A preocupação de criar ambientes acusticamente confortáveis não é apenas um requisito para salas de concerto e estúdios de gravação. Os níveis de ruído causados por diferentes atividades podem ser irritantes, ainda mais se isso ocorrer em nosso local de descanso, o que pode até ser prejudicial à saúde.
A medida que a pandemia de coronavírus continua a se espalhar rapidamente pelos quatro cantos do planeta, levantando uma série de questionamentos e perguntas ainda sem respostas, a única resolução possível para este momento para a maioria dos países afetados (e até agora a nossa mais eficaz arma para combater a disseminação do vírus), foi a implementação de medidas de quarentena à população. O isolamento social serve para evitar a circulação do inimigo invisível, minimizando as possibilidades de contágio. Como resultado de tais medidas restritivas, espaços públicos e privados foram fechados, muitas vezes, por tempo indeterminado. Tais medidas, recebidas inicialmente com certo ceticismo e depois com certa resignação, não apenas têm se mostrado bastante eficientes na diminuição de novos contágios e consequentemente das mortes, mas também provocaram um alvoroço no cenário econômico mundial, levantando uma pergunta com duas conotações bem diversas: e agora? o que vamos fazer? Enquanto alguns se perguntam como seguir trabalhando neste momento de contenção, milhões de pessoas se perguntam se terão o que comer no dia seguinte.
À medida em a China anuncia o fechamento de hospitais temporários em Wuhan em decorrência da diminuição dos casos de COVID-19 e estabilização da pandemia, países do ocidente assumem posturas cada vez mais restritivas para impedir que a epidemia se alastre. Em face das políticas de quarentena e isolamento impostas por autoridades do mundo todo, perguntamos aos nossos leitores como o coronavírus está afetando o cotidiano dos arquitetos. As respostas ajudam a compor um quadro geral do clima instaurado pela pandemia - e o modo como estamos lidando com ela.
Ao longo dos últimos anos Cingapura tem se firmado como um dos mais importantes centros de design e arquitetura do mundo todo. Como cidade-estado e país insular do Sudeste Asiático, a Cidade do Leão conta com uma amplo e invejável portfólio de obras de arquitetura contemporânea, parques e marcos urbanos. Embora muitos arquitetos já estejam familiarizados com algumas de suas mais famosas estruturas como o Aeroporto Jewel Changi de Moshe Safdie ou o The Interlace do OMA, a cidade de Cingapura não para de investir em arquitetura de qualidade, e para que você não perca de vista o que está acontecendo do outro lado do mundo, organizamos uma lista com as mais recentes novidades no mundo da arquitetura em Cingapura.
Em períodos de pandemias, como a que enfrentamos agora com o COVID-19, a quarentena é uma medida fundamental para conter os riscos à população e não sobrecarregar o sistema de saúde. Nestes momentos de reclusão, são comuns a revisão de hábitos e os questionamentos sobre o modelo de vida que levamos. Como arquitetos, um dos desafios da profissão é projetar locais que satisfaçam as necessidades básicas comuns a todos, mas também as especificidades de cada indivíduo, de forma que as residências deem conta de abarcar o necessário para a vida cotidiana durante tempo indeterminado.
Em 2018, a ONU divulgou um artigo afirmando que 55% da população mundial já vivia em áreas urbanas, prevendo que em 2050 esse percentual chegará a 68%. Essa tendência à maior urbanização traz consigo várias implicações em relação à degradação ambiental e à desigualdade social. De acordo com a National Geographic, o crescimento urbano aumenta a poluição do ar, põe em perigo as populações de animais, promove a perda de cobertura urbana de árvores e aumenta a probabilidade de catástrofes ambientais, como inundações repentinas. Esses riscos à saúde e fenômenos catastróficos podem ter maior probabilidade de afetar as populações mais pobres, pois as cidades maiores geralmente demonstram taxas mais altas de desigualdade econômica e o crescimento descontrolado tende a produzir distribuições desiguais de espaço, serviços e oportunidades.
Para mitigar esses efeitos negativos da urbanização, arquitetos vêm priorizando cada vez mais a sustentabilidade e a maximização do espaço disponível - permitindo que mais pessoas ocupem menos espaço com uma área menor.
O Twinmotion 2020.1 já está disponível e está se tornando a ferramenta de visualização preferida para profissionais de arquitetura, design de interiores, planejamento urbano e paisagismo, além de atender a uma ampla variedade de usos que abrange desde o design de residências até a criação de apresentações em VR de projetos de infraestrutura em grande escala. A versão mais recente traz um novo nível de realismo e inclui novos recursos para apresentação e revisão de projetos.
