Projetar sistemas de controle predial para espaços inteligentes, flexíveis e sustentáveis está se tornando cada vez mais complexo diante das novas exigências das residências contemporâneas. No caminho rumo às casas inteligentes, a engenharia elétrica tem gerado inúmeros avanços que elevam o desempenho, ao mesmo tempo que enriquecem a estética e reduzem os impactos ambientais. Alinhados a essas tendências globais, os sistemas da JUNG para tecnologia predial moderna exploram continuamente novas possibilidades em todas as áreas das instalações elétricas contemporâneas, como comutação e controle. Como vitrine de uma sustentabilidade inteligente, a instalação temporária INVISIBLE é um espaço no qual a engenharia elétrica explora as vantagens ocultas das conexões.
Vista noturna do centro financeiro de Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. Imagem via Shutterstock | MDXB
Capital dos Emirados Árabes Unidos, a cidade de Abu Dhabi está localizada em uma ilha no Golfo Pérsico, conectada ao continente por uma curta ponte. Sede dos órgãos governamentais locais e federais, bem como da presidência dos EAU, Abu Dhabi, que no passado era uma cidade pouco desenvolvida e com importância apenas local, transformou-se em uma grande metrópole a um ritmo recorde de desenvolvimento e urbanização.
O arquiteto japonês Katsuhiko Takahashi criou o plano diretor da cidade em 1967, projetando uma população-alvo de 40.000 habitantes. Impulsionados pelo Plano Abu Dhabi 2030, imponentes arranha-céus simbolizam hoje a sua arquitetura icônica, juntamente com os novos empreendimentos na Ilha Al Maryah e a Mesquita Sheikh Zayed — cuja construção foi iniciada sob a gestão do falecido presidente Sheikh Zayed, figura fundamental no desenvolvimento dos EAU contemporâneos.
O espaço transparente de transição: como mostra esta renderização, o Proline T da Solarlux pode envolver completamente os edifícios com superfícies de vidro, com módulos que se dobram de forma variável para economizar espaço. Imagem cortesia de Solarlux
Para os moradores urbanos, as varandas podem ser uma verdadeira bênção. Elas fazem a mediação entre moradias compactas sobrepostas e a vastidão e vivacidade do bairro ao redor. Podem ser transformadas em pequenos oásis paisagísticos, e é possível até mesmo passar as férias na "varanda". Para arquitetos/as, elas oferecem um elemento muito bem-vindo para estruturar a fachada. No entanto, elas também representam um desafio, já que nem toda varanda está voltada para um jardim ou uma rua lateral tranquila.
A arquitetura é uma disciplina referencial. Desde os zigurates, máquinas para morar, até os projetos contemporâneos de arranha-céus biofílicos, é impossível saber se as ideias são genuinamente inovadoras ou se já foram conceituadas antes. A inteligência artificial tem acelerado a conversa sobre propriedade intelectual. Conforme milhões de pessoas geram trabalhos gráficos únicos digitando palavras-chave, controvérsias têm surgido, especialmente relacionadas à proteção do trabalho criativo e dos direitos autorais dos arquitetos em suas criações. Portanto, entender o escopo do que é protegido ajuda a determinar se licenças são suficientes, se o longo caminho para o registro de marcas comerciais é válido ou se uma peça gráfica não pode ser protegida e pertence ao domínio público.
Muito se fala sobre os perigos que a humanidade como um todo irá enfrentar com os efeitos da crise climática. Enchentes mais intensas, secas prolongadas, verões mais quentes e invernos congelantes são algumas das consequências imediatas que já podemos sentir.
A causa para tais catástrofes locais é um problema global e histórico: a emissão crescente e sistemática de gases de efeito estufa (GEE) por atividades antrópicas desde a revolução industrial. Estes gases intensificam o efeito estufa de nossa atmosfera, um fenômeno natural que garante a existência de vida no planeta. O efeito estufa acentuado desequilibra ciclos naturais, colocando em risco agora não mais apenas nosso futuro, mas já o nosso presente.
https://www.archdaily.com.br/pt/998493/o-que-e-compensacao-de-carbonoGabriela Ribas e Fernando Paraíso
Na Espanha, a implementação de cozinhas integradas em residências tem se tornado cada vez mais comum na arquitetura contemporânea. Embora existam várias configurações e desenhos que são aplicados de acordo com os costumes e culturas das sociedades, como vimos na Argentina ou no Uruguai, a essência de conceber o espaço da cozinha como um aglutinador de atividades e um lugar de encontro entre seus habitantes e visitantes é uma fator comum. Isso tem levado os arquitetos a buscarem layouts, tecnologias e materiais capazes de proporcionar funcionalidade, amplitude e flexibilidade às residências.
