Maquetes são objetos bastante singulares. Por um lado, como às representações em 2D, modelos são representações de outras coisas - um edifício existente por exemplo - mas na maioria dos casos são projetos hipotéticos. Por outro lado, são representações de si mesmo, objetos que impressionam por seus detalhes e complexidade. Talvez seja por isso que as maquetes tanto fascinam os arquitetos; elas podem significar tanto um objeto em si como uma representação de algo maior.
No início deste ano, pedimos aos nossos leitores que nos enviassem imagens de seus melhores modelos. A enorme quantidade de respostas assim como a qualidade das imagens mostrou claramente essa espécie de fascínio que desenvolvemos com as maquetes de arquitetura. Recebemos imagens de todos os tipos de modelos, desde pequenos objetos meticulosos e sensíveis até maquetes enormes de cair o queixo. Com mais de 300 mensagens recebidas, fizemos uma dificílima seleção de apenas 21 dos exemplos mais inspiradores, dividindo-os em 5 categorias que representam a incrível variedade de modelos apresentados.
Com a conscientização da importância do uso da tecnologia BIM para o desenvolvimento dos projetos, muitas empresas da área da construção civil têm tido dificuldade para encontrar um BIM Manager. Surgem muitas inseguranças, principalmente porque, muitas vezes, o entrevistador ou a própria empresa não sabem exatamente o que estão procurando, ou como e onde procurar - e muito menos qual candidato é o mais indicado para a tarefa.
Habitações irregulares no Largo da Igreja do Rosário Acervo Pessoal Arquiteto André Pina. Image Cortesia de Escola da Cidade
Entre 1985 e 1989, a cidade de Olinda-PE foi palco do Piloto de um programa federal que seria desenvolvido em outras 48 cidades do Brasil. Entre outras coisas, este programa procurava viabilizar habitação social em núcleos construídos e garantir através da permanência de moradores tradicionais a memória e os modos de vida locais. Ainda pouco difundido na história do patrimônio cultural e das políticas de habitação social no Brasil, este plano aponta caminhos para a gestão de territórios a partir das práticas sociais e culturais de seus habitantes.
O artista colombiano Sebastián Dávila, por meio de elementos que outrora foram úteis para a arquitetura — como marcos de portas, andaimes, carrinhos de mão, vasos de plantas ou cadeiras —, confere a eles um uso escultórico, transmutando essa inutilidade na base para criar novas espacialidades em escala em concreto moldado. Em conversa com o ArchDaily, o artista, escultor e quase arquiteto explica que a união entre arte e arquitetura resulta na transcendência do caráter estereotômico do espaço gerado pelo concreto.
A produção de alimentos depende diretamente das abelhas, e seu desaparecimento deve gerar efeitos catastróficos à humanidade. Por toda internet circulam textos alarmantes de como esses pequenos insetos estão morrendo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 75% dos cultivos destinados à alimentação humana no mundo dependem das abelhas. Por exemplo, um morango suculento e bem formado só é possível se dezenas de abelhas passem pela flor na época certa e o polinizem. Sem elas, ele pareceria mais como uma uva passa.
Monumentos tradicionais da arquitetura iraniana são frequentemente construídos abaixo do solo devido às especificidades técnicas dessa cultura vernacular. Palácios, mesquitas e edifícios públicos são construídos com apenas um ou dois andares, e a arquitetura iraniana raramente apresenta torres ou arranha-céus.
https://www.archdaily.com.br/pt/921849/monumentos-tradicionais-da-arquitetura-iraniana-sao-reimaginados-como-arranha-ceusLilly Cao
O tijolo é um dos materiais mais usados na Colômbia e fez a arquitetura local se destacar mundialmente. Isso se deve à excelente qualidade da argila encontrada em algumas regiões do país. Além de revestir a maioria dos edifícios que caracterizam a paisagem urbana de Bogotá, este material é utilizado em todas as suas formas, desde o adobe até as lajes de piso em casas rurais.
Life Reusing Posidonia. Image Cortesía de IBAVI (Instituto Balear de la Vivienda)
Dando sequência à série de artigos de Nikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy y Ernesto Philibert-Petit sobre o estudo da habitação social na América Latina, nesta ocasião os autores discutem as esratégias de manutenção dos conjuntos.
https://www.archdaily.com.br/pt/921594/estrategias-de-manutencao-para-habitacao-social-na-america-latinaNikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy & Ernesto Philibert-Petit
Mapa: Crowther Lab, Fonte: Bastin et al. 2019 Plos One, Criado com Datawrapper
Em 2050, o clima de Madri será mais parecido com o de Marrakech (Marrocos) hoje; Estocolmo se assemelhará a Budapeste; Londres, a Barcelona; Moscou, a Sófia; Seattle, a São Francisco; e Tóquio, a Changsha, na China.
O Crowther Lab, do ETH Zurich, publicou um estudo na revista científica PLoS ONE intitulado “Compreendendo as mudanças climáticas a partir de uma análise global de cidades análogas”, traçando um cenário preocupante para o futuro dos centros urbanos mundiais.
