Vista aérea da Marginal do rio Tietê em São Paulo. Foto de Fernando Stankuns via Flickr / CC BY-NC-SA
Todo ano, os meses chuvosos de verão representam o momento em que surge nos meios de comunicação um enorme contingente de notícias relatando os devastadores efeitos das enchentes na vida dos cidadãos e no território da cidade de São Paulo. É como se nesse período, as plataformas de diálogo se transformassem em palco para o informe do caos e de problemas aparentemente intransponíveis com os quais centros urbanos devem lidar no seu trato cotidiano com a água.
Para todos nós - arquitetos, urbanistas e também cidadãos - que estamos envolvidos com a construção de edifícios e cidades, deve prevalecer um profundo sentimento de responsabilidade, de estar ciente dos impactos que nossos projetos possam causar em relação ao agravamento da emergência climática, não apenas em sua construção mas principalmente na manutenção de tais edifícios. Considerando que 36% de toda a energia global é utilizada para a construção e manutenção de edifícios e que 8% do total de emissões de gases do efeito estufa resultem dos processos de produção do cimento, a comunidade global de arquitetos deve sentir-se profundamente responsável uma vez que seus atos podem contribuir ou minimizar tais mudanças.
https://www.archdaily.com.br/pt/933552/o-custo-ambiental-dos-materiais-mais-usados-na-arquiteturaNiall Patrick Walsh
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Screenshot do vídeo "Sketch like an Architect (Techniques + Tips from a Real Project)", de 30X40 Design Workshop
Seja pelas linhas um pouco trêmulas, os cantos com linhas passantes, as hachuras paralelas ou as letras em caixa alta, é inegável que os arquitetos desenvolveram um estilo de desenho com o passar do tempo. Por mais que as perspectivas à mão-livre não sejam mais a única forma de representação de um projeto de arquitetura, elas ainda têm uma importância enorme durante o processo projetual, tornando-se mais uma ferramenta de projeto do que uma forma de representação.
Uma linha com espessura grossa demais, uma cor mal colocada, uma escala humana fora de proporção, pode chamar mais atenção do que queremos, de fato, mostrar no desenho. Mesmo para um croqui despretensioso e rápido, algumas regras são muito importantes. Além de, é claro, muito treino, algumas dicas ajudam a transformar um croqui ordinário em algo que você se orgulha e quer mostrar aos outros. Aproveitando o enorme acervo de vídeos do youtube, selecionamos alguns criadores de conteúdo que se dedicam a esse assunto e trazem dicas muito boas.
E se contratar um/a arquiteto/a internacional com excelentes habilidades, qualificações e uma visão singular fosse tão simples quanto contratar alguém do estado de Nova York ou de Indiana? Arquitetos e arquitetas de todo o mundo sonham com a oportunidade de ingressar no competitivo mercado americano, sendo comum que jovens profissionais viajem internacionalmente para estudar ou trabalhar. Ao mesmo tempo, muitos dos principais escritórios dos EUA buscam novos talentos diversos; no entanto, os custos, a papelada e a burocracia para contratar candidatos/as estrangeiros/as podem ser desestimulantes. O Architect-US foi criado justamente para preencher essa lacuna.
Atualmente há uma infinidade de opções de pisos disponíveis no mercado, cada qual com suas especificações e particularidades. Ao projetar um espaço público, é fundamental fazer as perguntas corretas para definir os materiais de acordo com os requisitos e funções de cada uma de suas partes. Para começar: onde o piso será instalado? (área interna/externa; área molhada/úmida) / qual a quantidade de tráfego ao qual será submetido? (leve, moderado, alto tráfego) / que tipo de fluxo o piso receberá? (Pessoas, bicicletas, veículos leves, veículos pesados) / que tipo de inserção você quer adicionar considerando o contexto preexistente?
A partir dessas perguntas, pode-se traçar um perfil mais preciso e efetivo em relação à "resistência à abrasão" do piso (fator fundamental para assegurar a durabilidade do material). Depois, somam-se os fatores estéticos, funcionais, econômicos e sustentáveis.
