Vivemos em uma época marcada por grandes transformações: expansão urbana, monoculturas, pecuária, mineração e intercâmbio de espécies. Essas são algumas das principais atividades que acentuam o processo de desequilíbrio ambiental. Enquanto paisagistas, temos a oportunidade e a responsabilidade de propor formas mais sustentáveis de transformar a paisagem.
A vertente do paisagismo denominada Naturalista traz conceitos ecológicos fundamentais para pensarmos jardins adaptados para cada contexto, celebrando as melhores qualidades de cada bioma. Para isso, é necessário entender o local que estamos inseridos. Nesse texto, vamos falar especificamente do Cerrado, mas a mesma lógica pode ser aplicada para qualquer bioma.
Muito se discute a respeito das formas de reduzir o impacto ambiental que o mercado da construção civil gera, seja pelos resíduos que as atividades de canteiro tradicionais produzem, ou, ainda, pelo consumo de água vinculado aos processos produtivos que alguns tipos de edificação demandam. Os atuais movimentos de revisão destes parâmetros tradicionais da construção são impulsionados pela pauta ecológica, mas também, e talvez, sobretudo, respondem às possibilidades de melhorar a logística e rentabilidade dos processos do canteiro, tornando as obras mais ágeis e econômicas para quem constrói. A construção a seco é uma alternativa à qual o mercado tem recorrido, já que se trata de uma opção que promove uma obra rápida, limpa, eficiente e, em geral, com menor demanda material.
Praticamente oitenta por cento da área total do subcontinente sul-americano encontra-se em zonas tropicais. Isso faz com que a maioria dos países que habitam nosso continente sejam tropicais por excelência, como o Peru, onde quase dois terços de seu território é ocupado pela floresta amazônica, uma porcentagem muito maior que em nosso próprio país, o qual contém cerca de 60% da área total da maior floresta tropical do nosso planeta. Como um país em meio à floresta, a arquitetura no Peru evoluiu - desde os tempos pré-colombianos - construindo um diálogo direto com a paisagem tropical, adaptando-se à ela de forma quase simbiótica. Hoje, a nova arquitetura peruana está redescobrindo as suas raízes, dando voz a uma nova maneira de se pensar o espaço construído, o qual abraça e incorpora a natureza, trazendo-a para o centro do espaço da vida cotidiana.
Possivelmente não damos a importância que merecem os vasos sanitários às nossas vidas e à nossa saúde. As "regras de ouro" que os tornam extremamente úteis para a saúde humana é que eles imediatamente nos separam do nosso resíduo e transportam os mesmos para tratamento, evitando que poluam o meio ambiente ou deixem as pessoas doentes.
Além de ser um ótimo local para ter boas ideias, repassar o feed do Instagram e colocar alguns emails em dia, ter o acesso a um vaso sanitário é algo que nos previne de diversas doenças e que acabamos só dando a real importância quando não temos. Vamos revisar algumas dicas baseadas nos produtos e dispositivos desenvolvidos pela empresa Corona.
O Peru conta com um grande número de projetos de espaços culturais. Fortemente vinculados à geografia distinta do país, os novos projetos reinterpretam as técnicas de construção do passado. Inspirando-se nas paisagens vernaculares e variadas, esses edifícios contemporâneos surgem de longas tradições enraizadas em culturas e civilizações antigas.
Ainda que este novo ano esteja apenas começando, assim como uma nova década, a mudança climática, que ao longo dos últimos dez anos passou a ser chamada de "emergência climática", deverá persistir até que toda a humanidade incorpore uma maior consciência - individual e coletivamente - para combater os mais urgentes desafios que se desenham para o futuro do nosso planeta. Embora não exista uma "única solução" para todos os desafios climáticos que a terra vem enfrentando, existe um ônus para cada cidadão, tanto em suas vidas pessoais quanto profissionais, que requer uma ação imediata de todos nós, aplicando nossos conhecimentos e habilidades para enfrentar os principais desafios de nosso tempo.
