Variando do amarelo ao cinza, passando pelos mais tradicionais vermelhos e alaranjados, tijolos são onipresentes em muitas das nossas cidades, amplamente utilizados na construção civil. Resumidamente, seu processo de fabricação abrange a moldagem de argila e a sua queima em fornos, permitindo a criação de blocos maciços, perfurados, cobogós, telhas e outras formas. Tijolos cerâmicos são baratos, fáceis de encontrar, apresentam uma boa resistência, inércia térmica, acabamento e não requerem uma mão-de-obra tão especializada para a construção. Mas, se a instalação for feita próxima de fontes de calor elevado, o tijolo comum acabará fissurando e quebrando e tijolos refratários serão os mais indicados. Mas o que isso quer dizer?
Há poucos episódios tão importantes para a história da arquitetura e do urbanismo quanto foi a Revolução Industrial. Para acomodar a estrutura produtiva que transformou o capitalismo a partir do século XVIII, foi criado todo um sistema de espaços que compreendia, para além das fábricas, centros de processamento de matérias-primas, núcleos de geração e distribuição de energia, armazéns de estocagem e terminais de transporte. No que diz respeito às cidades, tal processo não apenas resultou na destinação de grandes porções do território para acolher as atividades industriais, mas numa transformação multissistêmica que abrangeria as formas de morar, ocupar e deslocar-se no meio urbano.
https://www.archdaily.com.br/pt/926578/arquitetura-des-industrial-8-projetos-que-ressignificam-o-espaco-da-maquinaIsabel Martin
A sexta edição do festival internacional de arquitetura e cidade Open House Madrid aconteceu entre 25 e 27 de setembro com uma edição especial organizada para cumprir as medidas necessárias e garantir a segurança de todo o público participante. Na ocasião, foram oferecidas visitas a 27 reconhecidos escritórios de arquitetura da cidade — algumas em formato virtual, outras presenciais e outras em ambos os formatos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1127061/27-visitas-a-escritorios-de-arquitetura-no-open-house-madrid-2020ArchDaily Team
Na segunda parte de sua entrevista com o ArchDaily, Hashim Sarkis reflete sobre o futuro da arquitetura ao abordar a questão atemporal da Bienal de Veneza de 2021. O curador da Bienal, que propõe o tema “Como viveremos juntos?”, discute o papel da profissão em meio a todos esses novos paradigmas, afirmando que “os arquitetos mudam o mundo [...] criando [... ] imagens de desejos do que o mundo poderia ser."
Neste artigo, o curador da esperada bienal e reitor da Escola de Arquitetura e Planejamento do MIT apresenta suas visões sobre a evolução da arquitetura e os novos rumos que o mundo acadêmico deve tomar para refletir "a complexidade dos problemas urbanos de hoje". Sarkis também menciona Beirute, discutindo abordagens de reconstrução, sociedade civil e a noção exasperante de resiliência.
Muitos fatores influenciam no bem-estar das pessoas, mas poucos tem um poder tão grande quanto a qualidade do sono. Adultos passam, em média, um terço de seu dia (e de sua vida) dormindo. No caso das crianças pequenas essa proporção é ainda maior. De acordo com um estudo publicado pela OMS em 2019, bebês (de 4 a 11 meses) devem dormir entre 12 e 16 horas/dia; e crianças até 4 anos devem dormir entre 10 e 13 horas/dia.
Um sono de qualidade atua diretamente no desenvolvimento cerebral da criança, principalmente durante sua primeira e segunda infância (do nascimento até os 12 anos). Durante o período de descanso o corpo libera os hormônios necessários para o crescimento e aprendizado, e isso relaciona-se diretamente ao desenvolvimento físico, motor, emocional e cognitivo. É sabido também que o ambiente onde se dorme interfere na qualidade desse sono, e alguns aspectos importantes devem ser considerados na hora de projetar espaços de dormir para crianças e bebês.
O estado de Puebla localiza-se na região do planalto central mexicano, fazendo fronteira com os estados vizinhos de Tlaxcala, Hidalgo, Veracruz, Oaxaca, Guerrero, Morelos e Estado do México. Com mais de 34 mil km² de superfície, Puebla é um dos estados mais densamente povoados do país. A capital, que empresta o seu nome ao estado, é uma das cidades não litorâneas mais visitadas em todo território nacional, atraindo milhares de turistas todos os anos.
No campo da arquitetura, as mudanças tecnológicas, sociais e culturais impulsionadas pelos processos de globalização do século XXI viabilizaram o desenvolvimento de equipes transnacionais e escritórios muito diversos que projetam arquiteturas com perspectivas inovadoras e visões desvinculadas de uma única localização geográfica. A hipercomunicação, o intercâmbio e os recursos digitais avançados são ferramentas projetuais que permitem aos/às arquitetos/as operar com uma visão mais global sobre a prática, transcendendo as fronteiras e possibilitando uma aproximação aos problemas arquitetônicos de modo mais aberto e plural.