Os orelhões são parte da paisagem urbana brasileira e sua forma icônica perpetuou-se no imaginário da população. Além de possibilitar a comunicação, o orelhão funcionava como um mobiliário urbano, ou mesmo como referência ou ponto de encontro antes da popularização dos telefones celulares. Seu projeto foi desenvolvido por Chu Ming Silveira, nascida em Xangai e formada em Arquitetura e Urbanismo na FAU-Mackenzie, em São Paulo, no ano de 1964. Em 1966, começou a trabalhar na Companhia Telefônica Brasileira (CTB), em São Paulo, realizando anteprojetos, supervisão e coordenação do desenvolvimento dos projetos de Centrais Telefônicas e Postos de Serviço, além de acompanhamento de obras.
Rotação, deslocamento e intercalação de blocos são algumas das operações que possibilitam a diversidade de composições com o uso de tijolo aparente na arquitetura. A conformação destes elementos individuais, usualmente utilizados para a construção de paredes, tem sido explorada de forma criativa para compor fachadas de edifícios residenciais, representando a identidade formal do edifício em si e sua relação com o contexto em que está inserido.
O vilarejo histórico de Indein, no Mianmar, foi fundado por monges por volta do século III a.C. com o objetivo de difundir o budismo pelo país. Centenas de pagodes, ornamentos e estátuas de Buda foram construídos na região, mas, com o tempo, o vilarejo foi abandonado e seus templos acabaram consumidos pela vegetação. Hoje, o local se apresenta como uma contradição visual entre o antigo e o novo, à medida que teve início um processo de renovação e preservação das estruturas históricas pouco a pouco, cercando os templos em ruínas com estupas brancas totalmente novas.
O/A fotógrafo/a Romain Veillon teve a oportunidade de explorar e fotografar Indein, capturando os vestígios brutos desse sítio histórico.
A ideia de "verdade dos materiais" é uma máxima cultivada no âmbito da arquitetura como forma de preservar a possibilidade de compreensão e funcionamento das partes que compõem os edifícios. Embora remonte ao momento em que o discurso moderno era protagonista para o norte do fazer prático, esse partido se mantém em diversas propostas até hoje pelas mais diversas razões, desde a referência à continuidade essa ideia, até as possibilidades expressivas que manter os materiais de forma bruta pode representar para os ambientes construídos.
Smart Cities, ou as cidades inteligentes, estão cada vez mais em evidência, mas dificilmente sabemos descrever exatamente o que são.
Seriam cidades que conseguem adotar, de forma descentralizada, o conjunto de novos aplicativos de diversos provedores voltados a serviços urbanos que cada vez mais estão presentes no nosso dia a dia?
Ou então aquelas que contratam uma grande empresa para gerenciar e monitorar todos os serviços urbanos da cidade, como um grande centro de comando?
Angola, como muitos países da África, apresenta acelerado processo de urbanização. Um processo em grande medida desregulado que está conformando grandes cidades repletas de espaços que não atendem aos níveis mínimos de qualidade de vida para sua população. Não obstante, é notável a qualidade da arquitetura contemporânea produzida no segundo maior país de língua portuguesa, onde projetos de inspiração vernacular e forte identidade local coexistem com materiais e tecnologias atuais.
A seguir, reunimos quatro projetos contemporâneos construídos em Angola. Trata-se de uma pequena amostra da produção recente não apenas de Luanda, mas de localidades menores, que confirma a riqueza da arquitetura local - uma arquitetura que merece amplo reconhecimento internacional.
À medida que as pessoas têm mais controle sobre os rituais envolvendo suas mortes, a cremação se tornou uma opção cada vez mais usual em todo o mundo. Para os profissionais que lidam com a concepção de espaços, isso levou à pergunta: qual o papel da arquitetura nos rituais de passagem da vida para a morte?
O livro Ciudades Tropicales Sostenibles, publicado pelo Instituto de Arquitectura Tropical (San José - Costa Rica) em 2006, reúne as conclusões que seus autores compilaram ao longo de anos de observação e estudo. Bruno Stagno e Jimena Ugarte, ambos/as arquitetos/as, imigrantes apaixonados pelo trópico, quiseram demonstrar na obra as especificidades que as cidades localizadas na faixa tropical apresentam ou devem apresentar, trazendo a público um tema inédito.
