social em rápida mutação, a prática da arquitetura se diversificou, abrindo múltiplos caminhos para que arquitetos e arquitetas contribuam com a sociedade.
Desde a década de 1980, uma das mudanças mais consistentes talvez tenha sido a separação entre o/a "arquiteto/a de concepção" e o/a "arquiteto/a técnico/a responsável". Onde antes um único escritório conduzia o projeto do conceito à conclusão, a internacionalização — somada ao trabalho transfronteiriço, regimes de licenciamento, modelos de contratação e estruturas de responsabilidade civil — incentivou essa divisão. As equipes de projeto definem cada vez mais a direção conceitual e esquemática, para então transferir o desenvolvimento do projeto a arquitetos/as técnicos/as locais para detalhamento técnico, aprovações e execução em canteiro. Esse modelo apresenta vantagens claras — especialização mais refinada, eficiência e, frequentemente, maior rentabilidade (ou serviços oferecidos a custos reduzidos) —, mas também segmenta a profissão e pode distanciar a autoria da execução física.
Qual seria, então, a próxima mudança e que novas sinergias poderiam redefinir o papel do/a arquiteto/a? De que maneira os/as arquitetos/as devem se adaptar ao clima profissional em transformação? Uma trajetória promissora é a transição de objetos singulares e permanentes para um processo contínuo de placemaking — programas iterativos e específicos para cada contexto que prototipam, testam e refinam ideias espaciais em espaço público. Em vez de produzir uma única obra icônica e de grande escala que define um local por décadas, esse modelo privilegia ciclos de criação, uso, avaliação e ajuste na escala comunitária.
O novo edifício da Escola Secundária de Muskiz (Biscaia), projetado pelo escritório BAT Architecture, tornou-se um símbolo de referência em arquitetura sustentável para centros educacionais. Projetado de acordo com os critérios Passivhaus e construído com madeira laminada cruzada (CLT), o projeto alia inovação e conforto ao cuidado ambiental.
Nessa equação, a fachada ventilada cerâmica da Faveker, projetada sob medida tendo como base seu sistema GA16, desempenha um papel fundamental. Essa pele cerâmica precisa e luminosa melhora a eficiência energética do edifício e confere-lhe uma personalidade arquitetônica única que se harmoniza com o entorno natural.
A Milan Design Week 2025 é um dos eventos mais importantes do mundo do design, ocorrendo de 8 a 13 de abril. Seguindo a tradição dos anos anteriores, a cidade de Milão abrigará uma variedade de exposições, instalações e debates em seus diversos distritos, cada um oferecendo uma atmosfera única e um foco temático próprio. Paralelamente ao consagrado Salone del Mobile 2025, no amplo centro de exposições Rho Fiera, haverá inúmeras atividades e iniciativas coordenadas sob a agenda do Fuorisalone. Este artigo serve como um guia para navegar pelos diversos eventos, destacando os principais locais e instalações, desde a grande feira até os vibrantes distritos de design e espaços singulares, como pátios históricos e áreas industriais revitalizadas.
O brincar vai além de sua dimensão recreativa, configurando-se como um ato social que estimula as crianças a aprender, interagir, criar e se relacionar com seu contexto espacial. Como aponta Johan Huizinga em Homo Ludens, o brincar é um elemento fundamental da cultura, no qual as crianças criam laços e exploram formas de coexistência. Quando a arquitetura dos espaços de lazer exclui determinados corpos ou modos de participação, a experiência coletiva fragmenta-se e perde parte de seu sentido. Projetar sob a perspectiva da inclusão significa, portanto, reconhecer que o verdadeiro valor do brincar reside em seu potencial de ser compartilhado por todas as pessoas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143298/playgrounds-inclusivos-todos-os-corpos-podem-brincar-por-meio-da-arquiteturaEnrique Tovar
Esta seleção de projetos da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 explora a regeneração como um processo deliberado e inteligente, enraizado nas condições específicas de cada lugar. Há décadas a Bienal funciona como um campo de testes para as ideias mais urgentes da arquitetura, permitindo que designers, pesquisadores/as e instituições apresentem visões que respondem a desafios ambientais, culturais e sociais em constante evolução. Os projetos deste ano revelam que a regeneração — seja de uma cidade costeira inteira, de uma área industrial desativada ou de um espaço público negligenciado — exige mais do que simplesmente substituir o antigo pelo novo. Ela demanda uma leitura precisa dos contextos existentes, a preservação do conhecimento incorporado e a integração cuidadosa das necessidades contemporâneas.
As oito obras selecionadas mostram que a regeneração pode surgir de múltiplos pontos de partida: a reativação do patrimônio por meio do reuso adaptativo, a restauração de sistemas ecológicos como parte do planejamento urbano, o desenvolvimento de estratégias abertas e modulares para a renovação de habitações de interesse social ou a sobreposição de inovações tecnológicas a práticas historicamente enraizadas. Embora a escala da intervenção varie, cada projeto demonstra sensibilidade em relação ao que já existe no local — sejam recursos materiais, padrões urbanos ou a memória cultural — e a disposição de trabalhar com esses ativos como catalisadores de transformação. Juntos, eles sugerem que a regeneração precisa começar em algum lugar, e que seu sucesso reside no equilíbrio entre a inovação e a inteligência do que já existe.
Apontado como a nova era da construção, o Building Information Modeling (BIM) conquistou a atenção global com sua promessa de coordenação fluida, orçamentos reduzidos e novos patamares de eficiência. No entanto, no cenário da construção civil na Índia, a adoção dessa tecnologia revela uma história mais complexa, marcada por barreiras culturais e limitações técnicas.
"A maior barreira não é a tecnologia, mas sim a cultura de planejamento", explica Rahul Bahl, Diretor Executivo da Krishna Buildestates Pvt Ltd, destacando o que talvez seja o desafio mais fundamental do BIM na Índia. "O BIM exige que cada detalhe seja definido antes do início da construção, desde a localização dos interruptores elétricos até os acabamentos finais. Na Índia, costumamos iniciar as obras apenas com a estrutura bruta resolvida e passamos os meses seguintes aplicando engenharia de valor ao longo do processo."