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Metropolis Magazine: O mais recente de arquitetura e notícia

Inovação na arquitetura? Chega de novos edifícios

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A energia incorporada no ambiente construído é um recurso não natural precioso. É hora de começar a tratá-la como um.

Na sede do Googleplex em Mountain View, Califórnia, o Google tem o que é, sem dúvida, um dos campi corporativos mais sustentáveis da América. Possui um novo complexo de 1 milhão de metros quadrados em um terreno de 42 acres, com edifícios futuristas monumentais do arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels e do britânico Thomas Heatherwick. Mas esses lugares não são os mesmos. Embora o novo campus tenha, sem dúvida, sido desenvolvido com um senso de dever ambiental, o campus radicalmente sustentável é o vizinho, usado pelo Google desde 2003. Previsivelmente - e felizmente - eles continuarão usando-o. Construído em 1994, já foi o lar corporativo de uma empresa de tecnologia anterior de Palo Alto, a Silicon Graphics.

Fabricante espanhola comercializará réplicas de famosa casa de Richard Neutra

O arquiteto modernista Richard Neutra projetou dezenas de casas em Los Angeles e arredores, cada uma invariavelmente racional e espacialmente generosa. Essas qualidades foram sublinhadas pela esposa de Neutra, Dione, quando escreveu que “apenas aqueles que moram em uma casa de Neutra poderiam entender quão maravilhosas são as satisfações e delícias diárias e o quanto essa experiência ajuda a aumentar a alegria de viver."

Maggie's Centres: como a arquitetura pode ajudar pacientes na luta contra o câncer

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Os Maggie's Centres são uma rede de centros de cuidados intensivos para o tratamento de pessoas afetadas pelo câncer. Desde a inauguração de sua primeira sede, a instituição tem incumbido aos mais importantes e reconhecidos nomes da arquitetura contemporânea, a difícil tarefa de projetar espaços capazes de renovar as esperanças destas pessoas, ajudando-as a encontrar forças e manterem-se positivas na luta contra o câncer.

Desde a inauguração do primeiro Maggie's Center na cidade de Edimburgo, em 1996, importantes arquitetos se uniram a esta iniciativa, desenvolvendo projetos de arquitetura inovadores e que têm provocado uma mudança de atitude nas pessoas em tratamento contra o câncer e seus respectivos cuidadores, amigos e familiares. 

Antigas cabines nos canais de Amsterdã são convertidas em quartos de hotel

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A cidade de Amsterdã é popular por sua arquitetura, suas pontes e canais. Junto a estes últimos, antigas cabines de fiscalização perderam seu uso e acabaram abandonadas. Um projeto recente de restauração encabeçado pelo escritório space&matter pretende dar novos usos a estas singulares arquiteturas esquecidas.

As 10 cidades do design em 2019

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As tendências de design são frequentemente resultado de influências culturais estrangeiras, criações de vanguarda e soluções inovadoras para as necessidades em constante evolução das pessoas. Embora o mundo do design pareça um grande tabuleiro, algumas cidades conseguiram ganhar notoriedade com seus projetos recentes.

Como parte de sua lista anual de cidades com design inovador, a revista Metropolis destacou 10 cidades em 5 continentes com projetos intrigantes que harmonizaram o urbanismo contemporâneo com influências tradicionais.

Pesquisadora francesa desenvolve novo método de reciclar materiais de construção

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Pesquisadora francesa desenvolve novo método de reciclar materiais de construção - Image 10 of 4
A arquiteta e pesquisadora baseada em Paris, Anna Saint Pierre, está repensando a preservação arquitetônica através de seu projeto Granito, que recebeu o prêmio de Melhor Design Consciente na edição deste ano do WantedDesign Brooklyn. Imagem © Anna Saint Pierre/Rimasùu

O projeto Granito, de Anna Saint Pierre, busca em estruturas demolidas os ingredientes para novos materiais arquitetônicos.

Rápidas mudanças urbanas acontecem sem muitos nem perceberem. Partes inteiras da história de uma cidade desaparecem da noite para o dia: o que antes era uma parede de pedra lavrada é agora vidro e metal polido. O canteiro de obras é sempre, primeiro, um local de demolição.

Este é o raciocínio que guia Granito, um projeto da jovem arquiteta francesa e pesquisadora de doutorado Anna Saint Pierre. Desenvolvido em resposta a um complexo de escritórios do final do século XX em Paris que passaria por um grande retrofit, envolvendo sua demolição, o trabalho se desdobra de um método de preservação de material que Saint Pierre chama de "reciclagem in situ". Sua proposta defende que a coleta individual dos painéis de granito da fachada cinzenta e sombria do edifício poderia formar a base de uma economia circular. “Não mais na moda”, essa pedra melancólica — todas as 182 toneladas — seria removida e pulverizada, para então ser incorporada no piso da cobertura. 

