The Graceful Dancer - Novo Distrito de Entretenimento da Cidade Antiga de Yongxin. Imagem cortesia de Estúdio Leonardo Zanatta
A seleção curada desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca edifícios e espaços públicos enviados pela comunidade do ArchDaily. De pontes a praças, de parques a mercados e estações de trem, este artigo explora os diversos tipos de infraestrutura pública que sustentam o tecido urbano, apresentando diferentes abordagens ao redor do mundo.
Apresentando desde uma ponte que também funciona como jardim na China, passando pela requalificação de espaços públicos para atender a necessidades contemporâneas em Montenegro e na República Checa, até um parque sobre um píer em Nova York, a seleção abrange várias escalas — de objetos arquitetônicos individuais a estratégias urbanas e planos diretores. Os projetos a seguir revelam as ideias que moldam os espaços e equipamentos públicos em diferentes contextos, ilustrando abordagens diversas sobre o que constitui a espinha dorsal do tecido urbano.
Fundado em 2010, o escritório Origin Architect busca se enraizar na complexidade e nos conflitos da realidade contemporânea, extraindo desse contexto o poder da coexistência e da integração.
Este vídeo explora como os cenários e espaços na primeira temporada de Westworld, da HBO, contribuem para a interpretação geral da série. Da cidade sem lei de Sweetwater aos escritórios rigidamente controlados da Delos, Westworld utiliza a arquitetura de maneira precisa para estabelecer seus mundos complexos. Embora a série se passe em um parque temático do futuro próximo, livros como Variation on a Theme Park, de Michael Sorkin, argumentam que já estamos tratando as cidades em que vivemos — na vida real — como parques temáticos. Assim, embora Westworld compartilhe diversas estratégias arquitetônicas com locais como a Disneyland, a produção também não está tão distante de cidades como Chicago, Nova York ou Londres. Afinal, foi o arquiteto Charles Moore quem declarou a Disneyland o ambiente urbano mais influente construído após a Segunda Guerra Mundial. Ir a fundo nessa toca de coelho envolve muitas viagens de trem e uma introdução ao conceito de heterotopia de Michel Foucault, que ajuda a explicar o que acontece quando mundos colidem.
Com milhões de habitantes migrando para as metrópoles todos os anos, o Sul da Ásia testemunha níveis impressionantes de desenvolvimento urbano. Esse crescimento traz prosperidade econômica, mas também desgaste ecológico, à medida que selvas de concreto substituem os habitats naturais. A região — que abrange países como Índia, Paquistão, Bangladesh, Sri Lanka, Butão, Maldivas e Nepal — enfrenta o desafio de conciliar a urbanização com a sustentabilidade ambiental a partir de suas próprias particularidades contextuais. Trata-se de uma negociação complexa e cheia de nuances, que exige uma compreensão sistemática dos cenários econômico, social e político de cada país.
AARHUS, Imagem de Rasmus Hjortshoj . Cortesia de BIG
"O futuro já está aqui, só não está muito bem distribuído". Partindo dessa célebre frase de William Gibson, a mais recente publicação do BIG, Formgiving, analisa o passado e o presente para projetar o amanhã. Ao tratar de previsões não tão distantes, mas que podem se concretizar em 5, 10 ou 50 anos, o livro busca “dar forma ao futuro”, ou àquilo que ainda não se materializou.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Kai-Uwe Bergmann, sócio/a do BIG-Bjarke Ingels Group, para discutir não apenas o manuscrito mais recente do escritório, mas sua trilogia de publicações: Yes is More, um “Arqui-quadrinho sobre Evolução Arquitetônica”, Hot to Cold uma “Odisseia de Adaptação Arquitetônica”, e Formgiving, uma “História do Futuro da Arquitetura”.
Crises econômicas, emergências sanitárias e desastres naturais, seguidos por conflitos sociais, divergências políticas e a busca por novos lugares para viver, têm sido os motivos ao longo da história para o deslocamento de centenas e centenas de milhares de pessoas. O resultado: mudanças de residência, de hábitat e de cultura.
Após permanecerem fechados por mais de um ano, museus ao redor do mundo começam a dar sinais de reabertura. A maior parte dos eventos de arquitetura e design programados para 2020 foi adiada em um ou dois anos, a depender da gravidade da pandemia em suas respectivas regiões. No entanto, embora os museus estejam novamente abertos ao público, as administrações dessas instituições implementaram inúmeras medidas de precaução para garantir a segurança do público visitante e das equipes de curadoria, evitando também potenciais novos fechamentos.
Com a retomada das viagens internacionais autorizada por órgãos governamentais e a expectativa de uma recuperação gradual do turismo, apresentamos a seguir 18 museus e exposições que voltaram a receber visitantes em seus espaços de exposição desde maio de 2021, bem como os protocolos exigidos do público antes e durante as visitas.
Cortesía de Estudio Planta, Joselevich / Rascovsky Arqs.
Estudio Planta, composto por Irene Joselevich e Ana Rascovsky, propõe uma nova forma de habitar para as pessoas idosas. Seu projeto, situado junto ao acesso norte da Cidade Autônoma de Buenos Aires, implanta-se no bairro de Florida Oeste e propõe a construção de um complexo arquitetônico destinado ao público sênior. O objetivo é proporcionar um local de encontro, um laboratório de ideias e, em suma, um espaço de desenvolvimento pessoal que permita fortalecer os vínculos comunitários a partir de diversas atividades, em um caminho voltado para o desfrute da segunda metade da vida.
Em uma localização privilegiada na Cidade Autônoma de Buenos Aires e com uma acessibilidade inigualável, tanto para eventos nacionais quanto internacionais, o projeto do escritório Frazzi Arquitectos apoia-se na história do Club Vélez Sarsfield, buscando traduzir o legado de sua ilustre figura histórica, Don José “Pepe” Amalfitani.
Após décadas de intervenções informais que, com boas intenções, foram encontrando maneiras de suprir as demandas que surgiam, o novo projeto propõe uma intervenção integral. A proposta vai além de uma mera solução funcional, apoiando-se na história e na sensibilidade do local para conferir caráter e relevância à sociedade.
Com os recentes avanços nos recursos de software, o Open BIM vem superando as desconexões entre os diferentes setores de um projeto, tornando o fluxo de trabalho mais eficiente tanto em grande quanto em pequena escala. O Open BIM amplia os benefícios do BIM (Modelagem de Informação da Construção) ao aprimorar a acessibilidade, a usabilidade, a gestão e a sustentabilidade dos dados digitais no setor de ativos construídos. Os processos de Open BIM podem ser definidos como informações compartilháveis de projeto que apoiam a colaboração integrada entre todas as partes envolvidas, eliminando o problema tradicional de os dados BIM estarem limitados por formatos proprietários de software, por disciplinas ou pelas fases de um projeto.
Ao contrário do senso comum, é impossível separar o direito do urbanismo. Ambas as disciplinas têm servido como instrumento para instaurar as profundas desigualdades em que habitamos. Uma por meio da administração da força estatal, a outra pela acumulação do poder territorial. No entanto, em ambas também podem ser encontradas as chaves para construir cidades mais equitativas. A única possibilidade de construir um verdadeiro direito à cidade é por meio de um diálogo interdisciplinar, sobretudo agora que existe uma proposta de reforma para reconhecer esse direito na Constituição Política dos Estados Unidos Mexicanos. Este artigo propõe-se a ser um espaço de escuta mútua entre profissionais que se dedicam ao direito, à arquitetura e ao urbanismo.
"Domingos Libro" é apresentado por Carmelo, do Enorme Studio. A cada 15 dias, o programa analisa em profundidade publicações de arquitetura esquecidas, além de livros e revistas de arquitetura das décadas de 1960, 1970 e 1980 que guardam as histórias mais interessantes por trás de suas páginas.
Este novo episódio é um especial de Natal que aborda a edição de dezembro de 1971 da revista Architectural Design e os 12 contos de advertência para o Natal propostos pelo Superstudio.
Skyline de Dubai. Imagem via Monicami / Shutterstock
Há quase um século, o mundo foi apresentado a uma nova tipologia arquitetônica que mudou toda a indústria da construção. A partir do Home Insurance Building em 1885, passando pelos edifícios Empire State e Chrysler em Manhattan, os arranha-céus tornaram-se símbolos de poder e abundância financeira. Não tardou para que passassem a ser construídos em quase todas as cidades do mundo, com projetos de ponta que desafiam as normas da engenharia. No entanto, diante de todas as transformações pelas quais passa a prática da arquitetura, o que o futuro reserva para esses edifícios tão criticados, mas constantemente desenvolvidos?
Editada em formato de livro por Wustavo Quiroga y Juan Ruades, “Intermitencia. Diseño Mendocino” apresenta-se como uma pesquisa que explora o desenvolvimento e a evolução tanto da arquitetura quanto das outras disciplinas do design na província de Mendoza, Argentina. Situado entre a década de 1930 e a atualidade, o livro incorpora acontecimentos políticos, situações cruciais e histórias cruzadas que lançam luz sobre a evolução e as conexões transversais que vincularam a projeção industrial, gráfica, de produtos e arquitetônica da província, apresentando-se como um material fundamental para la consolidação da narrativa federal do design argentino.
Jiangshan Fishing Village Renovation Renovation / Mix Architecture. Imagem cortesia de A' Design Award & Competition
Estão abertas as inscrições antecipadas para o A' Design Awards 2021-2022. O A' Design Award & Competition proporciona um feedback valioso e grande experiência para seus/suas participantes. Os/As vencedores/as do A' Design Award exibirão com orgulho seus troféus e certificados de excelência em design, os quais garantem um alto nível de visibilidade e reconhecimento.
Quando se fala em arquitetura bioclimática, refere-se principalmente às práticas que buscam reduzir o consumo de energia e o impacto ambiental das edificações, seja durante a sua construção – utilizando, por exemplo, materiais que diminuam a pegada de carbono ou incorporando processos responsáveis e adequados ao local de implantação – ou durante a sua vida útil. Essa combinação de elementos resulta em arquiteturas passivas que aspiram a uma redução no consumo de energia a longo prazo – seja complementando certos sistemas mecânicos de ventilação, calefação e resfriamento com outros meios passivos ou utilizando integralmente sistemas alternativos – mediante a adequação do projeto, sua geometria e orientação em relação ao relevo, clima, vegetação natural, insolação e direção dos ventos predominantes do território onde se inserem.
