No universo do design de interiores e da arquitetura, a iluminação evoluiu de uma mera necessidade funcional para uma ferramenta poderosa na criação de ambientes agradáveis, no destaque de elementos de projeto e na definição da atmosfera para as pessoas que utilizam os espaços. Nesse sentido, os sistemas de iluminação embutida têm sido divisores de águas, especialmente quando combinados com a tecnologia LED, oferecendo inúmeras possibilidades de transformação dos espaços. As fitas de LED, em trabalho de destaque, revolucionaram a iluminação ao proporcionar eficiência energética, longevidade, versatilidade e uma personalização antes difícil de se alcançar com as lâmpadas tradicionais. Elas alteraram profundamente a forma como iluminamos residências, escritórios e estabelecimentos comerciais, inaugurando uma nova era na tecnologia luminotécnica.
Arquitetura futurista do cove.tool projetada por inteligência artificial, aperfeiçoada pela criatividade humana. Imagem cortesia de cove.tool
A inteligência artificial (IA) está prestes a moldar o futuro da arquitetura. À medida que o setor de AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção) evolui rapidamente, a IA acompanha esse ritmo. Diante dessas evoluções simultâneas, surge uma questão crucial: os/as arquitetos/as continuarão sendo os/as principais criadores/as de nosso ambiente construído ou a IA dominará?
A cidade de Federación, situada no nordeste da província de Entre Ríos, era estruturada, como a maioria das cidades argentinas, sobre o “clássico traçado em quadras herdado das Leis das Índias” e foi se caracterizando de acordo com o desenvolvimento das diferentes funções econômicas. A evolução das funções econômicas e a atuação das diferentes forças sociais foram determinando uma organização particular do espaço urbano, no qual se distinguiam diferentes “bairros” ou distritos urbanos que materializavam claramente as desigualdades da estrutura socioeconômica local.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138684/a-origem-das-cidades-federacion-na-argentinaMaría Rosa Catullo
Salão de Exposições da União dos Artistas, Tashkent, Uzbequistão, 2022. Cortesia de Armin Linke
Tashkent, a capital do Uzbequistão, é uma das cidades mais populosas da Ásia Central. Situada no nordeste do país, perto da fronteira com o Cazaquistão, a cidade foi profundamente moldada e influenciada por diversas culturas ao longo de sua história. A transformação mais significativa de sua paisagem urbana ocorreu durante a era soviética, quando a cidade foi reconstruída como um modelo de cidade soviética após o terremoto de 1966, que causou danos substanciais. Durante essa reconstrução, profissionais de arquitetura de várias regiões da União Soviética colaboraram com especialistas locais, resultando em uma forma única de modernismo arquitetônico que integrava de forma harmoniosa elementos da arquitetura islâmica, criatividade nativa e as mais avançadas conquistas da engenharia da época. Naquele período, Tashkent ostentava o prestigiado status de uma importante metrópole internacional no Oriente.
Casas de leilão, lojas de móveis usados e corretores de imóveis faturam pequenas fortunas com uma nomenclatura que, apesar da imprecisão que cerca sua extensão indeterminada e do questionamento se tudo o que foi produzido ao longo dessa duração indefinida deveria receber o mesmo selo, continua a atrair as atenções. Daqui a muitos anos, colecionadores obstinados de revistas de arquitetura talvez procurem em vão por uma única edição da revista Dwell, do século XXI, que não traga uma grande reportagem sobre uma casa projetada ao estilo mid-century modern (MCM) ou a restauração de um edifício daquela época. O MCM é o próprio sangue que corre pelas artérias da publicação, promovendo uma visão de vidas impecavelmente limpas e bem iluminadas, vividas quase invariavelmente por casais ectomorfos (geralmente sem filhos), plenamente felizes sob uma cobertura plana com esquadrias de vidro do piso ao teto que proporcionam belas vistas de paisagens distantes — melhor apreciadas por trás de vidros duplos em uma temperatura ambiente de 22 °C. Mas o que devemos pensar desse termo, desse período — que alguns chegam a chamar de "movimento" — tão conhecido mundialmente que passou a ser tratado por suas iniciais?
