Chuchín é aquele personagem cativante de quem sempre nos lembramos apesar do tempo, quer você seja estudante, profissional de arquitetura, docente ou trabalhe em outra função na instituição. Felipe de Jesús Cortés Guevara, ou Chuchín, como é comumente chamado, parece não ir a nenhum outro lugar; está sempre zelando por aquilo que considera sua segunda casa, a Faculdade de Arquitetura da UNAM.
Embora o químico e inventor Otto Rohm tenha tido a ideia do plexiglas pela primeira vez em 1901, somente em 1933 a empresa Rohm & Haas o introduziu no mercado pela primeira vez com esse nome comercial. O material, considerado uma alternativa ao vidro, (leve e resistente a estilhaços) teve uma história fascinante e experimentou uma infinidade de usos diferentes naquele tempo. Hoje, o plexiglas continua sendo utilizado de maneiras novas e interessantes, inclusive com o potencial de ajudar a combater a disseminação do coronavírus. Restaurantes, lojas e outras empresas começaram a usar divisórias como escudos de proteção para trabalhadores e clientes, especialmente quando cidades e vilas vêm reabrindo lentamente. Abaixo, mergulhamos neste material incomum, abordando suas propriedades, sua história e as maneiras como ele segue sendo usado hoje.
https://www.archdaily.com.br/pt/943155/o-que-e-o-plexiglas-o-plastico-protetor-que-combate-a-disseminacao-viralLilly Cao
Em março de 2020, a pandemia de Covid-19 transferiu nossa universidade — a Universidade da Califórnia em Berkeley — inteiramente para o ambiente on-line, acompanhando todo o sistema educacional, da educação infantil ao ensino superior, em todo o país e em grande parte do planeta. Na esteira desse experimento forçado e sem precedentes, os debates sobre o seu significado continuam em andamento. Será que o sonho episódico de uma universidade sem lugar físico — ou, no mínimo, de um formato híbrido entre o presencial e o virtual — se tornará realidade? Milênios de experiência defendem a necessidade de dar ao ensino superior uma âncora física e local. E a maioria das universidades e faculdades tem essa âncora como ponto de partida, mesmo enquanto avalia o significado de sua experiência contínua com o ensino, a pesquisa e a administração virtuais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1127247/carta-de-berkeley-planejamento-de-campus-em-um-mundo-cada-vez-mais-virtualEmily B. Marthinsen, John J. Parman, Richard Bender
Grandes superfícies de vidro podem se tornar um elemento de design marcante na arquitetura moderna. É de importância decisiva que os elementos construtivos de grandes janelas e portas de correr de vidro permaneçam praticamente invisíveis
A empresa familiar suíça SWISSFINELINE especializa-se na fabricação de grandes superfícies de vidro para janelas, portas e guarda-corpos que permitem a visualização de tudo, exceto dos elementos estruturais.
Como é sabido, nossas cidades estão cada vez mais saturadas pelo uso de automóveis e a mobilidade torna-se, portanto, ponto essencial em qualquer discussão sobre habitar o ambiente urbano, principalmente nas grandes cidades brasileiras. Essa premissa nos faz olhar e entender melhor em quais aspectos do deslocamento nas cidades podemos interferir de forma prioritária, partindo de pressupostos onde a utilização de carros seja menos solicitada. Um ponto importante para esse diálogo é entender até que ponto o carro pode ser efetivo no quesito tempo. O Mapping Lab fez uma análise gráfica de 27 capitais brasileiras utilizando os dados da plataforma here.com.
https://www.archdaily.com.br/pt/912328/ate-onde-voce-consegue-chegar-em-10-20-e-30-minutos-de-carro-analisando-as-capitais-do-brasilEquipe ArchDaily Brasil
Quando ouvimos o termo visualizações arquitetônicas, é provável que a primeira imagem em mente, seja um render chamativo com pessoas, acabamentos ofuscantes e uma sensação de movimento sobre o local em questão. Além de renderizar um espaço tridimensional, os arquitetos também precisam desenvolver suas habilidades na representação de ideias intangíveis, de forma a direcionar a narrativa por trás de seus argumentos. Em vez de criar conceitos pontuais, que são apresentados em uma sequência tradicionalmente linear, os arquitetos precisam criar uma história, estruturar seus projetos como uma tese e considerar como as apresentações têm o poder de revelar as prioridades de um projeto.
