
A rampa é um dos elementos arquitetônicos que, além de viabilizar a circulação entre diferentes alturas e pavimentos, proporciona uma maior acessibilidade aos espaços. No Brasil, uma série de decretos e regulamentações, como as dispostas na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, de 2015, buscam assegurar os direitos de cidadania e promover a igualdade e inclusão social da pessoa com deficiência, o que perpassa questões relativas à sua mobilidade e liberdade de ir e vir. A arquitetura tem um papel fundamental nessa inclusão, ao elaborar estratégias para garantir que essas pessoas possam transitar, participar e interagir em qualquer ambiente, seja ele público ou privado.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 24% dos brasileiros apresentam algum tipo de deficiência, dentre os quais, mais de 13 milhões são deficientes físicos, manifestando algum perfil de comprometimento de mobilidade ou coordenação. Dentre os muitos desafios enfrentados por essa parcela da população está o da acessibilidade a determinados locais e espaços, que muitas vezes não são projetados ou adaptados para que possam ser plenamente usufruídos por todos. E mesmo quando esses espaços atendem as exigências normativas, uma vez que a acessibilidade é exigida por lei, muitas vezes essas adaptações são pensadas à parte do projeto como um todo, disfarçadas e até consideradas como um problema inconveniente a ser resolvido e inserido no projeto.











