Igreja em Belém de São Francisco, Pernambuco. Foto de Oliver de Luccia, 2019
As viagens fluviais têm o intuito da pesquisa, registro e coleta de informações in loco tendo como assunto os rios. São realizadas por membros pesquisadores do Grupo Metrópole Fluvial da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP), coordenado pelo Professor Alexandre Delijaicov. Cada um traça seu percurso de acordo com seus interesses pessoais, mas com um objetivo comum: reunir referências de projeto de arquitetura de infraestrutura fluvial para expandir o imaginário e repertório do grupo de pesquisa. A pergunta que motiva os pesquisadores é: como as pessoas se relacionam com as águas fluviais que correm em suas metrópoles, cidades ou vilas, no espaço construído ao longo dos rios? A linha definida pelos elementos terra e água é o eixo de partida dessa observação.
Como resultado dos três meses de formação em articulação local no pioneiro Programa de Embaixadores COURB, mobilizadores de diferentes cidades brasileiras promoveram ações nos seus territórios. Almejando a construção colaborativa de cidades inclusivas, a Jornada de Articulação, realizada a muitas mãos, aconteceu entre os meses de agosto e setembro e contou com três tipos de ações: rodas de conversa, intervenções no território e proposições coletivas. Os embaixadores mapearam e engajaram no programa mais de 150 instituições - entre prefeituras, universidades, coletivos, empresas e organizações.
https://www.archdaily.com.br/pt/928039/tres-formas-de-ativar-o-espaco-urbano-jornada-de-articulacao-courbCOURB Brasil
A Rua Miguel Calmon foi cenário de transformações importantes em Salvador. Até o início do século 20, antes da construção do aterro em que foi erguido o lado esquerdo da via e um novo porto para a cidade, ela se chamava Rua do Cais e era banhada pelo mar. Cem anos depois, a rua no bairro Comércio tornou-se a primeira Rua Completa da capital baiana e um dos símbolos das intervenções que têm revitalizado seu centro histórico.
https://www.archdaily.com.br/pt/927819/de-rua-do-cais-a-rua-completa-intervencao-em-salvador-devolve-vitalidade-a-rua-miguel-calmonFernando Corrêa e Bruno Batista
Muita coisa pode mudar em uma cidade no período de um ano; de demolições a reconstruções e conclusões de projetos, a malha urbana de uma cidade está em constante transformação. Ao longo dos últimos 4 anos, o arquiteto chileno e fotógrafo Francisco Ibáñez Hantke, do Estudio Ibanez, desenvolveu uma série fotográfica intitulada Non-Structures, focada na regeneração e transformação urbana de Londres, capturando seus diversos momentos de ruína, planejamento, processo e, por fim, a arquitetura concluída.
O segundo Concurso Internacional de Planejamento Urbano e Design de Hebei - Desenho Urbano de Xingdong, organizado pela Revista Urban Environment Design (UED), anunciou sua lista de vencedores para a edição deste ano, com o tema "Cidade do Futuro".
Empresas de arquitetura premiadas participaram da competição, refletindo sobre o urbanismo transformador de Xingtai e interpretando seu desenvolvimento contínuo com base em fatores sociais, econômicos, demográficos, ecológicos e culturais.
Texto fornecido por MasilWIDE. A Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Seul, realizada ao longo de aproximadamente dois meses, encerrou-se com grande sucesso no dia 10 de novembro. Realizada pela primeira vez em 2017 sob o tema "Bens Comuns Iminentes" (Imminent Commons), a Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Seul (doravante Bienal de Seul) reuniu 450 mil pessoas em seu ano de estreia, marcando o início da trajetória do evento. Este ano, a escala ampliada e o crescente interesse do público ficaram evidentes, uma vez que o número de visitantes da primeira edição já havia sido superado em outubro, no auge do evento.
As diversas atividades humanas das últimas décadas causaram graves danos ao meio ambiente. Atualmente, independentemente de nacionalidade, interesse ou profissão, pessoas de todo o mundo buscam soluções para recuperar a terra degradada, alertando para a urgência da crise ambiental.
Dirigido pelo cineasta Richard John Seymour — comissionado pelo BAFTA (British Academy of Film and Television Arts) — e produzido pelo escritório de design norueguês3RW arkitekter, o documentário Landscape Healing retrata a trajetória de pessoas que lideram pelo exemplo diante do maior desafio da humanidade: devolver a Terra a um patamar original de sustentabilidade.
O Prêmio de Arquitetura Espanhola é concedido pelo Conselho Superior dos Colégios de Arquitetos da Espanha (CSCAE) desde 1993, bienalmente, com o objetivo de divulgar a qualidade das obras de arquitetura realizadas na Espanha.
O prêmio já reconheceu obras construídas de arquitetos e arquitetas como Enric Miralles, Mansilla y Tuñón, Sara de Giles, Francisco Mangado Beloqui, entre outros, tais como o Museu das Coleções Reais e o Palácio de Congressos e Hotel de Palma. Conheça todos os projetos premiados a seguir.
