
A crise gerada pela pandemia e a nova ordem global decorrente dela nos obrigam a revisar e ajustar todos os Planos de Ordenamento Territorial (ou o instrumento equivalente) em cada uma de nossas cidades latino-americanas.

A crise gerada pela pandemia e a nova ordem global decorrente dela nos obrigam a revisar e ajustar todos os Planos de Ordenamento Territorial (ou o instrumento equivalente) em cada uma de nossas cidades latino-americanas.
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Em conversa para a terceira edição da Revista CLEA, uma publicação anual da Coordinadora Latinoamericana de Estudiantes de Arquitectura (CLEA), a arquiteta equatoriana María Augusta Hermida explora a capacidade de descolonizar espaços e cidades nos tempos atuais.
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Embora tenham sido desenvolvidos como uma fonte prática de energia na década de 1950, os sistemas solares eram caros demais para o uso em larga escala até a década de 1970. A partir de sua aplicação inicial no abastecimento de satélites militares da era da Guerra Fria, as células solares fotovoltaicas de silício alcançaram seu primeiro sucesso comercial em locais sem acesso à rede elétrica, como faróis e plataformas de petróleo marítimas.

A pandemia de Covid-19 transformou a maneira como vivemos. Repercussões significativas e duradouras serão sentidas em toda a sociedade e na indústria, muitas das quais certamente influenciarão a forma como abordamos o projeto de nossos edifícios e cidades. Nas últimas semanas, a equipe de Desenho Urbano da Foster + Partners vem explorando como os recentes e acelerados desdobramentos no planejamento urbano – instigados e incentivados pela crise atual – afetarão e moldarão o futuro de Londres e de outras cidades ao redor do mundo.
O arquiteto e urbanista chileno Germán Bannen, conhecido por suas obras na comuna de Providencia, tem sua trajetória minuciosamente analisada no novo documentário do artista visual Gabriel Del Favero e da jornalista Ana Rodríguez. “A cidade de Germán Bannen” percorre os principais marcos de seus projetos — a exemplo do projeto e da construção da avenida Nueva Providencia — por meio de uma compilação de fotografias, plantas, imagens de arquivo, aulas, desenhos arquitetônicos e cerca de dez entrevistas.

Por mais que algumas obras a ocultem, a estrutura é sempre uma preocupação em projetos de arquitetura. A definição do sistema estrutural está entre as primeiras decisões importantes a serem tomadas e, possivelmente, definirá uma série de outros aspectos da edificação. Há, no entanto, casos extremos em que a arquitetura se faz ver e ler, simplesmente, como a estrutura; projetos que têm seu caráter e imagem definidos em grande medida pela solução estrutural adotada.

A seleção desta semana de melhores projetos não construídos destaca propostas residenciais conceituais enviadas por nossa comunidade de leitores e leitoras de todo o mundo. Apresentando designs, abordagens e composições inovadoras, esta compilação reúne uma série de intervenções inspiradoras que propõem um novo olhar sobre a estrutura residencial tradicional.
Nesta seleção, o ArchDaily reuniu propostas vindas da Polônia, França, Hungria, Irã e Estados Unidos. Agrupados sob um mesmo tema, os projetos incluem uma nova perspectiva sobre os conjuntos habitacionais tradicionais, uma tentativa de aproximar a transição entre a casa e o apartamento, e uma coleção de modelos residenciais modulares que podem ser implantados em qualquer lugar. Além disso, o compilado traz ainda a mais recente intervenção de Christophe Benichou, a “Maison W - The Pleated House”, localizada nos Altos Alpes, na França; uma residência hipersustentável na praia; e uma estrutura que se dissolve e se integra perfeitamente à paisagem natural.
Mapas sonoros é um projeto do Archivo Usted no está aquí que registra de maneira não tradicional as cidades e povoados do território latino-americano. Constituindo um “mapa de mapas”, o site reúne mais de 40 páginas independentes com arquivos sonoros de países como Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Peru e Uruguai, formando um grande diário de bordo de documentos de áudio georreferenciados que oferecem uma maneira alternativa de cartografar e compreender a América Latina.

Nova Orleans é uma cidade diferente de qualquer outra. Marcada por uma rica herança cultural, é definida pela geografia do Delta do Mississippi e pelo clima local. Após a destruição causada pelo furacão Katrina em 2005, designers e arquitetos voltaram sua atenção para a cidade, buscando soluções para garantir um futuro melhor para as comunidades que lá vivem.

