No que se refere a edifícios comerciais e industriais que precisam resistir ao teste do tempo, a madeira vem provando ter a resiliência e a resistência necessárias, ao mesmo tempo que oferece vantagens exclusivas em relação ao aço e ao concreto. Em espaços comerciais e de escritórios, a madeira não apenas oferece uma durabilidade notável, mas também introduz um calor estético muito desejado, antes ausente nesses ambientes. Incorporar a madeira engenheirada a esses espaços representa uma espécie de renascimento moderno das antigas estruturas de pilares e vigas de madeira de séculos passados. O que é antigo torna-se novo outra vez, porém com todas as tecnologias de ponta e recursos sustentáveis que se espera das edificações comerciais contemporâneas.
Abrindo as Portas dos Arquitetos (Open More Doors) é uma nova série desenvolvida pelo ArchDaily em colaboração com o MINI Clubman, que, por meio de entrevistas em vídeo instigantes e ensaios fotográficos exclusivos, convida a explorar os bastidores dos estúdios de design mais inovadores do mundo.
Quando estudamos os projetos residenciais desenhados por Amancio Williams, geralmente fazemos referência a sua emblemática Casa sobre o arroio - construída em Mar del Plata entre os anos de 1943 e 1946 - ou a sua ativa participação na direção técnica da Casa Curutchet de Le Corbusier. Mas, existem projetos de residência desenhados por este arquiteto? Que ideias e conceitos chave da modernidade eles nos permitem vislumbrar? Que influências tiveram no desenvolvimento da arquitetura argentina?
Mulheres na arquitetura, produção contemporânea no sul global, teoria e história, buildtech, novos materiais, reciclagem na construção civil - 2019 foi um ano rico em investigações e reflexões que abordaram a arquitetura a partir de uma variedade de perspectivas. Levando a cabo a missão de fazer do ArchDaily uma fonte de ferramentas e inspiração não apenas para profissionais e estudantes, mas qualquer pessoa interessada em arquitetura, publicamos centenas de artigos sobre temas tão variados quanto são os pontos de vista sobre o ambiente construído.
As cafeterias são espaços cuja história remonta ao século XV, antes de seu surgimento na Europa. Foi nos países árabes que começaram a desempenhar um papel social importante, sendo frequentemente descritas como tabernas onde ocorriam conversas importantes, fechavam-se acordos e realizavam-se debates políticos. Com o tempo, esses espaços evoluíram e o conceito se expandiu para países europeus como Inglaterra, França, Itália e Alemanha, onde se tornaram locais muito mais públicos e pontos de encontro de comerciantes, políticos, cientistas, acadêmicos, filósofos e poetas.
Discussões sobre resiliência, hoje, sugerem que arquitetos e urbanistas podem ser capazes de - e, de fato, espera-se isso deles - salvar todos os edifícios e espaços públicos em risco. No entanto, a triste verdade é que não podemos, e provavelmente não devemos. As mudanças climáticas e o aumento do nível do mar irão redesenhar radicalmente as margens urbanas, forçando-nos a tomar decisões difíceis. Mesmo se tivéssemos todo o dinheiro necessário para proteger o precário cenário atual, isso ainda não seria suficiente para evitar o inevitável.
Então: quais são as nossas prioridades? Como definir o que salvar? Como traçar de forma responsável esse futuro incerto? Acredito que as respostas para essas e outras perguntas semelhantes devam começar com uma avaliação honesta de três considerações essenciais:
Junto a um grupo de pesquisadores e pesquisadoras, temos estudado nos últimos cinco anos os conjuntos habitacionais operários do sul do Chile: a bacia do carvão em Lota, Schwager e Pilpilco; os povoados têxteis de Bellavista e Carlos Mahns em Tomé e os povoados operários em Valdivia e Magalhães.
