Reforma em Sants, Um oásis no coração de Poblenou, Apartamento THE DUKE, Reforma de habitação na rua Calábria. Montagem com fotografias de reformas em Barcelona. Imagem via ArchDaily
Atualmente, a reforma completa de apartamentos em Barcelona é uma das atividades a que mais se dedicam tanto arquitetos/as autônomos/as quanto escritórios de arquitetura locais. Este dado não é surpreendente em se tratando de uma cidade com mais de 4.000 anos de história, onde há muitos edifícios construídos e pouco espaço para novas obras.
Ao superar o arranha-céu Tour First, a HEKLA Tower, com seus 48 pavimentos e 220 metros de altura, será o edifício mais alto do distrito financeiro de La Défense, em Paris, além do segundo edifício mais alto de toda a França. Atualmente em construção e projetada pelo vencedor do Prêmio Pritzker Jean Nouvel, a torre está destinada a se tornar um forte manifesto arquitetônico. Com conclusão prevista para este ano de 2022, em meio ao programa de revitalização do setor, o arranha-céu futurista distribui seus 76.000 m² de área construída em escritórios, serviços, lobbies, um anfiteatro, salas de projeção e espetáculos, restaurantes, bares, academias e loggias. Tudo isso com o objetivo de proporcionar uma experiência de uso única, com espaços de trabalho amplos e flexíveis que promovem a interação e o bem-estar.
Há quatro anos, o vencedor do Prêmio Pritzker Tadao Ando converteu de forma espetacular um edifício residencial da década de 1920 no bairro de Lincoln Park, em Chicago, em espaços expositivos para uma galeria batizada — em referência ao seu endereço — de Wrightwood 659. Atualmente, a galeria apresenta uma engenhosa exposição sobre a construção em wood-frame, o método pelo qual mais de 90% das casas nos EUA são construídas.
Raramente o wood-frame foi tema de uma exposição de arquitetura. É um assunto corriqueiro demais — ou pelo menos parecia ser, até que a dupla de docentes da Universidade de Illinois em Chicago, Paul Andersen e Paul Preissner, idealizasse a exposição American Framing para o Pavilhão dos EUA na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2021. Um ano depois de Veneza, a badalada exposição faz sua estreia em solo americano na Wrightwood 659.
À medida que as mudanças climáticas atingem níveis sem precedentes, muitos apontam para a necessidade de ampliar a circularidade no setor da construção. Em essência, a economia circular visa eliminar o desperdício e o uso contínuo de recursos por meio do reaproveitamento, reparo ou reciclagem sistemática de materiais. Esta abordagem cíclica é capaz de atender à demanda e minimizar as emissões de CO2 ao estender a vida útil dos produtos, o que é particularmente importante diante de recursos limitados. Ao contrário do tradicional método extrativo linear — no qual tudo passa por um processo extremamente poluente de "extrair-produzir-descartar" —, a circularidade mantém os materiais em uso pelo maior tempo possível para extrair deles o valor máximo. Isso, por sua vez, reduz a poluição, regenera os sistemas naturais e contribui para um ambiente construído mais saudável, gerando, assim, capital econômico, natural e social.
Market Street East (1960-62), Philadelphia Civic Center (1956-57).. Imagem cortesia de Lars Muller Books, The Architectural Archives at the University of Pennsylvania, Sue Ann Kahn, e do Museum of Modern Art.
Em uma era de e-books e publicações prioritariamente digitais, Louis Kahn: The Importance of a Drawing (Lars Müller Publishers) é um resgate audacioso: um livro suntuoso de mais de 500 páginas, um objeto perfeitamente condizente com seu tema, cujos edifícios possuíam um peso, tanto literal quanto figurativo, que constituía parte de seu poder e apelo. Concebido e editado por Michael Merrill, o livro constitui tanto um exame profundo do processo criativo de Kahn — narrado por meio do desenho à mão — quanto um retrato revelador do homem por trás dessas obras e ilustrações. Merrill é arquiteto e educador, atuando atualmente como diretor de pesquisa no Institute for Building Typology no Karlsruhe Institute of Technology, na Alemanha. Também é autor de dois livros anteriores sobre o mestre da arquitetura, Louis Kahn: Drawing to Find Out e Louis Kahn: On the Thoughtful Making of Spaces.
