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Tijolo: O mais recente de arquitetura e notícia

Arquitetura em camadas: projetos de reuso adaptativo que exploram diferentes materiais

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Nas últimas décadas, o termo "reuso adaptativo" ganhou enorme popularidade como uma abordagem de construção ecológica. Mas e se houvesse algo mais poético em reestruturar um espaço e suas histórias para novos usuários? Estes arquitetos mostram que fachadas, paredes e texturas antes consideradas descartáveis podem obter novos significados por meio de combinações ousadas e inteligentes. Essas adaptações exibem com orgulho suas conversões e camadas de pátina histórica sob elas, como um distintivo de honra e falam da permanência dos edifícios e de sua impermanência no uso e na interpretação. Por meio de movimentos formais sutis e escolhas materiais audaciosas, eles transformaram estruturas que de outra forma teriam sido demolidas e as reimaginaram de maneiras novas e intrigantes.

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Tijolo com tijolo num desenho mágico: padrões e motivos feitos com blocos cerâmicos

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Uma parte considerável da inovação arquitetônica passa pelo uso de materiais. O desenvolvimento tecnicista e novas linguagens formais fazem uso deles para “anunciar” a “próxima” era arquitetônica. É claro que os materiais são essenciais para a construção, e significativos para a consolidação de linguagens. O vidro, aço, concreto ou tijolo dizem coisas sobre os edifícios. Porém, como toda língua, o sentido das palavras pode variar de acordo com a organização social vigente, disputa-se o sentido de determinadas expressões, ou pressiona-se pela abolição – ou no mínimo a dissociação – de alguns sentidos atrelados a algumas palavras. Não seria diferente na arquitetura.

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Gloria Cabral: "Tudo começa com a sabedoria de um lugar"

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Nascida no Brasil e formada no Paraguai, Gloria Cabral é uma arquiteta que aprendeu cedo que casa pode ser muitos lugares — ou nenhum. Com uma atuação profissional balizada pela compreensão ampla da geografia, cultura e condições sociais de onde projeta, tem deixado sua marca em edifícios e instalações artísticas construídas em diversas localidades, de Assunção à Veneza.

Ao seu interesse pelas especificidades dos lugares onde atua, soma-se a atenção com a economia de recursos e reuso de materiais — temática em voga atualmente, mas cuja bandeira Gloria levanta há mais de quinze anos. Tivemos a oportunidade de conversar com a arquiteta sobre suas experiências no Paraguai e Brasil, algumas de suas obras com tijolo reciclado e seu entendimento de arquitetura e sustentabilidade.

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A inteligência artificial correlaciona a materialidade com a arquitetura contemporânea? Um experimento com seis materiais de construção

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À medida que a inteligência artificial (IA) se torna mais acessível, testemunhamos exemplos que ilustram suas diversas aplicações. Destacam-se entre eles as ferramentas generativas, que se destacam em sua capacidade de "criar" imagens por meio de estímulos, ou prompts, muitas das quais se distinguem por sua composição e vivacidade. Esses sistemas de IA são redes neurais com bilhões de parâmetros, treinadas para criar imagens a partir de linguagem natural, usando um conjunto de dados de pares texto-imagem. Assim, embora a pergunta inicial feita por Turing na década de 1950, "As máquinas podem pensar?", ainda persista hoje, a geração de imagens e texto está fundamentada em informações existentes, limitando suas capacidades.

O que surpreendeu muitos é a proximidade cada vez mais aparente de superar o teste de Turing e a crescente semelhança, em termos de visualizações, com o que um arquiteto com habilidades nessa área pode alcançar. Enquanto o debate persiste na comunidade arquitetônica sobre se a IA pode processar conceitos arquitetônicos, este artigo explora como ela interpreta materiais para desenvolver essas representações visuais. Com isso em mente, um único estímulo foi desenvolvido para este experimento (com a materialidade como variável) para aprofundar nos resultados obtidos.

