O Monastério de Santo Domingo “San Pablo” (Século XVI) —localizado no centro de Oaxaca, entre as ruas Independencia e Hidalgo— transformou-se recentemente no Centro Acadêmico e Cultural San Pablo (2012) por meio de uma série de intervenções realizadas pelo escritório de arquitetura de Mauricio Rocha + Gabriela Carrillo.
Há três meses, era inaugurada em Valparaíso a vigésima edição da Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile. A edição de 2017 teve como título "Diálogos Impostergáveis" e foi um convite a compreender o desenho e a construção de nossas cidades a partir de uma visão ampla, que inclui aspirações e conhecimentos provenientes de fora da disciplina.
O evento mais importante da arquitetura chilena tornou-se, este ano, um porta-voz de projetos que refletem sobre o que consideramos impostergável a partir da arquitetura e do urbanismo, analisando, ao mesmo tempo, as possibilidades que nossa profissão oferece para trabalhar com aqueles que vivem às margens e não viram suas necessidades e aspirações refletidas no ambiente urbano.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117387/esta-foi-a-montagem-da-xx-bienal-de-arquitetura-do-chile-dialogos-impostergaveisPola Mora
Nueva Revista Arquitectura. Image Cortesía de COAM
O Colégio Oficial de Arquitetos de Madrid e a Fundação Arquitetura COAM apresentaram a nova etapa da Revista Arquitectura, bem como sua nova equipe de direção, que será responsável por sua edição nos próximos dois anos e pela publicação de uma edição especial que comemora os 100 anos desta publicação.
A Revista Arquitectura foi fundada em 1918 como publicação da Sociedade Central de Arquitetos sob a direção de José Moreno Villa. Durante seus 100 anos de história, esta publicação testemunhou diferentes cenários e circunstâncias, e sua trajetória foi construída por linhas editoriais diversas e independentes. Ainda assim, a revista se manteve como uma das cabeceiras mais antigas do país, tornando-se uma referência contínua para o debate, o pensamento e a atuação profissional de arquitetos/as, urbanistas e profissionais de outros setores intimamente relacionados.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117372/uma-nova-etapa-para-arquitectura-a-revista-do-coamJavier García Librero
No final de novembro passado, publicamos os vencedores da segunda convocatória de trabalhos de conclusão de curso na Colômbia, conhecidos também como teses de graduação, na qual recebemos 70 projetos vindos de 14 cidades e 29 universidades. Ao final, nove projetos passaram pelas três etapas de avaliação, destacando-se por abordar problemas conjunturais, desenvolver profundas análises de pesquisa e propor desafios tanto no âmbito urbano quanto no rural, assim como em 2016.
Nesta ocasião, conheceremos em detalhes o Centro de integração cultural Paseo Bolívar, proposta desenvolvida por Ángela Puerta Gaviria e Carolina Delgado Quintero, ambas egressas da Universidad del Valle, em Cali.
Embora a fundação das cidades hispano-americanas sempre tenha estado relacionada à disponibilidade de cursos d'água, nem sempre essas cidades conseguiram harmonizar seu desenvolvimento com os rios que as atravessam. No caso de Córdoba, isso ocorre em relação ao Rio Suquía, ao qual a cidade deu as costas durante o século XX, utilizando-o como limite industrial.
Em contrapartida, a canalização parcial do arroio La Cañada é concebida quase como um elemento inerente à cidade, constituindo-se como um traço marcante da imagem urbana, tanto por ser um eixo estruturante e ordenador quanto por seu grande apelo paisagístico e turístico.
Dias (ou melhor, noites) antes do prazo final, o ateliê se torna um refúgio para estudantes que correm contra o tempo renderizando, editando no Photoshop e imprimindo as últimas partes de suas apresentações, usando a adrenalina da entrega como motivação. Embora seja comum discordar sobre a verdadeira definição de uma "virada de noite" — seria trabalhar até o sol nascer, ficar acordado/a por mais de 24 horas ou até mesmo emendar o trabalho com a hora de dormir na noite seguinte? —, estudantes costumam se gabar, de forma pouco saudável, de quantas delas já sobreviveram.
As verdadeiras personalidades começam a aflorar nas primeiras horas da manhã, revelando quem as pessoas realmente são. Embora muitos/as de nós provavelmente já tenhamos passado por noites assim, felizmente essa é uma cultura que superamos ao longo da faculdade de arquitetura, ou pelo menos algo que aprendemos a contornar ao reavaliar nossas prioridades. Ainda assim, as lembranças daqueles e daquelas que sofreram ao nosso lado nunca serão esquecidas.
Fausto Bandera Vela. Image Cortesía de Revista Trama
A atuação e a obra de Fausto Banderas Vela destacaram-se significativamente em uma geração de arquitetos/as que atuou a partir dos anos 60, abrindo novos caminhos na arquitetura do Equador. Suas obras não passam despercebidas; nelas, ele depositou estudos, reflexões e experiências. Assumiu a dimensão complexa da Arquitetura, consciente da necessidade de transcender uma visão e uma abordagem individuais para enfatizar a confluência de múltiplas contribuições.
“A Arquitetura é um fazer complexo e coletivo. Não existe, a meu ver, a possibilidade de um enfrentamento individual do tema; nem no Projeto, onde se exige diálogo e contribuição mútua, bem como, obviamente, na construção, já que uma obra de arquitetura só passa a existir quando deixa de ser apenas documentos gráficos e escritos para se tornar uma realidade material”1. Ele apontou que a arquitetura só existe de fato quando se materializa. Pensá-la, projetá-la e construí-la são instâncias do processo assumido por Fausto Banderas que lhe permitem alcançar coerência e qualidade.
Após a conclusão de um edifício, o cliente se depara com uma questão crucial: como celebrar a obra finalizada? É preciso aproveitar um momento marcante para comunicar ao público a existência e a missão do projeto. Por isso, a concepção das cerimônias de inauguração costuma recorrer a diversos símbolos visuais para construir uma identidade singular. Espetáculos pirotécnicos e de luzes são elementos extremamente comuns nessas celebrações, utilizados para amplificar a aura da arquitetura. Essa narrativa luminosa facilita a afirmação da singularidade e da relevância do cliente, tanto na cena local quanto na internacional. Após conversar com dois designers de destaque na área, pude compreender suas visões sobre a evolução das cerimônias de inauguração nos últimos anos. Trata-se de Christophe Berthonneau, diretor criativo do Groupe F, que apresentou a celebração do Louvre Abu Dhabi, e Fred Thompson, diretor criativo da Laservision Mega Media, responsável pela inauguração do Marina Bay Sands, em Singapura.
Antes de se decidir por uma carreira em arquitetura, muitas dúvidas podem surgir: Qual faculdade escolher? Devo estudar no exterior ou optar por uma instituição local? Ingressar em uma das melhores universidades de arquitetura do mundo custaria uma fortuna? Quanto tempo vai levar para que eu possa, finalmente, projetar minha própria obra? No fim das contas, a trajetória para se tornar arquiteto/a é simples: meia década de faculdade e mais um pouco.
Quer você pretenda estudar no exterior ou no seu próprio país, é fundamental saber quanto tempo leva para se tornar arquiteto/a no local escolhido. Veja a seguir quanto tempo costuma levar para obter o diploma em diferentes países do mundo e o que é necessário fazer (além de frequentar a faculdade) antes de conseguir o registro profissional.
O ano de 2018 está quase no fim e nos deixa com um fato bastante interessante. Instagram, dada a sua natureza visual, tornou-se uma ferramenta muito importante para a difusão da arquitetura na era digital.
Nesse sentido, em nossa conta compartilhamos os diversos projetos publicados no site e mantemos o registro das fotografias com mais interações. Você sabe quais foram as imagens mais populares do nosso Instagram em 2018?
O trabalho em estreita colaboração com um grande número de fabricantes e fornecedores de produtos nos permite ter acesso a informações valiosas para apoiar nossos processos de projeto e construção com diferentes tipos de materiais.
Com o objetivo de disponibilizá-los, reunimos uma série de guias, manuais e dicas que abrangem desde o trabalho com madeira laminada e a instalação de revestimentos até a aplicação de vernizes para sua proteção e acabamento. Confira 12 artigos úteis a seguir.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, capturada em fotorreportagens urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, bem como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todos esses registros revelam um olhar intencional, e inclusive crítico, sobre como a arquitetura moderna reconfigurou os centros urbanos e relacionou os novos edifícios e espaços públicos com a paisagem urbana existente.
Ao analisar o impacto da fotografia de rua, é fundamental mencionar Leo Matiz, Armando Matiz e Hernán Díaz. Esses três fotógrafos retrataram personagens, acontecimentos e o cotidiano urbano de Bogotá. Destacamos e selecionamos aqui, em meio à sua vasta produção, seus registros de ruas, praças, cruzamentos e edifícios representativos da cidade — espaços emblemáticos ou anônimos que, por meio da fotografia, consolidam o patrimônio moderno na memória coletiva, e nos quais a arquitetura e os espaços urbanos assumem o protagonismo das cenas.
Uma casa da moeda que se tornou o palácio de governo do Chile. Um pavilhão em Paris que se transformou em um museu infantil. A primeira obra do movimento moderno no Chile e um revolucionário plano diretor urbano que nunca se materializou.
Estes e outros casos em nossa seleção de clássicos da arquitetura chilena, explicados através de suas plantas.
Em 2011, foi apresentado à UNESCO um plano de melhoria para o Centro Histórico da Cidade do México para os anos de 2011 a 2016. O projeto foi proposto como um plano conjunto entre a sociedade civil, a iniciativa privada e o governo, o que resultou na melhoria de grande parte do centro histórico e na recuperação social e material de muitos imóveis do bairro.
O legado arquitetônico da Cidade do México se estende para além do Centro Histórico e, embora o plano inicial tenha beneficiado enormemente essa região, ainda existem muitos edifícios sem intervenção dentro e fora da Colonia Centro. Após o terremoto que sacudiu o México em 2017, os edifícios danificados passaram a engrossar a lista daqueles que já estavam em desuso, abandonados ou em avançado estado de degradação, espalhados por toda a Cidade do México.
Entre todos eles, destacamos aqueles cuja reabilitação e posterior reutilização gerariam um maior impacto na região onde se encontram, com base em seu valor simbólico, arquitetônico e material.
Com a chegada de mais uma temporada de formaturas universitárias ao redor do mundo, sabemos que, dentre os diversos métodos de aprendizado da arquitetura, poucos são tão diretos quanto a experiência prática de construir um projeto. Trata-se de uma oportunidade ímpar para ver de perto como diferentes materiais compõem estruturas variadas, como estas respondem às forças de tração e compressão, e como o método de montagem influencia o resultado final. Nos últimos anos, um número crescente de escolas de arquitetura tem criado ativamente oportunidades para que os/as estudantes participem de projetos práticos de construção (design-build), que variam de intervenções temporárias de pequena escala e pavilhões a edifícios permanentes, cada um com suas particularidades.
Para demonstrar que a excelência na arquitetura também pode florescer em um ambiente educacional, o ArchDaily realiza, pelo quarto ano consecutivo, uma chamada aberta global para trabalhos de estudantes e docentes de faculdades de arquitetura, convidando à submissão de projetos práticos construídos no último ano. Os quatro sites em diferentes idiomas do ArchDaily — incluindo as versões em inglês, chinês, espanhol e português — convidam você a participar. Selecionaremos os melhores trabalhos para a quarta edição dos "Melhores Projetos Construídos por Estudantes do Mundo", promovendo-os em escala global.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117338/chamada-aberta-global-excelentes-projetos-de-design-build-de-estudantesJoanna Wong
O início do semestre letivo se aproxima rapidamente, e os/as futuros/as estudantes de arquitetura já se preparam para o começo de suas carreiras. Embora o próximo passo possa parecer intimidador, o primeiro ano da faculdade de arquitetura ajuda a ditar o ritmo para os quatro ou cinco anos seguintes. Por isso, é fundamental começar com o pé direito.
Os ateliês de arquitetura são famosos pelas noites em claro, pela produção intensiva de maquetes e por mesas transbordando de papel manteiga e diagramas de partido. No entanto, há um aspecto crucial da vida acadêmica que frequentemente acaba esquecido: a relação entre estudante e professor/a.
A seguir, apresentamos quatro passos para começar a investir nessa relação única e garantir o seu sucesso.
Desde maio, a Argentina consolida sua participaçãn na Bienal de Veneza com um convite para repensar criticamente o território.
