Em regiões urbanizadas, devido ao alto custo dos terrenos e a disputa pelo acesso à infraestruturas urbanas, é comum vermos exemplos de edificações geminadas, sobretudo em áreas de uso residencial. Erguidas quase sempre seguindo um eixo de simetria, compõem duplas ou faixas de várias residências que, além de baratear o custo da obra e do projeto, apresentam um bom aproveitamento do uso do solo.
Aqui, selecionamos dez casas brasileiras geminadas que apresentam diferentes estratégias projetuais para lidar com as condicionantes urbanas.
Durante os primeiros dias de quarentena em diferentes cidades do mundo pudemos ver ruas, praças e parques desertos. Uma das coisas mais desejadas em tempos pré-pandêmicos era a vida pública dos espaços urbanos. Nesse sentido, reunimos uma série de fotografias que ajudam a compreender a importância da presença humana aos espaços públicos das cidades.
Projetar em uma época marcada por rápidas e constantes transformações significa estar atento ao surgimento de novas demandas e, mais do que isso, significa desenhar espaços que abarcam tal mutabilidade.
O mobiliário flexível, seja por sua capacidade de movimentação, por sua facilidade de transformação ou por assumir diferentes funções em uma mesma forma, é reflexo desse comportamento contemporâneo. São peças que possibilitam diferentes opções de organização espacial remodelando suas configurações conforme requisitos específicos e necessidades de mudanças servindo, também, para otimizar os espaços internos.
Em cidades de todo os Estados Unidos, um endereço é mais do que apenas um nome de rua ou um número de edifício — trata-se de uma marca que se traduz diretamente em um símbolo de riqueza e prestígio. Tomemos como exemplo a torre residencial mais alta do país, o 432 Park Avenue em Nova York, que na verdade não fica exatamente na Park Avenue. Em vez disso, seu lote vizinho ao leste é que fica na Park Avenue, enquanto esta megaestrutura está voltada para a Avenida 56 — uma via significativamente menos icônica. No entanto, essa valorização inflacionada não ocorre em todos os lugares. Cidades em outros países não atribuem o mesmo peso a um endereço, referindo-se a edifícios ou locais como pontos de referência ou por sua aparência física, o que evita que o valor de mercado seja artificialmente inflado por um endereço ou por uma simples estratégia de marketing. Como diferentes lugares do mundo se distinguem na forma de promover e identificar edifícios e ruas em suas cidades, e o que isso revela sobre sua cultura urbana?
Em junho deste ano, o programa Cidades Globais, da Universidade de São Paulo (USP), realizou a pesquisa Emoções Momentâneas para mensurar como a pandemia alterava a relação dos sujeitos com os espaços públicos em São Paulo. Entre os dados recolhidos, um chamou a atenção do coletivo pesquisador: 86% dos entrevistados tinham vontade de ocupar espaços verdes como parques e praças.
“A pesquisa aponta para um desejo de reconciliação com o espaço público”, explana a arquiteta Deize Sanches, uma das responsáveis pela pesquisa. “Um desejo de ver o potencial dos espaços verdes na melhora da qualidade de vida de um modo que antes da pandemia não estava acontecendo.”
Incorporar a figura humana na fotografia de arquitetura é uma das formas mais eficazes de ajudar o espectador a decifrar a escala de uma obra. Com ela, não apenas é possível transmitir noções das medidas dos elementos fotografados, mas também criar interessantes relações que podem favorecer a composição de uma imagem. Com isso em mente, compilamos a seguir uma seleção de nossas fotografias favoritas que têm na escala humana seu principal elemento compositivo.
A série de artigos de Nikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy y Ernesto Philibert-Petit, sobre o estudo da habitação social na América Latina, nesta ocasião, os autores apresentam conselhos práticos para a realização de projetos que abordem novas soluções para o futuro da habitação social.
https://www.archdaily.com.br/pt/919958/conselhos-praticos-para-o-futuro-da-habitacao-social-na-america-latinaNikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy & Ernesto Philibert-Petit
Em uma entrevista recente para o Louisiana Channel, a arquiteta alemã Anna Heringer fala sobre o recém-inaugurado Centro Anandaloy em Bangladesh, um espaço social que se tornou um catalisador para o desenvolvimento local. A arquiteta compartilha seu compromisso com a sustentabilidade e aborda a importância da transferência de conhecimento para as comunidades locais por meio de processos participativos de construção.
Publicado em 1960, seu texto foi considerado um dos marcos da escrita feminina e negra no Brasil e já foi traduzido para mais de treze idiomas. Os registros de Carolina trazem uma perspectiva única das condições de vida extremamente precárias de uma moradora de favela no final da década de 1950 no Brasil, uma narrativa até então ignorada ou simplesmente desconhecida do público em geral, quiçá dos gestores públicos.