Para todos nós - arquitetos, urbanistas e também cidadãos - que estamos envolvidos com a construção de edifícios e cidades, deve prevalecer um profundo sentimento de responsabilidade, de estar ciente dos impactos que nossos projetos possam causar em relação ao agravamento das mudanças climáticas, não apenas em sua construção mas principalmente na manutenção de tais edifícios. Considerando que 36% de toda a energia global é utilizada para a construção e manutenção de edifícios e que 8% do total de emissões de gases do efeito estufa resultem dos processos de produção do cimento, a comunidade global de arquitetos deve sentir-se profundamente responsável uma vez que seus atos podem contribuir ou minimizar tais mudanças.
https://www.archdaily.com.br/pt/931426/fatos-sobre-arquitetura-e-a-crise-climaticaNiall Patrick Walsh
Uma fachada deve, antes de tudo, atender a requisitos extremos, por ser a primeira pele a proteger um edifício, seus interiores e ocupantes. Além de ter que ser resistente às intempéries e durável, a aparência externa de uma fachada é igualmente vital para um projeto de arquitetura. Painéis pré-fabricados proporcionam um acabamento limpo, preciso e sofisticado às edificações, e contam com uma enorme versatilidade de padrões e formatos.
A produtora Peripheria Films compartilhou conosco um vídeo preparado para a exposição "A Catedral de Málaga, uma sinfonia inacabada", com curadoria de Juan Manuel Sánchez La Chica e Adolfo de la Torre (marinauno arquitectos).
O vídeo percorre o espaço e apresenta o processo de construção do edifício inacabado, uma obra emblemática da região de Andaluzia, Espanha.
Uma lista de nossos artigos, notícias e projetos que tratam, a partir de variadas perspectivas, de um dos materiais mais amplamente empregados na arquitetura: o tijolo.
De piscinas cobertas, fontes externas tranquilas a cachoeiras e lagos de enormes proporções, a arquitetura historicamente envolveu a água de maneiras infinitamente inovadoras. Muitas vezes servindo a funções estéticas, mas também atuando como centros de atividade ou promovendo a sustentabilidade, os elementos aquáticos podem assumir inúmeras formas e servir a múltiplos propósitos. Abaixo, sintetizamos uma série de elementos de água adotados por projetos arquitetônicos contemporâneos inovadores, variando de residências unifamiliares a vastos complexos comerciais.
Tóquio é uma cidade caótica, no sentido de não ter se desenvolvido a partir de um planejamento urbano coordenado para toda a cidade. No século 18, já tinha cerca de 1 milhão de habitantes, em uma configuração onde a maioria da população vivia em condições semelhantes às favelas brasileiras da atualidade. Os densos subúrbios de Tóquio lembram as periferias brasileiras, com construções baixas mas próximas umas das outras, em terrenos estreitos e com uma ampla diversidade de usos. Além disso, Tóquio apresenta uma multiplicidade de tipologias arquitetônicas, diferentes meios de transporte dividindo o mesmo espaço e, não diferente das cidades brasileiras, outdoors e fios elétricos aparentes destoando na paisagem urbana.
Nada mais racional que utilizar o vento, um recurso natural, gratuito, renovável e saudável, para melhorar o conforto térmico de nossos projetos. A consciência da finitude dos recursos e a demanda pela redução no consumo energético tem retirado o protagonismo dos sistemas de ar condicionado, fazendo com que arquitetos e engenheiros voltem-se ao sistemas passivos para melhoria do conforto térmico nos interiores. É evidente que há climas extremos em que não há escapatórias, senão o uso de sistemas artificiais, mas em grande parte da superfície terrestre é possível proporcionar um fluxo de ar agradável através dos ambientes por meio de sistemas passivos, principalmente se as ações forem consideradas durante a etapa de projeto.
O tema é altamente complexo e abrangente, mas abordaremos sinteticamente alguns conceitos, exemplificando-os com projetos construídos. Uma série de sistemas de ventilação pode auxiliar nos projetos: ventilação natural cruzada, ventilação natural induzida, efeito chaminé e resfriamento evaporativo, que combinados à correta utilização de elementos construtivos possibilita melhoria no conforto térmico e diminuição no consumo de energia.
Reunimos a seguir nosso índice de artigos, notícias e projetos que tratam, a partir de diversos pontos de vista, de um dos materiais mais usados e apreciados da arquitetura: o concreto.
Não é de hoje que cientistas e ambientalistas tem alertado a população acerca do superaquecimento do planeta Terra, resultado de um conjunto de ações humanas que aos poucos tem produzido uma série de catástrofes ambientais rumo ao abismo. Posto isso, nas últimas cinco décadas o termo Aquecimento Global passou a ser utilizado em massa em um conjunto de artigos e discursos, não apenas científicos, mas sobretudo, políticos, dados os números alarmantes. Além disso, uma série de acordos foram firmados com a finalidade de adotar um conjunto de ações em prol da saúde do planeta.