Cortesia de Raymond Neutra e do Neutra Institute, Foto de Julius Shulman | VDL Research House
Foi, naturalmente, Frank Lloyd Wright quem preparou o terreno para a arquitetura moderna em Los Angeles. Depois dele vieram os vieneses: Rudolph Schindler, em 1920, e Richard Neutra, em 1925, a convite de Schindler. Ambos trabalharam com Wright, optando por absorver dele o que consideravam essencial — com foco na clareza espacial e formal, na flexibilidade, na materialidade contida e no ambiente habitável para alcançar a qualidade de vida desejada no interior. Neutra e Schindler colaboraram inicialmente e, em seguida, cada um construiu um portfólio rico, composto principalmente por casas e blocos de apartamentos. Universais em princípio, essas estruturas abstratas e robustas definiram e lideraram o desenvolvimento de um vernáculo construtivo local. Esses edifícios, que somam várias centenas, estão hoje fortemente associados à cidade adotiva de ambos.
A School of Architecture and Design da IE University expande as fronteiras da arquitetura e do design para oferecer respostas sustentáveis a um mundo em constante transformação. Localizada em Madri e Segóvia, na Espanha, essa escola inovadora merece atenção especial.
Durante cinco dias, adentramos o Rio Turbio de Barquisimeto, seu vale e suas margens, para vivenciar um trabalho de campo que culmina na construção de intervenções na paisagem. Éramos 70 estudantes e 30 professores/as, convidados/as e colaboradores/as, em uma Escola de Verão organizada pela Dislocal em conjunto com a Faculdade de Arquitectura y Urbanismo da Universidad Central de Venezuela e sua Unidad Docente Extramuros na cidade de Barquisimeto.
O Portal do Tempo, projetado por Longhi Architects, é um projeto arquitetônico encomendado pela empresa "Los Portales" para criar um símbolo de identidade na praça de um condomínio moderno na cidade de Juliaca, Peru.
O projeto se expressa como uma fusão entre as características fundamentais da cultura e do paisagismo inca e traços da globalização contemporânea, representada aqui pelo consagrado ícone do código QR.
Como parte de um projeto liderado pelo artista holandês Thomas Kole, foi lançado o site intitulado "Retrato de Tenochtitlán: reconstrução 3D da capital mexica", que apresenta uma variedade de imagens do que foi Tenochtitlán. Essa reconstrução baseia-se em fontes históricas e arqueológicas, bem como no conhecimento coletivo que hoje gera essas imagens para continuarmos estudando nossa história. O site oferece a opção de navegação em três idiomas: Nahuatlahtolli, Espanhol e Inglês, revelando uma sobreposição de imagens atuais que permite comparar o antes e o depois apenas deslizando o cursor pela tela. O projeto foi realizado com softwares de código aberto, Blender, Gimp e Darktable.
Paola Jirón é a presidente nomeada do novo Conselho Nacional de Desenvolvimento Territorial do Chile (CNDT), uma nova entidade que funde o Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano (CNDU) e o Rural (CNDR), assumindo o desafio de promover um planejamento que leve em consideração as características específicas de cada região, além de facilitar diálogos para elaborar soluções que abordem problemas territoriais, como o aumento da população em acampamentos, o desenvolvimento urbano em áreas de risco de desastres e a crescente subdivisão de terras rurais.
No campo da arquitetura de mídia e seu papel no apoio às lutas por justiça social, a recente Media Architecture Biennale 2023 (MAB23) em Toronto, no Canadá, lançou luz sobre um aspecto fascinante: a rápida e ampla propagação da iluminação de solidariedade em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. As iluminações sincronizadas, repletas de ativismo e projetos de arte globais, tornaram-se um poderoso símbolo de apoio mundial à Ucrânia em seu momento de crise. Duas enfáticas lideranças políticas femininas na Europa deram início à mensagem luminosa de solidariedade. Surpreendentemente, a iluminação com as cores azul e amarela da bandeira ucraniana em edifícios emblemáticos ao redor do mundo definiu uma imagem de solidariedade na imprensa de forma ainda mais rápida do que as grandes multidões em protestos pacifistas no fim de semana seguinte ao início da guerra.
