O pouco que conhecemos sobre a profissão de arquiteto ficou para trás. Não é aplicável ao segundo milênio e a prova disso é a insustentável realidade da grande maioria. O que viveram as gerações anteriores são experiências únicas ligadas a um momento histórico concreto. Agora precisamos aprender a ler nosso próprio momento histórico e reprogramar nossa visão para conseguir encontrar saídas para o atual contexto.
https://www.archdaily.com.br/pt/924583/conselhos-para-exercer-arquitetura-como-autonomoCaterina De La Portilla
Porto Alegre tem uma das maiores restrições ao aproveitamento do solo entre todas capitais brasileiras. Imagem: Anthony Ling
O Brasil urbano é feio demais. Por que isso aconteceu? Alguns acusam “a ausência de planejamento urbano e de zoneamento, os gabaritos manipulados, o poder nefasto das empreiteiras e construtoras influindo na elaboração dos planos diretores”.
Em meio à revolução digital contemporânea, a representação arquitetônica já não se limita à fotografia de alta resolução. Atualmente, arquitetos e arquitetas colaboram com profissionais do audiovisual para traduzir seus projetos em experiências cinematográficas.
No início deste ano, o escritório de design alemão 22quadrat fundou um novo estúdio cinematográfico, o 9sekunden, especializado na produção de documentários em curta-metragem sobre paisagem e arquitetura. Neste curta-metragem sobre o Pavilhão de Conferências de Tadao Ando, o estúdio conduz o espectador por uma jornada meditativa, capturando a atmosfera serena e minimalista da estrutura de concreto.
Rendering of HAUT. Imagem Cortesia de Team V Architectuur
Ao longo dos últimos anos, o desenvolvimento de novas tecnologias e o aumento da procura por materiais e sistemas construtivos mais sustentáveis têm impulsionado o uso de estruturas de madeira na arquitetura do século XXI. Sistematicamente, a madeira se firmou como uma alternativa ao concreto e o aço, passando a ser amplamente utilizada também em projetos de arranha-céus e edifícios em altura. Ao longo dos últimos seis anos foram construídos - ou estão sendo construídos - mais de 44 edifícios em altura com estruturas de madeira. Segundo definição do Council on Tall Buildings and Urban Habitat, podem ser considerados arranha-céus edifícios construídos com estruturas de madeira com mais de quatorze pavimentos ou cinquenta metros de altura. Exemplos notáveis já foram notícia aqui no Archdaily Brasil, como o Edifício T3 desenvolvido em parceria entre a Michael Green Architecture e o DLR Group e a Torre HAUT, projetada pelo Team V Architectuur.
https://www.archdaily.com.br/pt/924518/estruturas-de-madeira-sao-o-futuro-dos-arranha-ceusLilly Cao
Os júris independentes avaliarão os projetos inscritos na 6ª edição do prêmio internacional LafargeHolcim Awards for Sustainable Construction em cinco regiões do mundo. Cada júri é composto por nove especialistas em design e construção sustentáveis. O prêmio busca tanto projetos reais quanto ideias ousadas que combinem soluções de construção sustentável com excelência arquitetônica. A competição oferece um total de US$ 2 milhões em prêmios e está com inscrições abertas até 25 de fevereiro de 2020.
Hong Kong tem um dos skylines mais impressionantes do mundo: arranha-céus contemporâneos se elevam em meio às montanhas e ao porto, casas antigas aninhadas entre estruturas futuristas, luzes de neon, paisagens quase distópicas. Mas entre as inúmeras arquiteturas notáveis de Hong Kong, seus espaços dedicados à morte não encontram paralelo em nenhuma outra parte do mundo.
Ao longo de cinco anos, o fotógrafo de arquitetura Finbarr Fallon registrou os cemitérios hiperdensos de Hong Kong, explorando a geometria sublime de suas covas e jazigos escalonados em uma série intitulada "Dead Space".
As fachadas translúcidas são painéis leves usados nos exteriores de edifícios, protegendo-os de intempéries climáticas, umidade e erosão. Sua composição de microcélulas de policarbonato fornece uma luz suave e naturalmente difusa, com uma ampla gama de cores, brilho e opacidades disponíveis.
Ao fixá-las no lugar, com juntas ocultas, é possível ocultar elementos de construção desagradáveis e ajudar a proteger as pessoas dos raios UV prejudiciais, garantindo também a condução térmica máxima. Os indivíduos que os utilizam perceberão uma redução nas contas de energia uma vez que a luz natural do sol poderá aquecer e iluminar edifícios, criando condições ambientais internas muito atraentes para diferentes usos.
A produção arquitetônica atual em São Paulo é tão diversa quanto se poderia esperar de uma das cidades mais populosas do mundo. Posto que a arquitetura envolve também o resultado do desordenamento urbano e crescimento populacional — edificações advindas da necessidade das pessoas que, com escassos recursos, constroem elas mesmas suas casas — a discussão com frequência se concentra naquela produção cuja gênese se encontra no esforço projetual.