A atuação profissional de um arquiteto urbanista pode assumir inúmeras frentes graças à diversa composição curricular em grande parte dos cursos de graduação, com disciplinas que lidam com o desenho e o projeto em diferentes âmbitos. Dos grandes planos urbanos às reformas de apartamentos, da metrópole ao mobiliário, esses profissionais trabalham com objetos diversos, mas levam em comum sua ferramenta expressiva e de comunicação de ideais, o desenho e as maquetes.
Seja qual for o propósito de projeto, o desenho está presente enquanto forma de representar a realidade, ideias, especulações, concepções. A escala, fator que estabelece o nível de leitura que se deve fazer dessas representações, determina o vínculo entre o mundo real e as dimensões do desenho ou maquete - não por acaso, a escala 1:1 é conhecida também como "escala real".

O analista GIS e cartógrafo húngaro Robert Szucs compartilhou conosco uma impressionante coleção de mapas que reúne todas as bacias hidrográficas do mundo, destacadas com cores vibrantes. Disponibilizadas no website de seu projeto Grasshopper Geography, as cartografias mostram o mapa mundi dos rios e cursos d'agua e, também, versões menores, com as bacias de alguns países e continentes.

As luzes de néon são uma afirmação ousada e cosmopolita que pode facilmente revitalizar ou acentuar um espaço ou estrutura arquitetônica. Com brilho atraente, uma infinidade de opções de cores e vínculos com uma estética retrô, essas peças de iluminação podem fazer com que um espaço pareça simultaneamente moderno e nostálgico. No entanto, poucos compreendem o funcionamento científico ou as propriedades materiais do néon, e muitos arquitetos negligenciam seu uso devido à sua estreita associação com sinalizações comerciais. Abaixo, exploramos como o néon funciona, sua história arquitetônica e como os arquitetos podem continuar a usá-lo hoje.

Para os/as estudantes que se formam este ano com a economia global em pausa, a “colação de grau” pode parecer mais com a entrada em um limbo. No entanto, embora a crise atual seja única, não é a primeira recessão de que se tem lembrança. Muitos/as arquitetos/as e designers do SOM já enfrentaram períodos de incerteza e, ao longo do caminho, aprenderam lições valiosas. Diante disso, a equipe decidiu compartilhar suas trajetórias.

Os assentamentos construídos sobre palafitas estão presentes em várias partes do mundo onde as populações sustentam suas vidas na constante interação com a água. Na Colômbia, as populações da Ciénaga Grande de Santa Marta, no departamento de Magdalena, são uma referência local que perdura desde os tempos anteriores à colonização espanhola nestes territórios. Atualmente, são habitações informais, fora do cadastro oficial. A Pontificia Universidad Javeriana e o escritório AGRA compartilharam conosco a pesquisa publicada em um livro com o qual apoiam a formalização documentada dessas moradias sob os parâmetros da representação arquitetônica, especificamente por meio do reconhecimento das tipologias de Nueva Venecia.

Edificações inteligentes (ou smart buildings) é um termo que tem ganhado destaque nos últimos anos, seja como uma forma de pensar edificações mais eficientes e que tragam mais benefícios aos seus usuários ou interesse do setor imobiliário para achar um novo nicho de mercado.
Percebe-se que em muitos casos, o termo inteligente é utilizado de forma exagerada, sendo muitas vezes como uma forma de vender algumas tecnologias ditas inovadoras. Nessa ótica, como qualquer tecnologia pode se tornar obsoleta ao longo do tempo, muitos dos projetos de edificações considerados modernos, avançados e/ou inteligentes na sua época de construção, atualmente não são mais.
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O lançamento da oferta educacional de 2020 da YACademy – o programa da YAC para abrir sua rede dos escritórios mais prestigiados do mundo aos/às jovens designers de maior destaque – é também o momento ideal para relatar algumas das experiências que estudantes vivenciaram antes de iniciar suas colaborações com os principais nomes da arquitetura contemporânea.

A arquitetura de emergência na América Latina é um conceito atribuído àqueles espaços que funcionam como um refúgio temporário diante de circunstâncias adversas, tais como terremotos, inundações, processos migratórios, etc. Diferentes países como México, Chile, Colômbia, Equador, Uruguai e Panamá sofreram acontecimentos que exigiram a redefinição das habitações de emergência de acordo com as necessidades específicas de cada país.