Preve-se que, dentro das próximas décadas, a Terra não terá absolutamente mais nada a oferecer a quem quer que — ou ao que quer que — seja capaz de sobreviver nela. Embora a raça humana seja a única responsável pelos danos causados ao planeta, ainda é possível vislumbrar uma sutil fresta de esperança, desde que sejam feitas mudanças radicais na maneira como habitamos a Terra e a preservamos.
Como arquitetos/as e designers compartilham a responsabilidade de construir um futuro viável, reunimos uma lista de A a Z de todos os termos de sustentabilidade com os quais você pode se deparar. A cada semana, um novo conjunto de letras será publicado, ajudando você a ficar por dentro de tudo o que se refere à arquitetura e ao design sustentáveis. A seguir, apresentamos os termos que começam com as letras J, K e L.
Aldeias e cidades no Irã sempre tiveram um gabarito baixo e homogêneo devido às especificidades técnicas daquela produção vernacular. Embora algumas cidades já tenham adotado estilos contemporâneos e construído arranha-céus, a maioria permanece comprometida com as técnicas construtivas tradicionais.
O arquiteto iraniano Mohammad Hassan Forouzanfar decidiu dar à arquitetura tradicional iraniana uma espécie de "atualização" estrutural, mas manteve suas principais características estéticas. Em suas imagens conceituais, o arquiteto parte de casas tradicionais e, em seguida, introduz ideias modernas e contemporêneas, como a construção em altura e a experimentação formal, mesclando estilos e tempos distintos.
The Midnight Charetteé um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos designers de arquitetura David Lee e Marina Bourderonnet, traz uma variedade de profissionais criativos em conversas sem roteiro e de formato longo, que permitem reflexões profundas e discussões mais pessoais. Honestidade e humor são usados para cobrir uma ampla gama de assuntos: alguns episódios oferecem dicas úteis para designers, enquanto outros trazem avaliações de projetos, entrevistas ou simplesmente explorações da vida cotidiana e do design. The Midnight Charetteestá disponível gratuitamente no iTunes, YouTube, Spotify e em todas as outras plataformas de podcast.
Neste episódio do podcast The Midnight Charette, os apresentadores David Lee e Marina Bourderonnet discutem como elaborar um currículo para ser contratado/a, abordando o que incluir se você tiver pouca experiência, o tamanho do documento, o que os escritórios buscam em um currículo, como se destacar, como ele deve ser estruturado, elementos gráficos personalizados, tamanho de fonte, inclusão de endereços e fotos de rosto, e muito mais. Se você tiver alguma dúvida ou conselho sobre portfólios ou qualquer outro assunto relacionado ao design, deixe uma mensagem de voz na linha direta do The Midnight Charette: 213-222-6950.
https://www.archdaily.com.br/pt/1070883/como-fazer-um-curriculo-para-ser-contratado-aThe Second Studio Podcast
A importância da natureza e de sua preservação tornou-se um aspecto crucial na maioria dos projetos contemporâneos. Enquanto alguns/as arquitetos/as preservam a natureza ao construir com materiais ecologicamente corretos, outros/as abrem caminho para que a vegetação se integre à estrutura, diluindo as fronteiras entre a ação humana e a natureza.
Para o concurso de projeto do Centro Esportivo de Chungnam, o ANU Design Group criou o "Edgeless Sports Park", uma série de estruturas de formato oval que complementam a paisagem montanhosa e fundem sua vegetação com a arquitetura.
Sesame, projeto de Christophe Benichou Architecture, é solitário e monolítico. Localizado em um deserto, suas fachadas são abertas e fragmentadas, deixando partes entreabertas; em cada uma dessas reentrâncias estão alguns ícones da domesticidade, incluindo uma cama, mesa, banheira, pia e vaso sanitário.
https://www.archdaily.com.br/pt/921746/christophe-benichou-architecture-projeta-casa-minimalista-no-desertoLilly Cao
O poder público deve se valer de instrumentos de planejamento disponíveis em lei para promover uma gestão coordenada do território e, assim, garantir a todos o acesso à cidade. Foto: Mariana Gil/WRI Brasil
Do chão, erguemos nossas cidades. Os lugares onde moramos, trabalhamos, por onde caminhamos e passamos nossas vidas – todos construídos sobre a mesma superfície. O solo é um dos bens mais importantes de uma cidade e promover uma gestão coordenada desse território é fundamental para garantir que todos tenham seu espaço e que ele seja distribuído de modo equilibrado.
O Design:ED Podcast traz uma visão interna do campo da arquitetura sob a perspectiva de profissionais que lideram o setor. Esta série inspiradora oferece uma visão única sobre a construção de uma carreira de sucesso no design, desde os começos humildes até o reconhecimento global. A cada semana, os convidados compartilham os altos e baixos de suas trajetórias rumo ao sucesso, servindo de inspiração para profissionais de todos os níveis da área. Ouvir suas histórias proporcionará um roteiro valioso para quem busca progredir na carreira e elevar seu trabalho a um novo patamar.
