Além de proporcionar proteção externa, ventilação natural, isolamento e eficiência energética, a presença de fachadas realça a personalidade e o caráter do edifício. Entre os diferentes tipos de sistemas de fachada, as estratégias de revestimento se destacam por sua variedade de materiais e texturas — como metal, vidro, pedra, madeira e compósitos —, que resultam em estruturas duráveis, de baixa manutenção e visualmente atraentes. Inovando com texturas, formas e tecnologias, a BŌK Modern desenvolveu diferentes painéis metálicos para criar sistemas de revestimento de fachada funcionais e estéticos. Apresentando seis projetos arquitetônicos, analisamos os atributos práticos e visuais de rainscreens e wallscreens.
Após duas semanas empolgantes de indicações, o público do ArchDaily avaliou mais de 700 projetos e selecionou os 10 finalistas do prêmio Building of the Year Award China. Profissionais da arquitetura e entusiastas participaram do processo de indicação, escolhendo projetos que exemplificam o que significa levar a disciplina adiante. Estes finalistas são as obras que mais inspiraram as pessoas que acompanham o ArchDaily, revelando também as tendências crescentes da arquitetura chinesa.
Figura 4. Modelo Abierto Valentín del Río MVD LAB IM. Image Cortesía de Revista rita_
Este artigo de Antonio Giráldez López foi publicado originalmente na edição nº 17 da revista rita com o título "Fazer cidade através de arquiteturas maleáveis". Por meio de trechos de conversas com a Usina de Innovación Colectiva, o texto reconstrói uma experiência de transformação urbana efêmera no antigo Mercado Modelo de Montevidéu, Uruguai. Trata-se de uma intervenção na qual as ações e os programas ganham relevância diante das construções imponentes, permitindo imaginar novas possibilidades para infraestruturas em desuso. A proposta interdisciplinar surge da máxima de geração de comunidades, laboratórios cidadãos e "entretempos" (períodos de transição), contrapondo-se às dinâmicas de gestão privada que, cada vez mais, ameaçam esse tipo de espaço.
Cemitério de San Cataldo. Foto de Trevor Patt, via Flickr. Licença CC BY-NC-SA 2.0
Cemitérios estão entre os programas arquitetônicos com maior carga simbólica. Sugerem rituais, rigor e solenidade, ao mesmo tempo que devem oferecer algum tipo de conforto ou acolhimento, senão para aqueles que se despedem de seus entes queridos, pelo menos para “garantir" um pós-morte digno para aqueles que se foram. O Cemitério de San Cataldo, de Aldo Rossi e Gianni Braghieri, à primeira vista, cumpre com a primeira parte da afirmação anterior. Em parte porque o projeto não foi inteiramente construído, a austeridade e vazios predominam. Mas ao se considerar o projeto proposto, talvez a aridez se mantivesse, e a dureza fosse sentida com mais ênfase. Composto de edifícios de formas puras quase abstratas, sem detalhes ou revestimentos nobres, o projeto do cemitério é um bom exemplo da produção de Aldo Rossi à época de sua concepção, por volta de 1970.
No ArchDaily, nos esforçamos para manter nossa comunidade bem informada sobre todos os aspectos da arquitetura. Seja notícias de última hora, eventos futuros, competições, projetos construídos ou novos materiais, nossas leitoras e leitores recebem uma seleção de boletins informativos selecionados de acordo com suas preferências.
Escondidos à vista de todos, os tetos costumam ser a última superfície em que designers de interiores e arquitetos/as pensam. No entanto, esse plano amplo e desobstruído de gesso ou concreto oferece muito mais liberdade criativa do que imaginamos. As regras do design moderno exigem que o teto seja mantido limpo — não com o uso de um esfregão telescópico, mas eliminando o acabamento chapiscado, os papéis de parede texturizados ou os ornamentos de gesso que assombram as memórias dos tetos do passado.
Se, por um lado, muitos clientes aceitam essa necessidade contemporânea de linhas limpas com resignação — optando por acabamentos de gesso liso com spots embutidos discretos, porém esquecíveis —, por outro, clientes mais ousados reconhecem o potencial do teto como um canal de expressão criativa.
