Com uma média de 12 metros quadrados de área verde por habitante, em um relatório publicado recentemente pela Iniciativa de Cidades Emergentes e Sustentáveis do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a cidade de Rosário foi declarada o enclave urbano "mais verde” da Argentina. O índice resultante é ideal em relação ao estabelecido pela OMS, que determina que deve haver entre 10 e 15 metros quadrados de espaço verde por pessoa para que todos os cidadãos e cidadãs possam desfrutar de uma qualidade de vida digna. A criação de novos parques nos últimos anos, somada à melhoria dos mais de 70 já existentes com a incorporação de equipamentos e tecnologia, deixa em evidência a relevância que os espaços verdes têm para os cidadãos e cidadãs de Rosário.
O episódio mais recente do Arquicast trata do premiado e surpreendente filme sul-coreano Parasita (2019). O diretor Bong Joon-Ho nos convida a refletir sobre fatos e estigmas de uma realidade social que, apesar de focada numa determinada cultura, é representativa de contextos urbanos diversos, como o sul-americano. A luta de classes, afinal, é característica das sociedades modernas e se vê refletida nos espaços que abrigam essas sociedades. Neste sentido, Parasita é uma aula sobre como as desigualdades estruturais desenham a qualidade do ambiente onde vivemos.
É tudo muito recente: faz menos de um ano que uma família francesa se tornou a primeira do mundo a morar em um casa impressa em 3D - aliás, há menos de 20 anos, casas impressas em 3D eram um sonho longínquo. Mas essa nova tecnologia vem sendo desenvolvida rapidamente e desponta como uma possível contribuição à crise habitacional em todo o mundo.
Remanescentes do período de ocupação soviética, espaços urbanos monumentais e representativos de muitas das cidades do chamado Bloco de Leste Europeu ainda constituem um legado desafiador, tanto para seus cidadãos quanto para os arquitetos que nestes contextos projetam seus edifícios e espaços. Em completo desacordo com ambientes urbanos contemporâneos, regidos por valores democráticos e sociais, estes espaços ainda hoje representam um problema a ser resolvido. Edifícios e espaços públicos ideologicamente carregados estão aos poucos sendo recuperados, reconciliando os cidadãos com sua própria história—um passado que muitas vezes tende a ser esquecido e até apagado. Neste contexto, a (re)introdução da escala humana tem auxiliado arquitetos e urbanistas a restaurar a vitalidade dos espaços públicos destas cidades.
Culinária, cultura, passeios turísticos e o convívio com os habitantes locais são razões pelas quais as pessoas gostam de viajar. O fator comum que nos atrai a explorar novos lugares, no entanto, é simplesmente a chance de experimentar cidades e paisagens diferentes de nosso ambiente familiar. Por exemplo, quando os turistas chineses puderem visitar Copenhague novamente, poderão admirar as sinuosas ciclovias da capital à beira-mar, os exuberantes parques e as tradições dos tijolos escandinavos aparentes em Nyhavn. Da mesma forma, um turista dinamarquês certamente ficaria surpreso com a escala impressionante de Pequim, com mais de 9 milhões de bicicletas e a exibição da cultura chinesa antiga justaposta à sociedade moderna.
Em 2018, na Alameda Central da Cidade do México, foi erguido um espaço flexível e efêmero que demonstrou a luminosidade e a flexibilidade plástica de unir 2.500 garrafões para formar um oásis cônico azul. Atualmente, este pavilhão se encontra no Huerto Urbano Roma Verde, onde tem abrigado diversos eventos e atividades na busca por superar a fugacidade e a impermanência que determinaram sua essência primária.
Kengo Kuma utiliza os materiais para se conectar com o contexto local e os usuários de seus projetos. As texturas e formas elementares dos materiais, sistemas construtivos e produtos são expostas e utilizadas em favor do conceito arquitetônico, valorizando as funções que serão executadas em cada edifício.
De vitrines feitas com telhas cerâmicas a painéis que filtram a luz com à luz peneirada criada por chapas metálicas expandidas, passando por um revestimento de poliéster etéreo, Kuma entende o material como um componente essencial que pode fazer a diferença na arquitetura, desde os estágios do projeto. Apresentamos, em seguida, 21 projetos nos quais Kengo Kuma usa e reúsa materiais de construção com maestria.