Com dezembro e janeiro praticamente superados, muitos de nós estivemos ocupados elaborando relatórios. Há um número cada vez maior de ferramentas para mensurar o valor de relações públicas (RP) sendo vendidas a empresas como forma de justificar sua própria importância. Não há dúvida de que é útil fazer um balanço periódico de iniciativas passadas e futuras, e a elaboração de um relatório pode até ser prazerosa ao reforçar uma sensação de realização e direcionamento. O problema é que essa cultura excessivamente dependente de relatórios gera uma comunicação de RP focada em gestão, que prioriza como algo parecerá no papel — em termos de estatísticas, gráficos e imagens — em detrimento do que foi de fato realizado.
A The Architecture Foundation, em Londres, por exemplo, está destacando o crescente cansaço em relação às bienais em seu próximo evento de março, intitulado “Bored of Biennales” [Cansados de Bienais]. É fácil imaginar como, com frequência, a melhor experiência desses eventos se dá não in situ, mas sim por meio de relatórios cuidadosamente editados ou da cobertura da mídia, conforme sugere a Fundação.
Profissionais de design da atualidade herdaram desafios globais sem precedentes, um legado que exigirá formas radicalmente novas de conceber os edifícios, lugares e paisagens que abrigam nossos diversos modos de vida. O College of Environmental Design oferece diversos programas introdutórios e avançados para quem tem interesse em enfrentar esses desafios nos campos da arquitetura, arquitetura paisagística e planejamento ambiental, desenho urbano e planejamento urbano sustentável. Acesse o site de Programas de Verão da UC Berkeley para ver imagens dos trabalhos de estudantes e saber mais sobre a experiência de verão no CED.
As novas residências modernas da Costa Rica são construídas de modo a flutuar sobre a paisagem. Essa vertente de habitações elevadas foi projetada para minimizar o impacto ambiental, ao mesmo tempo em que dialoga com a topografia acidentada. Com o objetivo de se tornar um país neutro em carbono, a Costa Rica está transformando seu mercado imobiliário em resposta à crescente demanda por novos edifícios residenciais.
O campo da arquitetura não é exatamente um tema de grande interesse para a maioria de estudantes de graduação. O contato mais próximo que costumam ter com o assunto ocorre em disciplinas panorâmicas de história da arte, nas quais a arquitetura é apresentada como um desfile de estilos ao longo dos milênios — apenas mais uma forma de expressão visual.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126583/ensinando-a-apreciar-a-arquitetura-atraves-do-cinemaMichael J. Crosbie
Boas-vindas a West Hollywood e ao episódio 9 de Opening Up. Denis Devin Donner, do escritório Rudin Donner Design, sediado em Los Angeles, nos apresenta este projeto pelo qual é apaixonado. A transformação começou com uma mansão que carecia de uma entrada definida e culminou em um portão que emoldura uma bela vista.
Quando um/a arquiteto/a se dedica de corpo e alma a um projeto, a última coisa com que deseja lidar é um/a cliente insatisfeito/a e, consequentemente, um possível litígio.
A mitigação de riscos continua sendo uma preocupação prioritária para arquitetos/as, independentemente de como o setor de Arquitetura, Engenharia, Construção e Operações (AECO) evolua. Novas e crescentes exigências para que os escritórios redobrem seus esforços na identificação de riscos potenciais e garantam o arquivamento da documentação adequada para evitar atribuição de culpa têm um limite de eficácia.
O papel e a relação do mobiliário na arquitetura e no design de interiores são de extrema relevância. Profissionais de design como Eileen Gray, Alvar Aalto, Mies Van der Rohe e Verner Panton conceberam móveis —principalmente banquetas e cadeiras— que resistem ao tempo como elementos potentes e atemporais, exercendo um impacto determinante na atmosfera dos interiores. Desse modo, a relação entre o mobiliário e o espaço torna-se um diálogo constante no qual design, estética e materialidade aportam suas próprias dimensões.