Lake House, Hudson Valley, Nova York. Imagem cortesia de RS Mannino
A seleção com curadoria desta semana das Melhores Obras não Construídas destaca villas visionárias enviadas pela comunidade do ArchDaily. De um moderno refúgio de fim de semana à beira de um lago em Nova York, passando por uma villa mediterrânea em Portugal que mescla o interior e o exterior, até um complexo residencial de taipa de pilão com cinco villas que se dobram sobre a paisagem de Bali, esta seleção de projetos não construídos demonstra como os/as arquitetos/as estão indo além da arquitetura residencial convencional, expandindo os limites do luxo.
Cada projeto traz uma visão distinta, gerada pelas condições únicas do local, e foi desenhado especificamente para os/as futuros/as usuários/as da villa. Além disso, escritórios como Bittoni Architects, Lipman Architects e RS Mannino Architects apresentaram propostas que brincam com a materialidade, conferindo características singulares às casas.
“Como garantir que os novos parques não causem uma ‘gentrificação verde’, o que pode levar à exclusão e ao deslocamento de comunidades vulneráveis? Como assegurar que não desalojemos as próprias comunidades que os novos parques deveriam atender?”, perguntou Dede Petri, CEO da Olmsted Network (anteriormente National Association of Olmsted Parks), durante um evento da Olmsted 200.
Novos parques deveriam ser acessíveis a todos, mas, em muitas áreas urbanas, parques viabilizados pelo setor imobiliário atraem principalmente a parcela mais rica da população. Embora as cidades se beneficiem do aumento do desenvolvimento imobiliário no entorno dessas novas áreas verdes — o que gera maior arrecadação de impostos —, isso levanta questionamentos sobre se tais espaços podem, na prática, resultar no deslocamento de comunidades locais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138255/novas-estrategias-para-prevenir-a-gentrificacao-verdeJared Green
A tolerância das pessoas ao som no local de trabalho varia em diferentes momentos. Curar a acústica exige uma abordagem híbrida, combinando áreas para trabalho focado e condições confortáveis para reuniões. Imagem cortesia de Haworth
Seriam as habilidades dignas de prêmio do/a barista no café do terceiro andar que tornam seus dias no escritório toleráveis? Ou será a possibilidade de reservar uma mesa e uma cadeira com ajuste de altura para chamar de suas, enquanto o resto do mundo adota estações de trabalho rotativas? Talvez seja saber que o aquecimento de suas mãos e pés é pago por outra pessoa, ou que, neste espaço, você é simplesmente você, e não mãe, pai, filha/o ou parceiro/a. Ou talvez você atribua isso simplesmente à camaradagem da equipe e ao senso de propósito comum. Uma coisa, contudo, é inquestionável: desde a recente reestruturação de nossas práticas de trabalho, tornou-se mais importante do que nunca equilibrar produtividade e bem-estar no escritório, sendo a satisfação e o conforto fundamentais para ambos.
Em 1950, Le Corbusier foi convidado a projetar a nova capital do estado indiano de Punjab, a cidade de Chandigarh, após sua separação e recente independência. A oportunidade de criar uma nova utopia foi inigualável e agora é vista como uma das maiores experiências urbanas da história do planejamento e da arquitetura. A cidade foi formada por padrões viários em retícula ortogonal, de estilo europeu, e edifícios em concreto aparente — o auge dos ideais de Corbusier ao longo de sua carreira. Mas o que é menos conhecido sobre a concepção e realização de Chandigarh foi a mulher que trouxe para o projeto sua experiência em projetar habitações sociais em toda a África. Por três anos, trabalhando ao lado de Corbusier e ajudando-o a projetar alguns dos edifícios mais conhecidos de Chandigarh, esteve Jane Drew.
Com o objetivo de dar visibilidade à valiosa produção das universidades latino-americanas e espanholas, no início deste ano lançamos uma chamada aberta convidando estudantes de arquitetura a enviarem seus projetos de conclusão de curso realizados em 2022. Após agradecer e avaliar detalhadamente as 157 propostas recebidas, nossa equipe editorial pré-selecionou 30 projetos e, finalmente, escolheu os 10 que apresentam um elevado pensamento crítico diante dos desafios propostos.
Atualmente, a cozinha se transformou em um espaço arquitetônico onde se desenvolve a maior parte das atividades de reunião e convívio, desbancando a sala de estar ou de jantar como o centro social do programa arquitetônico. Além disso, na concepção do projeto, o banheiro adquiriu um papel primordial, com propostas de design que refletem a personalidade do/a usuário/a, seja em espaços compactos ou amplos, combinando revestimentos, materiais e elementos decorativos.