Impulsionadas por desastres como o furacão Katrina e a supertempestade Sandy, cidades em todos os Estados Unidos aprenderam, nos últimos 15 anos, a “viver com a água”. Após mais de um século aterrando áreas úmidas, represando rios e desviando córregos e fluxos pluviais para canais de concreto, gestores públicos — influenciados por um grupo de profissionais de arquitetura da paisagem e planejamento urbano — adotaram a estratégia oposta, investindo em redes de espaços livres que utilizam sistemas naturais dinâmicos para desacelerar, armazenar e absorver as águas das cheias.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126054/e-hora-de-os-designers-abracarem-o-fogo-como-a-forca-ecologica-e-cultural-que-ele-eTimothy A. Schuler
Por décadas, empresas confiaram em embalagens plásticas descartáveis para embalar produtos em todo o mundo. Hoje, os efeitos prejudiciais dessa dependência do plástico são evidentes: desde a década de 1950, mais de 9 bilhões de toneladas de plástico foram produzidas, das quais apenas 9% foram recicladas; em todo o mundo, um milhão de garrafas plásticas são compradas e dois milhões de sacolas plásticas são usadas a cada minuto; e de acordo com a Plastic Pollution Coalition, em 2050, os oceanos terão, em peso, mais plástico do que peixes. Além disso, o plástico é um produto do petróleo e sua produção contribui ainda mais para os efeitos devastadores do uso de combustíveis fósseis no clima.
https://www.archdaily.com.br/pt/950246/e-possivel-transformar-residuos-de-plastico-em-moradias-acessiveisLilly Cao
Fabricado entre 1924 e 1928, o Avions Voisin C7 apresentava uma construção inovadora para a época. O uso intenso de vidro, uma carroceria de alumínio e os ângulos agudos remetiam às formas de uma aeronave. Este era o automóvel que Le Corbusier gostava de estacionar em frente às suas obras – para o arquiteto, o automóvel era a tradução definitiva da modernidade e da técnica combinadas em um único objeto. Ele acreditava firmemente que a arquitetura tinha muitas lições a aprender com a máquina.
Com 3 marchas e 30 cavalos de força, dificilmente alguém utilizaria esse carro atualmente, e a indústria automobilística já sofreu inúmeras inovações desde a época. A arquitetura de Corbusier, no entanto, não parece tão datada aos olhos: são os automóveis registrados junto a um edifício recém construído que mais evidenciam o quão antiga é a foto. Localizar subsídios que denunciem o período da fotografia é um método eficiente, e para a arquitetura isso é ainda mais evidente. Seja um eletrodoméstico, um monitor de computador ou um detalhe específico, há elementos que tornam esse trabalho mais fácil.
A escala humana na arquitetura abrange desde dimensões físicas de um determinado edifício ou ambiente construído até a percepção ou experiência do espaço por meio dos sentidos. Portanto, a escala humana pode ser entendida como um parâmetro que surge do confrontamento entre o nosso corpo e o ambiente no qual estamos inseridos. Entretanto, à medida que passamos a observar a arquitetura para além da escala humana, onde a ergonometria já não mais desempenha um papel primordial na concepção do espaço e seus componentes, nos deparamos com uma série de novas tipologias arquitetônicas, as quais nos permitem refletir e repensar a maneira como concebemos nossos edifícios e espaços urbanos.
Figura 13. Mapa de arqueologia na Dehesa del Generalife. Restos de antigas edificações e infraestruturas. (Fonte: Projeto I+D+i da Universidade de Granada sob o título “Patrimonio y Paisaje Cultural. Revalorización de la identidad histórica y cultural de la Dehesa del Generalife de la Alhambra: Instrumentos de registro y procesos de reconocimiento”, 2014) . Imagem via Revista rita_
Este artigo de Juan Domingo Santos e Carmen Moreno Álvarez foi originalmente publicado no número 8 da revista rita com o título "Identidades del territorio Alhambra. Instrumentos de registro y procesos de reconocimiento de un paisaje cultural" e faz parte de uma parceria de co-divulgação. A seguir, apresenta-se uma pesquisa que propõe uma série de medidas para registrar, analisar e divulgar os valores culturais da Dehesa del Generalife, um território em continuidade com o conjunto monumental de Alhambra, muito rico por seus recursos arqueológicos, arquitetônicos, paisagísticos, ambientais e etnológicos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1127215/identidades-do-territorio-alhambra-registro-e-reconhecimento-de-uma-paisagem-culturalJuan Domingo Santos y Carmen Moreno Álvarez
A intervenção humana sobre a paisagem natural é em si, algo contraditório. Se por um lado a arquitetura nos permite um acesso imersivo ao ambiente natural, por outro, edificar sobre a paisagens sensíveis significa despojá-la de sua própria essência. Portanto, ao considerarmos a arquitetura como um artifício que normatiza a presença humana na paisagem natural, o ato de construir implica também estarmos conscientes das múltiplas escalas envolvidas e, acima de tudo, de que a arquitetura—especialmente nestes contextos—é a nossa principal ferramenta para estabelecer os limites entre o acesso à paisagem e a preservação do meio ambiente. Explorando uma variedade de diferentes abordagens e estratégias formais de projeto, apresentaremos à seguir uma série de importantes lições apreendidas através de experiências concretas realizadas por distintos arquitetos e escritórios de arquitetura, experimentos que nos ensinam outras formas de abordar as relações entre a arquitetura e a paisagem.