No esforço contínuo de oferecer ferramentas, inspiração e conhecimento aos nossos leitores e leitoras, ao longo de 2019 a equipe editorial e de colaboração do ArchDaily participou de diversas conversas com personalidades de destaque de todos os âmbitos do design. Seja um debate com Carlo Ratti e Winy Maas sobre inteligência artificial ou uma conversa com Mario Botta sobre o Modernismo, essas entrevistas transmitem a notável variedade de talentos, ideias e paradigmas pelos quais se pode abordar a arquitetura e o design.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118969/as-25-melhores-entrevistas-de-arquitetura-de-2019Niall Patrick Walsh
What happens when the sensor-imbued city acquires the ability to see – almost as if it had eyes? Ahead of the 2019 Shenzhen Biennale of Urbanism\Architecture (UABB), titled "Urban Interactions," ArchDaily is working with the curators of the "Eyes of the City" section at the Biennial to stimulate a discussion on how new technologies – and Artificial Intelligence in particular – might impact architecture and urban life. Hereyou can read the “Eyes of the City” curatorial statement by Carlo Ratti, the Politecnico di Torino and SCUT.
A recente iniciativa da "Grande Baía" (GBA, na sigla em inglês) gerou um interesse renovado na escala do planejamento supraurbano, regional ou territorial por parte de profissionais do planejamento espacial, urbanistas e planejadores/as espaciais estratégicos/as em todo o mundo. O surgimento de "megapaisagens" urbanas e sua aglomeração regional em áreas urbanizadas com mais de 70 milhões de habitantes – pelo menos uma ordem de magnitude maior do que tudo o que já foi planejado anteriormente – ressignificou muitos desafios convencionais da agenda do planejamento espacial. Com a formação dessa megarregião, surge uma nova necessidade: a investigação das propriedades dinâmicas, morfogenéticas e ecossistêmicas específicas das condições regionais locais. De forma direta, integrar onze cidades de grande porte e seus respectivos entornos metropolitanos, três regiões administrativas ou econômicas especiais, três moedas e três (ou mais) grupos culturais distintos em uma única entidade urbana regional é um empreendimento de proporções gigantescas. Atualmente, além das intenções de governança e políticas públicas, esse processo tem resultado primordialmente em uma abordagem de planejamento infraestrutural, que utiliza um modelo sistêmico de cima para baixo (*top-down*). Esse modelo busca fornecer os tecidos e redes conectivos, bem como os sistemas cívicos e econômicos necessários para mobilizar pessoas, capitais e mercadorias em uma região tão vasta. Essa abordagem assemelha-se aos modelos de cidades inteligentes (*smart cities*), que buscam enquadrar todos os aspectos da vida cívica sob paradigmas de controle sistêmico da infraestrutura. Na realidade, porém, diante do escopo e da escala desse empreendimento, as modalidades de planejamento na GBA precisam migrar de um domínio extensivamente planejado – no qual cada parte deve aderir rigidamente a um plano – para um campo diferenciado, onde diferentes intensidades surgem como efeito da integração de seu ecossistema urbano (ou da falta dela). Isso exige claramente novas abordagens, conceitos e modelos que possam lidar com essas questões regionais de maneira dinâmica e aberta, fomentando novas práticas de planejamento.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126975/game-boarding-desenvolvimento-regionalGerhard Bruyns, Peter Hasdell, and Diego Sepulveda-Carmona
Proporcionando aconchego e uma estética moderna, mas ainda artesanal, a madeira sempre será uma boa opção na hora de escolher revestimentos para espaços internos ou para a fabricação de móveis. No entanto, como escolher o revestimento correto para um projeto específico?
Reunimos uma série de revestimentos com diferentes aparências, formatos e sistemas de instalação, identificando suas características e diferenças para ajudar você a selecionar o material correto. Melamina, MDF ou compensado? Aparência natural ou pigmentos coloridos? Compare 5 opções distintas a seguir.