A seleção desta semana dos melhores projetos de Arquitetura Não Construída destaca propostas vencedoras de concursos enviadas pela comunidade do ArchDaily. De empreendimentos comerciais de grande escala a intervenções culturais em tecidos urbanos históricos, passando por projetos de reutilização adaptativa com foco ambiental e instalações educacionais, este artigo apresenta uma variedade de abordagens projetuais, programas e escalas. As propostas apresentadas resultam de concursos locais e internacionais, englobando desde conceitos criativos a projetos atualmente em andamento.
As propostas premiadas incluem uma série de projetos concebidos tanto por jovens arquitetos/as quanto por escritórios consolidados. A reutilização adaptativa de um antigo quartel de bombeiros em Singapura, a requalificação de uma área industrial na Coreia do Sul, um complexo de uso misto na China e um museu na Itália são alguns dos destaques desta semana.
Esta semana, apresentamos vagas de emprego em dois escritórios de arquitetura localizados em Pequim e Shenzhen, respectivamente: o Origin Architect e o JKP Jaeger Kahlen Partner. Com atuação em diferentes escalas e temáticas no campo da arquitetura, ambas as equipes buscam atrair arquitetos e arquitetas com visões afins para integrar seus times.
O simples fato de associar a palavra "Smart" a algum termo arquitetônico, tecnológico ou de qualquer outro tipo parece transformá-lo em algo inovador ou futurista. Exemplos como Smart City, Smart Industry ou Smart Commerce mostram como o adjetivo "Smart" começa a ser mais comum do que imaginamos e, além disso, já não nos soa tão estranho. Pois bem, o Smart Building também é um conceito inovador e bastante utilizado no mundo da arquitetura atual. O grande desafio, como ocorre com qualquer termo ambíguo e inovador, é encontrar uma definição clara para ele. Embora exista uma vasta literatura a esse respeito e seja difícil encontrar uma definição 100% consensual, podemos definir o Smart Building como: "aquela edificação que busca a plena eficiência energética em seu uso, alcançando esse objetivo por meio de uma gestão e de um controle integrados e automatizados de todos os seus sistemas".
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Moscone Center Expansion / Skidmore, Owings & Merrill + Mark Cavagnero Associates. Imagem cortesia de BOK Modern
Como sabe qualquer arquiteto/a ou profissional que atua na indústria da construção, edificar é um processo que exige intensa mão de obra e tempo. Dificuldades esperadas na construção e instalação podem ser agravadas por atrasos imprevistos causados por falhas mecânicas, circunstâncias políticas ou econômicas, ou até mesmo pelo clima. Diante disso, alguns dos melhores produtos de construção no mercado buscam minimizar o tempo de instalação e a necessidade de mão de obra. O Sistema de Painéis Metálicos Estruturalmente Integrados da BŌK Modern, por exemplo, reduz o tempo de instalação no canteiro e minimiza elementos estruturais de suporte redundantes, o que gera economia tanto de materiais quanto no alto custo da mão de obra de campo. Ao mesmo tempo, seu sistema de painéis oferece alta capacidade de personalização, tornando-os ideais para uma variedade de demandas arquitetônicas e construtivas.
O conceito de "renderização em tempo real" ganhou força nos últimos anos. No início, muitos acreditavam que ele se limitaria à teoria, distante da aplicação prática no dia a dia de trabalho: "qualidade insuficiente", "baixa compatibilidade", "falta de blocos e materiais"... Argumentava-se que a tecnologia não seria capaz de "substituir o fluxo de trabalho tradicional de visualização" e dificilmente se tornaria a principal ferramenta de arquitetos/as. Recentemente, no entanto, animações de alta qualidade produzidas com o D5 Render que circulam na internet despertaram uma curiosidade ainda maior sobre o potencial prático da renderização em tempo real.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130842/novo-fluxo-de-trabalho-de-renderizacao-em-tempo-real-para-arquitetura-expressando-a-criatividade-sem-barreirasMilly Mo
Nesta semana, as vagas em destaque são da July Cooperative, escritório de Xangai com forte atuação no campo do paisagismo e dono de um estilo singular. A equipe convida jovens profissionais apaixonados/as por design de paisagem a se juntarem ao time.
A crítica à Academia na arquitetura é um tema persistente, que tem gerado diversos questionamentos sobre as formas de ensinar e aprender a disciplina. Esse debate ganhou ainda mais força durante a pandemia, quando o ensino tradicional deu um salto enorme em direção à educação 100% on-line, transformando a maneira como vivenciamos os diferentes espaços e plataformas que orientam os/as estudantes do ensino superior. No entanto, essa não é uma questão restrita às universidades; os próprios escritórios de arquitetura tiveram que reinventar seus métodos de trabalho e sua participação em eventos ou mostras internacionais para refletir sobre a relação entre a academia e a prática profissional.