De um lado, a velocidade exorbitante representada pela rápida propagação por minuto, pela transcendência de fronteiras, pelo alastramento por todos os continentes, pela multiplicação desenfreada. De outro, o intacto, o imóvel, o claustro doméstico, o isolamento e a reclusão na tentativa de evitar qualquer movimento brusco, na supressão do ímpeto, no controle do ambiente. De um lado o vírus, do outro o homem.
Neste cenário pandêmico no qual um vírus mortal é gestado na velocidade interrupta dos nossos movimentos, tornando – nós mesmos – a sua potência, a imobilidade é vista como parte importante do antídoto. Uma imobilidade que nos custa caro, nos encerra em nossos lares e nos obriga a revisar a forma como experienciamos o mundo.

Os conhecidos benefícios climáticos e ambientais proporcionados pela presença de áreas verdes nos centros urbanos – como controle da poluição, regulação de temperaturas e manutenção da biodiversidade – reverberam também no âmbito social. Como áreas de convívio comum, usados para práticas recreativas e esportivas, os espaços verdes impactam diretamente na saúde e bem estar dos habitantes de quadras, bairros e cidades nos quais estão inseridos.

Cidades desertas, comércios fechados, voos cancelados. Praças vazias, ruas sem ninguém circulando... o que parecia impossível aconteceu. Se para nós está difícil de se acostumar a essa nova rotina, para as crianças, então, o baque foi ainda maior. De um dia para o outro, elas foram privadas da escola, da convivência com os amigos, dos passeios pela cidade, dos parques, das praças. Foram encerradas dentro de casa.

O Midnight Charette é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e cotidiano. Apresentado pelos designers de arquitetura David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diversos profissionais criativos em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e discussões pessoais. Uma ampla gama de assuntos é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem dicas úteis para profissionais de design, enquanto outros apresentam revisões de projetos, entrevistas ou explorações sobre a vida cotidiana e o design. O Midnight Charette também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.

Esta semana, os apresentadores David e Marina recebem Marc Neveu — Diretor do Departamento de Arquitetura da The Design School na Arizona State University e Editor Executivo do Journal of Architectural Education; Renée Cheng — Diretora da Faculdade de Ambientes Construídos da University of Washington; e Kiel Moe — Cátedra Gerald Sheff em Arquitetura na Escola de Arquitetura da McGill University. Juntos, eles discutem o impacto da COVID-19 sobre docentes e estudantes, o futuro do ensino (as mudanças nos ateliês, nas bancas de avaliação e nas aulas teóricas) e muito mais. Confira!

A arquitetura pode ser uma ferramenta de transformação social, e a crença nesta afirmação é o que motiva o trabalho de muitas ONGs dedicadas à construção de moradias em comunidades carentes, promovendo a qualidade de vida e o desenvolvimento econômico além de proporcionar uma maior resiliência destas pessoas e comunidades. Essas organizações costumam operar em duas grandes fretes: assistência em situações emergenciais e estratégias de desenvolvimento sócio-econômico – sendo que muitas delas procuram atuar em ambas frentes. Neste artigo procuramos elencar algumas das principais fundações que têm se dedicado à arquitetura de emergência ao longo dos últimos anos, destacando seu papel em recentes crises humanitárias assim como de que maneira podemos colaborar para fortalecer estas rede de assistência humanitária em tempos de crise.

Se existe dentre as artes alguma capaz de se aproximar da arquitetura, é o cinema. A habilidade de representar espaços em movimento ao longo do tempo aproxima o cinema da arquitetura de um modo que foge aos limites da pintura, da escultura, da música - considerada por muito tempo a arte mais próxima da nossa - e até mesmo da dança. A questão do espaço é central tanto no cinema quanto na arquitetura e embora lidem com ele de maneiras diferentes, aproximam-se ao proporcionar uma experiência corporal - e não só visual - do ambiente construído.

Recentemente, perguntamos aos nossos leitores qual cenário de videogame os impressionava mais em termos de imagem ou visualização e por quê. Recebemos centenas de respostas, as quais apontavam nas mais variadas direções, deixando claro que não há um consenso ou um elemento unânime responsável pelo sucesso de um jogo entre os nossos leitores. Fato é que, o ambiente virtual é a chave para o sucesso ou o fracasso de um sistema de simulação baseado na experiência do usuário.
A arquitetura de um ambiente virtual, representa muito mais do que um mero pano de fundo de uma cidade imaginária ou a representação de um cenário existente, ela é, na verdade, um componente fundamental capaz de transportar os usuários para dentro do jogo, transcendendo os limites entre realidade e virtualidade – e adicionando uma dose extra de adrenalina.
(CUIDADO: os vídeos e imagens apresentados neste artigo podem provocar convulsões em pessoas com epilepsia fotossensível)