Além de realizar a curadoria de projetos de arquitetura incríveis, o ArchDaily é amplamente reconhecido pela produção de conteúdos exclusivos e artigos editoriais de ponta. Altamente demandados, esses textos são produzidos por uma experiente equipe editorial espalhada pelo mundo, gerando publicações em quatro idiomas.
Além disso, nossa plataforma expandiu ainda mais seu caráter educativo este ano, consolidando-se como uma ferramenta abrangente para a arquitetura. O ano de 2019 nos ofereceu uma abundância de materiais para explorar, e nossa equipe editorial abordou as mais diversas possibilidades — desde destacar informações técnicas, diretrizes de materiais e abordagens teóricas e conceituais, até investigar o universo digital, as cidades e as viagens. Continue lendo para descobrir uma seleção com os artigos mais notáveis de 2019 segundo os nossos leitores e leitoras.
As figuras humanas ganham protagonismo frente aos edifícios e ruas nas lentes do fotógrafo Carlos Moreira, 82. O espaço urbano aparece retratado a partir de recortes, não apenas sugeridos pelos monumentos históricos (eles estão lá), mas sobretudo pelo corpo e suas ações. Disso emerge uma visão emocional e viva das cidades; capaz de provocar uma expansão sensorial dos retratos dos espaços.
Historicamente, a prática do skate tem sido associada diretamente à utilização de espaços públicos como ruas, praças e calçadas, caracterizando-se como uma atividade esportiva que se incorpora no cotidiano das cidades. Ainda que, por vezes, seja considerada uma prática marginal pelo conflito entre usos nos espaços públicos, o skate possibilita a ressignificação de locais subutilizados, como áreas próximas a viadutos ou sob eles, para a prática esportiva. Além disso, pistas de skate também têm sido incorporadas nos programas de centros e complexos esportivos, explorando possibilidades estéticas singulares associadas ao seu uso.
Estar atualizado com as novas tecnologias, entender quais as melhores soluções e detalhes para determinados projetos, ter o conhecimento de quais produtos há no mercado e o que está por vir nos próximos anos. Temos observado que esses temas despertam grande interesse em arquitetos, estudantes e os amantes de arquitetura que entram no site todos os dias. 2019 foi o ano em que o ArchDaily começou a focar mais fortemente na parte de Materials, que abrange produtos, técnicas construtivas e materiais em geral. Com o ano chegando ao fim, selecionamos os artigos da seção mais vistos em cada mês, para tentar entender o que os une e o que devemos continuar investindo nos próximos anos. Veja mais a seguir!
Com mais de 2.000 projetos publicados no Plataforma Arquitectura em 2019 e menos de um mês para o fim do ano, nossa equipe de curadoria encerra este ano emocionante para a arquitetura com uma seleção dos projetos residenciais ibero-americanos mais influentes em todos os sites do ArchDaily em espanhol.
São projetos implantados em paisagens urbanas, rurais ou litorâneas; construídos com as mais variadas estruturas e materialidades, desde a alvenaria tradicional até os sistemas pré-fabricados mais vanguardistas; de pequenas moradias a grandes residências. Esta seleção de 50 casas destaca os exemplos mais visitados e influentes de 2019 que, segundo nosso público leitor, foram os mais inspiradores em termos de inovação, técnicas construtivas e desafios de projeto. Confira a seguir:
https://www.archdaily.com.br/pt/1120546/as-melhores-casas-de-2019Clara Ott
Frederico Babina é um arquiteto e designer gráfico italiano cujas obras buscam criar réplicas abstratas de edifícios famosos. Com especial atenção à geometria e forma, seu trabalho mostra uma espécie de desapego e liberdade em relação à rigidez das arquiteturas.