Crianças brincando no alagamento do Rio Pinheiros – próximo a região do Ceagesp – Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo – zona oeste da cidade. Foto: Eduardo Anizelli para a Folhapress. Alterado pelo autor
A cidade de São Paulo como uma das maiores e mais populosas cidades do mundo acumulou ao longo dos anos uma profusão de relações entre o seu território e as pessoas que nele habitam. Ao semear e alimentar interesses, São Paulo tornou-se em pouco tempo um grande centro e ganhou relevância frente ao cenário nacional. Contudo, a metrópole apresenta cada vez mais um distanciamento entre suas camadas sociais, sem contar com o caos frequentemente estabelecido na cidade, seja por meio do trânsito ou dos habituais trasbordamentos, resultado do mau planejamento urbano, que atende aos interesses de poucos em detrimento a saúde da cidade.
Alguns celebram os fracassos do "Make It Right", o projeto apadrinhado por Brad Pitt em Nova Orleans. Após o furacão Katrina devastar Nova Orleans em 2005, nomes consagrados da arquitetura como Frank Gehry, David Adjaye e Thom Mayne criaram projetos para a fundação instituída por Pitt. O/A arquiteto/a local John C. Williams foi contratado/a para transformar os desenhos dessas estrelas da arquitetura em edifícios, com a diretriz de utilizar os melhores materiais sustentáveis disponíveis.
A orientação e dimensionamento dos vazios são algumas das principais variáveis a serem levadas em conta na proposição de elementos vazados nas fachadas de edifícios. O estudo das condições locais é fundamental para o bom desempenho deste tipo de solução, particularmente bem-vinda em países que costumam ter temperaturas elevadas, como a Índia. Ainda que sua variedade climática dificulte as generalizações, as temperaturas podem atingir acima 40 graus no verão na maior parte do país, o que exige estratégias arquitetônicas específicas para amenizar a sensação de calor e umidade no interior das edificações.
Programas de culinária nunca foram tão populares no mundo. Sejam eles de receitas, reality shows ou documentários, o escritor Michael Pollan aponta que não é incomum passarmos mais tempo assistindo do que preparando nossa própria comida. Isso é um fenômeno bastante curioso, já que nos resta apenas imaginar os cheiros e gostos do outro lado da tela, como os apresentadores gostam de nos lembrar frequentemente. Ao mesmo tempo, quando assistimos algo sobre a Idade Média, rios poluídos ou desastres nucleares, ficamos aliviados de ainda não existir uma tecnologia para transmitir os cheiros. De fato, ao tratarmos de odores (e mais especificamente os maus), sabemos o quão desagradável é estar em um espaço que não cheira bem. Mais especificamente em edificações, quais são as principais fontes e de que forma isso pode afetar nossa saúde e bem-estar?
São frequentes os relatos de acidentes em banheiros, por geralmente serem locais apertados e, muitas vezes, escorregadios. Ainda que ninguém esteja imune a um escorregão após o banho, são os idosos que sofrem mais com as quedas, ocasionando ferimentos graves, sequelas e limitações funcionais. Com a redução natural dos reflexos e da massa muscular, quanto mais alta a faixa etária mais propensos a quedas nos tornamos.
Para proporcionar condições de vida mais confortáveis com o passar dos anos, o ambiente deve se adaptar às novas capacidades físicas de seus ocupantes. Tornar os banheiros mais seguros é fundamental para diminuir os riscos de acidentes ou reduzir o tempo de resposta no caso de uma queda. Apresentamos abaixo alguns pontos para se levar em conta ao desenhar banheiros para pessoas com idades avançadas:
Casa rural Landaburu Borda / Jordi Hidalgo Tané. Imagem
Há obras que exaltam os grandes egos de quem pratica esta profissão, e há arquiteturas que propõem o oposto. Práticas cujas obras harmonizam — de maneira quase poética — os elementos arquitetônicos construídos em relação ao entorno natural onde se inserem. Há também as obras que se adaptam à ordem morfológica da natureza, resultando em uma linguagem orgânica e gerando, assim, espacialidades internas extremamente peculiares e únicas.
Habitantes das grandes cidades, tendemos a ser arrastados para um estilo de vida acelerado. Rodeados de edifícios e infraestruturas de grande porte, podemos facilmente perder de vista os espaços fundamentais que nos conectam ao nosso bairro e nos proporcionam raros momentos de tranquilidade e lazer. A apropriação do meio ambiente que habitamos torna-se uma circunstância incomum.