Em resposta à disseminação generalizada do surto de coronavírus no planeta, acredita-se que cerca de 900 milhões de pessoas estejam em quarentena domiciliar atualmente. De um dia pra o outro, profissionais do mundo todo foram impelidos à ficar em casa, provocando uma mudança repentina e inesperada para um modo de trabalho remoto, o que por si só, representa um grande desafio para a grande maioria deles. Embora a rotina da maioria dos arquitetos e arquitetas tenha mudado muito pouco ou quase nada, o home office é ainda hoje uma prática pouco comum para muitos de nossos colegas. Para a equipe do ArchDaily, por outro lado, isso já é realidade há muito tempo. A partir da nossa experiência, podemos garantir que não apenas é viável trabalhar em casa, mas que este modo de trabalho nos permitirá ter mais tempo para aprimorar as nossas habilidades e conhecimentos.
https://www.archdaily.com.br/pt/936128/conselhos-para-trabalhar-em-casa-durante-a-pandemia-de-covid-19Niall Patrick Walsh
Edifícios nem sempre são capazes de dar respostas rápidas às questões sociais mais urgentes. Ainda assim, no auge da crise pandêmica na China, as fachadas dos edifícios se transformaram em um dos principais veículos de informação e um das armas mais poderosas no combate à disseminação do vírus. Rapidamente, no pior momento do surto de coronavírus na cidade de Wuhan, as autoridades locais utilizaram telas de LED e super-projetores para reproduzir imagens de esperança e solidariedade. Recentemente, outros países também adotaram a mesma estratégia, e até agora, parece que tal abordagem tem dado ótimos resultados no combate à propagação do contágio.
Há alguns anos a ideia de que residências e apartamentos são dedicados exclusivamente à moradia foi redefinida, isso porque a contemporaneidade trouxe uma série de mudanças sociais e na maneira como utilizamos os espaços. Com rotinas desafiadoras e empresas cada vez mais flexíveis no que diz respeito ao espaço de trabalho, é cada vez mais comum que o lar torne-se o escritório. No entanto, com plantas residenciais cada vez menores tem se tornado um desafio pensar espaços funcionais ou que possam ser remodelados em segundos para dar uso ao chamado Home Office. Pensando nisso, compilamos alguns projetos em pequenos espaços, cuja as soluções interiores podem te ajudar em seus próximos projetos. Confira a seguir:
Em 2012, o furacão Sandy atingiu a costa leste dos Estados Unidos e causou estragos sem precedentes em Nova Iorque. A tempestade trouxe uma quantidade assustadora de água para as ruas, túneis e metrôs da cidade; o National Ocean Service relatou um aumento do nível de água de quase três metros no Battery Park. Muitas infraestruturas foram danificadas em diversas regiões, casas foram inundadas e pessoas ficaram ilhadas.
Com o objetivo de dar visibilidade à valiosa produção das diversas universidades argentinas, realizamos pelo quarto ano consecutivo uma chamada aberta na qual convidamos leitores e leitoras na Argentina a enviar seus trabalhos de conclusão de curso.
Apresentamos a seguir uma seleção de 11 fotografias que mostram coberturas impressionantes - espaços que podem se tornar o ambiente mais agradável de um projeto. Algumas surpreendem com belos jardins, outras, com piscinas ou mesmo brinquedos infantis. Veja, abaixo, fotos de coberturas feitas por fotógrafos como Nico Arellano, Hiroyuki Oki e Amit Geron.
A pandemia do Coronavírus tem tomado conta dos noticiários há alguns meses e impondo modificações, até então inimagináveis, ao cotidiano de toda a população mundial. Ainda que a situação seja preocupante e até desesperadora em alguns casos, ter ciência do comportamento do vírus e entender formas de evitá-lo, parece ser o melhor caminho. A COVID-19 é uma doença respiratória e se espalha por gotículas no ar. O que a torna especialmente perigosa é sua alta taxa de contágio, uma vez que o vírus pode sobreviver fora do corpo humano, no ar e em superfícies como metal, vidro e plásticos, se estes não forem desinfetadas adequadamente. Mas de que forma o vírus se comporta em cada um dos materiais? [Última atualização: Julho de 2020]
O design de interiores é um elemento fundamental do projeto de arquitetura, especialmente relevante quando arquitetos e designers são capazes de construir uma atmosfera própria capaz de aprazer os nossos sentidos. Você já se perguntou por que existem espaços que nos agradam e nos convidam a ficar por horas e outros que instantaneamente nos fazem querer ir embora? Essas sensações são uma consequência de como manipulamos certos elementos e parâmetros espaciais que inevitavelmente afetam a maneira como nos relacionamos com o espaço.
As maçanetas das portas são uma parte onipresente da vida cotidiana, sendo utilizadas constantemente em quase todos os espaços, mas raramente consideradas pelo usuário comum. No entanto, o material escolhido para cada uma pode variar amplamente em termos de estética, durabilidade e sustentabilidade, com boas e más escolhas. Para objetos que são vistos e usados várias vezes ao dia sem falhas, é imperativo que os projetistas façam a escolha certa.
