A arquitetura da Albânia está associada ao mar e à herança cultural do país. Limitada por Montenegro, Kosovo, Macedônia do Norte e Grécia, a república abrange o Mar Adriático e o Mar Jônico, enquanto se conecta ao Mediterrâneo. Com o tempo, a Albânia sofreu uma confluência de diferentes civilizações e culturas, cada uma moldando o atual ambiente construído.
Rica em imóveis de alto valor histórico e cultural, Lisboa conta com uma vasta produção arquitetônica voltada para projetos de reabilitação. Sem espaço para novos edifícios - a não ser que se aceite pagar o alto preço do solo - a arquitetura contemporânea lisboeta prescinde da tabula rasa e enfrenta o desafio de intervir e interferir naquilo que já existe, muitas vezes se conformando em desenhar apenas os espaços interiores.
Este ano, a honraria máxima da arquitetura, o Prêmio Pritzker, foi concedida a Yvonne Farrell e Shelley McNamara, sócias do escritório irlandês Grafton Architects. Atuando tanto na prática profissional quanto no ensino, elas se destacam por uma abordagem prática e teórica vigorosa e minuciosa. Seus projetos, contemporâneos e profundamente conectados ao contexto local, estabelecem um diálogo estreito com a história, evidenciando a alta sensibilidade e o rigor técnico e artesanal das arquitetas. Em entrevista exclusiva ao ArchDaily, Martha Thorne, diretora executiva do Prêmio Pritzker de Arquitetura e decana da IE School of Architecture and Design, compartilha as razões que levaram o Grafton Architects a vencer a edição de 2020 do prêmio.
Hoje, a disponibilidade de informações e dados faz com que nossa capacidade de analisar, entender e compreender a vida nas cidades seja incrivelmente enorme. Em termos de urbanismo, um dos dados mais valiosos e cobiçados para analisar a dinâmica de mobilidade urbana são os que surgem do uso do sistema SUBE (Sistema Único de Boleto Electrónico, utilizado na Argentina para pagar os meios de transporte público). Ao compilar essas informações, milhões de pegadas digitais podem ser agrupadas e transformadas em dados gráficos, permitindo-nos interpretar e intuir os comportamentos das pessoas em relação ao transporte, colaborando para o entendimento e a compreensão das tendências urbanas de acordo com os horários e os dias da semana.
"Quando você lê Amor em tempos de Cólera você começa a perceber o realismo mágico da América do Sul." Yvonne Farrell, Shelley McNamara e eu estávamos aninhados num canto do átrio raso do Centro Barbican falando sobre o assunto de suas mais recentes honrarias, o prêmio inaugural do Royal Institute of British Architects, concedido na noite anterior. Naquela mesma noite, as duas arquitetas irlandesas, que fundaram sua prática em Dublin nos anos 1970, também deram uma palestra sobre a Universidade de Engenharia e Tecnologia (UTEC) -seu "Machu Picchu moderno" em Lima- para um público repleto em London Portland Place.
Embora este projeto tenha colocado um foco em seu trabalho, elas foram reveladas hoje como diretoras da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018 - o mais importante evento arquitetônico do calendário cultural.
Ao entrar no Museu Guggenheim, os visitantes se vêem cercados por um banquete de cores vivas e fontes incompatíveis. Passando pelo gigantesco trator verde na entrada, eles se movem pelo térreo, cheio de adesivos, como uma lancheira ou a tampa de um laptop. Um pilar grosso que entra no átrio interno tornou-se uma coluna de publicidade extravagante. Um fardo de feno, um drone e algum outro objeto (impossível de identificar) levitam bem alto. Um recorte de papelão de Joseph Stalin sobre rodas de robôs desce a rampa, assustando os visitantes. Grandes letras reflexivas dizem: "Zona rural, o futuro".
O arquiteto Rem Koolhaas, fundador do Escritório de Arquitetura Metropolitana (OMA) e Samir Bantal, diretor do think tank interno do OMA, AMO, criaram esse ambiente totalmente confuso para exibir anos de pesquisa sobre o espaço além dos limites da cidade do século XXI.
A Madeira engenheirada tem sido aclamada como uma solução para o notório problema de sustentabilidade na arquitetura - que os edifícios representam quase 40% do uso global de energia são agora um fato já conhecido. Mas a madeira não é o único material renovável do mundo, e arquitetos e engenheiros têm buscado outras possíveis substituições ao aço e concreto. Uma dessas possibilidades que surgiu recentemente é o bambu laminado ou engenheirado, um material altamente sustentável e estruturalmente impressionante. A seguir, investigamos como o bambu laminado é fabricado, quais são suas principais qualidades e como ele se compara à madeira.
