No início de 2019, identificamos a impressão 3D como uma tendência que influenciaria a arquitetura em 2019. Não era uma previsão difícil de fazer. Além de observar um aumento de 70% no interesse dos leitores pelo tema, em relação ao ano anterior, vimos como o campo disciplinar se comprometeu com a impressão 3D, desde o uso da tecnologia para combater a falta de moradia até a criação de conexões estruturais complexas e acessíveis.
Isso não significa que 2019 foi um ano "chato" no mundo da impressão 3D. De fato, embora a influência da tecnologia na arquitetura em 2019 fosse previsível, as várias maneiras pelas quais essa influência se manifestou não foram. Ao longo do ano, a impressão 3D apareceu em todos os lugares, desde um canal até a replicação de madeira, imaginando bairros do Texas até Marte.
Maria Montessori começou a desenvolver seu método no início do século XX: trata-se de uma pedagogia científica com o principal objetivo de promover uma educação que contribua positivamente ao desenvolvimento do cérebro da criança, respeitando a individualidade de cada uma delas, estimulando sua autonomia, autoestima e autoconfiança.
Apesar do método ter sido criado no século passado, é agora que a ciência começa a comprovar muitas informações deixadas por Montessori em seu legado. Cada vez mais fala-se sobre aplicá-lo na arquitetura de espaços para as crianças e muito tem-se falado sobre "quartos montessorianos" e sobre a tendência: cama casinha!
A utilização histórica do concreto, devido a sua capacidade de se modelar e gerar diferentes formas, o torna uns dos materiais mais utilizados na hora de construir um projeto. O conhecido êxito do material aplicado a diferentes tipos de construções apresenta uma diversidade de detalhes que merecem uma atenção especial.
Veja uma seleção de 40 detalhes construtivos de projetos que se destacam pelo uso do concreto.
Alberto Cruz, um dos nomes da arquitetura chilena que refundaram a Escola de Arquitetura da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso e fundador de Amereida e da posterior Cidade Aberta, deixou mais de 2.200 cadernos e pastas, 200 desenhos em diversas técnicas, formatos e suportes, e cerca de mil documentos quando faleceu em 2013.
Cinco anos antes, sua neta, a historiadora Sara Browne, começou a trabalhar com Cruz catalogando sua produção íntima. Hoje, todo esse arquivo faz parte da Fundação Alberto Cruz Covarrubias, um espaço destinado a honrar a memória do Prêmio Nacional de Arquitetura de 1975.
Nesta conversa por e-mail com Browne, a historiadora repassa os desafios de conservação e digitalização do arquivo histórico, ao mesmo tempo em que reflete sobre o legado de Cruz Covarrubias.
Os grandes trabalhos inspiradores que publicamos todos os dias no ArchDaily não seriam acessíveis sem os fotógrafos dedicados a compartilhá-los conosco. Para homenagear este trabalho e agradecer a participação ativa em nossa comunidade, apresentamos as imagens de arquitetura mais vistas por nossos leitores em 2019.
Assim como as cores de uma pintura ou de uma fotografia abstrata podem despertar um certo humor, as cores de um edifício ou sala podem influenciar profundamente a sensação das pessoas que o usam. Fisiologicamente, diversos estudos mostraram que a luz azul retarda a produção de melatonina, mantendo as pessoas mais alertas ou acordadas mesmo à noite. Psicologicamente, as pessoas associam determinadas cores a sentimentos por conta de símbolos culturais e experiências vividas - por exemplo, elas podem perceber a cor vermelha como ameaçadora ou assustadora por causa de sua conexão com o sangue.
No geral, a maneira como uma sala é pintada pode ter efeitos complexos sobre como seus usuários se sentem, ao mesmo tempo que uma fachada pode ser percebida de maneiras dramaticamente diferentes, dependendo de como são suas cores. Abaixo, resumimos as associações emocionais de todas as cores, avaliando seus efeitos diferentes à medida que cada uma é usada no espaço arquitetônico.
https://www.archdaily.com.br/pt/930326/como-as-cores-influenciam-a-arquiteturaLilly Cao
Os lagos ornamentais e espelhos d'água são utilizados com muita frequência em projetos de arquitetura. Eles contribuem significativamente para melhorar os parâmetros de conforto térmico dos edifícios, funcionando como reguladores ambientais. Além de seus benefícios técnicos, também se apresentam como elementos de interesse estético, criando situações espaciais com atmosferas mutáveis, influenciadas pelos efeitos da luz que incide sobre a superfície da água em movimento.