A reforma de banheiros e cozinhas tornou-se um nicho da arquitetura em franca expansão graças à ampla variedade de opções de produtos arquitetônicos disponíveis e a projetos cada vez mais viáveis de serem executados. Estes espaços já não cumprem apenas uma função utilitária, mas também podem ser projetados para refletir o caráter da residência como um todo.
Atualmente, a cozinha tornou-se um espaço arquitetônico onde se desenvolve a maior parte das atividades de encontro e convívio, substituindo a sala de estar ou de jantar como o centro social no programa arquitetônico. Além disso, na concepção dos projetos, o banheiro assumiu um papel primordial, com propostas de design que refletem a personalidade do/a usuário/a, seja em espaços compactos ou amplos, combinando revestimentos, materiais e elementos decorativos.
A reforma de banheiros e cozinhas tornou-se um segmento da arquitetura em ascensão, graças à ampla variedade de opções de produtos arquitetônicos disponíveis e a projetos cada vez mais fáceis de executar. Estes espaços já não cumprem apenas uma função utilitária, mas também podem ser projetados para refletir o caráter da residência como um todo.
West Village, Nova Iorque. Foto de Nathalia Segato, via Unsplash
Um artigo recente do professor de Direito Richard Schragger invoca o livro Morte e Vida das Grandes Cidades, de Jane Jacobs, em defesa do zoneamento. Schragger escreve que, de acordo com Jacobs, os bairros da cidade florescem por causa da “diversidade dos usos do solo no espaço” e o zoneamento deve proteger as qualidades desses bairros por meio do “zoneamento para a diversidade”, o que requer “limitar o desenvolvimento, controlar a densidade e preservar estruturas históricas”.
Quando elementos transparentes de fachada se transformam deliberadamente a partir do curso do sol, podemos explorar um fascinante movimento lento em forte contraste com a agitação da vida urbana ao nível da rua. O designer francês Pierre Brault, em particular, responde ao ritmo acelerado de nossa sociedade com instalações de fachada que combinam o princípio do relógio de sol com um design pop colorido. Suas obras tridimensionais, feitas de acrílico colorido reciclado, hipnotizam por meio de movimentos simples, porém dramáticos, de sombras coloridas. Na entrevista, Brault explica sua inspiração, sua abordagem experimental e seu interesse em trabalhar de forma responsável com os materiais.
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Jenny Holzer, installation at Guggenheim New York. Foto: fluido & franz, CC BY-NC-SA 2.0 via Flickr
A luz está presente na arte há séculos. Pensar o barroco ou o gótico sem este elemento seria impossível. No entanto, foi no século XX que artistas começaram a explorar qualidades lumínicas e as transformaram num meio próprio para materializar a arte. Esculturas, instalações imersivas e formas de moldar o ambiente através da luz, suas cores e intensidades, trouxeram novas percepções espaciais ao traçar uma relação única com a arquitetura.
A sustentabilidade é muito mais do que simplesmente decidir a favor ou contra um produto específico. É um conceito que deve ser integrado à maneira como construímos e projetamos a arquitetura, bem como ao uso inteligente de edifícios existentes e suas potenciais reformas. Sob a perspectiva da sustentabilidade, demolir um edifício antigo é tão insustentável quanto construir um novo. Ambos consomem grandes volumes de energia incorporada que poderiam ser evitados se todas as partes envolvidas no planejamento considerassem novas formas de trabalhar e colaborassem de maneira mais estreita.
Nesse sentido, o uso eficiente de matérias-primas e a redução de resíduos para reutilização são fundamentais. O policarbonato em fachadas, por exemplo, tem um ciclo de vida médio de pelo menos 20 anos e pode ser reciclado e reutilizado de várias maneiras, duplicando assim sua vida útil até que não possa mais ser reciclado de forma viável.
Muito além de ser apenas um fenômeno físico perceptível pelo olho humano, a luz natural é um recurso arquitetônico inesgotável que, por vezes, não recebe o devido valor. Assim como o ar que respiramos, todos temos consciência da existência da luz, mas raramente buscamos ir além em seu aproveitamento. É fundamental reconhecer sua presença como um agente viabilizador de experiências no espaço, dada a sua relação intrínseca com a arquitetura e o ser humano.