Em cidades onde os espaços públicos são frequentemente esquecidos ou mal utilizados, a necessidade de estruturas adequadas à escala humana é fundamental. Para promover a participação cívica, recreação, socialização e tornar a cidade mais habitável e agradável para seus cidadãos, um recurso barato e rápido tem sido a criação de pavilhões ou instalações – microarquiteturas que oferecem a possibilidade de uma rápida fuga do cotidiano urbano.
Favela da Rocinha, Rio de Janeiro. Foto de: AHLN, via VisualHunt.com / CC BY
No próximo sábado, dia 31 de outubro, comemora-se o Dia Mundial das Cidades, uma data estipulada pela Organização das Nações Unidas desde 2015, e que faz parte da iniciativa anual intitulada “outubro urbano”. Essa comemoração tem como objetivo promover o interesse da comunidade internacional na urbanização global, aumentar a cooperação entre países para debater o enfrentamento dos desafios da urbanização e contribuir para o desenvolvimento urbano sustentável ao redor do mundo.
Porém, quando se fala em cidade, apesar do vocábulo significar uma genérica “aglomeração de pessoas situadas em uma área geográfica delimitada”, na prática sabemos que cada um desses agrupamentos é fruto de fatores muito singulares em termos de desenvolvimento e cultura. Nesse sentido, decidimos aproveitar a comemoração mundial do dia das cidades e fazer um recorte específico na nossa realidade, trazendo à tona os desafios enfrentados pelas cidades latino-americanas nos dias de hoje.
The Midnight Charette é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e cotidiano. Apresentado pela dupla de designers de arquitetura David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diversos profissionais criativos em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais. Uma vasta gama de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem dicas úteis para designers, enquanto outros apresentam análises de projetos, entrevistas ou investigações sobre o dia a dia e o design. O The Midnight Charette também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina discutem dicas e táticas para criar uma apresentação de projeto. A dupla aborda os diferentes cenários para os quais se preparar, os três componentes mais importantes de qualquer apresentação de projeto, como incorporar pesquisas e dados, o equilíbrio entre beleza e clareza, dicas para quando você estiver com dificuldades para deixar a apresentação visualmente atraente, estratégias de processo, armadilhas a evitar e muito mais. Aproveite!
https://www.archdaily.com.br/pt/1126114/the-midnight-charette-sobre-como-criar-uma-apresentacao-de-arquiteturaThe Second Studio Podcast
Surface Ex-Tension by Jonathan Craig, Luis Arjona, Marco Nieto & Philip Elmore. Image Courtesy of Arch Out Loud
Desde sua inauguração no final dos anos 1990, o famoso relógio digital instalado na Union Square de Nova Iorque informava ao mundo com precisão a hora exata, sem nunca ter falhado por nem mesmo um único segundo. Entretanto, recentemente o monumental painel digital da maior cidade dos Estados Unidos parou—mas não por acaso. Isso porque o imenso relógio foi transformado em uma espécie de “Relógio Climático” (ou seria “Cronômetro Climático”) exibindo não mais a hora exata do dia mas uma contagem regressiva do tempo que ainda nos resta—segundo alguns especialistas—para tomarmos decisões em larga escala que possam reverter o processo de aquecimento global. Os dados publicados no relatório especial do IPCC sobre o aquecimento global são de fato alarmantes. Segundo o estudo, nos resta pouco mais de sete anos para que as atuais mudanças climáticas alcancem um ponto de irreversibilidade.
Considerada um dos materiais de construção mais nobres — e também uma das favoritas de muitos profissionais da arquitetura em todo o mundo —, a madeira oferece valor estético, estrutural e prático das maneiras mais versáteis. Por meio de diferentes técnicas, como o trabalho artesanal ou a pré-fabricação, a construção em madeira permanece relevante não apenas historicamente, mas também na vanguarda da arquitetura e do design (graças a novas tecnologias que expandiram suas possibilidades).
De pavilhões temporários a residências unifamiliares e edifícios institucionais de grande porte em múltiplos pavimentos, a madeira tem demonstrado seu valor no mesmo patamar de outros materiais estruturais, como o aço, o tijolo ou até mesmo o concreto. Esse protagonismo é especialmente evidente nos Estados Unidos, onde arquitetos e arquitetas de renome utilizam novas técnicas para aprimorar as soluções que o material pode oferecer. Além disso, novas regulamentações estão permitindo que esses(as) profissionais explorem ainda mais a diversidade e as possibilidades da construção em madeira.
Com o apoio do ThinkWood, reunimos 100 exemplos das melhores estruturas de madeira nos Estados Unidos.