No que se refere a edifícios comerciais e industriais que precisam resistir ao teste do tempo, a madeira vem provando ter a resiliência e a resistência necessárias, ao mesmo tempo que oferece vantagens exclusivas em relação ao aço e ao concreto. Em espaços comerciais e de escritórios, a madeira não apenas oferece uma durabilidade notável, mas também introduz um calor estético muito desejado, antes ausente nesses ambientes. Incorporar a madeira engenheirada a esses espaços representa uma espécie de renascimento moderno das antigas estruturas de pilares e vigas de madeira de séculos passados. O que é antigo torna-se novo outra vez, porém com todas as tecnologias de ponta e recursos sustentáveis que se espera das edificações comerciais contemporâneas.
Abrindo as Portas dos Arquitetos (Open More Doors) é uma nova série desenvolvida pelo ArchDaily em colaboração com o MINI Clubman, que, por meio de entrevistas em vídeo instigantes e ensaios fotográficos exclusivos, convida a explorar os bastidores dos estúdios de design mais inovadores do mundo.
Quando estudamos os projetos residenciais desenhados por Amancio Williams, geralmente fazemos referência a sua emblemática Casa sobre o arroio - construída em Mar del Plata entre os anos de 1943 e 1946 - ou a sua ativa participação na direção técnica da Casa Curutchet de Le Corbusier. Mas, existem projetos de residência desenhados por este arquiteto? Que ideias e conceitos chave da modernidade eles nos permitem vislumbrar? Que influências tiveram no desenvolvimento da arquitetura argentina?
Mulheres na arquitetura, produção contemporânea no sul global, teoria e história, buildtech, novos materiais, reciclagem na construção civil - 2019 foi um ano rico em investigações e reflexões que abordaram a arquitetura a partir de uma variedade de perspectivas. Levando a cabo a missão de fazer do ArchDaily uma fonte de ferramentas e inspiração não apenas para profissionais e estudantes, mas qualquer pessoa interessada em arquitetura, publicamos centenas de artigos sobre temas tão variados quanto são os pontos de vista sobre o ambiente construído.
As cafeterias são espaços cuja história remonta ao século XV, antes de seu surgimento na Europa. Foi nos países árabes que começaram a desempenhar um papel social importante, sendo frequentemente descritas como tabernas onde ocorriam conversas importantes, fechavam-se acordos e realizavam-se debates políticos. Com o tempo, esses espaços evoluíram e o conceito se expandiu para países europeus como Inglaterra, França, Itália e Alemanha, onde se tornaram locais muito mais públicos e pontos de encontro de comerciantes, políticos, cientistas, acadêmicos, filósofos e poetas.
Discussões sobre resiliência, hoje, sugerem que arquitetos e urbanistas podem ser capazes de - e, de fato, espera-se isso deles - salvar todos os edifícios e espaços públicos em risco. No entanto, a triste verdade é que não podemos, e provavelmente não devemos. As mudanças climáticas e o aumento do nível do mar irão redesenhar radicalmente as margens urbanas, forçando-nos a tomar decisões difíceis. Mesmo se tivéssemos todo o dinheiro necessário para proteger o precário cenário atual, isso ainda não seria suficiente para evitar o inevitável.
Então: quais são as nossas prioridades? Como definir o que salvar? Como traçar de forma responsável esse futuro incerto? Acredito que as respostas para essas e outras perguntas semelhantes devam começar com uma avaliação honesta de três considerações essenciais:
Junto a um grupo de pesquisadores e pesquisadoras, temos estudado nos últimos cinco anos os conjuntos habitacionais operários do sul do Chile: a bacia do carvão em Lota, Schwager e Pilpilco; os povoados têxteis de Bellavista e Carlos Mahns em Tomé e os povoados operários em Valdivia e Magalhães.