Todos estamos familiarizados com o enredo de um filme que se passa em uma cidade ainda em pé em uma era pós-apocalíptica. As ruas estão vazias, exceto por alguns sobreviventes que perambulam sem rumo, procurando sinais de vida. Os edifícios começam a desmoronar e as estruturas a enferrujar após anos de negligência, trens, ônibus e outros meios de transporte ficam abandonados e as ervas daninhas crescem nas rachaduras das calçadas e ruas. A cena parece assustadora porque não podemos imaginar nosso ambiente físico em estado de deterioração. Parece impossível que nossos ambientes construídos, onde vivemos e trabalhamos, de repente se tornem ruínas. A cidade para de vibrar.
Flexibilidade e espaços abertos são temas que surgem no projeto de casas contemporâneas. Em busca de ambientes facilmente adaptáveis, para atender às necessidades em constante mudança dos proprietários, espaços multifuncionais e soluções de armazenamento criativas são mais do que bem-vindas. Para apresentar novas inspirações, selecionamos dez projetos que apresentam bancadas que integram diferentes programas e podem cumprir mais de uma função na residência.
Acoustic Divider Vario / Création Baumann. Image Courtesy of Création Baumann
Além de seu destaque no mundo da moda, os tecidos também podem ser uma parte essencial das possibilidades criativas de um design de interiores. Ao melhorar o apelo estético de um espaço, esses materiais versáteis - feitos de fibras ou fios que foram entrelaçados, tricotados ou unidos - também fornecem funcionalidades ao espaço. Como parte de uma estratégia arquitetônica holística, esses elementos naturais e sintéticos são essenciais para projetar estofados para móveis, cortinas, divisórias e revestir paredes. As mais recentes inovações de design vêm explorando propriedades que levam o uso de tecidos um passo adiante. Mergulhando no catálogo de tecidos do Architonic, analisamos diferentes produtos com propriedades acústicas, à prova de fogo e repelentes.
Os seres humanos nascem com uma propensão inata para se conectar com a natureza: ouvindo o estalar do fogo, sentindo o aroma da chuva na terra, experimentando as propriedades curativas das plantas e do verde, ou buscando a proximidade com os animais. Por essa razão, e diante da severa degradação ambiental e da rápida urbanização contemporâneas, os/as arquitetos/as têm voltado suas atenções para projetos ecologicamente conscientes a fim de reaproximar as pessoas da natureza. Diversas abordagens são exploradas: construção de estruturas em taipa, uso de materiais e mobiliário reciclados, orientação solar das residências... Contudo, essa prática é fortemente influenciada pela arquitetura sustentável, e a fronteira entre a real sustentabilidade ecológica e a falsa "maquiagem verde" (greenwashing) tem se tornado cada vez mais tênue. O que de fato potencializa essa conexão intrínseca entre os seres vivos e a natureza é o design biofílico e a estratégia de trazer o exterior para o interior.
Projeto por Form4Arquitetura investigando as oportunidades de interação participativa não solicitada no espaço, como dança de rua, algo que poderia ser replicado no Metaverso se sua qualidade espacial tivesse profundidade semelhante. Imagem Cortesia de Form4 Architecture
Para os arquitetos, um dos aspectos mais cativantes da IA e do Metaverso é o placemaking. Como criamos lugares atraentes que trazem as pessoas para este novo mundo e permitem que elas aproveitem sua experiência nele, fazendo com que retornem assim que a novidade passar? Quanto deste mundo digital precisa se conectar com nossos ambientes físicos do dia a dia para que pareça significativo e como essas cidades, vilas e bairros artificiais ganham vida?
De 2000 a 2007, ensinei teoria do lugar no ciberespaço com Yehuda E. Kalay, Ph.D. na Universidade da Califórnia, Berkeley. Uma parte central deste curso foi transmitir aos alunos o fato de que os ingredientes os quais constituem um lugar não estão apenas nas mãos de arquitetos e designers.
As cidades precisam se preparar para uma onda de declínio dos templos religiosos. Enquanto as instituições de fé, ao menos as cristãs, vêm se perguntando "O que Jesus faria?" (WWJD, na sigla em inglês), as administrações municipais precisam induzi-las a fazer outra pergunta: "O que Jane Jacobs faria?" (WWJJD). Esse questionamento pode abrir caminho para um novo modelo de templos verdadeiramente comunitários.