Se a quarentena trouxe algo de positivo para a vida de muitas pessoas ao redor do mundo, foi a oportunidade de mudar nossas rotinas diárias e mergulhar em novas atividades para as quais antes não tínhamos tempo ou energia. Aprender e aprofundar-se em temas de nosso interesse ou relacionados ao nosso trabalho é uma delas.
Muitas organizações e empresas ligadas ao mundo da arquitetura e da construção estão ampliando sua presença digital por meio de webinars (ou "seminários online") que oferecem uma visão aprofundada de suas ferramentas e produtos, permitindo-lhes manter a conexão com as pessoas que os buscam e deles necessitam. Convidamos você a conferir uma lista de seminários gratuitos dos quais poderá participar nas próximas semanas. Esperamos que encontre algum que se alinhe ao seu projeto mais recente!
Os pavimentos em madeira caracterizam-se pelo calor de sua aparência, pela sua textura rica ao tato e pelas tonalidades naturais que variam de acordo com a origem das suas peças, mudando com o clima e com o passar do tempo. No exterior, as superfícies de madeira são amplamente utilizadas para criar terraços e áreas de estar, aproveitando as suas qualidades para reunir confortavelmente as pessoas em pisos mais macios e acolhedores. Sendo construídos com peças modulares, os decks de madeira podem facilmente gerar topografias artificiais, moldando espaços públicos criativos e eficazes para descanso, esportes, brincadeiras e encontros coletivos.
Os limites entre o exterior e o interior das casas localizadas em climas frios são geralmente sólidos e definitivos, permitindo que os espaços residenciais possam ser encerrados quando as intempéries impedirem o conforto ambiental. Este não é o caso das casas localizadas em países como a Colômbia, por exemplo, onde as temperaturas em geral transitam acima da média adequada ao conforto térmico.
Eric Coufal Impartiendo Dibujo. Aparecen de izq. a der. Alejandro Zohn, Alfonso Jaubert, Carlos Guillermo Orozco, André Bellón, Humberto Macías y Job Henández Dávila. Fotografía: Libro. La fundación de un sueño. Image Cortesía de coolhuntermx
Este artigo faz parte de uma colaboração com o site coolhuntermx e foi publicado originalmente com o título "La Bauhaus Tapatía."
Uma espécie de Bauhaus: é assim que Mathias Goeritz, em poucas palavras, tenta convencer o arquiteto e teórico italiano Alberto Sartoris a vir para o México. Em 1950, por meio de cartas, ele o convida a ser professor no projeto pelo qual ele próprio se sentira atraído e que o entusiasmava bastante: a primeira Escola de Arquitetura de Guadalajara, fundada em 1948 por Ignacio Díaz Morales.
Se você não leu “Descolonización del diseño, por una práctica incluyente” por Ashby Solano recomendo que vá primeiro ao artigo para entrar em uma discussão que está ganhando maior ressonância –embora não o suficiente– em diferentes núcleos do design. Mas o que é pensamento decolonial no design? Podemos acreditar na decolonização no México e na América Latina quando sua profissionalização caiu sob o dogma do pensamento eurocêntrico? Ou seja, eles nos ensinaram o que é design correto, o que é o bom design e o que deve ser profissionalizado.
Situated on the Mediterranean port of Agde, France, the eclectic Laurens castle holds a history as rich as its architecture. Emmanuel Laurens, owner and architect of the villa, gathered inspiration from countries all over the world to create his masterpiece. Photographer Romain Veillon visited the castle ahead of its renovation and captured the architectural collages present inside it.
Embora o concreto seja um dos sistemas construtivos mais utilizados no mundo todo, seja por sua durabilidade, maleabilidade e/ou resistência às intempéries, não devemos esquecer que a industria do concreto é uma das maiores emissoras de CO2 relacionas à industria da construção civil. Por este motivo, ao longo dos últimos anos, muitos arquitetos e arquitetas passar a experimentar novas possibilidades para tratar de otimizar seu rendimento, apropriando-se de todas as suas vantagens técnicas e buscando resolver alguns de suas desvantagens ambientais. Como resultado disso, alguns projetistas passaram a explorar a possibilidade de substituir as tradicionais fôrmas de madeira por materiais mais sustentáveis como o bambu, uma planta que cresce em abundância em quase todas as partes do mundo e que, com um baixo impacto ambiental, permite obter acabamentos aparentes com texturas de grande qualidade.
Viver em isolamento despertou em muitos arquitetos e arquitetas uma centelha de criatividade levando-os a explorar meios e métodos não convencionais para conceber seus projetos e instalações. Ao invés de fecharem seus escritórios e colocarem todos os projetos em andamento em standbyaté que a vida voltasse ao normal, profissionais das áreas criativas se mantiveram ativos, buscando inspiração em outras disciplinas como as artes performáticas e o teatro, vencendo o desafio imposto pelas regras de distanciamento social para (re)aproximarem-se de seus clientes e espectadores.