O termo "arquiteto/a" pode ter muitas interpretações, quase como uma homenagem prestada a um/a artista. No entanto, a definição mais aceita para esse papel é a de alguém que projeta e planeja edifícios, sendo uma figura fundamental na construção civil. Como profissão, a arquitetura engloba uma ampla gama de caminhos profissionais. Por ser uma disciplina que concilia arte e ciência, ela exige uma sensibilidade aguçada para diferentes áreas do conhecimento, habilidades estas que também podem ser aplicadas em diversos outros setores.
Por conta de uma perspectiva míope, estudantes de arquitetura muitas vezes se veem limitados por uma trajetória rígida, baseada na premissa de que os/as profissionais da área devem seguir um caminho único para prosperar. Contudo, a realidade se mostra muito mais interessante quando se descobre a vasta gama de oportunidades de desenvolvimento disponíveis. A seguir, apresentamos arquitetos/as que romperam com essas amarras e se tornaram estilistas de sucesso.
A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas vencedoras de concursos e menções honrosas enviadas pela comunidade ArchDaily. De desenvolvimentos urbanos em grande escala a pequenas intervenções e instalações, este artigo apresenta uma seleção de projetos que participaram de concursos internacionais ou nacionais e receberam o reconhecimento de seus júris.
De uma renovação de estação de metrô que destaca as cores de Belgrado a um parque memorial na costa de Miami, as propostas premiadas foram desenvolvidas por jovens arquitetos/as que reimaginaram projetos culturais, comerciais e urbanos, oferecendo soluções inovadoras que atendem à cidade e à comunidade. Esta seleção também inclui projetos no Paquistão, República Checa, Alemanha, Vietnã e Turquia.
O surgimento do fenômeno do gêmeo digital (ou mapeamento digital) prenuncia uma enorme transformação no planejamento urbano. Em essência, ele consiste na representação virtual da dinâmica de uma cidade, garantindo que cada elemento — desde estruturas históricas e novas construções até o transporte público — seja refletido em um modelo tridimensional. Além de apresentar os elementos cruciais da paisagem, ele também incorpora condicionantes frequentemente negligenciados, como insolação, sombreamento, vegetação e a presença de árvores. Tudo isso contribui para uma melhor análise preliminar do local.
“A cor é vida; pois um mundo sem cor nos parece morto.” O ilustre pintor Johannes Itten descreveu com essas palavras o poder excepcional da cor em nossa percepção do mundo. Como um evento sensorial, a cor define não apenas o que vemos, mas também como nos sentimos e pensamos; comprovadamente, ela é capaz de alterar a produtividade, inspirar a tomada de decisões, moldar nossa perspectiva e influenciar nosso bem-estar. Especialmente na arquitetura, esses efeitos se materializam e atingem seu esplendor máximo. O design é, afinal, uma forma visual de comunicação, e as paletas de cores –combinadas com luz, sombra, textura e brilho– desempenham um papel fundamental na transmissão da mensagem de um edifício. Elas criam a atmosfera que apoia a função de um espaço, transformando completamente a experiência de uso. Até mesmo os grandes nomes reconheceram esse poder: “A policromia é uma ferramenta arquitetônica tão poderosa quanto a planta e o corte,” disse uma vez Le Corbusier.
The Smile. Imagem cortesia de Alison Brooks Architects.
A arquiteta estabelecida em Londres Alison Brooks nasceu e cresceu no Canadá, onde estudou arquitetura na Universidade de Waterloo, em Waterloo, Ontário. Após se formar em 1988, partiu para Londres, onde, depois de trabalhar com o designer Ron Arad por sete anos, fundou o escritório Alison Brooks Architects em 1996. Suas obras mais representativas incluem o Accordia Brass Building em Cambridge (vencedor do Stirling Prize), o Cohen Quad do Exeter College em Oxford, o pavilhão The Smile para o London Design Festival de 2016 e diversas residências unifamiliares expressivas em Londres: VXO House, Fold House, Lens House, Mesh House e Windward House.
