Painéis de compensado, madeira laminada, chapas de MDF e placas de OSB são bons, podem ser economicamente viáveis e cumprem com eficiência determinadas funções, mas nenhum deles oferece a mesma atmosfera da madeira maciça. A nobreza deste material geralmente vem acompanhada de um custo elevado, mas as qualidades estética e sensorial são inigualáveis.
A seguir, reunimos exemplos de projetos que empregam madeira maciça em elementos do mobiliário. Mesas e cadeiras, camas e armários feitos com madeiras de diferentes espécies, novas ou de demolição, refinadas ou rústicas, de distintas texturas e colorações que podem servir de inspiração para seu projeto arquitetônico ou de interiores.
Poucos eventos culturais unem o mundo todo como as Olimpíadas. Hoje, atletas de todo o mundo continuam participando de diversas competições após a pandemia de Covid-19. Os Jogos Olímpicos são considerados a principal competição esportiva do mundo, com mais de 200 nações participantes. Devido a isso, coloca-se em pauta o papel da arquitetura e do design no desenvolvimento urbano das cidades-sede após os jogos.
Na segunda metade do século XX, com a massificação do automóvel e um crescimento demográfico exponencial, cidades ao redor do mundo expandiram-se de maneira acelerada. O caso de Santiago, no Chile, não foi diferente, caracterizando-se por uma mancha urbana extensa e fragmentada que resultou em uma forte dependência do automóvel, na degradação ambiental e no consumo de solo agrícola. Diante da falta de planejamento e de políticas voltadas para um desenvolvimento urbano sustentável, o resultado é uma cidade mais poluída e menos verde — um cenário altamente alarmante considerando a crise climática com a qual nos deparamos.
Parque Manancial de Águas Pluviais / Turenscape. Imagem cortesia de Turenscape
Segundo a arquiteta e pesquisadora Patrícia Akinaga, o urbanismo ecológico surgiu no final do século XX como estratégia para criar uma mudança de paradigma no que diz respeito ao desenho das cidades. Com isso, os projetos urbanos deveriam ser pensados a partir das potencialidades e limitações dos recursos naturais existentes. Ao contrário de outros movimentos anteriores, no urbanismo ecológico a arquitetura não é o elemento estruturador da cidade — a própria paisagem o é. Ou seja, as áreas verdes não devem existir apenas para servir ao embelezamento dos espaços, mas como verdadeiros artefatos de engenharia com potencial de amortecimento, retenção e tratamento das águas pluviais, por exemplo. Com o urbanismo ecológico, o desenho urbano passa a ser definido pelos elementos naturais intrínsecos ao seu tecido.
Panorámica del barrio Kennedy en 1964. Desde ese año recibió este nombre, antes se llamaba Ciudad Techo. Archdaily. Image Cortesía de Felipe Cardona
Em um terreno de 350 hectares, 24 superquadras organizam as dez mil unidades habitacionais do conjunto Ciudad Kennedy, em Bogotá. A sua construção, entre 1961 e 1963, abarca um projeto de cidade que está inserido em uma trama social, política e ideológica que envolve a Colômbia em particular, mas que é compartilhada por toda a América Latina em alguma medida durante o período da Guerra Fria.
Este ano celebramos a décima quarta edição do prêmio Obra do Ano 2022 — o reconhecimento máximo do mundo da arquitetura em língua espanhola, cujos vencedores são escolhidos por votação popular. A partir de hoje, terça-feira, 8 de março, nossos leitores e leitoras serão responsáveis por determinar quais foram as obras que nos inspiraram durante o ano de 2021 e que hoje representam fielmente a identidade de nossos contextos locais, ao mesmo tempo em que definiram a forma de fazer arquitetura ao redor do mundo.
Em um universo de quase mil obras publicadas durante 2021, você poderá encontrar facilmente suas favoritas navegando por cada uma de las categorias e utilizando a ferramenta de busca, que permite filtrar os projetos por país e pela equipe de arquitetura responsável.
O Prêmio Obra do Ano 2022 é apresentado a você graças à Dornbracht, marca reconhecida por seus designs líderes em arquitetura, presentes internacionalmente em banheiros e cozinhas.