Projeto de Expansão da Union Station. Cortesia da imagem de Grimshaw
As cidades que dependem do uso de carros particulares enfrentam uma variedade de problemas — longas viagens de ida e volta ao trabalho, engarrafamentos intermináveis e aumento da poluição. Embora pareça que os carros são a opção mais confiável para nos levar de um lugar para outro, os urbanistas frequentemente promovem os benefícios do transporte público e o desenvolvimento de comunidades centradas em suas várias formas. Muitas cidades estão crescendo mais rápido do que o inicialmente planejado. Como resultado, as ruas se expandiram, os terrenos estão sendo transformados em enormes estacionamentos e as conexões entre as comunidades estão diminuindo.
Sabe-se que Barragán não era alguém interessado em teorizar sobre sua obra. Na verdade, ele preferia que outros tentassem interpretar seu fazer arquitetônico. No entanto, dentre os poucos textos que escreveu com o objetivo de expor suas ideias profissionais, há um que se mostra bastante interessante.
Igreja da Luz. Foto de hetgallery, via Visualhunt.com
O uso da luz em construções religiosas, enquanto elemento de associação ao divino, perpassa a história da humanidade. Historicamente, uma série de templos, das mais variadas religiões, se utilizaram deste artifício enquanto tentativa de aproximação visual e perceptível do ser humano à uma dimensão sagrada e intangível. A luz costuma ser dotada de uma conotação espiritual e força simbólica significativa, que é capaz de modificar a relação, percepção e experiência das pessoas com os ambientes. Deste modo, ela é um elemento que foi, e ainda é, utilizado pela arquitetura para criar cenários e efeitos em muitos espaços religiosos, especialmente nas igrejas.
Se projetássemos um material de construção ideal, ele se pareceria com o bambu. Ao menos é isso o que afirma Neil Thomas, diretor do atelier one, escritório de engenharia estrutural de Londres. Sua forma tubular, feixes vasculares, velocidade de crescimento e facilidade de manipulação são características que o tornam ideal para a construção. Hoje, ele ganha ainda mais interesse do mercado por ser uma fonte renovável e possuir baixo impacto ambiental em comparação com outros materiais. Além disso, ele é extremamente versátil e pode ser utilizado de diversas formas numa obra. Aqui, elencamos algumas delas.
Alguns autores afirmam que o termo kitsch tem origem alemã e surgiu no vocabulário artístico por volta de 1860 a partir do verbo kitschen/verkitschen (trapacear, vender alguma coisa em lugar de outra). Outros, como Guimaraens & Cavalcanti (1979), afirmam que há também uma origem do termo na língua inglesa, provinda da palavra sketch, que significa esboço. Na segunda metade do século XIX, quando os turistas americanos queriam comprar uma obra de arte a preço barato eles pediam um sketch.
Quando um país se torna conhecido por sua exportação mais famosa, ambos podem passar a ser sinônimos de qualidade. Combinações como o vinho francês, o mármore italiano e a engenharia alemã são exemplos do selo de excelência proporcionado simplesmente pelo berço geográfico de um produto. Embora as exportações mais famosas e apaixonantes de Portugal pudessem ser igualmente a cortiça, o futebol ou os doces conventuais à base de ovos, há muito mais na cultura e na economia portuguesas do que jogadores vaidosos e pastéis de nata.
Se a relação da cultura portuguesa com a cerâmica é conhecida pelos pratos, tigelas e jarros de padrões característicos que milhões de turistas tentam manter intactos na viagem de volta para casa, poucos pagariam a taxa de bagagem extra por 50 m² de revestimentos cerâmicos. No entanto, o clima agradável do país, aliado a uma tradição artesanal e à resistência natural, durabilidade e pigmentação da argila portuguesa, faz com que as fachadas cerâmicas de alta qualidade sejam uma característica marcante da arquitetura portuguesa. Além disso, o material é exportado para o mundo todo, tanto para superfícies externas quanto internas.
Benéfica em climas que sofrem grandes amplitudes térmicas, onde há uma grande diferença entre as temperaturas diurnas e noturnas, a inércia térmica é um importante conceito para levar em consideração na hora de projetar para um melhor conforto térmico. Por se tratar de uma estratégia passiva para controle de temperatura, ela elimina a necessidade de gastos energéticos extras e torna a construção mais sustentável.
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Cadeira de escritório Sia. Imagem cortesia de Boss Design
Escolher os elementos de trabalho adequados — como mobiliário, iluminação, pisos e outros equipamentos — é fundamental para criar um ambiente corporativo ideal. Com impacto positivo na produtividade, bem como no conforto e bem-estar da equipe, o design de elementos que integram qualidades sustentáveis, de bem-estar e estéticas pressupõe uma compreensão profunda das interações entre essas três áreas. Ao minimizar o impacto ambiental e priorizar o bem-estar ao longo de todo o processo de desenvolvimento, sem abrir mão da estética resultante, a cadeira de escritório Sia Task Chair, da Boss Design, estabelece um novo padrão para o design corporativo.