Entre os projetos atuais do escritório estão o The Passages em Surrey, no Canadá; o Homerton College em Cambridge, além de outros projetos residenciais e culturais no Reino Unido e na América do Norte. Este mês, a proposta do escritório foi selecionada para a lista de finalistas do LSE Firoz Lalji Global Hub e do Institute for Africa, em Londres. Junto ao escritório nigeriano Studio Contra, a equipe liderada pelo ABA foi uma das seis finalistas escolhidas entre 190 propostas internacionais.
Há alguns dias, tive a oportunidade de conversar com Emilio Hernández, do Centro de Imaginación Oaxaca, um dos participantes daCocina CoLaboratorio. Em nossa conversa, surgiram temas como a participação coletiva, a gestão social do habitat, o altruísmo, o racismo e muitas outras questões de cunho social. Durante o bate-papo, mencionamos as diferentes nuances, luzes e sombras em torno de temas relacionados ao assistencialismo e à “ajuda” às comunidades; bem como o quão contraproducente e violento pode ser agir a partir do privilégio e da verticalidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134221/cozinha-colaboratorio-gestao-social-do-habitat-em-chiapasValeria Rubio García
A palavra em inglês para arquiteto/a, architect, pode ser dividida em três partes: “Arch”, o arco arquitetônico que, em seus radicais de origem grega, representa o “máximo, mais forte, maior”; no centro, o “I” (“eu”, em inglês); e, por fim, “Tect”, que remete às “ferramentas técnicas”. Assim, a própria origem da identidade do/a arquiteto/a carrega a premissa de “utilizar o ‘eu’ como consciência subjetiva para realizar a melhor construção possível através de ferramentas técnicas”.
Ao longo do tempo, o “Arch” almejado pelo/a arquiteto/a, o “I” da perspectiva subjetiva e o “Tect” das ferramentas técnicas de viabilização transformaram-se de acordo com as mudanças das eras e do contexto social. No entanto, o significado essencial desses três elementos e sua relação de sinergia mútua não sofreram alterações substanciais.
Nas últimas duas ou três décadas, a aceleração das tecnologias de ponta impulsionou os/as arquitetos/as a tentar inventar e reconstruir novas ferramentas “técnicas” voltadas ao projeto e à construção, buscando acompanhar o ritmo da era da informação. Com a chegada de uma nova onda tecnológica liderada por inteligência artificial, Big Data e computação em nuvem, o mundo caminha decisivamente rumo à digitalização e à inteligência artificial. Como resultado, as definições e as relações entre “Arch”, “I” e “Tect” precisam mudar para que os/as profissionais de arquitetura possam realmente romper com as amarras das relações de produção tradicionais.
O “I” do/a arquiteto/a deixa de ser o único agente do projeto e da construção. Em vez disso, a fusão plena entre “I” e “Tect” gera uma consciência híbrida que une a inteligência humana à da máquina para moldar o nosso objetivo final, o “Arch”. A mentalidade de projeto e os fluxos de trabalho estão se transformando, e esse paradigma de colaboração coletiva inaugura novos modelos profissionais para a arquitetura.