A COVID-19 mudará, provavelmente por um longo período, a forma como vivemos e trabalhamos. Diante deste cenário, as instituições vêm buscando soluções a curto, médio e longo prazo que lhes permitam garantir à equipe um retorno seguro ao trabalho. Para resguardar a saúde das pessoas expostas a situações de contato no ambiente laboral, é necessário implementar estratégias de biossegurança, distanciamento social, restrições de ocupação, limpeza e desinfecção. Neste artigo, analisaremos algumas recomendações de medidas preventivas implementadas pela HID Global, baseadas na aplicação de tecnologias de identificação.
Frequentemente as crianças não recebem prioridade ou até são desconsideradas no planejamento urbano. Estima-se que morram até 500 crianças por dia no mundo em acidentes de trânsito. Outras milhares acabam feridas em decorrência das colisões ou desenvolvem traumas psicológicos que podem acompanhá-las por anos. Seja nas ruas ou em espaços públicos, o sentimento de insegurança ou desconforto desencoraja as crianças da atividade física ao ar livre – e isso em um momento em que 80% das crianças entre 11 e 17 anos não são fisicamente ativas e outras 38 milhões com até 5 cinco anos estão acima do peso ou obesas.
https://www.archdaily.com.br/pt/949972/como-desenhar-espacos-urbanos-mais-seguros-e-saudaveis-para-criancasNikita Luke, Rohit Tak, Ariadne Samios e Claudia Adriazola-Steil
Em 1755, Francesco Algarotti, em descontentamento com os rumos que a ópera havia tomado, escreveu An Essay On The Opera, no qual defendeu sua simplificação. Para Algarotti, a ópera havia se degenerado em um veículo de exibicionismo para solistas, cujas improvisações intermináveis ofuscavam a música e ignoravam o drama. Até mesmo o drama havia se perdido, repleto de personagens mitológicos em situações extraordinárias e complexas. Algarotti via o drama como a essência da ópera e queria que a ênfase retornasse a ele, tornando todo o restante secundário. Christoph Willibald Gluck e seu libretista, Ranieri de’ Calzabigi, foram os primeiros a tornar essa ideia realidade com a ópera Orfeo ed Euridice, de 1762. A obra trazia personagens e um drama com os quais o público conseguia se identificar, uma música memorável, além de letras e um enredo fáceis de compreender. Ela é considerada a primeira ópera verdadeiramente moderna.
Blur Building at the 2002 Swiss Expo. Image Courtesy of Diller Scofidio + Renfro
Escala é um termo permeia a prática profissional da arquitetura desde que o homem começou a edificar suas primeiras estruturas. No sentido literal, escala representa a compreensão ou incorporação das dimensões que compõe um determinado espaço—como a largura das portas, uma vaga de estacionamento e obviamente, a métrica que utilizamos ao desenvolver nossos projetos de arquitetura. De forma mais abstrata e figurativa, escala também serve para descrever a sensação que experimentamos ao comparar a nossa presença com objetos familiares e estruturas alheias ao nosso corpo ou espaço cotidiano.
Imagem: Ivo Gonçalves – Prefeitura de Porto Alegre/Flickr, licença CC BY-NC-SA 2.0
O Plano Diretor é o instrumento básico de definição do modelo de desenvolvimento de um município. Ele estabelece diretrizes e estratégias para a execução de planos, programas e projetos, buscando enfatizar a participação popular, a sustentabilidade econômica, social e ambiental. Mas sua influência sob a cidade vai muito além do que se imagina: ele acaba influenciando fortemente o volume e a forma de toda nova edificação.
Na era moderna da arquitetura, onde os avanços em tecnologia e construção permitiram aos arquitetos construir melhor, mais rápido e mais alto, o céu é o limite. A cada mês, uma nova manchete exibe a torre residencial mais alta ou o prédio comercial recém-construído, que quebra mais um recorde por sua altura impressionante. Mas à medida que o tempo passa e novos projetos são concluídos, as tendências mostram que os Estados Unidos estão saindo dos holofotes em termos de poder reivindicar o título de detentor do edifício mais alto do mundo, e as pranchetas mostram que nenhuma cidade americana irá reivindicá-lo em breve.
O/a fotógrafo/a Laurian Ghinitoiu e o/a cineasta Arata Mori, por meio de seu mais recente filme de arquitetura, conduzem o público em uma jornada visualmente impactante pelo Centro de Exposições e Convenções de Toulouse (MEETT), na França, projetado pelo escritório OMA. Do monumental ao cotidiano, a produção explora o projeto original sob diversas perspectivas, detalhando como a proposta integra programa arquitetônico, infraestrutura, plano diretor e uma visão de espaço público.
Facebook Data Centre. Image Courtesy of Liam Young
Centros de processamento de dados, linhas de produção automatizadas, torres de telefonia e depósitos são algumas das principais tipologias utilitárias que povoam o nosso ambiente construído, infra-estruturas cada vez mais importantes para o desenvolvimento da vida cotidiana. Ainda que estejam longe de tangenciar o interesse da maioria dos arquitetos e arquitetas, estas tipologias estão se fazendo cada dia mais presentes em nossas vidas e, consequentemente, no discurso arquitetônico — levantando questões sobre como podemos dar um novo significado à estas estruturas que sustentam as engrenagens da nossa atual sociedade.