Neuroarquitetura e materialidade: como o design de superfícies influencia a experiência humana

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A arquitetura, ao longo de sua existência, tem se reinventado, não apenas pelo surgimento de novas técnicas e tendências, mas também pelo entendimento mais profundo do ser humano. Em tempos recentes, o campo da neuroarquitetura tem revelado estudos valiosos sobre a influência dos ambientes construídos em nossos cérebros e, por consequência, em nossos comportamentos e bem-estar. Esta interdisciplinaridade sugere que o design de interiores, especificamente a materialidade e design de superfícies, pode desempenhar um papel crucial na modulação das respostas neurais e comportamentais dos indivíduos.

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Materiais que definem a estética arquitetônica mexicana contemporânea

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Desde o período pré-colombiano das Américas -quando culturas como Olmec, Maia, Purepecha e Mexica (Astecas) prosperaram- até a era moderna, onde a arquitetura foi influenciada por movimentos sociais e até desastres naturais, a arquitetura mexicana mostra uma expressão arquitetônica valiosa, com sua própria voz e características distintas. O prêmio Nobel Octavio Paz argumentou que a arquitetura é uma testemunha incorruptível da história. Da mesma forma, os materiais usados para moldá-la atuaram como protagonistas dessa história, durando em muitos casos ao longo do tempo e evoluindo graças às gerações de arquitetos que contribuíram para ela, de diferentes perspectivas.

Para traçar uma linha do tempo, é possível tomar como uma arquitetura pré-hispânica de ponto de partida, que exibiu uma diversidade de nuances devido à vasta extensão territorial do México. Isso permitiu que diversas culturas encontrassem seu nicho e desenvolvessem seus estilos arquitetônicos característicos. Posteriormente, a era da colonização espanhola, que atraiu a influência da arquitetura islâmica, representou um ponto de virada notável no desenvolvimento arquitetônico. Essa fase perdurou até o advento da independência mexicana no século XIX. Por sua vez, isso marcou o início dos movimentos sociais e culturais, durante e após a revolução mexicana no início do século XX.

24 Exemplos de paredes com padrões que causam ilusão de ótica

Arquitetos e designers muitas vezes procuram maneiras de fazer com que as fachadas e superfícies internas dos edifícios se destaquem em meio a outros edifícios. Mas, às vezes, uma singela mudança pode ter um grande impacto quando você dá um passo para trás e compreende o todo. Ao empregar um padrão ilusório, como pixels pontilhados, pontos de meio-tom ou alterações sutis, mas intencionais, na posição ou orientação dos materiais, as superfícies planas podem ser transformadas em formas curvas e mutáveis.

Os padrões de meio-tom, por exemplo, funcionam reduzindo uma superfície sólida colorida em pontos de tamanho decrescente. Esses pontos são diminuídos até desaparecerem e o resultado é uma superfície plana com um gradiente que imita as sombras ou realces de uma curva tridimensional. Enquanto isso, o pontilhado é o processo de suavizar vários tons da mesma cor misturando-os. O efeito permite que os arquitetos, em uma escala grande o suficiente, criem imagens curvas e com profundidade, usando apenas uma única cor ou ainda possibilita a criação de uma cor intermediária ilusória.

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Materiais naturais ou artificialmente pigmentados? Explorando variações de cores e seus efeitos

A materialidade é um fator determinante para moldar o caráter e a experiência de um edifício. Brincando com as qualidades estéticas e táteis dos materiais, o processo de design abrange sua análise, seleção e arranjo para criar espaços com propósito e ricos sensorialmente. Juntamente com texturas e padrões, explorar a materialidade também envolve o estudo das possibilidades de cores. O papel versátil da cor nos materiais arquitetônicos se estende além da mera estética, pois pode ampliar oportunidades de design e influenciar respostas emocionais, funcionalidade, relevância cultural e desempenho ambiental.

Embora cada material tenha sua cor inerente distinta, a adição de pigmentos artificiais ou naturais pode modificá-los em favor da identidade do projeto. Mergulhando no debate sobre a manutenção da estética crua ou a alteração dos tons naturais de um material, mostramos vários projetos para estudar as diferenças entre o uso de pigmentação natural versus artificial de vidro, concreto, tijolo, pedra e madeira.

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Urban Radicals explora construção com resíduos em resposta à crescente crise climática

O estúdio Urban Radicals apresentou o pavilhão temporário “A Brick for Venice” (Um tijolo para Veneza) como parte do programa “Time Space Existence” do Centro Cultural Europeu, uma iniciativa paralela à Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023. Todas as paredes do pavilhão foram feitas com barro dos canais da cidade de Veneza. A instalação é o primeiro protótipo para o novo material de construção à base de resíduos desenvolvido pelo estúdio.

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Coleta e manejo eficiente de água em três residências na Índia

A escassez de água é uma das situações mais degradantes que alguém pode enfrentar. E, no entanto, na Índia, um país que abriga 18% da população mundial, mas possui apenas 4% dos seus recursos hídricos, essa é uma luta recorrente, com um número significativo de famílias indianas tendo que lidar com a escassez de água diariamente.

Lá, o ciclo da água oscila entre extremos. Monções severas e períodos de enchentes se transformam em secas implacáveis, tornando cada vez mais difícil controlar e preservar os recursos hídricos. Embora a maioria das ações em larga escala se concentre nas consequências para os setores agrícola e de produção, o resultado também é percebido no nível individual das residências. Assim, ações cumulativas em pequena escala oferecem um caminho possível para os cidadãos mitigarem o problema.

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Arquitetura da moda: tijolos produzidos a partir de resíduos têxteis

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Segundo pesquisas recentes, o mercado da moda movimenta anualmente cerca de 2,4 trilhões de dólares no mundo. Um número exorbitante que, infelizmente, compara-se aos dados do seu desperdício. Estima-se que, a cada segundo, o equivalente a um caminhão de lixo cheio de sobras de tecidos é queimado ou descartado em aterros sanitários. Levando em conta que tecidos como o poliéster, amplamente utilizado na confecção, demora em média 200 anos para se decompor, é fácil prever o futuro catastrófico dessa operação. Nesse sentido, notícias alarmantes constantemente vêm à tona como as imagens do imenso cemitério de roupas usadas no deserto do Atacama divulgadas alguns anos atrás ou o relato de que a famosa marca de luxo britânica Burberry incinerou roupas, acessórios e perfumes não vendidos no valor de 28,6 milhões de libras no ano passado para preservar a marca, alegando que a o gás carbônico emitido com a ação foi compensado, tornando a atitude “ambientalmente sustentável”.

Arquiteturas argentinas com tijolo: obras contemporâneas que exploram o uso local do material

"El ladrillo es, sin duda alguna, el material de construcción más validado por el imaginario colectivo; desde las fábulas infantiles hasta los relatos más experimentales se han inspirado en los varios signos que le confiere su impronta."

Assim começa "Arquitecturas Argentinas con Ladrillo", um livro editado por Bisman Ediciones e coeditado pela Universidade de Morón e grupo UNICER, com a participação da Universidade Católica de Córdoba. Este, como um compêndio, representa uma seleção minuciosa de obras recentemente construídas na Argentina com um grande denominador comum: o estudo e uso do tijolo como material de construção para a arquitetura.

Por meio de diversos recursos gráficos como plantas, fotos e detalhes construtivos inéditos, o livro apresenta-se como um verdadeiro catálogo de tipologias que investiga a diversidade e versatilidade das aplicações da alvenaria na Argentina. Um volume que compila história, técnica e referências contemporâneas mostrando como, inevitavelmente, o tijolo se posiciona sendo um dos materiais distintivos e identificadores da arquitetura argentina e latino-americana.

10 Startups que estão criando materiais de construção inovadores e sustentáveis

A indústria da construção é uma das maiores poluidoras do mundo, com algumas pesquisas dizendo que 38% de todas as emissões de CO2 estão ligadas a ela. Como resposta, arquitetos, designers e pesquisadores estão tomando medidas para reduzir sua pegada de carbono durante e após a construção. Muitas iniciativas atuais se mostram interessadas em analisar materiais de construção para encontrar soluções de baixo carbono e reduzir os impactos da profissão.