Exemplo de mapas de calor de padrões de pedestres, produzidos por gravações em timelapse traduzidas por software em nosso projeto Co-Creating Responsive Urban Spaces (Co-Criando Espaços Urbanos Responsivos), transmitindo instalações de interação na prática do desenho urbano para ativar espaços públicos. Veja www.responsiveurbanspaces.amsterdam
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de enxergar – quase como se tivesse olhos? Antes da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen de 2019 (UABB), intitulada "Interações Urbanas", o ArchDaily está colaborando com os/as curadores/as da seção "Olhos da Cidade" (Eyes of the City) na Bienal para estimular uma discussão sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler o texto curatorial de "Olhos da Cidade", escrito por Carlo Ratti, Politecnico di Torino e SCUT.
As cidades, como Goethe já havia apontado, devem ser compreendidas como "formas em movimento" em contínuo desenvolvimento (ver Batty 2018). No passado, os desenvolvimentos tecnológicos e as nossas projeções — tanto otimistas quanto distópicas — em relação a eles foram uma das principais fontes de energia cinética para desencadear os processos de metamorfose das transformações urbanas. Na maioria das vezes, esses processos trouxeram efeitos colaterais inesperados que, retrospectivamente, assumiram papel central.
https://www.archdaily.com.br/pt/1119331/da-cidade-como-servico-a-cidade-como-licenca-martijn-de-waal-e-frank-suurenbroek-para-a-bienal-de-shenzhen-uabb-2019Martijn de Waal and Frank Suurenbroek
O bairro residencial Haszkovó, na cidade de Veszprém, na Hungria, foi visto como um projeto fracassado: "cinza, triste e sem alma". No entanto, essa estrutura fria conseguiu abrigar 20 mil habitantes, funcionando como uma "cidade" dentro da cidade
Por ocasião da Veszprém Design Week, um projeto colaborativo assinado por Edward Crooks, Point Supreme, Supervoid, MAIO e Paradigma Ariadné, convidou os visitantes a mudar a percepção e o estado atual de Haszkovó, criando cinco propostas de mobiliário urbano, que fossem vibrantes, portáveis e duráveis.
Se existe uma palavra para definir a arquitetura paquistanesa, esta palavra é multiplicidade. Profundamente enraizada nas tradições locais e ao mesmo tempo, rompendo com todas ela, os projetos de arquitetura contemporânea que estão sendo construídos no Paquistão procuram dar voz a esta pluralidade de narrativas. Estes projetos, dos quais selecionamos alguns notáveis exemplos, refletem a coexistência de duas condições urbanas características de cidades paquistanesas como Karachi e Islamabad, onde a cidade formal e informal se sobrepõe para construir um intricado e complexo enredo urbano. Os projetos que apresentamos à seguir representam um reflexo direto deste conturbado e vibrante contexto sócio-espacial, exemplos que procuram explorar novas possibilidades e transpor os limites espaciais e formais da própria arquitetura.
(Traduzido por Zhou Xiangfeng) Até o momento, o design da arquitetura espacial tem se concentrado principalmente em projetos de engenharia voltados para estações espaciais orbitais ou missões de exploração a Marte, a grande maioria encomendada por agências governamentais como a ESA europeia ou a NASA norte-americana. Nos últimos anos, no entanto, um público muito mais amplo passou a se interessar pelo tema, incluindo especialistas de diversas áreas, como arquitetos/as e sociólogos/as, além de empresários e investidores (nem todos bem-intencionados). Esses novos atores começam a participar da corrida espacial do século XXI, enfrentando o desafio de projetar ambientes construídos no espaço sideral.
O rápido avanço tecnológico, o crescimento da população global e a crise climática têm nos impelido a refletir sobre como seria a vida fora da Terra. À medida que essa tendência ganha força, surgem oportunidades para romper com paradigmas tradicionais e explorar novas fronteiras (como o projeto NEOM), além de novas organizações dedicadas a apoiar essas pesquisas (como a SATC e o SICSA). Embora o ser humano ainda não tenha pisado em Marte, uma série de projetos contínuos e simulações, como o MARS-ONE e o "Martian City Science" (Martian City Science), já estão em andamento para investigar questões futuras sobre o design, a construção e a habitação de novos territórios humanos no espaço.