Refletir sobre o cotidiano. Essa é a proposta da 12ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, que acontece a partir de setembro na capital paulista. Com o tema “Todo dia”, a bienal quer abordar a “dimensão mais trivial da realidade”, lançando luz sobre a produção do espaço ordinário, usual e, por isso mesmo, fundamental para a qualidade do ambiente em que cotidianamente habitamos. Os curadores Vanessa Grossman e Ciro Miguel são nossos convidados para essa conversa sobre este evento tão importante na construção de pontes entre a produção acadêmica e prática da arquitetura e a sociedade em geral.
O ArchDaily está colaborando com a CityMakers para publicar uma série de artigos, conversas e entrevistas com os diferentes agentes da coprodução da cidade que estão por trás do Barcelona CityMakers Lab 2019, evento que acontecerá de 14 a 20 de outubro de 2019.
Nesta oportunidade, conversamos com Jokin Santiago Elorriaga, diretor do Leku Studio, que ministrará uma MasterClass no Barcelona CityMakers Lab 2019. Jokin é o arquiteto fundador do Leku Studio e o responsável pelo desenho e pela transformação da superquadra (Superilla) de Sant Antoni.
Em meio à revolução digital de hoje, a representação arquitetônica não se baseia mais apenas em fotografias. Arquitetos agora trabalham em colaboração com profissionais do audiovisual para transformar seus projetos em verdadeiras experiências cinematográficas.
No início deste ano, a empresa alemã de design 22quadrat fundou o 9sekunden, um estúdio especializado em documentários sobre paisagem e arquitetura. No curta-metragem do Pavilhão de Conferências de Tadao Ando, o estúdio leva os espectadores a uma jornada meditativa, retratando a atmosfera calma e contida daquela estrutura de concreto.
Wikipedia de: Diliff Licensed under CC BY 3.0 . ImageHong Kong
Na 25ª edição do ranking das cidades com maior custo de vida no mundo, realizado pela Mercer, Hong Kong permanece em primeiro lugar, dando sequência à tendência das cidades asiáticas como os lugares mais caros para se viver.
Os fatores que determinam o custo de vida nesta edição são: alimentação, moradia, suprimentos pessoais e domésticos, álcool e tabaco, roupas e calçados, serviços domésticos e públicos, transporte, recreação e entretenimento.
Veja a seguir as 10 cidades com o maior custo de vida no mundo e as 5 mais caras da América do Norte, América do Sul, Ásia, Pacífico, Europa Oriental, Europa Ocidental, Oriente Médio e África.
O arquiteto e artista visual Mohammad Hassan Forouzanfar mesclou ícones contemporâneos com edifícios tradicionais iranianos em uma série de imagens intitulada Retrofuturism. Em sua última postagem, o arquiteto persa deslocou edifícios emblemáticos de nossa era, reinserindo-os em pinturas do século XIX que retratam o Irã, feitas pelo artista Eugène Flandin.
Debater a legislação urbana levanta, via de regra, a questão da altura das edificações - ponto crucial para compreender e prever se o tecido urbano tem capacidade de comportar a multiplicação de pavimentos. No Brasil, o problema é fundamental, haja vista a ineficiência da rede urbana da maioria das cidades, entretanto, ainda há certo exagero em afirmar que, mesmo em nossos centros mais urbanizados, o eixo Z é excessivamente explorado.
Ao longo da última década, a Nigéria viveu sobre o espectro sombrio e a constante ameaça do grupo terrorista Boko Haram. De Maiduguri a Abuja, o conflito dilacerou o país, matando centenas de milhares de pessoas, destruindo milhões de casas e causando consideráveis impactos à já precária infraestrutura pública do país. Felizmente a situação está começando a mudar, isso porque ao longo dos últimos anos, grupos militares nigerianos conseguiram libertar várias das cidades ocupadas, dando início a um amplo trabalho de reconstrução do país. Entretanto, os efeitos da guerra deixaram uma marca indelével que transformou para sempre os espaços urbanos destas cidades. A Nigéria viu seu país ser completamente destruído, não apenas vidas foram perdidas mas também os espaços públicos e a infraestrutura básica, forçando a população a reconstruir o país do zero.
A Kharkiv School of Architecture está comemorando um ano próspero de conquistas acadêmicas e internacionais. Além de sediar os projetos indicados ao prêmio Mies van der Rohe da UE 2019, a instituição concluiu seu primeiro ano de bacharelado em Arquitetura. Para celebrar esses marcos, a escola organizou uma exposição dupla que apresenta os trabalhos de estudantes do primeiro ano, além de exibir os projetos dos/as arquitetos/as mais inovadores da Europa.
Ao conectar essas duas exposições, a escola estabeleceu uma ponte entre duas gerações de profissionais: o Prêmio Mies, que exibe as melhores obras de arquitetos/as e designers europeus contemporâneos, e a mostra "Open/Work" da própria instituição, que oferece um vislumbre das inovações da futura arquitetura ucraniana.