Neste episódio, Brian MacKay-Lyons discute a importância de manter a integridade como designer, as lições que aprendeu ao trabalhar de perto com Charles Moore e como fundou seu próprio escritório, o MacKay-Lyons Sweetapple, na Nova Escócia.
O bambú é um material construtivo utilizado desde a antiguidade e das mais diversas formas. Competindo com materiais inovadores e de altíssimo desempenho como o plástico e o aço, o bambu nunca perdeu seu espaço, mostrando porque é -- ainda hoje - uma das soluções construtivas mais eficientes, econômicas e sustentáveis.
No último dia 20 de julho completaram-se cinquenta anos desde que a missão Apollo 11, enviada ao espaço no dia 16 de julho de 1969, aterrissou na superfície Lunar. Um dia memorável na história da humanidade, um momento que ficará marcado para sempre e que ainda hoje nos faz pensar e sonhar com a vida no espaço.
Com a evolução dos sistemas construtivos e a incorporação de novas tecnologias como a impressão 3D e sistemas automatizados inteligentes, podemos sonhar com a ocupação de outros planetas. À seguir, apresentaremos 15 projetos de arquitetura desenvolvidos ao longo dos últimos anos que nos fazem sonhar com a vida para além de nosso planeta.
Há cinco anos foi aprovado o Plano Diretor de São Paulo, um pacto social pela transformação da cidade até 2029. Um conjunto significativo de ações previstas foram realizadas ou estão em andamento, ainda assim outras tantas não saíram do papel. Realizar um balanço desse período é fundamental para que a objeto final de todo esse processo possa ser efetivado: qualificar a vida das pessoa, especialmente de quem mais precisa.
A arquitetura perdeu-se em uma crise de identidade não faz muito tempo. A disciplina vagou em autorreflexão, reexaminando como os/as profissionais realizam seu trabalho, como o ambiente construído deveria se parecer e por quê. Movimentos surgiram e desapareceram. Caminhos promissores revelaram-se becos sem saída. Com o tempo, a profissão desistiu de procurar saídas para sua incerteza, deixando-nos onde estamos hoje.
Nas eras pré-modernas, novas técnicas de construção, a evolução das visões sobre a arte e as transformações nas crenças sociais impulsionavam os estilos. Os avanços eram lentos, mas, uma vez estabelecidos, tornavam-se normas duradouras. O período gótico durou quatro séculos; o Renascimento, três. No entanto, a partir do século XIX, mais de uma centena de movimentos estéticos e filosóficos surgiram e desapareceram rapidamente. Como observa o historiador Charles Jencks, havia “uma pluralidade de tradições arquitetônicas vivas” mesmo durante o auge hegemônico de quarenta anos do Estilo Internacional.
Cidade Inversa utiliza a morfologia urbana da região central de São Paulo e distritos adjacentes, como principal estrutura e matéria prima, prestando suporte para criação de um novo espaço tempo. Um espaço tempo que nos permite explorar e desconstruir a cidade que conhecemos.
Há três anos o Museu de Arte de São Paulo – MASP dedica sua programação de mostras e seminários a temáticas anuais. Em 2016 o museu apresentou Histórias da Infância, em 2017 Histórias da sexualidade, e em 2018, Histórias Afro Atlânticas, recorde de visitação e eleita Best in Show de 2018 pelo New York Times.
Em 2019, porém, o MASP se dedica às mulheres, com as Histórias das mulheres, histórias feministas. O ano se iniciou com duas individuais de artistas mulheres, Lúcia Laguna e Sonia Gomes, em um cruzamento das duas temáticas, fechando o ciclo das Histórias Afro Atlânticas e abrindo o Histórias das mulheres.
A CityMakers está trabalhando em conjunto com o ArchDaily para publicar uma série de artigos, conversas e entrevistas com os diversos atores da coprodução da cidade que estão por trás do Barcelona CityMakers Lab 2019, evento que ocorrerá de 14 a 20 de outubro de 2019.
Para esta edição, reunimos trechos de uma conversa com o arquiteto e planejador territorial Victor Torres, Diretor Criativo da CityMakers,que nos convida a uma reflexão sobre a necessidade de repensar os modelos tradicionais de fazer e de aprender a fazer cidade, e sobre a CityMakers, uma comunidade que busca inspirar a mudança por meio da transferência de conhecimento in situ em cidades exemplares ao redor do mundo.
Após um desastre natural ou um conflito, a arquitetura desempenha um papel fundamental não apenas na reconstrução da infraestrutura perdida, mas também na necessidade de conforto e segurança para os afetados. Uma arquitetura pós-desastre bem-sucedida deve atender tanto à necessidade de abrigo imediato a curto prazo quanto às necessidades de reconstrução e estabilidade a longo prazo. Oito anos após o terremoto de 2010 no Haiti, os desalojados continuam residindo em abrigos temporários sem acesso adequado a encanamentos e eletricidade, revelando a importância crítica de atender às necessidades de longo prazo após desastres e conflitos.
Abaixo, você verá 10 exemplos de arquiteturas pós-desastre, desde propostas de baixo custo em um curto prazo, até aquelas que reconstroem comunidades inteiras do zero: