A efemeridade do corpo e do espaço: um convite ao abandono

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A cidade abandonada é um típico cenário de suspense, um lugar de terror e degeneração, a estimulante mistura entre perigo e liberdade. Uma ambiência que incita, ambiguamente, repúdio e curiosidade. Um espaço sombrio, oculto e marginal que parece lamentar, no silêncio assustador, o vazio deixado por aqueles que ali viveram. Nos seus fragmentos espalhados pelo chão, o medo, a descoberta e a inevitável nostalgia de um passado que não é necessariamente seu recriam histórias de abandono. Espaços que tiveram nome, data, função, e agora decompõem-se lentamente na solidão do presente.

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Pela peculiaridade da sua atmosfera, tais cenários são frequentemente escolhidos como palco para obras de diferentes artistas que vão desde registros históricos eternizados na literatura, como as pequenas vilas abandonadas pelo progresso cafeeiro, descritas por Monteiro Lobato no seu livro Cidades Mortas (1919), até os cenários pós-apocalípticos apresentados nas ficções hollywoodianas mais clássicas.

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Sobre este autor
Cita: Camilla Ghisleni. "A efemeridade do corpo e do espaço: um convite ao abandono" 05 Nov 2020. ArchDaily em Português. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/950811/a-efemeridade-do-corpo-e-do-espaco-um-convite-ao-abandono> ISSN 0719-8906

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