Shiver House é uma reinvenção radical da cabana finlandesa tradicional (mökki). O projeto é uma estrutura cinética que se adapta às forças naturais circundantes. Trata-se de uma exploração da ideia de que a arquitetura pode ser usada como um meio de criar um vínculo emocional mais próximo entre seus habitantes e o mundo natural em que se encontra. Além disso, o projeto aborda que a arquitetura pode parecer "viva" com a intenção de que isso gere um relacionamento emocional mais profundo e duradouro entre as pessoas e as estruturas que elas habitam.
Conceitualmente, a peça sugere que a arquitetura, em vez de estática e conformada por funções, pode ser um elemento poético, vivo e dinâmico que muda a maneira como nos relacionamos com a paisagem que nos cerca.
https://www.archdaily.com.br/pt/943124/600-telhas-cineticas-reinventam-a-cabana-finlandesa-tradicional-mokkiLilly Cao
Foi em 1972 que o historiador norte-americano George Kubler propôs o termo “plain architecture” para definir a arquitetura portuguesa entre a metade do século XVI e o início do século XVIII. Enquanto em sua grafia nativa, a tradução do termo entendia o estilo português como simples, o uso do adjetivo designa uma geometria pouco complexa, que remete ao abandono do ornamento manuelino nas construções de igrejas e conventos. Na tradução feita para a língua portuguesa, porém, o termo “arquitetura chã” reconheceu em seu próprio vocábulo a vocação tectônica da arquitetura lusa ao transpor a referência da geometria para o solo e resultou em uma caracterização clara e monossílaba a constante relação que se vê entre o construído (arquitetura) e o existente (chão, solo ou território). Para além da rigorosidade do desenho das formas portuguesas, o termo trata também de uma arquitetura que se amarra ao chão em seu sentido metafórico; uma arquitetura sempre alinhada com a compreensão do território em que se coloca.
Nas aulas de matemática do ensino médio aprendemos que a velocidade média pode ser calculada a partir da razão entre a distância percorrida e o tempo gasto. Durante muitas décadas, o pensamento que impulsionou as políticas de transporte esteve ancorado nesta equação: acreditava-se que objetivo das ações era aumentar a eficiência dos sistemas e que, para isso, bastava diminuir os tempos de viagem através do aumento da velocidade média. Desta forma, a variável distância era considerada menos importante, já que a construção de sistemas de transporte livres de interferências como linhas de metrô, corredores de BRT ou avenidas expressas seriam capazes de manter ou reduzir o tempo de viagem em percursos cada vez maiores.
https://www.archdaily.com.br/pt/942854/o-que-e-acessibilidade-na-mobilidade-e-nos-transportes-urbanosITDP Brasil
Na arquitetura, o aço corten, ou aço patinável, é um dos materiais no qual a passagem do tempo é mais facilmente visível e identificável. A pátina, como é chamada a camada que se forma no aço a partir da sua oxidação, funciona como uma proteção que reduz a velocidade do ataque dos agentes corrosivos e preserva as propriedades mecânicas deste material. Ao mesmo tempo, esta camada protetora proporciona um efeito estético que faz do aço corten um material muito valorizado em projetos arquitetônicos, da pequena à grande escala.
Os sistemas de construção leve são basicamente constituídos por uma estrutura base de perfis de aço galvanizado, que pode ser coberta com painéis de gesso ou cimento. Dependendo de suas características particulares, cada painel permite que o sistema adicione maior resistência à umidade e ao fogo, além de diferentes níveis de isolamento térmico e acústico. Por que eles são eficazes quando aplicados em fachadas? Que possibilidades eles oferecem de acordo com sua composição?