A exposição "Traços Imaginados" no pavilhão argentino Vertigem Horizontal, sob curadoria dos arquitetos Javier Mendiondo, Pablo Anzilutti, Francisco Garrido e Federico Cairoli, é uma proposta para redescobrir o território como uma construção coletiva — a partir do potencial do vínculo que percebemos entre este e a sociedade —, compreendendo a arquitetura em sua capacidade de suscitar potencialidades inesperadas em cada projeto.
Confira, a seguir, os projetos selecionados e algumas palavras dos curadores.
Na última quinta-feira, 6 de setembro, foi realizada a celebração dos seis anos do ArchDaily no México. O evento exclusivo ocorreu em uma das joias arquitetônicas mais importantes do país: a Casa Gilardi, projetada pelo único arquiteto mexicano a receber o Prêmio Pritzker, o arquiteto Luis Barragán. O espaço serviu de cenário para que alguns dos arquitetos e arquitetas mais influentes da cena atual pudessem interagir com a equipe do ArchDaily México.
No dia 19 de abril, foi inaugurada oficialmente a primeira escola pública sustentável da Argentina, na localidade de Mar Chiquita.
O projeto foi viabilizado por meio do programa Una Escuela Sustentable, uma iniciativa da organização uruguaia Tagma que propõe construir uma verdadeira rede de símbolos na região — com uma escola pública sustentável em cada país da América Latina —, em parceria com o guerreiro do lixoMichael Reynolds e sua equipe da Earthship Biotecture.
A seguir, apresentamos os sete princípios fundamentais e o processo construtivo deste caso, explicados pelos próprios organizadores.
Por meio de teorias vanguardistas e edifícios controversos, Robert Venturi (25 de junho de 1925) e Denise Scott Brown (3 de outubro de 1931) lideraram uma das transformações mais profundas na arquitetura do século XX. A dupla, pioneira do pós-modernismo, marcou a história da disciplina ao publicar obras seminais como Complexidade e Contradição em Arquitetura (escrito apenas por Venturi) e Aprendendo com Las Vegas (coescrito por Venturi, Scott Brown e Steven Izenour).
https://www.archdaily.com.br/pt/1117332/em-foco-robert-venturi-e-denise-scott-brownArchDaily Team
No México, aproximadamente 65,3% de todo o parque habitacional foi construído por meio de processos de autoprodução, tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Habitação Social é um exercício de pesquisa desenvolvido pela CC Arquitectos em colaboração com o INFONAVIT para a melhoria da autoprodução assistida no México. Como resultado, estabeleceu-se um processo conceitual e arquitetônico que servirá de guia para a realização desse tipo de habitação.
O 6º Fórum Internacional LafargeHolcim de Construção Sustentável será sediado pela Universidade Americana no Cairo, de 4 a 6 de abril de 2019. O evento é dedicado ao tema “Rematerializar a Construção”. Palestras magnas, workshops e visitas técnicas focarão em estratégias para reduzir o consumo ao longo de todo o ciclo dos materiais — da extração ao processamento, transporte, instalação, manutenção e remoção.
O Fórum investiga como a indústria da construção civil pode se adaptar para se tornar mais enxuta, com uma pegada ecológica menor e sem se pautar pela ilusão de matérias-primas infinitamente disponíveis. Diante disso, o encontro busca propor soluções radicais no uso de materiais de construção.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117342/conferencia-de-especialistas-sobre-rematerializando-a-construcaoSponsored Post
Por que construímos? Como construímos? Para quem, em última análise, construímos? Essas perguntas dominam o universo tanto da prática quanto da pedagogia desde os primórdios da arquitetura. Em um nível básico, tais questionamentos podem ser respondidos de maneira quase reflexiva, com fórmulas prontas. Contudo, será que não é hora de olhar além do simples porquê, como e quem?
Em um mundo onde os processos físicos da arquitetura se tornam cada vez menos importantes e os processos digitais se proliferam por todas as fases de conceituação e documentação arquitetônica, talvez devêssemos buscar compreender os modos como os/as arquitetos/as trabalham, examinando como reivindicar os processos — e não apenas os produtos — de nossos esforços.
Produtos inovadores e sustentáveis fabricados com matérias-primas naturais, a exemplo dos novos painéis de fachada de grande formato Texial, são fruto de engenhosidade e conhecimento técnico. A delicada textura superficial assemelha-se a um tecido, resultando em peças sempre exclusivas devido ao processo de gravação manual de seu relevo.