Design: O ED Podcast é uma visão interna do campo da arquitetura, contada a partir da perspectiva de indivíduos que lideram o setor. Esta série motivacional fornece uma visão única da criação de uma carreira de arquiteto bem-sucedida, desde um começo humilde até o reconhecimento mundial.
Vencedor do prêmio Pritzker, Glenn Murcutt se junta ao podcast para discutir os recentes incêndios na Austrália, a importância da compreensão espacial sobre o design orientado a formas e como ele estabeleceu seu escritório premiado.
A terceira lei de Newton é conhecida como lei da ação e reação, ou seja, determina que para toda ação há sempre uma reação igual e oposta. Transpor este conceito da física para o urbanismo pode ser útil para avaliarmos as consequências do desenfreado crescimento urbano nas paisagens rurais do nosso planeta. Até 2050, estima-se que a população urbana receberá um incremento de aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas, representando dois terços da população mundial. Esse fluxo superabundante de pessoas para as cidades está provocando um aumento igualmente dramático do fluxo dos recursos naturais para as áreas urbanizadas. Algumas destas implicações, como a exorbitante extração de recursos minerais, podem ser vistas no estudo The Quarry Series do designer gráfico e fotógrafo alemão Tom Hegen, cujas imagens foram utilizadas para ilustrar este artigo.
Space Saloon e Designers on Holiday anunciaram o DeSaturated, um festival de design interdisciplinar em regime de residência comunitária, com duração de uma semana, no Vale de Cuyama, na Califórnia. Após o sucesso das duas primeiras edições, LANDING e FIELDWORKS, a equipe retorna à Califórnia mais uma vez. O programa de residência comunitária reunirá designers, artistas e pesquisadores/as para abordar a problemática da escassez de água.
O artesanal está de volta. Uma reivindicação dos ofícios frente à produção industrial em massa que caracterizou o século XX, refletida em uma nova sensibilidade às matérias-primas, na recuperação de técnicas locais e na defesa dos pequenos comércios. Materiais como a terra e a cerâmica, os têxteis e a madeira têm sido revalorizados por designers, artistas e arquitetos ao redor do mundo, em busca de seu próprio estilo e da representação da nostalgia coletiva.
Já teve que convencer seus amigos ou familiares de que uma parede de tijolos aparentes pode ser mais interessante do que uma superfície rebocada e pintada de branco? Ou o que instalações à vista podem trazer muitas vantagens no momento da manutenção? Estas são situações recorrentes na vida profissional de arquitetos e escritórios.
Embora o tijolo se posicione como um dos métodos construtivos preferidos na cultura arquitetônica de vários países latino-americanos, a história particular do Uruguai com este material ficou fortemente marcada graças às contribuições do renomado engenheiro Eladio Dieste. Sua obra toma o tijolo e o leva à sua máxima leveza, criando superfícies curvas a partir de uma nova tecnologia que denominou cerâmica armada. Dessa forma, Dieste deu ao país – e ao mundo – uma nova perspectiva sobre as possibilidades construtivas do tijolo, potencializando seu valor identitário e incentivando as explorações e a produção de projetos com este material.
Historicamente, os materiais pétreos ofereceram às culturas antigas a possibilidade de criar estruturas robustas a partir do entrelaçamento de pedras de diversas formas e tamanhos. A simplicidade da técnica e a possibilidade de obter resultados eficientes e duradouros incentivaram a transmissão deste método construtivo ao longo do tempo, permitindo o desenvolvimento de múltiplas variações e reinterpretações arquitetônicas contemporâneas.
A humanidade já domina a fabricação de cerâmica há cerca de 15 mil anos. Até hoje, trata-se de um material amplamente utilizado em áreas como construção civil, artesanatos e até em indústrias altamente tecnológicas.Por serem opções duráveis, baratas e com uma variedade imensa de dimensões, padrões e acabamentos, os azulejos cerâmicos são revestimentos extremamente populares. Versáteis, podem ser usados em superfícies horizontais ou verticais, internas ou externas, molhadas ou secas. Sua produção se dá a partir da mistura de argila e matérias-primas inorgânicas, após seca e queimada em temperaturas elevadas (superiores a 1.000 °C), as peças adquirem superfícies impermeáveis, fáceis de limpar e com diferentes possibilidades de acabamentos e cores.