Um dos campos de pesquisa mais proeminentes diz respeito à biofabricação, um tipo de processo que envolve o uso de organismos biológicos para a confecção de materiais. Ao se compreender as habilidades de organismos como algas de fungos, materiais amplamente utilizados poderão ser substituídos por alternativas de carbono neutro ou até carbono negativo. Outras iniciativas buscam, ainda, novas maneiras de usar recursos inexplorados, mas prontamente disponíveis, como areia do deserto, terra ou resíduos de demolições.

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Materiais ou mão de obra, o que deveria custar mais?

A arquitetura pode ser uma profissão ambiciosa, com muitos arquitetos esperando contribuir positivamente para a vida social das comunidades, além criar respostas emocionais e adicionar momentos de prazer e alívio diante de nossas experiências diárias. No entanto, as forças do mercado têm uma maneira de pressionar constantemente este campo, muitas vezes sendo o fator decisivo nas escolhas de design. Os custos e o valor econômico geralmente são um bom indicador de como, quando e em que medida certos materiais estão sendo usados: a regra padrão é quanto mais barato, melhor. Mas os materiais são apenas parte da equação. Os custos de mão de obra, gerenciamento e projeto do local também são considerados, representando um quadro complexo do equilíbrio entre o custo dos materiais e o custo da mão de obra e seu efeito no produto arquitetônico.

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16 Detalhes construtivos de revestimentos em tijolos

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Habitualmente, os tijolos têm sido usados na arquitetura para cumprir uma dupla função: estrutural e estética. Enquanto atuam como uma solução modular eficaz e resistente nas estruturas dos edifícios, suas faces podem ser visíveis para constituir sua imagem arquitetônica, gerando fachadas ricas em textura e cor, graças ao ferro presente na argila que os compõe.

Atualmente, há produtos que permitem mesclar a aparência atraente dos tijolos com outros sistemas estruturais, separando suas funções e entregando a liberdade necessária para que as fachadas possam mover-se criativamente em favor das condições de cada projeto e dos requisitos de seus usuários.

Durabilidade e Sustentabilidade podem ser sinônimos: o exemplo dos tijolos

É crucial considerar o impacto ambiental futuro de tudo o que criamos. As mudanças climáticas continuam no topo da agenda global e todos os setores devem participar da meta de alcançar o Net Zero, ou neutralidade em carbono. Uma das indústrias mais desafiadoras diz respeito à construção, que desempenha um papel vital no processo de descarbonização e enfrenta constantemente desafios para se tornar mais verde. Portanto, exige técnicas inovadoras e desenvolvimento de dados para encontrar processos novos e sustentáveis. Uma solução é introduzir e projetar materiais mais limpos e eficientes. Os tijolos são um bom exemplo, pois podem ser usados na construção civil para garantir um processo circular e minimizar as emissões de carbono, sendo um material extremamente durável que pode ser produzido com técnicas mais sustentáveis.

A arte dos padrões: entrevista com Koen Mulder sobre tipos de tijolo e suas composições

"Bem-vindo a este estranho livro. Com todos os desenhos, ele pode parecer um manual, mas não é. O livro é tanto sobre juntas quanto sobre peças. Acima de tudo, busca a ordem que é inerente às coisas". Estas palavras fazem parte da introdução ao livro de Koen Mulder - The Thrilling Surface: The Brick Bond as a Composers Tool. Disponível em alemão, o livro de 160 páginas rigorosamente ilustradas apresenta um universo de possíveis variações de padrões que podem ser criados quando se começa a projetar.

Por esta razão, entrevistamos Koen para descobrir o que o inspirou a discutir este assunto, para entender como ele conseguiu reunir todas as informações e para visualizar o impacto que este tipo de estudo pode ter na arquitetura.

Maciço, furado, cerâmico e de concreto: tipos de tijolos e suas aplicações

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Talvez o mais elementar dos materiais de construção, o termo “tijolo” é utilizado muitas vezes como sinônimo do bloco cerâmico, mas ele não se limita apenas a isso. Usar tijolos em sua construção significa optar por projetos que podem ser modulares, otimizados, e principalmente, versáteis. Este artigo explora o que são e quais as finalidades dos diferentes tipos de tijolos mais usuais na construção civil.

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