O Midnight Charette é um podcast sobre design, arquitetura e cotidiano. Apresentado pela arquiteta Marina Bourderonnet e pelo arquiteto David Lee, o programa traz conversas longas e espontâneas com diversos profissionais criativos, compartilhando ideias inovadoras e perspectivas de cunho pessoal. Os temas são debatidos com honestidade e bom humor: alguns episódios oferecem conselhos práticos para profissionais de design, enquanto outros trazem análises de projetos, entrevistas ou reflexões sobre a vida cotidiana e a arquitetura. O Midnight Charette está disponível gratuitamente no iTunes, YouTube, Spotify e outras plataformas de streaming.
https://www.archdaily.com.br/pt/1070325/neil-denari-fala-sobre-o-high-line-desenho-urbano-e-musica-experimentalThe Second Studio Podcast
As características do aço corten são respeitadas por todos os arquitetos, tanto por sua resistência como por sua cor particular. Corresponde a um tipo de aço manufaturado com uma composição química que proporciona uma oxidação que protege a peça, praticamente sem alterar suas características mecânicas. Os detalhes construtivos de arquitetura em aço corten apresentam uma diversidade de situações e junções, que não apenas evidenciam um fator construtivo, como também concede um valor estético à arquitetura.
A madeira é um material muito nobre e fácil de trabalhar, permitindo que construtores profissionais e amadores fabriquem objetos e estruturas simples sem maiores problemas. No entanto, ao pensarmos em habitações ou edifícios de maior escala, é importante tomar certas precauções que assegurem a boa qualidade e o bom comportamento da construção. Nesse sentido, é fundamental avaliar cada projeto especificamente e analisar qual sistema de conexão acomoda-se da melhor maneira aos requisitos estruturais e estéticos.
Conversamos com os especialistas da Simpson Strong Tie, empresa líder em conectores estruturais, ancoragens e sistemas de fixação, para aprender mais sobre esses temas. A seguir, apresentamos importantes lições e conselhos para construir casas e edifícios de madeira mais seguros e resistentes.
A palavra espanhola medianera carrega um significado que, em português, poderia ser traduzido como “empena cega", no entanto seu sentido na língua hispânica ganha uma apreensão cultural e de vivência urbana se pensada em termos locais. Esse elemento arquitetônico que, ao mesmo tempo, parece separar e vincular lotes vizinhos de forma tão marcante, é recorrente em cidades da América colonizadas pela Espanha. No caso argentino, a cidade de Buenos Aires se consolidou a partir dos preceitos daqueles que chegaram ao território com as réguas da quadrícula e o rigor da organização ortogonal e se desenvolveu a dentro dessa lógica que chegou aos dias de hoje a uma situação urbana recorrentemente marcada pela presença desses elementos duros e aparentemente inadiáveis que são as medianeras.
Os países que fazem parte do chamado Sul Global sofreram muitas transformações em suas cidades nos últimos anos devido, sobretudo, ao rápido crescimento dos centros urbanos e aos já conhecidos desafios econômicos e sociais característicos dos países "em desenvolvimento". O crescimento urbano, o desenvolvimento sustentável, a qualidade de vida, a saúde nas cidades e o desenvolvimento de sua própria identidade cultural são algumas das questões com as quais as arquiteturas locais tiveram - e ainda terão - que lidar.
Alguns jovens profissionais da arquitetura entenderam a importância de projetar tendo em vista seu próprio território, conferindo a essa arquitetura uma identidade claramente local. Ao desenvolverem novas tipologias e usarem seus próprios recursos materiais, apresentam soluções inovadoras, específicas para o local e, acima de tudo, essencialmente contemporâneas no sentido de se pensar o futuro da arquitetura e do planeta como um todo.
Open More Doors é uma seção do ArchDaily, em parceria com o MINI Clubman, que apresenta os bastidores dos escritórios de arquitetura mais inovadores do mundo por meio de entrevistas em vídeo instigantes e de uma galeria de fotos exclusiva do espaço de trabalho de cada estúdio.
Este mês, conversamos com o escritório de design Heatherwick Studio, sediado em Londres, para falar sobre sua prática multidisciplinar, seus escritórios e como sua abordagem colaborativa de projeto se traduz de seu próprio espaço de trabalho para sua equipe e seus projetos.
Seul é considerada uma das cidades mais densamente povoadas e com o mercado imobiliário mais caro do mundo, com o metro quadrado chegando a custar 80 mil dólares. Esse cenário urbano extremo força os/as arquitetos/as locais a refletirem sobre as problemáticas urbanas, as tradições e os contextos históricos ao projetarem, intervirem e construírem a cidade. Essa abordagem deu origem à “Condição Arquitetônica de Seul”, um arcabouço teórico publicado pelo laboratório multidisciplinar TCA Think Tank que reúne a perspectiva de 18 arquitetos/as coreanos/as inovadores/as. Nesta entrevista, Pier Alessio Rizzardi conversa com o excêntrico arquiteto Moon Hoon, que compartilha sua visão única sobre a arquitetura e explica de que maneira seu trabalho busca transportar as pessoas para uma nova dimensão. (Traduzido por Tian Shan Jiahui)
Gerbert Rappaport. Diretor. Imagem do filme Cherry Town (Cheryomushki), 1963.