Atualmente, o mobiliário não deve se limitar a desempenhar apenas um papel estético e funcional, mas também deve ter um propósito no contexto do design contemporâneo e do desenvolvimento sustentável. É fundamental refletir e questionar os processos e as escolhas de materiais na fabricação desses elementos, além do valor que agregam aos espaços internos. Diante desse cenário, a HEWI deu um passo à frente ao criar a família Re-seat, composta por banquetas e cadeiras feitas de materiais reciclados pós-industriais (PIR), provenientes em parte dos processos da própria empresa e de um fornecedor regional, ambos baseados em Bad Arolsen, na Alemanha. A linha também apresenta soluções integradas pautadas pelo design universal, posicionando-se a favor da inovação e do ecodesign.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138166/reaproveitamento-de-materiais-do-reciclado-pos-industrial-ao-mobiliario-acessivelEnrique Tovar
HSG Learning Center / Foto de Roland Halbe. Imagem cortesia de Holcim
A necessidade de reduzir a pegada de carbono da indústria da construção e sua dependência de recursos naturais virgens é o desafio mais urgente enfrentado pelo setor. Portanto, é de extrema importância fomentar inovações que possam aprimorar os materiais de construção existentes e torná-los ecológicos, de modo a enfrentar com sucesso sua significativa pegada de carbono e fechar o ciclo dos materiais.
O concreto, por exemplo, é utilizado desde a época dos antigos romanos, tendo se mostrado um material de construção durável, resistente, acessível e versátil. Hoje, é o recurso manufaturado mais utilizado no mundo. Contudo, seus métodos de produção geram preocupações ambientais: em primeiro lugar, devido ao alto consumo de recursos naturais como areia e cascalho; e, em segundo lugar —e ainda mais importante— por conta das emissões de CO₂ associadas à produção de seu ingrediente principal: o cimento.
Ao projetar e construir um refúgio paradisíaco em uma ilha, existem certas comodidades essenciais esperadas até mesmo por visitantes que buscam uma experiência mais essencial para encontrar paz e conforto em um ambiente inacessível — como alimentação, abrigo, água potável e um meio de contato com o continente. No entanto, viabilizar isso exige um equilíbrio delicado: tornar habitáveis e acolhedores esses locais que estão entre os menos visitados da Terra, sem destruir sua integridade ou serenidade no processo.
A melancolia de uma típica "copa" de escritório — e por copa entende-se uma chaleira velha, duas colheres enferrujadas (ambas sumidas) e três cadeiras bambas em torno de uma mesa para uma única pessoa — pode ser a causa de grande descontentamento entre as equipes. No entanto, quando as alternativas se resumem a caminhar em meio à poluição da cidade ou se curvar sobre a mesa com uma marmita, derrubando migalhas no teclado, não resta muita escolha.
No ambiente de trabalho pós-pandemia, contudo, em que o bem-estar dos/as colaboradores/as exige atenção e as próprias empresas buscam maneiras de tornar seus escritórios mais atraentes em um modelo híbrido, o antigo formato do refeitório corporativo pode estar prestes a voltar ao cardápio. Apresentamos a seguir uma seleção de projetos que provam que essa fórmula funciona, e de que maneira.
O Grasshopper está na boca de todos. Trata-se de uma maneira empolgante de explorar o design paramétrico e generativo na arquitetura — e a possibilidade de criar e renderizar esses conceitos e animações para apresentar a clientes é ainda mais impressionante.
O V-Ray é um renderizador 3D consagrado que oferece a profissionais que utilizam o Rhino o poder de renderizar tudo, desde conceitos rápidos até projetos finalizados. Além disso, permite que profissionais de design entreguem renderizações de qualidade profissional em cada etapa do processo. O V-Ray para Grasshopper acompanha o V-Ray para Rhino, tornando a animação e renderização de projetos paramétricos um processo rápido e fácil.