A história da arquitetura moderna através de dez edifícios de Nova Iorque

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A história da arquitetura moderna através de dez edifícios de Nova Iorque - Image 8 of 4
211 East 48th Street, Midtown East, William Lescaze, 1934. Image © Mark Wickens

A história da arquitetura moderna através de dez edifícios de Nova Iorque - Image 1 of 4A história da arquitetura moderna através de dez edifícios de Nova Iorque - Image 2 of 4A história da arquitetura moderna através de dez edifícios de Nova Iorque - Image 3 of 4A história da arquitetura moderna através de dez edifícios de Nova Iorque - Image 4 of 4A história da arquitetura moderna através de dez edifícios de Nova Iorque - Mais Imagens+ 7

Este Artigo foi originalmente publicado pela Metropolis Magazine aqui.

Caminhar pelas ruas de uma cidade observando a sucessão de edifícios do tempo e no espaço, é uma verdadeira aula de história, uma viagem no tempo. A história da arquitetura pode ser contada através destes percursos à céu aberto. A cidade de Nova Iorque talvez, seja um dos melhores exemplos disso, um livro aberto da história da arquitetura, uma experiência que vai muito além de apenas algumas jóias da arquitetura moderna, como a Lever House ou o Sagram Building. 

A história da arquitetura moderna através de dez edifícios de Nova Iorque - Image 11 of 4

Oitenta e cinco anos depois, a casa branca implantada na East 48th Street, projetada por William Lescaze ainda impressiona. Suas Imaculadas paredes brancas e formas puras faz com que ela se destaque em um entorno especialmente marcado por edifícios soturnos, construídos em pedra e tijolo. Ela salta aos nossos olhos assim como se destaca do plano de fachada de seus edifícios vizinhos, avançando sobre a calçada, um objeto deslocado no tempo e no espaço, uma jóia encrustada entre um típico edifício residencial de meia altura e a universal arquitetura miesiana dos arranha-céus norte-americanos. A ruptura na pureza do volume branco, atravessada por dois consistentes e desajeitados panos de tijolos de vidro, é compensada pela plasticidade da marquise de concreto e de suas formas sinuosas dos seus pavimentos inferiores. Os cinco pontos da nova arquitetura definidos por Le Corbusier e publicados em 1926 são facilmente identificáveis neste projeto (menos a cobertura jardim). Construída em 1934 a partir do que sobrou de uma antiga casa da era da Guerra Civil americana, esta foi a primeira casa modernista edificada nas ruas da cidade de Nova Iorque.

Por que a tecnologia nem sempre é a resposta para tornar as cidades mais inteligentes?

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Inovação e tecnologia geralmente são apresentadas como dois conceitos semelhantes, quando não utilizadas como sinônimos. Entretanto, quando se trata de resolver os atuais problemas de nossas cidades, tecnologia nem sempre é a melhor solução.

A inovação, por outro lado, deve ser uma atuação responsiva, a qual considera todas as funções e processos de uma cidade, incluindo suas carências e potencialidades. Tecnologia pode sim ajudar, mas isso não significa que devemos confiar cegamente em tudo aquilo que surge com a promessa de resolver todos os nossos problemas. 

Antakya Museum Hotel: uma ousada estratégia de preservação histórica

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Este artigo foi originalmente publicado pela Metropolis Magazine.

Projetado pelo EAA – Emre Arolat Architecture, o hotel de 199 quartos em Antakya, na Turquia, foi construído com módulos pré-fabricados encaixados em uma enorme trama de vigas e colunas de aço.

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Caminhamos todos os dias por calçadas e ruas, vagando pela superfície da terra sem saber os mistérios que ela oculta. Em algumas cidades, o passado permanece protegido e esquecido, enterrado em baixo do solo. Em outras porém, seus segredos brotam da terra como as flores da primavera. Escavar é redescobrir a história. Na cidade de Antakya, por exemplo, quando removemos uma pedra de lugar, revelam-se relíquias inestimáveis de um passado glorioso. Como aconteceu durante as obras do recém-inaugurado Antakya Museum Hotel, projetado pelo escritório de Emre Arolat (EAA). O projeto transformou este desafio em uma nova e ousada estratégia de preservação histórica.

Nova loja da Nike em Nova Iorque busca inspirar confiança nos consumidores

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A nova loja da Nike em Nova Iorque, localizada na Quinta Avenida, talvez seja a coisa mais próxima de um templo na era digital em que vivemos. Com mais de seis mil metros quadrados, ela atrai o olhar e simbolicamente supera os arranha-céus em meio aos quais se insere. A fachada é composta por painéis de vidro ondulado que geram um interessante jogo de reflexos e sombras visto tanto dentro quanto externamente. Não há ritual ou tradição, como nos templos da antiguidade, mas os aficionados pelos tênis da marca sente que finalmente encontraram o paraíso na terra.