O artesanato traduz a cultura de um povo e, por isso, carrega em si uma forte presença quando colocado nos espaços residenciais. Através das mais variadas técnicas, ele representa métodos tradicionais e age na memória de cada pessoa que o atravessa. Sendo assim, independente da escala na qual ele se apresenta - desde pequenos objetos de arte até grandes móveis, ou até mesmo como um componente da própria arquitetura -, pensar em elementos artesanais pode configurar um importante passo para aprimorar a linguagem estética de um projeto.
Atualmente, o papel dos arquitetos excede os limites da construção, atingindo campos muitas vezes impensáveis, mas que, no entanto, demonstram uma relação estreita com a profissão. Se voltarmos no tempo, o fato é que muitos edifícios, casas, monumentos e até cidades foram construídos intuitivamente, sem contar com planejamento urbano ou arquitetos renomados. Sem dúvida, os arquitetos de hoje enfrentam um grande desafio que vai além de demonstrar nossas habilidades e conhecimentos, e se estende a outras áreas que nos envolvem, mas nós ainda não o conhecemos. Qual será, então, o perfil do arquiteto do futuro?
Com sede na cidade de São Paulo, o Atelier Marko Brajovic foi fundado em 2006 pelo arquiteto Marko Brajovic. Com uma prática multidisciplinar, a ideia do híbrido se manifesta como norte conceitual do escritório que atua em diversas frentes: arquitetura, cenografia, expografia, direção criativa, design de interiores e produtos. Com uma linguagem vasta que explora diferentes áreas, formatos e estéticas, seus projetos são, sobretudo, reconhecidos por romper com o cânone moderno e buscar soluções na natureza.
Sistemas de inteligência artificial buscam replicar ou simular a inteligência humana ao combinar conjuntos de dados com algoritmos de processamento iterativo para aprender a partir de padrões e experiências. De assistentes virtuais como Siri e Alexa a bots de conversação e filtros de spam de e-mail, o que antes parecia uma tecnologia de ficção científica tornou-se onipresente em nosso cotidiano.
Em sua concepção mais difundida, o desenvolvimento sustentável é compreendido como a satisfação das necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer as próprias necessidades. Ainda que ele seja frequentemente associado a questões ligadas ao meio ambiente e aos recursos naturais, o desenvolvimento sustentável vai além e envolve também aspectos sociais e econômicos, como justiça, inclusão e erradicação da pobreza.
A Califórnia, assim como a maioria dos Estados norte-americanos, passa por uma crise habitacional. Mas, diferente do resto país, está de fato trabalhando para aprimorar a situação, com iniciativas públicas e privadas que, para os críticos, não podem deixar de ser consideradas inadequadas. A região da Baía de San Francisco tornou as unidades de moradia acessórias legais alterando leis de zoneamento, mas isso quase não rendeu um impacto. Algumas cidades estão agora impulsionando. Algumas cidades agora pressionam por zoneamentos adicionais, para oferecer às incorporadoras mais espaço para construir novas edificações para o mercado a preços mais baixos de locação. Há todo tipo de estudo, financiado por universidades ou conduzidos pelo setor, que recomendam soluções mais ou menos radicais para um problema para o qual aparentemente não há solução. Os ambientalistas são naturalmente retratados como vilões, já que não admitem novos empreendimentos. E os californianos são duros com suas autoridades eleitas, como o atual governador descobriu no ano passado.
https://www.archdaily.com.br/pt/976062/novas-construcoes-nem-sempre-sao-a-respostaMark Alan Hewitt
Recentemente, o Tec de Monterrey inaugurou o novo espaço Skyspace: Espíritu de Luz, uma instalação projetada pelo artista James Turrell que agora faz parte do DistritoTec em Monterrey, México. A obra, que foi concebida como um observatório para proporcionar uma experiência visual única através de uma sequência de luzes a cada 12 horas, de manhã e à noite, é parte de uma homenagem à vida e obra de Dom Eugenio Garza Sada e Eugenio Garza Lagüera.