A incidência de luz na arquitetura influencia diretamente a nossa percepção da passagem do tempo. Desde a antiguidade, construções como os zigurates já integravam estratégias para capturar as variações da luz do dia através de suas coberturas — uma abordagem que evoluiu e se manteve presente em obras modernas, como a Villa Savoye. Mais recentemente, a horizontalidade das coberturas planas na arquitetura contemporânea consolidou-se como um excelente recurso para incorporar elementos de projeto que também viabilizam seu uso habitável, como as escotilhas de acesso à cobertura, que funcionam como um elo entre a luz natural e os terraços.
A seguir, apresentamos algumas das tecnologias mais recentes em claraboias e escotilhas de acesso, como as desenvolvidas pela LAMILUX.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138490/o-limiar-entre-a-luz-natural-e-a-arquitetura-alcapoes-de-acesso-a-coberturas-planasEnrique Tovar
Quase duas décadas atrás, no corredor do centro de Columbus, Ohio, o centenário edifício Lazarus passou por uma extensa reforma para salvar a loja de departamentos e restaurá-la à sua antiga glória. Sessenta milhões de dólares foram investidos em sua restauração e transformação em um complexo comercial e de escritórios. Durante a construção, os trabalhadores reciclaram quase 2.300 kg de aço, 900 kg de concreto e quantidades significativas de carpetes, forros e vários tipos de madeira, evitando que 10.000 kg de detritos fossem para os aterros sanitários de Ohio. Eles também economizaram mais de US$ 25 milhões implementando esse rigoroso processo de reciclagem.
A rampa é um dos elementos arquitetônicos que, além de viabilizar a circulação entre diferentes alturas e pavimentos, proporciona uma maior acessibilidade aos espaços. No Brasil, uma série de decretos e regulamentações, como as dispostas na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, de 2015, buscam assegurar os direitos de cidadania e promover a igualdade e inclusão social da pessoa com deficiência, o que perpassa questões relativas à sua mobilidade e liberdade de ir e vir. A arquitetura tem um papel fundamental nessa inclusão, ao elaborar estratégias para garantir que essas pessoas possam transitar, participar e interagir em qualquer ambiente, seja ele público ou privado.
Esta semana, o Museu de Arte Moderna lança oficialmente uma nova série de exposições intitulada Architecture Now. De acordo com o MoMA, “a primeira iteração da série, New York, New Publics, irá explorar as maneiras pelas quais os escritórios com sede na cidade de Nova York têm expandido a relação da arquitetura metropolitana com diferentes públicos através de 12 projetos concluídos recentemente.”
A exposição mostrará trabalhos voltados para o público, como parques, jardins e piscinas comunitárias, feitos por Adjaye Associates, Agency—Agency e Chris Woebken, CO Adaptive, James Corner Field Operations, Kinfolk Foundation, nArchitects, New Affiliates e Samuel Stewart-Halevy, Olalekan Jeyifous, Only If, PetersonRich Office, SO – IL e SWA/Balsley e Weiss/Manfredi.
A Bienal de Arquitetura de Veneza é um evento organizado pelo Estado italiano que reúne algumas das mais prestigiadas exposições internacionais de arquitetura do mundo. O Giardini e o Arsenale são os principais palcos das exposições e pavilhões nacionais, aos quais se unem outros eventos paralelos distribuídos pelo território de Veneza.
As cidades são ecologias complexas de sistemas naturais e infraestrutura urbana que se cruzam. Nesse sentido, a degradação ambiental chamou a atenção para a relação simbiótica entre sistemas artificiais e naturais. Uma nova economia está surgindo, onde a interdependência e a gestão ambiental são valorizadas. Projetar para uma economia circular requer a consideração dos habitats humanos não como vilas ou cidades, mas como biorregiões.
A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily que dialogam diretamente com seus contextos locais, oferecendo espaços seguros para grupos vulneráveis e em situação de risco. De um santuário para meninas desabrigadas no Iraque a um projeto de habitação social no primeiro arranha-céu de Praga, esta seleção reúne propostas focadas nas pessoas, em suas necessidades e aspirações. Muitos desses projetos utilizam materiais locais, como tijolos de argila, para reduzir os custos de construção. Além disso, propõem a reutilização de edifícios existentes e buscam engajar a comunidade local tanto na construção quanto na apropriação dos espaços propostos.
Continue lendo para conhecer 10 projetos com engajamento social, acompanhados de suas descrições enviadas pelas equipes de arquitetura.