Ashley Bigham e Erik Herrmann, sócios e fundadores do Outpost Office, utilizaram-se deste tempo de distanciamento físico do trabalho prático para repensar a questão da “mobilidade”, desenvolvendo uma série de desenhos em escala 1:1 durante seu retiro no campus Ragdale, Illinois. Apropriando-se de tecnologias de ultima geração, a dupla utilizou robôs de marcação de campo controlados por GPS para criar uma instalação em escala urbana que procura responder algumas das principais questões relacionadas aos espaços públicos. Como resultado, Bigham e Herrmann receberam o primeiro prêmio no concurso Ragdale Ring 2020.
A academia de arquitetura está cada vez mais consciente dos problemas contemporâneos e territoriais de cada localidade. A Universidad del Norte apresenta esta série de 6 trabalhos de conclusão de curso de seus/suas estudantes que exploram a região costeira do norte colombiano a partir da reciclagem arquitetônica, da regeneração e da renovação urbana.
Ir além da escala humana não é novidade. Por séculos, construtores, engenheiros e arquitetos têm criado edifícios monumentais para marcar a espiritualidade ou o poder político. Palácios, edifícios governamentais ou templos sempre atraíram a admiração e reverência das pessoas, alimentando a ainda não totalmente compreensível obsessão por construções em grande escala.
Hoje em dia, algumas das maiores e mais impressionantes estruturas estão menos relacionadas a funções religiosas ou governamentais e parecem estar se voltando para programas mais culturais. Além disso, na maioria das vezes, as estruturas são abertamente releituras da natureza.
A cidade abandonada é um típico cenário de suspense, um lugar de terror e degeneração, a estimulante mistura entre perigo e liberdade. Uma ambiência que incita, ambiguamente, repúdio e curiosidade. Um espaço sombrio, oculto e marginal que parece lamentar, no silêncio assustador, o vazio deixado por aqueles que ali viveram. Nos seus fragmentos espalhados pelo chão, o medo, a descoberta e a inevitável nostalgia de um passado que não é necessariamente seu recriam histórias de abandono. Espaços que tiveram nome, data, função, e agora decompõem-se lentamente na solidão do presente.
Nos primeiros anos da história moderna, os monges taoístas cultivavam Bonsais buscando trazer a beleza das árvores do exterior para o interior, considerando-as um elo entre o humano e o divino. No século XVIII, na periferia de algumas cidades europeias, surgiram diversos passeios ou avenidas arborizadas, gerando espaços de descanso e socialização até então inexistentes nas cidades da época.
Nas cidades modernas, as árvores são utilizadas como elementos essenciais nos processos de urbanização e as espécies vegetais são um contraponto insubstituível às construções e à harmonização dos espaços. A boa escolha das espécies de árvores e sua correta manutenção geram inúmeros benefícios, como isolamento acústico e visual, regulação da temperatura, geração de corredores biológicos e controle da velocidade do vento. O principal erro na escolha de uma espécie é não considerar que se trata de um ser vivo, que tem necessidades específicas e que possui externalidades.
Observar a realidade de nosso ambiente construído nos permite reconhecer que existem identidades que os modelos e escalas existentes não representam. Estas vozes, não por acaso, têm sido as grandes ausências nos processos de planejamento e construção das cidades e de sua arquitetura. Seus desejos e formas de ser e viver no mundo foram excluídos e tornados invisíveis. Isso nos faz repensar quais vozes são representadas nos debates sobre o urbano e para quem se projeta a cidade?
Numa época em que o espaço se torna cada vez mais limitado e as pessoas passam mais tempo em casa, a flexibilidade apresenta-se como uma estratégia subutilizada nos projetos internos. Com móveis flexíveis, os residentes podem otimizar a metragem quadrada e remodelar facilmente as configurações de acordo com requisitos específicos e as necessidades de mudança. A seguir, discutimos os benefícios e variações dos móveis sobre rodas, encerrando com 7 projetos exemplificando sua aplicação prática e criativa.
https://www.archdaily.com.br/pt/950741/por-que-projetar-espacos-com-moveis-sobre-rodasLilly Cao
O Parpend, um estúdio de design de Lagos, na Nigéria, entrevista anualmente um grupo de arquitetos/as para discutir seus projetos favoritos e como os criaram. Acreditando firmemente que o design deve ser uma fusão de função e expressão, os depoimentos são compilados em uma publicação que destaca o processo criativo dos/as profissionais para alcançar o bom design.
Intitulada “PERSPECTIVE”, esta edição do relatório, destinada tanto a designers quanto a não designers, examina quatro projetos de três profissionais: Seun Oduwole, designer principal na SI.SA, fala sobre o Centro JK Randle de História e Cultura Iorubá, na Ilha de Lagos; Tosin Oshinowo, diretora do cmDesign Atelier, discute um concurso para um templo Bahá'í e um espaço de arte para Victor Ehikhamenor, proeminente artista nigeriano. Além disso, James Inedu-George, chefe de design da HTL Africa, explora o concurso para uma mesquita.