Ao longo dos últimos 12 meses, a comunidade arquitetônica criou respostas muito diversas à eminente emergência climática. Desde propostas inovadoras que abordam o desenho de cidades saudáveis e sustentáveis, até ações políticas coletivas, o ano de 2019 testemunhou uma mobilização contínua de ideias, opiniões e ações sobre como a arquitetura pode ser usada como uma ferramenta para ajudar o planeta.
https://www.archdaily.com.br/pt/931447/como-a-arquitetura-respondeu-as-mudancas-climaticas-em-2019Niall Patrick Walsh
A crise climática global é um assunto que implica discussão em diversas esferas da vida cotidiana e do planejamento para a contenção e prevenção de suas consequências. Um dos fatores centrais deste debate diz respeito às formas de produção de energia, que historicamente foram responsáveis por grandes danos ao meio ambiente pela falta de preocupação em buscar fontes renováveis e sustentáveis para gerar eletricidade. Em geral, quando vinculada aos meios tradicionais, a energia elétrica é obtida por caminhos que produzem resíduos, poluentes para a atmosfera e a água, além de, em alguns casos, se valerem de recursos naturais não renováveis.
A história de Porto Rico se reflete em suas cidades. A arquitetura do território evoluiu de estruturas simples de madeira e palha para obras monumentais e modernas. Moldados por forças internas e externas em suas variadas paisagens, os diversos estilos de Porto Rico representam mais de 400 anos de domínio espanhol e mais de 100 anos como um território não incorporado dos Estados Unidos. Hoje, a arquitetura moderna da ilha reflete seu histórico multicultural.
Surgido em 1981 com a publicação do ensaio “The Grid and the Pathway” de Alexander Tzonis e Liane Lefaivre, foi com a publicação “Towards a Critical Regionalism: six points for an architecture of resistance” de Kenneth Frampton, em 1983, que o termo “regionalismo crítico” ganhou maior repercussão. O ensaio foi publicado na coletânea “The anti-aesthetic: essays on Postmodern culture” organizada pelo crítico e historiador Hal Foster e abre um debate retomado na publicação "Prospects for a Critical Regionalism", também escrita por Frampton no mesmo ano, na revista Perspecta.
À medida que 2019 chega ao fim, continuamos nossa tradição de celebrar os melhores desenhos de arquitetura do ano. A edição de 2019 apresenta uma coleção cuidadosamente selecionada de desenhos arquitetônicos com uma ampla variedade de técnicas e representações que, de algum modo, refletem a riqueza e diversidade de abordagens projetuais.
Recentemente no Architectural Photography Awards de 2019, o fotógrafo de arquitetura Laurian Ghinitoiu foi escolhido como o grande vencedor em três da seis categorias do prêmio. Ghinitoiu recebeu as honrarias por suas fotos inscritas nas categorias habitação social, exterior e edifícios construídos.
No início, a fotografia de arquitetura era apenas um hobbie para Ghinitoiu. Com o tempo, esta curiosidade latente passou a ocupar mais e mais espaço em sua vida e o reconhecimento profissional não tardou a chegar. A partir dai, o fotógrafo passou a viver de fotografia, viajando o mundo em uma jornada que lhe trouxe uma compreensão mais ampla e complexa da arquitetura.
Municípios são territórios guardiões de cultura e identidade. Na foto, Itaparica (SP) / Foto: Wikipedia. Image via Portal Aprendiz
Anunciado em novembro pelo ministro da economia, Paulo Guedes, o Plano Mais Brasil inclui três Propostas de Emenda Constitucional (PEC) que pretendem acertar as contas fiscais em nível federal, estadual e municipal. Entre elas, a extinção de municípios que não conseguem se sustentar financeiramente.
É cada vez mais comum que o concreto abandone o papel intimamente ligado a materialização de estruturas arquitetônicas e apareça em elementos diversos nas construções, como é o caso do mobiliário. Recentemente publicamos um artigo com um compilado de projetos de cozinhas utilizando bancadas de concreto a partir de sua versatilidade enquanto material, e baseado nisso, agora apresentamos uma série de projetos que tiram partido de bancos utilizando a mesma materialidade para criar soluções surpreendentes.
Em sua recente entrevista para a série Time Space Existence, a Plane-Site, com o apoio do Centro Cultural Europeu, entrevistou o arquiteto espanhol Ricardo Bofill. A série de entrevistas será exibida na próxima bienal de Arquitetura de Veneza, nos dias 21 e 22 de maio de 2020.