"A fotogrametria é uma técnica para obter um modelo tridimensional a partir de uma série de fotografias", aponta o vídeo tutorial desenvolvido por 'Antes del Olvido', que busca gerar um arquivo coletivo online que funcione como registro das transformações vistas diariamente nas cidades — por exemplo, em monumentos e fachadas — após a explosão social no Chile.
Os habitantes do planeta Terra passam quase 90% do tempo em espaços internos; aproximadamente 20 horas por dia em salas fechadas e 9 horas por dia em nossos próprios quartos. As configurações arquitetônicas desses espaços não são aleatórias, ou seja, foram projetadas ou pensadas por alguém, ou pelo menos um pouco "guiadas" pelas condições de seus habitantes e seus entornos. Alguns, com sorte, habitam espaços especialmente criados de acordo com suas necessidades e gostos, enquanto outros adaptam e se apropriam do design projetado para outra pessoa, talvez desenvolvido décadas antes de nascerem. Em ambos os casos, a qualidade de vida pode ser melhor ou pior, dependendo das decisões tomadas.
Entender a importância de projetar cuidadosamente nossos interiores, priorizando o acesso e o aproveitamento da luz natural, foi o objetivo do 8º Simpósio VELUX Daylight, realizado entre 9 e 10 de outubro de 2019 em Paris. Desta vez, mais de 600 pesquisadores e profissionais reafirmaram sua importância, apresentando uma série de ferramentas concretas que podem nos ajudar a quantificar e qualificar a luz, projetando sua entrada, gerenciamento e controle com maior profundidade e responsabilidade.
ArchDaily em colaboração com Google Arts & Culture. Imagem Cortesia de Tomás Olivos
Bauhaus: uma escola, uma disciplina de design e um movimento que vem influenciando gerações de arquitetos e designers há 100 anos.
A Bauhaus foi muito mais do que desenhos modernistas e cores primárias, foi um movimento com impacto político, social e cultural, liderado por algumas das figuras mais notáveis do campo disciplinar. Desde a sua inauguração em 1919, a escola definiu seu próprio estilo através da interseção de arquitetura, arte, design industrial, tipografia, design gráfico e design de interiores. Quando a escola foi obrigada a fechar as portas diante da pressão política, seus professores e alunos se dispersaram, espalhando seus ensinamentos por todo o mundo.
Open More Doors é uma seção do ArchDaily, em parceria com o MINI Clubman, que leva você aos bastidores dos escritórios mais inovadores do mundo por meio de entrevistas em vídeo envolventes e de uma galeria de fotos exclusiva do espaço de trabalho de cada estúdio.
O Instant Lounge, criado pelo UEO, será exposto na Bienal de Shenzhen 2019-2020. O Instant Lounge é uma impressora 3D retrátil de grande porte, desenvolvida especificamente para o local (site-specific), que produz mobiliário temporário em tempo real. A exposição acontecerá na Estação de Trem de Alta Velocidade de Futian, em Shenzhen, de 21 de dezembro a 21 de março.
Durante o último ano foram construídos 6.900 milhões de metros quadrados destinados a espaços de escritório, consolidando um aumento de 12% em relação ao ano anterior, segundo um estudo realizado pela Avison Young que pesquisa o mercado imobiliário de escritórios a América do Norte, Europa e Ásia.
Mencione o termo "construtora de casas em série" diante de um/a arquiteto/a e é bem provável que ele/a estremeça. Evocando a imagem de caixas homogêneas e produzidas em massa, espremidas umas contra as outras e arruinando o visual de subúrbios arborizados tradicionalmente povoados por casas impecavelmente projetadas, a construção em série costuma ser vista como o "primo pobre" da arquitetura.
No entanto, nem todas as construtoras desse segmento são feitas do mesmo molde.