Qual é a diferença fundamental nessa mudança de agente? Trata-se da transição entre a tomada de decisão individual do/a arquiteto/a e a decisão compartilhada entre o ser humano e o computador.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134228/como-os-as-arquitetos-as-usam-arquitetos-de-inteligencia-artificial-inclui-beneficios韩爽 - HAN Shuang
Qual é, exatamente, o sentido da crítica de arquitetura? A palavra “crítica” deriva do termo grego krinein, que significa separar, peneirar, distinguir, discernir, examinar ou julgar. Segundo Wayne Attoe, arquiteto e educador que discorre sobre a crítica de arquitetura em seu livro Architecture and Critical Imagination (infelizmente hoje fora de catálogo), isso não significa necessariamente desaprovar ou apontar falhas. A crítica pode ser favorável ou desfavorável; pode elogiar ou condenar.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134199/para-que-serve-a-critica-de-arquiteturaMichael J. Crosbie
É comum ver em filmes de ficção científica residências ou escritórios futuristas repletos de tecnologia. Seja a casa do filme Ela (Her), como mostrado na imagem acima, onde a iluminação se acende automaticamente por sensores assim que o protagonista chega, sem que precise tocar em nada; seja Tony Stark em Homem de Ferro, que ao retornar para casa precisa apenas da voz para se conectar à internet ou preparar um café; ou ainda em Missão: Impossível, em que bastam comandos de voz para acender as luzes e ligar a TV. Com o avanço acelerado da tecnologia, o desenvolvimento da automação residencial transformou essas projeções de ficção científica em realidade. E a centenária marca alemã Gira, como referência absoluta no setor, desenvolveu sistemas de casa inteligente que trazem para a vida real cenários que antes pertenciam apenas às telas de cinema.
Embora a alta tecnologia traga conveniência, ela frequentemente vem acompanhada de complexidade operacional devido a barreiras de conhecimento técnico. A Gira, no entanto, busca conectar a tecnologia às necessidades de quem a utiliza, esforçando-se para oferecer designs confortáveis por meio de produtos práticos e fáceis de operar. Com uma trajetória de 117 anos — desde os primeiros interruptores de alavanca até os modernos sistemas de automação residencial e telas sensíveis ao toque —, a empresa soube aproveitar oportunidades e inovar continuamente. Ao integrar a tecnologia às demandas reais das pessoas usuárias, a Gira consolidou-se como uma das principais referências globais no setor de automação de ambientes, interruptores e tomadas, com presença em mais de 40 países e inúmeros prêmios de prestígio.
Acolhendo as aspirações da cidadania e oferecendo uma resposta técnica, este novo modelo para Santander, no norte da Espanha, projetado para o ano de 2055, foi elaborado pelos escritórios de arquitetura e planejamento Landlab e Paisaje Transversal, após vencerem o concurso de ideias para realizar essa tarefa em 2021.
A seguir, a equipe de autoria apresenta detalhadamente este novo modelo, cujas bases se apoiam no urbanismo regenerativo e na inclusão, conexão, prosperidade e resiliência.
Renderização de luminância do Daylight Visualizer. Imagem cortesia de VELUX Group
A luz natural molda a experiência de um espaço como nenhum outro elemento e é um aspecto fundamental para a concepção de edifícios saudáveis e sustentáveis. Um bom projeto de iluminação natural pode melhorar a saúde, o humor, as habilidades cognitivas e a produtividade de quem os ocupa — seja em casa, na escola ou no trabalho —, reduzindo ao mesmo tempo o consumo de energia dos edifícios.
O Daylight Visualizer facilita a tomada de decisões fundamentadas sobre estratégias arquitetônicas e de iluminação natural em seus projetos, além de avaliar a conformidade com as exigências de desempenho lumínico em regulamentos de construção e sistemas de certificação ambiental.
O problema em ser um/a escritor/a analítico/a é que quase tudo já foi escrito quando você finalmente se prepara para abordar um assunto. É o caso da Bienal de Arquitetura de Chicago de 2021 (CAB): The Available City. Já foram publicados diversos ensaios perspicazes e bem escritos sobre a CAB por Zach Mortice, Anjulie Rao,Marianela D’Aprile e outros, de modo que seria tolice percorrer o mesmo território que já mapearam tão bem. Em vez disso, proponho uma jornada por esta edição da CAB, que encerrou uma trajetória bem-sucedida e significativa no último sábado, por um caminho menos percorrido.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134174/rompendo-o-paradigma-morto-das-exposicoes-de-designCraig L. Wilkins
O que representa o sucesso para você pode ser muito diferente de como o mercado de arquitetura o define.
Uma coisa é certa: todos querem e merecem mais. E, para conquistar mais, é preciso aprender como.