A relação entre o corpo humano e a arquitetura sempre foi um elemento fundamental no projeto e na prática arquitetônica; no entanto, esse vínculo só passou a ser sistematicamente registrado e aceito em tempos relativamente recentes. Diante disso, a questão que se coloca hoje é: como o corpo humano é interpretado na contemporaneidade? De que maneira essas visões influenciam a forma como projetamos edifícios e espaços? Embora a ergonomia seja frequentemente vista como uma disciplina que enfatiza a separação entre corpo e objeto, ela vai além: não apenas conecta ambos, mas funciona como um plano predefinido para ampliar e sincronizar a eficiência dessa relação. Em seu nível mais básico, a ergonomia constitui um discurso técnico sobre uma habitação humana cada vez mais mecanizada.
Em todas as religiões, as salas de oração e edifícios religiosos visam separar o visitante do caos da vida cotidiana e proporcionar serenidade e paz, mesmo no breve momento em que eles fazem suas orações. Na cidade turca de Şanlıurfa, o BeOffice Architects projetou uma mesquita circular e independente, com foco na natureza circundante, tranquilidade e acessibilidade.
Um sistema adequado seria capaz de coletar, armazenar e tratar toda água da chuva. Cortesia de CicloVivo
Cidades que absorvem a água da chuva e permitem que a água siga seu fluxo natural. Deveria ser fácil, mas inventamos de canalizar nossas águas e não deixamos a própria natureza fazer a parte dela: absorver e purificar. Para o arquiteto chinês Kongjian Yu, essa é a questão central para solucionar um dos maiores problemas da atualidade em grandes centros urbanos: as inundações.
Como parte de uma iniciativa da PienZa Sostenible, um grupo de arquitetos/as formado por Alberto Kalach, Rozana Montiel, Tatiana Bilbao e Manuel Cervantes, em parceria com a empresa de design Pirwi, somou esforços para criar uma série de peças que serviriam como habitáculos para abelhas, promovendo, assim, o crescimento da população, o cuidado e a preservação desses insetos. Este projeto é complementado pelo trabalho de Betsy de la Vega, que incorpora uma interpretação em tecelagem feita à mão por artesãs da Fundação León XIII, servindo como elo para alinhar o trabalho artesanal aos requisitos de design.
No podcast semanal Design: ED, renomados/as profissionais de design compartilham suas trajetórias, do anonimato ao reconhecimento global, revelando os altos e baixos dessa jornada e trazendo reflexões profundas e inspiradoras sobre o campo da arquitetura. Para quem busca desenvolvimento profissional, essas histórias funcionam como referências valiosas para impulsionar a carreira.
Neste episódio do Design: ED, o apresentador Aaron Prinz conversa com Kengo Kuma sobre os motivos que o levaram a escolher a arquitetura, os desafios enfrentados no início de seu próprio escritório e o impacto da formação transcultural em sua abordagem projetual.
A arquitetura brutalista está desaparecendo da cidade de Londres. No princípio, essas estruturas eram percebidas como rebeldes e desajustadas, posteriormente, no entanto, este estilo se tornou o mais recorrente dentre os edifícios comerciais e governamentais do pós-guerra. Atualmente, com as demandas do mercado imobiliário e o domínio da arquitetura contemporânea, essas monumentais estruturas acinzentadas de concreto estão pouco a pouco desaparecendo.
O arquiteto e fotógrafo Grégoire Dorthe desenvolveu a paixão pela fotografia durante o serviço militar, quando percebeu que, através de suas imagens, era capaz de congelar momentos e preservar o que será perdido com o tempo. Em sua série fotográfica intitulada Brutal London, o fotógrafo suíço registra as formas brutas e as qualidades gráficas da arquitetura brutalista da cidade, antes que esses edifícios sejam para sempre perdidos.
A tensão entre a modernidade e a tradição é o traço mais marcante da obra de Hans Broos, o que fica evidente nos projetos para a Cia Hering, onde edifícios ecléticos são confrontados com construções em concreto aparente, numa simbiose de tempos históricos.
Nisso consiste a radical contemporaneidade do seu trabalho: Broos entende o contemporâneo como a convivência de épocas distintas, que se encontram num mesmo momento, conformando o maravilhoso emaranhado de que é feito o tempo, como dizia Lina Bo.
À medida que a população urbana mundial continua a crescer vertiginosamente, estima-se que até 2050 mais de um bilhão de pessoas, com algum tipo de restrição motora, estarão vivendo em áreas urbanizadas. Infelizmente, a maioria dos centros urbanos mas principalmente aqueles mais antigos - com centenas e até milhares de anos -, não estão preparados para atender a esta preocupante demanda. Existe, portanto, um desafio imediato para nós arquitetos, urbanistas e autoridades locais: abordar com a devida atenção e sensibilidade a questão da acessibilidade em centros urbanos históricos. O grande desafio é, portanto, encontrar maneiras e métodos que possibilitem um convívio saudável entre a crescente demanda por acessibilidade e a manutenção das características específicas do patrimônio histórico urbano de nossas cidades mais antigas.
https://www.archdaily.com.br/pt/924339/como-cidades-antigas-se-tornam-acessiveisNiall Patrick Walsh