Jewel Changi Airport, projetado por Safdie Architects. Imagem cortesia de Jewel Changi Airport
O Safdie Architects é um escritório de arquitetura e desenho urbano focado em pesquisa, atuando em uma ampla variedade de tipologias, escalas e setores. A prática global do escritório é coordenada a partir de sua sede em Boston, Massachusetts, contando também com escritórios satélites em Jerusalém, Xangai e Singapura. Os projetos são concebidos, gerenciados e executados por uma equipe global de cerca de 65 pessoas! O escritório é estruturado como uma sociedade e opera sob o modelo de um estúdio de design intimista. A sociedade do escritório – na qual muitos membros ingressaram logo após a graduação – trabalha em conjunto há décadas.
O curso de pós-graduaçãoCidades em Disputa – pesquisa, história e processos sociais, da Escola da Cidade, recebeu Tainá de Paula, que ministrou a aula aberta “Corpo e territorialidades: o debate necessário da não cidade”. Criada em uma das favelas da Praça Seca, zona oeste do Rio de Janeiro, a arquiteta e urbanista se define como mulher preta, mãe e ativista das lutas urbanas, principalmente nas periferias e favelas. Na exposição, Tainá, que desde 2020 também atua como vereadora, discutiu os territórios subalternizados e a “não cidade”, que exclui e segrega, além de apresentar a necessidade urgente da elaboração de uma agenda de rompimento dessas condições, com a emancipação de raça, classe e gênero.
https://www.archdaily.com.br/pt/978200/taina-de-paula-fala-sobre-corpo-territorialidades-e-a-nao-cidadeEscola da Cidade
Cortesía de Nómena y Cuatro Cero Cuatro Arquitectura
O poder da representação visual na arquitetura permite fomentar o debate e a reflexão sobre diversos temas de discussão. “Imaginários urbanos” é uma iniciativa coletiva da Nómena arquitectura e da Cuatro Cero Cuatro Arquitectura que, por meio de diversas imagens sugestivas, propõe conscientizar e impulsionar uma mudança no desenho das ruas de Lima.
Embora publicado originalmente em 2019,este ensaio de Randy Nishimura, levemente atualizado, serve como uma espécie de réplica ao recente artigo de Duo Dickinson no Common Edge, “A Pandemia Arquitetônica do Edifício ‘Stick Frame sobre Base’”. Dickinson compara esse tipo de edificação a uma praga; Nishimura oferece uma perspectiva contrária.
Uma onda recente de artigos lamentando a proliferação de edifícios de apartamentos 5-over-1 me chamou a atenção. Veículos como Bloomberg, Common Edge, Crosscut e Curbed comentaram sobre essa tipologia construtiva, tendo como fio condutor a crítica à sua ubiquidade, uniformidade e construção de baixo custo. Algumas das críticas apontam, com razão, para a convergência de múltiplos fatores — códigos de obras em constante evolução, escassez de terrenos edificáveis, custos crescentes de construção e uma falta aguda de moradia acessível — que deram origem a inúmeros exemplos desse modelo em todo o país. A mesma dinâmica está em jogo aqui em minha cidade natal, Eugene, no Oregon, de modo que, naturalmente, temos nossa parcela de empreendimentos 5-over-1.
O PVC, como é chamado o material sintético Policloreto de Polivinila, ou Policloreto de Vinil, é um dos plásticos mais produzidos do mundo, chegando a 40 milhões de toneladas por ano. Sua aplicação é bastante variada e na construção civil encontrou ramos distintos, servindo tanto como insumo para infraestrutura quanto para acabamentos.
O aprendizado é a forma de manter a relevância da educação arquitetônica?. Imagem via University of Michigan
"Sou arquiteto/a... e agora, o que eu faço?", deve ser uma das perguntas mais frequentes de qualquer recém-graduado/a com o diploma de arquitetura na mão. Muitos/as, com o passar dos anos, encontrarão trabalho em diferentes indústrias que não envolvem, necessariamente, trabalhar em um escritório projetando e construindo edifícios.