A escala é um elemento referencial de extrema importância no ambiente construído. Contudo, uma vez manipulada, ela se torna uma ferramenta fundamental que transforma por completo a maneira como vivenciamos a arquitetura. Um dos projetos de maior destaque a colocar a escala em primeiro plano foi o Svizzera 240: House Tour, o pavilhão suíço na Bienal de Veneza de 2018 — um projeto que instigou o comportamento das pessoas e sua percepção espacial, despertando a sensação de estarem vivenciando uma experiência digna de "Alice no País das Maravilhas". O projeto foi laureado com o Leão de Ouro de melhor Pavilhão Nacional, descrito pela organização da Bienal como "uma instalação arquitetônica envolvente que, ao mesmo tempo em que diverte, aborda as questões críticas do espaço doméstico".
Visualizações Arquitetônicas somente serão consideradas realmente boas se as cenas nas quais estiverem inseridas também o forem. Ou seja, não importa quão fantástico seu projeto seja, se ele estiver implantado num contexto de baixa qualidade com recursos low-poly, ele não terá o destaque merecido. Essa é uma das razões pela qual arquitetos e designers passaram a confiar no Quixel Megascans para contextualizar as cenas de suas visualizações arquitetônicas (Archviz).
Praia do Jacaré, Cabedelo, Paraíba. Imagem: Cacio Murilo/MTur
Viver, trabalhar e experimentar cidades com ruas, centros e parques vibrantes, passeios com dimensões adequadas, transporte público eficiente e um baixo nível de congestionamento são desejos de muitas pessoas ao redor do mundo. Atingir estas condições não é uma tarefa fácil, e cidades que possibilitam tais situações certamente não as obtiveram através de um planejamento orientado ao automóvel.
Frente a uma população que experimenta diariamente maus exemplos de como uma cidade deve operar, alguns paradigmas, fenômenos e medidas dificultam o planejamento e funcionamento de “cidades para pessoas”.
Lilly Reich (Berlim, 1885-1957) foi uma mulher pioneira e de grande talento que finalmente desponta como uma figura autônoma na história da arquitetura moderna. Diversas pesquisas recentes trouxeram nova luz sobre a contribuição de Reich, durante o período entre guerras, no âmbito da arquitetura de interiores, do design de exposições e de mobiliário, aliado ao uso de novos materiais e novas tecnologias.
Ao longo de dois dias, aproximadamente 500 participantes online definiram a agenda em conjunto, formaram e dissolveram grupos de discussão e compartilharam conhecimentos e recursos. Com o auxílio de um/a facilitador/a de "espaço aberto", foi assim que se desenvolveu o Cut|Fill, uma "desconferência" virtual sobre arquitetura da paisagem.
Organizado pelo Urban Studio e pela Ink Landscape Architects, o Cut|Fill tinha como objetivo “levantar questões que todos nós queremos discutir”, explicou Andrew Sargeant, ASLA, um dos fundadores do Urban Studio. Uma dessas perguntas cruciais era: “como os/as arquitetos/as da paisagem podem projetar com empatia e acabar com atitudes desdenhosas em relação a pessoas de cor?”
https://www.archdaily.com.br/pt/1126745/arquitetos-as-paisagistas-de-cor-sobre-como-combater-o-apagamentoJared Green
Planta Habitação Social Rural / Estación Espacial Arquitectos
Os costumes culturais podem variar infinitamente entre os países, mas a convivência familiar sempre traz suas celebrações e conflitos, independentemente de sua origem. Durante a pandemia, esses aspectos foram ampliados, especialmente os desafios de compartilhar os mesmos espaços por um período tão prolongado. Qual é a metragem quadrada mínima permitida nos países latino-americanos? Essa área é suficiente?
A arquitetura do golfe está diretamente atrelada à paisagem. Por ser um dos poucos esportes sem uma área de jogo padronizada, suas sedes e estruturas costumam ser únicas para cada campo. Ao priorizar as vistas e o acesso, a arquitetura desse esporte tende a ser exclusiva, especialmente pelo fato de muitos campos não serem abertos ao público. As sedes proporcionam espaços de encontro e socialização para praticantes e o público, permitindo contemplar o campo sob diversos ângulos.
Vladimir Belogolovsky conversa com a dupla de arquitetura Yingfan Zhang e Xiaojun Bu, cofundadores/as do Atelier Alter, sobre a arquitetura em movimento, a crença na tabula rasa e o acelerado processo de urbanização na China.
A Croácia é um encontro de culturas. Localizada ao longo do Mar Adriático, faz fronteira com cinco países e possui uma das mais ricas biodiversidades da Europa. O ambiente construído reflete influências da Europa Central e do Mediterrâneo, bem como dos Impérios Romano e Bizantino. Hoje, novos projetos residenciais reinterpretam o passado do país, ao passo que arquitetos e designers procuram reimaginar o que o futuro reserva.