Não estou aqui para debater conceitos filosóficos por trás de nossa motivação, como profissionais de arquitetura, para sermos melhores ou termos mais. Meu objetivo é promover uma vida melhor para quem atua na área: mais reconhecimento, mais clientes, mais prêmios e mais dinheiro.
Talvez você esteja contente com sua situação atual, talvez esteja enfrentando dificuldades; de qualquer forma, todos nós podemos nos beneficiar ao saber o que fazer para impulsionar nossas carreiras.
Um dos grandes desafios que arquitetos e arquitetas enfrentam diariamente no momento de projetar começa com a definição do local de implantação do projeto. Isso envolve o estudo e a análise de uma série de fatores, desde a insolação, a topografia e a vegetação circundante até o contexto — variáveis capazes de guiar ou definir os rumos da arquitetura a ser desenvolvida.
O apartamento de Josh e Matt personifica seu estilo de "maximalismo curado". Imagem cortesia de Josh and Matt Design
Os anos 2020 chegaram, e a Geração Z anuncia sua chegada ao mundo com perspectivas ousadas e uma estética ainda mais audaciosa. Experimentando constantemente suas próprias identidades, esses jovens cresceram em uma internet repleta de opiniões e atravessaram o período caótico dos lockdowns da pandemia, trazendo consigo uma mudança cultural na qual formas orgânicas, elementos coloridos e padrões contrastantes dominam a arte, a mídia, a moda e o design de interiores. Esta tendência afasta-se do minimalismo outrora dominante, transformando a famosa frase de Robert Venturi em seu próprio lema: “menos é tédio”.
Com o objetivo de reunir inteligência global e ideias avançadas, além de oferecer subsídios para o desenvolvimento da economia aeroportuária de Shenzhen, foi lançada a Consulta Internacional para a Estratégia de Desenvolvimento e Estratégia de Implementação da Economia Aeroportuária de Shenzhen. As inscrições já estão abertas para instituições de consultoria e escritórios de planejamento e projeto de destaque em todo o mundo.
Após minha recente entrevista com o diretor da Gensler, Harry Ibbs, sobre como aproveitar os avanços tecnológicos para trazer profissionais de volta ao escritório, decidi abordar o tema da cultura do ambiente de trabalho pós-covid sob uma perspectiva completamente diferente. Em busca de uma abordagem mais íntima, analisei o AL_A, um estúdio vencedor do Prêmio Stirling do RIBA em 2009, fundado por Amanda Levete junto à diretoria composta por Ho-Yin Ng, Alice Dietsch e Maximiliano Arrocet. A diversidade da equipe de liderança e de sua força de trabalho de mais de 30 pessoas traz uma riqueza de pensamento e possibilidades que se reflete em sua cultura, prática profissional e projetos.
Urban Radicals é um coletivo de design sediado em Londres, fundado em 2019 por Era Savvides e Athanasios Varnavas. O escritório atua na intersecção de múltiplas disciplinas, explorando o espaço público e a noção de coletividade em uma variedade de escalas, contextos e expressões projetuais. Selecionado como uma das Novas Práticas de 2021 do ArchDaily, o Urban Radicals se contrai e se expande organicamente por meio de seus projetos, dissolvendo as fronteiras entre diversos campos do conhecimento e contornando a estrutura tradicional de escritório para integrar uma multiplicidade de perspectivas na arquitetura.
A relação entre a arte e a humanidade remonta às origens da civilização. Os museus tornaram-se espaços onde vastas coleções de arte e artefatos narram a história do tempo, do ser humano, das cidades e de inúmeras narrativas sobre culturas e sociedades. Ao longo dos anos, o papel do museu evoluiu, assumindo diferentes formatos e escalas, incluindo a galeria de arte contemporânea. A importância da arte e da cultura nas cidades e bairros contemporâneos é inegável. No entanto, as galerias desempenham múltiplos papéis ao integrar a arte e a cultura na vida cotidiana. Por que esses espaços são valiosos para as comunidades? Como eles apoiam artistas emergentes? De que maneira as galerias podem revitalizar os bairros?