Para aprofundar este assunto, a empresa FSB nos auxilia para a definição das propriedades de quatro dos materiais mais comuns de maçanetas abaixo, permitindo que você tome uma decisão informada sobre qual material se alinha melhor às necessidades do seu projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/935854/aco-inoxidavel-bronze-latao-ou-aluminio-como-escolher-o-material-da-macanetaLilly Cao
Medo da recessão econômica causada pela pandemia de COVID-19 fez com que prateleiras em supermercados do mundo todo ficassem vazias. Foto de John Camero, via Unsplash
Cidades trazem oportunidades, diversidade e ganhos de escala, que eventualmente atraem mais moradores e motivam retroativamente seu crescimento. Apesar de, há décadas, preverem o fim das cidades em virtude do telefone, da internet, das videoconferências ou da realidade virtual, cidades e encontros presenciais continuam crescendo. Grandes áreas urbanas continuam atraindo cada vez mais gente. Motivado não apenas pelo turismo, a indústria de viagens também tem crescido ano após ano, mostrando o quanto as pessoas querem estar presencialmente onde as coisas estão acontecendo, seja em reuniões, eventos, shows ou simplesmente para encontrar amigos e familiares.
Em nosso esforço contínuo para destacar o importante trabalho acadêmico realizado nas universidades, abrimos uma convocatória pública no último mês de janeiro, na qual convidamos arquitetos e arquitetas do México a compartilharem seus projetos de conclusão de curso; buscávamos teses e pesquisas acadêmicas com temas de relevância para o contexto mexicano que costumam ficar apenas no papel, mas que merecem reconhecimento nacional.
Na semana passada, a Bienal de Arquitetura de Venezaanunciou que adiará a data de abertura da Biennale para o dia 29 de agosto, mas que entretanto, manterá a data encerramento do evento no dia 29 de novembro, reduzindo a duração do mais importante evento internacional do mundo da arquitetura de seis para apenas três meses. A mudança de planejamento da Biennale é mais uma resposta à crise mundial causada pela pandemia de coronavírus ou COVID-19, a qual tem se agravado ao longo das últimas semanas provocando uma onda de cancelamentos e adiamentos de importantes eventos ao redor do mundo.
Introduzida por Rudolf Steiner, a pedagogia Waldorf é alimentada por princípios da filosofia antroposófica. Uma das principais características de sua abordagem pedagógica é a suposição de que a formação de um ser humano deve ser holística: seus sentimentos, sua imaginação, seu espírito e seu intelecto como uma composição única, visando uma completa integração entre o pensamento, o sentimento e a ação (o pensar, o sentir e o agir estão sempre ligados).
O foco da filosofia é desenvolver indivíduos capazes de se relacionar com si mesmos e com a sociedade (inteligência inter e intrapessoal), habilidades que são fundamentais para os desafios que o século XXI desenhou. Esse aprendizado ocorre, em grande parte, devido à força característica das escolas que seguem esse método de introduzir famílias no ambiente escolar, transformando-as em uma comunidade. Abordaremos como isso é feito, a seguir.
Em uma condição de crescente sobreposição entre o digital e o físico, o limiar do real está sendo expandido por um vasto conjunto de aplicativos e plataformas que, como uma infraestrutura conectada e conectora, manipulam as cidades e seus/suas habitantes em uma constante troca de dados. Por sua vez, esse fenômeno invade e ultrapassa progressivamente o conjunto de referências de que dispomos para descrever a condição urbana. Quem utiliza esses sistemas — hoje em uma posição ativa de produção do ambiente humano — provavelmente perderá sua agência física e se tornará produtora de dados, no que Federico Ruberto descreve como a esquizofrenia digital da cidade de amanhã. Por meio de referências filosóficas, artísticas e cinematográficas, projeta-se uma série de cenários, investigando quais seriam os limites para as infraestruturas digitais e quais ferramentas poderíamos empregar para manipulá-las.
Para a Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas" (21 de dezembro de 2019 a 8 de março de 2020), o ArchDaily está colaborando com a curadoria da seção "Eyes of the City" para estimular um debate sobre como as novas tecnologias podem impactar a arquitetura e a vida urbana. A contribuição a seguir faz parte de uma série de ensaios científicos selecionados por meio da chamada de trabalhos "Eyes of the City", lançada em preparação para as exposições: solicitou-se a pesquisadores/as internacionais que enviassem suas reflexões em resposta à declaração desenvolvida pela equipe curatorial de Carlo Ratti Associati, Politecnico di Torino e SCUT, que você pode ler aqui.
O período compreendido pelo século XX foi palco de mudanças que vão desde o surgimento e consolidação da arquitetura moderna à difusão de críticas e teorias ao movimento tão diversas quanto a produção arquitetônica do mesmo período. A expressão e experimentação de arquitetos refletiram em interiores que hoje consideramos “clássicos”, devido à relevância que tiveram para o debate e produção das décadas seguintes.
Com o objetivo de criar experiências ambientais imersivas em espaços interiores, o estúdio de design Aqua Creations desenvolveu o Manta Ray Light, uma instalação de iluminação construída com a tecnologia LED RGB responsiva que mistura as cores vermelho (Red), verde (Green) e azul (Blue) para gerar mais de 16 milhões de tons de luz. Ao predefinir seu espectro de cores, diminuir o brilho em uma escala de 0,1 a 100% e até carregar imagens e vídeos em sua memória interna, o sistema permite adicionar cor e movimento a espaços expressivos ou proporcionar uma sensação de calor e foco nos espaços íntimos e privados.