Além de realizar a curadoria de projetos de arquitetura incríveis, o ArchDaily é amplamente reconhecido pela produção de conteúdos exclusivos e artigos editoriais de ponta. Altamente demandados, esses textos são produzidos por uma experiente equipe editorial espalhada pelo mundo, gerando publicações em quatro idiomas.
Além disso, nossa plataforma expandiu ainda mais seu caráter educativo este ano, consolidando-se como uma ferramenta abrangente para a arquitetura. O ano de 2019 nos ofereceu uma abundância de materiais para explorar, e nossa equipe editorial abordou as mais diversas possibilidades — desde destacar informações técnicas, diretrizes de materiais e abordagens teóricas e conceituais, até investigar o universo digital, as cidades e as viagens. Continue lendo para descobrir uma seleção com os artigos mais notáveis de 2019 segundo os nossos leitores e leitoras.
As figuras humanas ganham protagonismo frente aos edifícios e ruas nas lentes do fotógrafo Carlos Moreira, 82. O espaço urbano aparece retratado a partir de recortes, não apenas sugeridos pelos monumentos históricos (eles estão lá), mas sobretudo pelo corpo e suas ações. Disso emerge uma visão emocional e viva das cidades; capaz de provocar uma expansão sensorial dos retratos dos espaços.
Historicamente, a prática do skate tem sido associada diretamente à utilização de espaços públicos como ruas, praças e calçadas, caracterizando-se como uma atividade esportiva que se incorpora no cotidiano das cidades. Ainda que, por vezes, seja considerada uma prática marginal pelo conflito entre usos nos espaços públicos, o skate possibilita a ressignificação de locais subutilizados, como áreas próximas a viadutos ou sob eles, para a prática esportiva. Além disso, pistas de skate também têm sido incorporadas nos programas de centros e complexos esportivos, explorando possibilidades estéticas singulares associadas ao seu uso.
Estar atualizado com as novas tecnologias, entender quais as melhores soluções e detalhes para determinados projetos, ter o conhecimento de quais produtos há no mercado e o que está por vir nos próximos anos. Temos observado que esses temas despertam grande interesse em arquitetos, estudantes e os amantes de arquitetura que entram no site todos os dias. 2019 foi o ano em que o ArchDaily começou a focar mais fortemente na parte de Materials, que abrange produtos, técnicas construtivas e materiais em geral. Com o ano chegando ao fim, selecionamos os artigos da seção mais vistos em cada mês, para tentar entender o que os une e o que devemos continuar investindo nos próximos anos. Veja mais a seguir!
Com mais de 2.000 projetos publicados no Plataforma Arquitectura em 2019 e menos de um mês para o fim do ano, nossa equipe de curadoria encerra este ano emocionante para a arquitetura com uma seleção dos projetos residenciais ibero-americanos mais influentes em todos os sites do ArchDaily em espanhol.
São projetos implantados em paisagens urbanas, rurais ou litorâneas; construídos com as mais variadas estruturas e materialidades, desde a alvenaria tradicional até os sistemas pré-fabricados mais vanguardistas; de pequenas moradias a grandes residências. Esta seleção de 50 casas destaca os exemplos mais visitados e influentes de 2019 que, segundo nosso público leitor, foram os mais inspiradores em termos de inovação, técnicas construtivas e desafios de projeto. Confira a seguir:
https://www.archdaily.com.br/pt/1120546/as-melhores-casas-de-2019Clara Ott
Frederico Babina é um arquiteto e designer gráfico italiano cujas obras buscam criar réplicas abstratas de edifícios famosos. Com especial atenção à geometria e forma, seu trabalho mostra uma espécie de desapego e liberdade em relação à rigidez das arquiteturas.