De módulos pré-fabricados que pousam sobre a paisagem a projetos construídos in situ e integrados ao seu entorno, nos projetos uruguaios a madeira se apresenta como um recurso apto para responder à grande multiplicidade de demandas associadas à construção de uma residência. Como estrutura, fechamento ou mobiliário, combinando-se com concreto, pedra, tijolo ou metal, a madeira oferece uma infinidade de aplicações que permitem a materialização de diversas buscas associadas à linguagem e à expressividade externa dos projetos, bem como a qualificação dos espaços e a criação de atmosferas internas.
À medida que o mundo da construção se torna mais automatizado, impulsionado pela economia, velocidade e burocracia, o arquiteto e professor Marc Leschelier apresenta uma exposição no Architektur Im Magazin Vienna, na Áustria, na vertente oposta. A exposição nomeada de "Cold Cream", configura um espaço isolado, dissociado do mundo, onde a prática da construção é reduzida à luta entre matérias delicadas e duras, bem como à ascensões espontâneas. A exposição não é, portanto, um ato de arquitetura, mas sim uma forma de pré-arquitetura.
A EGGER destaca a digitalização em sua nova coleção. "Sabemos que coleções com amostras físicas são importantes, mas já não bastam para prestar a melhor assessoria aos clientes. Por isso, complementamos nossa oferta de serviços com o novo aplicativo da coleção, que reúne diversos recursos úteis. Com isso, os clientes têm a coleção sempre à mão, de forma digital", afirma o Diretor de Marketing da EGGER, Hubert Höglauer, sintetizando a abrangência do serviço.
Tradicionalmente feito em madeira, o pergolado também pode ser composto por materiais como concreto, bambu e chapas metálicas. O espaçamento e a disposição dos seus elementos horizontais são variáveis em cada projeto, proporcionando sombra à medida da necessidade do ambiente em que será localizado, sem necessariamente configurar uma cobertura completa.
Estação do BHLS TransOceânica, em Niterói. Foto: Beatriz Rodrigues / ITDP Brasil
Com o avanço acelerado da emergência climática e a consolidação de um planeta urbanizado, o desafio de transformar as cidades e regiões metropolitanas em ambientes mais inclusivos e sustentáveis passa pela diminuição dos impactos negativos do transporte. Reduzir as distâncias viajadas pelos habitantes, aproximar as residências do trabalho e das oportunidades, promover a substituição do transporte individual motorizado pelos modos ativos ou coletivos e criar territórios mais plurais e democráticos são resultados de políticas alinhadas com o enfrentamento dos desafios planetários do século XXI. Implementar as transformações necessárias no território urbano em escala global, considerando também as particularidades locais, é um desafio ainda maior, porém necessário para um futuro mais sustentável.
https://www.archdaily.com.br/pt/933994/desenvolvimento-orientado-ao-transporte-sustentavel-da-teoria-aos-territoriosITDP Brasil
A água é um dos elementos não arquitetônicos mais utilizados para acompanhar a arquitetura e harmonizar as atmosferas e o habitar. Isso pode se dar por meio de espelhos d'água, tanques, fontes ou piscinas. Em climas tropicais, ela se torna uma ferramenta que consolida o programa e articula os espaços para promover a convivência em torno da piscina.
Entre os anos 1960 e 1980, o desenvolvimento arquitetônico da Região de Magalhães foi fortemente impulsionado pelo investimento público do Estado do Chile. O auge econômico da época viabilizou a construção de edifícios e infraestruturas de alta qualidade, projetados pelos escritórios de arquitetura mais prestigiados do país, oferecendo soluções para questões associadas ao território, à cidade e à sociedade. É nesse processo de desenvolvimento progressista que a Arquitetura Moderna assume um papel crucial.
Quando analisada do alto, a paisagem de São Paulo é uma enorme aglomeração urbana, com sua topografia, suas áreas verdes, seus bairros verticalizados e seu tecido urbano. Revela também todas suas camadas históricas sobrepostas, com edifícios centenários convivendo com espigões com poucas qualidades arquitetônicas. Museus e parques, shoppings centers e condomínios. E é justamente toda sua aparente desordem e heterogeneidade o que a torna uma cidade tão única.
Para aqueles interessados em conhecer a metrópole de um novo ponto de vista e também, parte de sua história, apresentamos a seguir um roteiro de mirantes e observatórios: