
Reformas em edifícios modernos brasileiros inspiram um necessário debate sobre como preservar e quais as melhores práticas ao intervir em um patrimônio arquitetônico. Os desafios nesse tipo de intervenção são imensos. Tratam-se de obras que devem ser abordadas com muito cuidado para que se mantenha o respeito à sua importância histórica, preservando o que existe de relevante em suas composições, ao mesmo tempo que permita a atualização da edificação às demandas contemporâneas e dos clientes.
Uma carta aberta do CAU/DF sobre o tema destaca como "o desconhecimento da nossa sociedade e de parte da nossa classe profissional sobre a importância da preservação do nosso patrimônio arquitetônico moderno" são alguns dos principais fatores que colaboram com o apagamento de algumas características fundamentais da linguagem moderna durante estas intervenções. Para ampliar o debate, perguntamos aos leitores como arquitetos deveriam lidar com este tipo de trabalho e reunimos diversas respostas que podem trazer um pequeno guia para aqueles que, em algum momento, lidem com obras relevantes para a história da arquitetura ou possuem interesse por tal discussão. Antes disso, vale trazer a importante crítica e lembrança que Sylvio Emrich de Podestá, de Belo Horizonte, destacou: "não foi assim que os modernos fizeram, mas nem por isso faremos igual".