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A história pouco conhecida da Bauhaus expressionista

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Cada movimento artístico e de design tem uma história interessante sobre como influenciou a arquitetura, e nem todos começaram com os mesmos princípios pelos quais ficaram depois conhecidos. A Bauhaus não é exceção. Ícone das origens do movimento moderno, a famosa escola alemã foi uma instituição experimental voltada para o expressionismo, criatividade e artesanato, unindo os estilos de Art Nouveau e Arts and Crafts com desenhos modernos.

Mario Botta projeta edifício para um "zoológico reverso" na Bélgica

Em breve o público terá a oportunidade de experimentar a vulnerabilidade e o temor de habitar, mesmo que brevemente, o reino animal. O “Reverse Zoo”, LABIOMISTA, uma espécie de zoológico reverso, é um projeto de 60 acres encabeçado pelo artista belga Koen Vanmechelen e deve ser inaugurado em 2019.

Água potável deve ser um desafio para os arquitetos? Dutch Studio Ooze tem apostado nisso

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Em uma pequena faixa de terra entre o rio Emscher e o canal Rhine Herne, na Alemanha, há um ponto de parada cuja aparência colorida desmente seu propósito radical. O projeto engenhoso da estrutura consiste em tubos condutores de dois banheiros e do Emscher (o rio mais poluído da Alemanha) e que convergem em um pequeno jardim comunitário e fonte. O jardim é, na verdade, um pântano artificial que recolhe, trata e limpa a efluência dos sanitários e do rio - tornando potável.

Sou Fujimoto: "O futuro é uma matriz que se espalha e não uma linha reta"

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Essa entrevista foi publicada originalmente em Metropolis Magazine como "Inside the Mind of Sou Fujimoto."

O Pavilhão Serpentine de 2013, a famosa obra-prima do arquiteto Sou Fujimoto, nascido em Hokkaido, diz muito sobre quem ele é e o que ele pensa sobre arquitetura. Mas, mais que isso, são as mais de 100 maquetes de estudos, às vezes meticulosamente refinados, outras rudemente executadas, que pontilham o espaço de galeria minimalista da Japan House Los Angeles. Essa exposição retrospectiva, Futures of the Future, reflete nitidamente a carreira de Fujimoto, que começou no ano 2000, quando ele abriu seu próprio escritório baseado em Tóquio e Paris.

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Os desafios de preservar um patrimônio local, mas mundialmente famoso

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Em sua periferia, a cidade de Columbus, no estado de Indiana, é uma cidade suburbana como qualquer outra dos Estados Unidos. Mas passeie pelo centro da cidade e você verá uma inesperada variedade de arquitetura moderna. Esta pequena cidade foi, nos últimos cinquenta anos, uma espécie de laboratório para a arquitetura, atraindo arquitetos tão diversos quanto Kevin Roche e IM Pei. As crianças frequentam a escola em um edifício projetado por Richard Meier, os fiéis frequentam uma igreja projetada por Eliel Saarinen.

A conturbada história do Parque Bicentenário de Bogotá

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O renascimento de Medellín é um dos marcos na histórias da arquitetura. Após décadas de violência urbana, a cidade hoje não é apenas (comparativamente) pacífica, mas um centro arquitetônico de nível mundial. De fato, muitos citam o desenvolvimento urbano da cidade como principal fator de seu renascimento. Mas o sucesso de Medellín às vezes obscurece o da cidade vizinha, a capital colombiana, Bogotá.

Destaques da semana: o que os olhos não veem

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Arquitetura é uma prática profundamente dependente do visual. É concebida, comercializada, criticada e consumida quase que inteiramente através daquilo que é capaz (ou não é capaz) de comunicar visualmente. Selecionamos e produzimos imagens o tempo todo, ângulos impossíveis e perspectivas inexistentes somente para admirar as qualidades arquitetônicas de objetos que nunca verão a luz do dia.

Tocar, sentir, cheirar: desenvolvendo arquitetura para os sentidos

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Tocar, sentir, cheirar: desenvolvendo arquitetura para os sentidos - Imagem de Destaque
Arakawa + Gins 'Bioscleave House, em East Hampton, Nova York, usou geometrias não ortogonais, pisos ondulados e até mesmo casulos de isolamento em seus experimentos para criar arquiteturas que "parassem de envelhecer". Imagem via Revista Metropolis. Imagem Cortesia de Dimitris Yeros, © 2008 Propriedade de Madeline Gins, Reproduzido com permissão do espólio de Madeline Gins

Esse artigo foi publicado originalmente na Metropolis Magazine como "Architecture You Can Smell? A Brief History of Multisensory Design."

O que vem à mente quando você se depara com o termo “design sensorial”? As chances são de que seja uma imagem: uma sala onde chove, um utensílio engraçado para comer, uma cadeira visivelmente texturizada. Mas as sensações, cheiros e gostos são coisas muito mais difíceis de capturar. Essa dificuldade aponta para quão profundamente arraigada é a tirania da visão. Os outros sentidos podem ser as chaves para desvendar verdades empíricas mais amplas? O viés da arte, da arquitetura e do design centrado no ocular realmente impede uma experiência coletiva mais profunda?