Na mesma velocidade em que a indústria da produção imobiliária interveio energicamente nos espaços mais favoráveis do vale da cidade — contando com o aval e as concessões do Estado, apoiada por vultosos recursos bancários e empregando os principais talentos individuais formados na universidade pública —, os bairros de assentamentos populares cresceram em proporção equivalente, sobre geografias acidentadas, contando com o mínimo de respaldo das instituições, absolutamente desprovidos de qualquer tipo de fomento financeiro e com uma presença ínfima, residual, quando não inexistente, de ferramentas técnicas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126962/reivindicando-a-epica-dos-bairros-autoproduzidos-aproximacoes-a-partir-de-san-agustin-del-sur-caracasMarcos Coronel, Madelaine Mendoza y Nathaly González
Museo de transporte húngaro. Image Cortesía de Diller Scofidio + Renfro
De acordo com Howard Gardner, a inteligência humana pode ser dividida em oito categorias, sendo uma delas, a inteligência espacial. Gardner define este tipo de inteligência como a capacidade do ser humano em imaginar e dar forma à modelos tridimensionais da realidade. A arquitetura, assim como a escultura, é uma das disciplinas que mais se beneficiam desta faculdade. Considerando isso, neste artigo procuramos explorar como a representação da arquitetura evoluiu ao longo do tempo e como ela está se tornando cada dia mais fiel à imagem idealizada por quem a projetou.
Collage realizada utilizando fotografias de Matias Romero e Raquel Aviani/Secom UnB. (licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 2.0 Generic license and Creative Commons Attribution 2.0 Generic license) via Wikimedia Commons
O que seria de todo o ambiente construído sem seus usuários? Esta pergunta talvez facilite a compreensão de que a arquitetura e o urbanismo não se sustentam apenas como espaço físico, pelo contrário, ganham significado principalmente através das movimentações e vínculos humanos e não-humanos que - juntos dos traços arquitetônicos ou espontâneos que compõem a paisagem urbana - provocam as sensações que cada indivíduo sente de forma única.
As imagens apresentadas por profissionais de visualização têm permitido uma imersão total em ambientes construídos virtualmente; explorando o espaço, observando como os raios de sol criam um diálogo entre luz e sombra e experimentando o que se poderia ouvir ou sentir ao caminhar de um cômodo a outro, tudo isso antes mesmo do início das escavações e do assentamento do primeiro bloco.
Em entrevista exclusiva ao ArchDaily, o profissional da Luxigon, Eric de Broche des Combes, fala sobre sua carreira, a criação de visualizações ampliadas, como elas influenciam um projeto e o que o futuro reserva para o setor.
Ensaio produzido originalmente como trabalho final da disciplina eletiva Moradias Tradicionais da Escola da Cidade em 2017 aborda a presença pouco conhecida de construções pré-colombianas de grande escala presentes no meio da Floresta Amazônica.
Nos últimos 40 anos, foram encontradas no Estado do Acre centenas de formações geométricas maciças escavadas no solo – os chamados geoglifos. Estas construções demonstram que a Amazônia já foi habitada há milhares de anos e que a sua vegetação foi manejada, desmentindo a imagem de que a região seja um território intocado.
A pauta do reuso e da reciclagem no contexto da construção civil é de extrema relevância, sobretudo ao se considerar os montantes de produção de resíduo e consumo de energia envolvidos nos processos ligados ao canteiro de obras. Elementos construtivos forjados a partir da reelaboração da função de antigos objetos ou materiais, representam uma oportunidade objetiva de aderir às formas de pensar no reaproveitamento como caminho para um futuro mais sustentável e responsável.
Como os arquitetos dependem fundamentalmente de imagens para transmitir informações abstratas para seus clientes e para o público em geral, o debate sobre o papel das renderizações na arquitetura parece não ter fim, assim como não há e nem haverá consenso sobre o tema.
