
O desenho urbano é um campo do design intimamente relacionado ao planejamento urbano e à arquitetura paisagística; centra-se, em linhas gerais, na interpretação da forma e do espaço público sob critérios físico-estético-funcionais. Diferentes especialistas na área, como Jane Jacobs, Denise Scott Brown, Robert Venturi, Jaime Lerner, Jan Gehl, Kevin Lynch, dedicaram-se a estudar as necessidades das sociedades urbanas nos espaços comuns a fim de oferecer respostas adequadas às questões específicas de cada cidade. Essas questões se renovam de geração em geração, e o espaço público se transforma de acordo com os avanços tecnológicos e as novas formas de nos relacionarmos trazidas por eles; no entanto, o que sempre permanece é o sentimento de pertencimento a esses locais, que só alcançam o sucesso quando as pessoas usuárias os adotam como seus.
No México, diversos projetos exploram esses aspectos e servem de exemplo para reformular tais questões. Alguns deles, como o projeto Común-Unidad, de Rozana Montiel | Estudio de Arquitectura, foram premiados internacionalmente por sua sensibilidade em relação ao entorno e por contribuir para a construção de espaços muito mais democráticos e inclusivos. Outros, como o Parque Lineal Ferrocarril de Cuernavaca, do escritório Gaeta-Springall arquitectos, buscam conectar espaços inacabados que se constroem a partir da interação do público usuário. Por sua vez, iniciativas como a Cancha “La Doce” apoiam-se em atividades esportivas locais para reforçar o sentimento de comunidade e pertencimento. Por essa razão, alinhados ao Tema do Mês do ArchDaily de abril — dedicado ao espaço público —, apresentamos uma seleção de projetos no México que adotam o desenho urbano para continuar construindo cidades para todas as pessoas.








.jpg?1555967996)



.jpg?1555968640)