Pérgola y Plaza de Acceso diseñada por Solano Benítez. Image Cortesía de BID
Enquanto os muros perimetrais são demolidos, um novo traçado se desenha na antiga pista do ex-aeroparque da cidade de Mendoza. O avanço do novo projeto de refuncionalização, promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pelo governo da cidade, busca reutilizar o terreno ocioso de 72 hectares para a exploração e o desenvolvimento de uma cidade mais aberta, inclusiva e carbono neutra. Este masterplan foca em estratégias que abordam a sustentabilidade ambiental e climática, a gestão eficiente de energia, água e saneamento, a habitação, a mobilidade e os espaços públicos acessíveis, além da inclusão de grupos vulneráveis e do desenvolvimento social local. O plano contempla a inserção de infraestrutura, parques e áreas verdes, usos comerciais e gastronômicos, um polo tecnológico e de inovação, e o desenvolvimento de novos modelos de habitação unifamiliar e coletiva: "a habitação do futuro".
A apresentação oficial do projeto, diante de autoridades do governo de Mendoza, integrantes do BID, estudantes e demais convidados, foi realizada no próprio terreno do ex-aeroparque. Nesse contexto, o renomado arquiteto paraguaio Solano Benítez foi convidado a participar da construção de uma pérgula de acesso para a "cidade do futuro", que seguisse as diretrizes técnicas do projeto urbano pautado na economia circular, buscando articular o artesanal e o pré-fabricado para "passar de uma construção tradicional, baseada em mecanismos de altíssima energia incorporada, para a reutilização de materiais com menor gasto energético", conforme apontam os arquitetos e urbanistas Felipe Vera e Matías Lince, do BID. Partiendo da exploração das possibilidades construtivas do tijolo — material por excelência da construção paraguaia —, a arquitetura desenvolvida por Benítez foca na promoção de soluções arquitetônicas de forma eficiente e local, priorizando o uso inteligente da matéria.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138264/solano-benitez-sobre-a-cidade-do-futuro-em-mendoza-construir-com-a-menor-quantidade-de-materia-e-energiaFabian Dejtiar + Paula Pintos
“O mundo está repleto de aeroportos obsoletos e abandonados. Aeroportos de múltiplos hectares, vazios, em localizações centrais, que precisam ser refuncionalizados. Há cidades que adotaram essa medida de forma muito bem-sucedida: São Francisco, Berlim, Caracas. A grande pergunta é: o que Mendoza fará com o seu grande caso?”. Essas palavras do arquiteto e urbanista Felipe Vera introduzem uma das transformações urbanas mais importantes da Cidade de Mendoza nos últimos tempos. No Ex-Aeroparque, foi apresentado oficialmente, no dia 22 de março, o novo projeto de refuncionalização promovido pelo BID e pelo governo da cidade, que busca reutilizar o terreno vago de 72 hectares para a exploração e o desenvolvimento de três visões: uma cidade mais aberta, inclusiva e carbono neutro.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138499/cidade-do-futuro-o-projeto-para-transformar-o-antigo-aeroparque-de-mendozaFabian Dejtiar + Paula Pintos
Que estratégias de projeto ou novas tecnologias podem ser integradas ao projeto arquitetônico sem colocar em risco o meio ambiente? Nos últimos anos, as energias renováveis têm se tornado cada vez mais populares no mundo inteiro, e a energia solar fotovoltaica é uma das muitas que estão crescendo exponencialmente.
Edifício Terra, Villa Devoto, Buenos Aires, Argentina . Imagem Cortesia de - Roberto Scaia arquitecto & asoc.
Nos últimos anos, o habitar coletivo tornou-se uma solução recorrente para muitos moradores urbanos. Geralmente trata-se de uma estrutura isolada ou de um conjunto de edifícios que reúne tanto residências individuais e privadas quanto áreas comuns. De uso predominantemente residencial, esses empreendimentos costumam se localizar em áreas centrais, oferecendo fácil acesso a uma ampla gama de serviços. No cenário econômico atual, muitas pessoas optam por modelos de habitação coletiva onde a manutenção das áreas compartilhadas é gerida de forma comum, sem abrir mão de seus espaços privativos.
A seleção desta semana das Melhores Obras Não Construídas destaca projetos visionários de habitação coletiva enviados pela comunidade do ArchDaily. De um complexo habitacional em Zurique que explora os limites da privacidade, passando por um empreendimento na planta situado na "Cidade Jardim de Buenos Aires", até uma residência suburbana em Atenas, esta curadoria de projetos não construídos evidencia como arquitetos e arquitetas estão superando a arquitetura residencial convencional, expandindo as fronteiras de comunidade, colaboração e participação.