“Flying Panels: How Concrete Panels Changed the World” (Painéis Voadores: Como os Painéis de Concreto Mudaram o Mundo) é a mais recente exposição do ArkDes, com expografia projetada pelo escritório sueco Note Design Studio. A curadoria é assinada conjuntamente por Pedro Ignacio Alonso e Hugo Palmarola, autores da exposição Monolith Controversies, premiada com o Leão de Prata na 14ª Bienal de Arquitetura de Veneza, em 2014.
A mostra reúne um conjunto de maquetes e materiais — como cartazes, pinturas, filmes, brinquedos, desenhos animados e cenários de ópera — para refletir sobre como os painéis de concreto influenciaram a cultura e ajudaram a construir uma nova sociedade.
Até 2050, projeta-se que a população mundial ultrapasse os 10 bilhões de pessoas, tornando as cidades superpopulosas um dos desafios mais urgentes da atualidade. A análise de dados, o aprendizado de máquina, a evolução dos transportes e o rápido avanço de novas tecnologias sociais estão transformando progressivamente as necessidades das pessoas e das comunidades. Isso terá um impacto cada vez mais direto sobre a superpopulação e o nosso ambiente construído.
Após séculos utilizando a madeira para o desenvolvimento de carpintaria de janelas e portas, o racionalismo do século XX começou a adotar um novo material para esses fins: o aço. Impulsionado pela produção industrial e promovido por arquitetos como Adolf Loos, Mies van der Rohe e Le Corbusier, o aço evoluiu para gerar estruturas cada vez mais finas e resistentes. No entanto, materiais eficientes e de baixo custo, como alumínio e PVC, começaram gradualmente a substituir seu uso maciço, aumentando a dimensão dos marcos e removendo a "limpeza" de uma arquitetura que começou a integrar grandes painéis de vidro em suas fachadas. .
Atualmente, as novas tecnologias aprimoram seus processos de produção, desenvolvendo perfis mínimos de alta rigidez e precisão, que aproveitam ao máximo a transparência do vidro e oferecem novos recursos de conforto e segurança. Conversamos com os especialistas da empresa Jansen para aprofundar sua aplicação na arquitetura contemporânea.
Casa Diego Rivera e Frida Kahlo. Via: Wikimedia, licença CC BY-SA 3.0
Formas geométricas, paredes de concreto armado aparente, instalações elétricas à vista, grandes janelas que priorizam luz e ventilação naturais, jardins que prezam por plantas autóctones. As primeiras construções do arquiteto mexicano Juan O’Gorman, construídas entre 1929 e 1932, trazem uma estética que pode ser vista nos dias atuais, mas na realidade são a pura expressão de uma das correntes do movimento modernista do século 20, o funcionalismo.
Materiais, produtos e sistemas construtivos estão em constante evolução e seguem novas tecnologias, descobertas e tendências de mercado. No âmbito do nosso tópico de outubro, “Inovação”, nos perguntamos: que produtos ou materiais poderíamos usar para que nossos projetos façam contribuições relevantes para a maneira como estamos habitando nosso planeta?
Vá a qualquer cidade medieval européia e veja como as ruas eram antes do advento do carro: lindas, pequenas, estreitas, íntimas, em escala indiscutivelmente humana. Temos poucas cidades nos Estados Unidos onde é possível encontrar ruas como estas. Em sua grande maioria, o que se vê nas ruas são aquelas projetadas para os carros - de grande escala para alta velocidade. Em minha São Francisco natal, estamos tornando as ruas mais seguras para caminhar e pedalar aumentando as larguras das calçadas, transformando faixas de carros em ciclovias, diminuindo a velocidade dos carros. Estamos trabalhando com as ruas que temos; uma rua típica em São Francisco possui entre 18 a 24 m de largura, comparada a uma rua medieval de antes do carro que possui entre 3 e 6 metros de largura.
https://www.archdaily.com.br/pt/867519/4-dicas-importantes-para-projetar-ruas-para-as-pessoas-e-nao-apenas-para-os-carrosKristen Hall
O aumento da passagem do metrô de Santiago em 30 pesos (4 centavos) foi o início de uma agitação social no Chile que, após dias de evasões em massa e manifestações espontâneas, explodiu na sexta-feira, 18 de outubro. Naquele dia, o sistema Metro entrou em colapso, os protestos se multiplicaram e os saques e incêndios saíram fora de controle. Na mesma noite, o Estado de Exceção Constitucional declarado pelo presidente Sebastián Piñera encerrou uma sexta-feira obscura.
Existe algo de instigante na maneira em que o ar, matéria extremamente fugaz e invisível, pode modelar as mais variadas formas. Essa fascinação está presente no nosso imaginário desde que somos crianças, quando somos atraídos pela leveza, cores, ludicidade e variedade dos balões infláveis.