A concepção de projetos residenciais lida a todo momento com pensar as formas de qualificar o cotidiano daqueles que ocuparão os espaços projetados diariamente. A ideia de subverter radicalmente o programa habitacional tem como limite justamente o contato com a vida do dia a dia, com as atividades e dinâmicas práticas domésticas e com um caráter de grande permanência dos usuários, o que faz com que a inovação e criatividade nesses casos estejam, em geral, materializadas em detalhes, articulações entre cômodos, pontos de interesse, mobiliários e formas de pensar o desenho dos interiores de forma agradável e adequada aos moradores.
Uma das formas de criar pontos de supresa e de quebra da monotonia de um conjunto padrão do programa residencial é o uso de cores de forma estratégica e pontual em ambientes internos. Associar elementos arquitetônicos como vigas, pilares, pisos, lareiras, painéis, armários a tons contrastantes entre si estabelece uma nova leitura para antigos componentes e pode mudar a percepção dos ambientes internos de forma inovadora. Reunimos a seguir uma seleção de projetos brasileiros que exploram o uso desse recurso em suas propostas para interiores.
Se sentir livre na cidade. Se sentir livre e seguro na cidade. Quantas vezes caminhamos com plenitude por nosso bairro, ao voltar para casa, ao passear em um parque? Alguns espaços nos parecem mais cômodos e tranquilos. Mas, para manter essa calma, até que ponto nos expressamos e até que ponto nos contemos? Como nos protegemos para nos sentir o melhor possível ao habitar nosso entorno?
https://www.archdaily.com.br/pt/942588/as-cidades-devem-permitir-que-as-pessoas-brilhemMaría Gonzalez & José Tomás Franco
O Arizona localiza-se na região oeste dos Estados Unidos. O estado faz fronteira com Utah, Colorado e Novo México, além de limitar-se com Sonora, no México. O território também abrange parte da Sierra Madre Ocidental e abriga um trecho do Rio Colorado, bem como o Grand Canyon. Integrante da Aridoamérica, a paisagem do Arizona é majoritariamente composta por cactáceas e espécies desérticas.
Estamos imersos em um caos profano. Trata-se de uma pandemia, acompanhada de uma política insana e de séculos de uma terrível injustiça racial que expõe as piores realidades da humanidade. Cada dia revela mais doenças, mais raiva e mais falhas em nossa cultura do que qualquer pessoa poderia prever.
Os medos inescrutáveis desta época são essencialmente humanos. O mundo natural floresce em meio aos nossos desastres. No entanto, a arquitetura também é uma criação exclusivamente humana. A diretriz primordial da arquitetura é oferecer segurança. Assim, neste momento de perigo, convém refletir sobre o outro lado de tanta injustiça e crueldade profanas: o Espaço Sagrado? A arquitetura pode ir além da mera busca por segurança e aspirar a evocar o melhor de nós, criando lugares que tocam aquilo que só pode ser definido como Sagrado.
O que é o Espaço Sagrado? Seja ele construído pelo ser humano ou originado no mundo natural, o Espaço Sagrado nos conecta a uma realidade que transcende nossos medos. O oceano, a floresta, o nascer ou o pôr do sol podem, todos eles, definir o “Sagrado”. Contudo, as pessoas podem criar lugares que abrigam e expandem o melhor de nós para além do mundo que inevitavelmente nos ameaça e nos entristece. A arquitetura é capaz de criar lugares onde nos sentimos parte de uma realidade sagrada.
Apesar das imagens estáticas serem o meio mais comum para representar um projeto, alguns arquitetos optam por convidar o público a experienciar a arquitetura de modo mais imersivo. Desde 2006, o Spirit of Space, estúdio de cinema especializado em arquitetura, vem envolvendo os espectadores em curtas-metragens de obras concebidas por arquitetos de renome mundial, como Peter Zumthor, Steven Holl, Daniel Libeskind e Jeanne Gang. A equipe multidisciplinar do estúdio combina recursos visuais com trilhas sonoras criadas especialmente para os filmes, transformando o percurso fílmico em uma experiência multissensorial.