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via Cities for Play. Designing Child Friendly High Density Neighbourhoods
A Escola da Cidade, por meio dos cursos Arquitetura, Educação e Sociedade e Mobilidade e Cidade Contemporânea do Programa de Pós-Graduação, em parceria com o programa Criança e Natureza do Instituto Alana, contou com a presença de Ursula Troncoso para oferecer duas aulas com a intenção de fomentar uma agenda de criação de cidades mais verdes, acessíveis e amigáveis às crianças que inclua a infância no centro do debate sobre cidades, entendemos ser necessária a formação de uma rede com articulação entre universidades, gestores públicos e sociedade civil, a fim de promover ações pautadas na inovação urbana, qualidade de vida, sustentabilidade e bem-estar para as crianças e para o planeta.
https://www.archdaily.com.br/pt/978197/a-infancia-no-brasil-e-urbana-ursula-troncoso-fala-sobre-cidade-crianca-e-mobilidadeEscola da Cidade
“Sempre me interessei bastante em acompanhar o que está acontecendo na área técnica”, afirma Nick Lawrence, diretor de projetos na A&Q Partnership, em Londres. O arquiteto, que estudou engenharia na graduação, lidera a frente de modelagem de informação da construção (BIM) na A&Q Partnership e conta que seus estudos influenciaram muito seu interesse pela modelagem de dados.
Esse interesse vai além do âmbito pessoal. A adoção da metodologia BIM tem sido fundamental para a A&Q Partnership, que desenvolve grandes projetos comerciais e residenciais compostos por múltiplos edifícios.
É comum ver em filmes de ficção científica residências ou escritórios futuristas repletos de tecnologia. Seja a casa do filme Ela (Her), como mostrado na imagem acima, onde a iluminação se acende automaticamente por sensores assim que o protagonista chega, sem que precise tocar em nada; seja Tony Stark em Homem de Ferro, que ao retornar para casa precisa apenas da voz para se conectar à internet ou preparar um café; ou ainda em Missão: Impossível, em que bastam comandos de voz para acender as luzes e ligar a TV. Com o avanço acelerado da tecnologia, o desenvolvimento da automação residencial transformou essas projeções de ficção científica em realidade. E a centenária marca alemã Gira, como referência absoluta no setor, desenvolveu sistemas de casa inteligente que trazem para a vida real cenários que antes pertenciam apenas às telas de cinema.
Embora a alta tecnologia traga conveniência, ela frequentemente vem acompanhada de complexidade operacional devido a barreiras de conhecimento técnico. A Gira, no entanto, busca conectar a tecnologia às necessidades de quem a utiliza, esforçando-se para oferecer designs confortáveis por meio de produtos práticos e fáceis de operar. Com uma trajetória de 117 anos — desde os primeiros interruptores de alavanca até os modernos sistemas de automação residencial e telas sensíveis ao toque —, a empresa soube aproveitar oportunidades e inovar continuamente. Ao integrar a tecnologia às demandas reais das pessoas usuárias, a Gira consolidou-se como uma das principais referências globais no setor de automação de ambientes, interruptores e tomadas, com presença em mais de 40 países e inúmeros prêmios de prestígio.
O termo "arquiteto/a" pode ter muitas interpretações, quase como uma homenagem prestada a um/a artista. No entanto, a definição mais aceita para esse papel é a de alguém que projeta e planeja edifícios, sendo uma figura fundamental na construção civil. Como profissão, a arquitetura engloba uma ampla gama de caminhos profissionais. Por ser uma disciplina que concilia arte e ciência, ela exige uma sensibilidade aguçada para diferentes áreas do conhecimento, habilidades estas que também podem ser aplicadas em diversos outros setores.
Por conta de uma perspectiva míope, estudantes de arquitetura muitas vezes se veem limitados por uma trajetória rígida, baseada na premissa de que os/as profissionais da área devem seguir um caminho único para prosperar. Contudo, a realidade se mostra muito mais interessante quando se descobre a vasta gama de oportunidades de desenvolvimento disponíveis. A seguir, apresentamos arquitetos/as que romperam com essas amarras e se tornaram estilistas de sucesso.
O ambiente construído que habitamos pode ser hostil, tanto em uma escala arquitetônica individual quanto em um contexto urbano mais amplo. Pessoas em situação de rua, por exemplo, são dissuadidos de descansar em bancos públicos pela presença ameaçadora de grades e outras formas de arquitetura hostil. De uma lente global, vemos o impacto que as fronteiras têm em meio à hostilidade anti-imigração, exemplificado de forma imponente pelo fechamento da fronteira de Melilla entre o Marrocos e a Espanha. Esta "hostilidade" pode ser encontrada em um grande número de assentamentos ao redor do mundo, formados como resultado da migração orgânica ou configurados a partir do controle — como as cidades operárias criadas por grandes companhias.