Exemplo de mapas de calor de padrões de pedestres, produzidos por gravações em timelapse traduzidas por software em nosso projeto Co-Creating Responsive Urban Spaces (Co-Criando Espaços Urbanos Responsivos), transmitindo instalações de interação na prática do desenho urbano para ativar espaços públicos. Veja www.responsiveurbanspaces.amsterdam
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de enxergar – quase como se tivesse olhos? Antes da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen de 2019 (UABB), intitulada "Interações Urbanas", o ArchDaily está colaborando com os/as curadores/as da seção "Olhos da Cidade" (Eyes of the City) na Bienal para estimular uma discussão sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler o texto curatorial de "Olhos da Cidade", escrito por Carlo Ratti, Politecnico di Torino e SCUT.
As cidades, como Goethe já havia apontado, devem ser compreendidas como "formas em movimento" em contínuo desenvolvimento (ver Batty 2018). No passado, os desenvolvimentos tecnológicos e as nossas projeções — tanto otimistas quanto distópicas — em relação a eles foram uma das principais fontes de energia cinética para desencadear os processos de metamorfose das transformações urbanas. Na maioria das vezes, esses processos trouxeram efeitos colaterais inesperados que, retrospectivamente, assumiram papel central.
https://www.archdaily.com.br/pt/1119331/da-cidade-como-servico-a-cidade-como-licenca-martijn-de-waal-e-frank-suurenbroek-para-a-bienal-de-shenzhen-uabb-2019Martijn de Waal and Frank Suurenbroek
O bairro residencial Haszkovó, na cidade de Veszprém, na Hungria, foi visto como um projeto fracassado: "cinza, triste e sem alma". No entanto, essa estrutura fria conseguiu abrigar 20 mil habitantes, funcionando como uma "cidade" dentro da cidade
Por ocasião da Veszprém Design Week, um projeto colaborativo assinado por Edward Crooks, Point Supreme, Supervoid, MAIO e Paradigma Ariadné, convidou os visitantes a mudar a percepção e o estado atual de Haszkovó, criando cinco propostas de mobiliário urbano, que fossem vibrantes, portáveis e duráveis.
Se existe uma palavra para definir a arquitetura paquistanesa, esta palavra é multiplicidade. Profundamente enraizada nas tradições locais e ao mesmo tempo, rompendo com todas ela, os projetos de arquitetura contemporânea que estão sendo construídos no Paquistão procuram dar voz a esta pluralidade de narrativas. Estes projetos, dos quais selecionamos alguns notáveis exemplos, refletem a coexistência de duas condições urbanas características de cidades paquistanesas como Karachi e Islamabad, onde a cidade formal e informal se sobrepõe para construir um intricado e complexo enredo urbano. Os projetos que apresentamos à seguir representam um reflexo direto deste conturbado e vibrante contexto sócio-espacial, exemplos que procuram explorar novas possibilidades e transpor os limites espaciais e formais da própria arquitetura.
(Traduzido por Zhou Xiangfeng) Até o momento, o design da arquitetura espacial tem se concentrado principalmente em projetos de engenharia voltados para estações espaciais orbitais ou missões de exploração a Marte, a grande maioria encomendada por agências governamentais como a ESA europeia ou a NASA norte-americana. Nos últimos anos, no entanto, um público muito mais amplo passou a se interessar pelo tema, incluindo especialistas de diversas áreas, como arquitetos/as e sociólogos/as, além de empresários e investidores (nem todos bem-intencionados). Esses novos atores começam a participar da corrida espacial do século XXI, enfrentando o desafio de projetar ambientes construídos no espaço sideral.
O rápido avanço tecnológico, o crescimento da população global e a crise climática têm nos impelido a refletir sobre como seria a vida fora da Terra. À medida que essa tendência ganha força, surgem oportunidades para romper com paradigmas tradicionais e explorar novas fronteiras (como o projeto NEOM), além de novas organizações dedicadas a apoiar essas pesquisas (como a SATC e o SICSA). Embora o ser humano ainda não tenha pisado em Marte, uma série de projetos contínuos e simulações, como o MARS-ONE e o "Martian City Science" (Martian City Science), já estão em andamento para investigar questões futuras sobre o design, a construção e a habitação de novos territórios humanos no espaço.