Centro de Informações Turísticas por MoDus Architects, selecionado no ICONIC AWARDS 2019: Innovative Architecture. Imagem cortesia de German Design Council
Começa hoje o período de inscrições para a premiação internacional ICONIC AWARDS 2020: Innovative Architecture. O prêmio reconhece o melhor da arquitetura e do design inovador de interiores e de produtos, além de conceitos de comunicação excepcionais e materiais de inovação singular. Os/as vencedores/as serão homenageados/as na cerimônia de premiação no dia 5 de outubro de 2020 na Pinakothek der Moderne, em Munique, onde terão ampla oportunidade de estabelecer contatos com outros nomes do cenário nacional e internacional.
A partir da segunda metade do século XX, o Brasil ficou reconhecido mundialmente pela insegurança nas cidades. Desde então, o problema se intensificou, com taxas de homicídio bastante elevadas — comparadas, em muitos casos, a países em guerra. Em 2018, 17 cidades brasileiras constavam entre as 50 cidades mais perigosas do mundo.
https://www.archdaily.com.br/pt/934485/como-a-violencia-urbana-moldou-as-cidades-brasileirasPaulo Sa Vale
Localizada na fronteira entre o México e os Estados Unidos, Ciudad Juárez é uma cidade caracterizada pela multiculturalidade, um território marcado por sua condição limítrofe o qual conforma um lugar de raízes híbridas, de um povo resiliente que ao longo das décadas contribuiu para a construção de uma identidade local específica ou “cultura fronteiriça.”
A região de Guadalajara, no México, é conhecida por ser uma das áreas urbanas mais importantes do país, figurando entre as mais populosas ao lado da Cidade do México, Tijuana, Estado do México, Monterrey, entre outras. No entanto, o crescimento exponencial que as cidades experimentaram no século XX resultou em uma mancha urbana que se expandiu para almém dos limites geográficos originais. A capital do estado de Jalisco não foi exceção e, como consequência desse processo, delimitou-se a Zona Metropolitana de Guadalajara (ou Área Metropolitana de Guadalajara), que reúne os principais municípios que circundam a capital.
Brainport Smart District, Helmond, NL. . Image Courtesy of UNStudio
Até 2025, a Frost and Sullivan, uma empresa de pesquisa de mercado, previu que haverá pelo menos 26 grandes cidades inteligentes em todo o mundo. Enquanto alguns ainda pensam que, à medida que nossas cidades se tornam mais inteligentes, elas se parecerão com filmes futuristas de ficção científica, a realidade é que a qualidade de vida nessas cidades melhorará drasticamente. As cidades estão definidas para se tornarem mais eficientes com melhores serviços. No entanto, antes de atingir esses ideais, vamos voltar ao processo em si e avaliar os desafios que poderemos enfrentar.
Como o conceito de cidades inteligentes ainda é muito novo, com raros projetos finalizados e implementados, o tópico ainda não está claro. Embora grandes títulos e estratégias estejam bem definidos, a aplicação no terreno ainda é incerta, dando-nos a oportunidade de questionar seu processo de planejamento. De fato, como podemos errar ao projetar cidades inteligentes? Que elemento chave estamos deixando de abordar na fase de planejamento?
Concealed City, desenho composto em técnica mista de Monica Hutton.
Dissimulação, ocultamento, camuflagem. Os inúmeros exemplos da natureza de disfarce como estratégia de sobrevivência forneceram à humanidade farta inspiração para a discrição militar ao longo da história. Hoje, o disfarce surge como uma forma de proteger a vida privada na Cidade com Olhos. Em uma época em que os sistemas de monitoramento e vigilância são cada vez mais onipresentes, Monica Hutton reflete sobre as estratégias de ocultamento em desenvolvimento e quais agências elas podem mobilizar como parte de ecologias urbanas complexas.
Como empreender em arquitetura social? O CAU compilou dez dicas valiosas para arquitetas e arquitetos que buscam trabalhar em uma das áreas mais gratificantes de nossa disciplina.
O podcast On Design, com Justyna Green, traz conversas profundas com as figuras mais inspiradoras das artes e do design — de designers a arquitetos/as, de editores/as a diretores/as de criação e profissionais de diversas outras frentes. Se deseja saber o que inspira essas mentes, como trabalham e de que forma enxergam o mundo, este é o podcast ideal para você. Ouça o podcast On Design agora no Apple Podcasts, Spotify e Google Play.
A apresentadora do podcast On Design, Justyna Green, encontrou-se com Adam Nathaniel Furman em seu apartamento nos arredores do Regent's Park. Na conversa, eles debatem a criação multicultural de Furman e seus reflexos em suas noções de identidade. Com raízes na Argentina, no Japão e em Israel, a visão de Furman sobre design, estética e sociedade baseia-se em diversas culturas, tradições e religiões, resultando em uma mente aberta e em um repertório de perspectivas ricas e embasadas.