O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Antes da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Urban Interactions", o ArchDaily está trabalhando com a curadoria da seção "Eyes of the City" na Bienal para estimular o debate sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler o manifesto curatorial da seção “Eyes of the City” por Carlo Ratti, o Politecnico di Torino e a SCUT.
As tecnologias do ambiente virtual apresentam uma oportunidade para repensar a experiência do espaço, da sociedade e da cultura. Elas nos dão a possibilidade de dialogar com a cidade do futuro, moldando o ambiente construído do século XXI.
Quase sessenta anos atrás, Flora Manteola, Javier Sánchez Gómez, Justo Solsona, Carlos Libedinsky e Antonio Diaz imaginavam um edifício com capacidade para 3.000.000 de livros e 500.000 de revistas e jornais para o concurso de anteprojetos da Biblioteca Nacional da Argentina. O projeto de uma "grande tenda metálica" ficaria em segundo lugar, diante do atual gliptodonte de concreto de Clorindo Testa, Bullrich e Cazzaniga.
A proposta, desde a sua concepção, "alertava a sensibilidade para novos caminhos formais e estruturais", apontava a crítica do júri. Em 2015, esse projeto fez parte da exposição Latin America in Construction e, hoje, sua maquete e desenhos originais estão no catálogo oficial do MoMA (Museum of Modern Art) de Nova York.
A seguir, relembrando o projeto, acompanhamos o relato de Justo Solsona:
A cidade de Nova York representa a expressão máxima da fusão entre os bairros vibrantes e de escala granular que Jane Jacobs outrora idealizou e as transformadoras inovações urbanas de Robert Moses. No entanto, sua população diversa enfrentou graves adversidades nos últimos vinte anos, o que forçou a cidade a mergulhar em uma onda contínua de autorreflexão para reavaliar as estratégias urbanas, as tendências de design e os sistemas de transporte global aos quais havia se acostumado. Após as tragédias do 11 de setembro e do furacão Sandy, o equilíbrio delicado entre promover uma identidade cultural individual e a força da união — marca registrada dos nova-iorquinos — foi o motor essencial de sua revitalização. A cidade de Nova York tem lidado constantemente com a adversidade, sempre repensando, redesenhando e reconstruindo o ambiente urbano para um futuro melhor.
Existem muitas maneiras de definir a metodologia BIM. Uma delas refere-se a um conjunto de processos que nos ajudam a combinar a geometria de um projeto com os dados necessários para completar a totalidade de seu ciclo de vida. Poderíamos dizer que modelar em BIM é como executar a construção de maneira virtual.
Outro aspecto fundamental é que ela nos permite trabalhar em um ambiente colaborativo, ajudando a simplificar o fluxo de informações entre os diferentes agentes e proporcionando um maior controle sobre nossos projetos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126252/para-que-servem-os-levantamentos-de-quantitativos-no-bimGoPillar Academy
Projetada e construída pela equipe da Universidad Mayor, uma habitação social sustentável com espaços produtivos e de comercialização foi a vencedora do Construye Solar 2019, a terceira edição do concurso chileno organizado pela Ruta Solar.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126228/conheca-as-habitacoes-sociais-sustentaveis-vencedoras-do-construye-solar-2019ArchDaily Team
Com mais de 280 mil seguidores no WeChat, plataforma de mídia social chinesa, o ArchDaily tornou-se o veículo de arquitetura mais influente na comunidade chinesa. Ao longo de 2020, um público de mais de 9,2 milhões de pessoas acompanhou as novidades da arquitetura global por meio da conta oficial 建日筑闻(ADCNEWS). Devido às restrições para a construção residencial na China, o público chinês demonstra uma forte preferência por projetos de caráter cultural e de renovação urbana. Como uma retrospectiva das publicações mais populares de 2020, reunimos a seguir os 10 projetos mais compartilhados em nossa plataforma chinesa no ano passado.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126230/os-10-projetos-mais-compartilhados-no-wechat-do-at-adcnews-em-2020Milly Mo
Alexis Christodoulou, out of office reply, 2017, obras de arte renderizadas em 3D. Cortesia do artista.
As redes sociais estão transformando o planejamento urbano, facilitando a transição de uma compreensão funcional do design para uma abordagem formal e comercial. Por trás da aparência amigável de espaços concebidos como cenários para conteúdos de mídias sociais, sistemas complexos de vigilância estão sendo testados e desenvolvidos. O ambiente construído transforma-se em uma atração, povoado não por cidadãos e cidadãs, mas sim por usuários e usuárias que sentem a necessidade de autodocumentar suas vidas. O espaço público desaparece sob a falta de agência e de uso coletivo, tornando-se um palco no qual os corpos se movem de acordo com regras e coreografias predefinidas.
A seleção com curadoria desta semana de projetos enviados por nossos/as leitores/as foca em alguns dos componentes essenciais de nossas cidades contemporâneas.
Apresentando o melhor da arquitetura ainda não construída, o artigo destaca projetos de reutilização adaptativa que transformaram armazéns e fábricas abandonadas, o desenho urbano de uma rua em Luxemburgo, um plano diretor regenerativo em Seul e uma habitação familiar emergencial para abrigar temporariamente pessoas em situação de vulnerabilidade. Além disso, a seleção destaca uma biblioteca na Coreia do Sul e a extensão de um museu em Helsinque, uma vez que o aspecto cultural é parte integrante do nosso ambiente urbano.
Manifestação física de uma ideologia, a paisagem urbana deixada pelos regimes socialistas na Europa distancia-se das aspirações do modo de vida contemporâneo, desencadeando, com isso, um processo singular de reapropriação desses territórios pós-soviéticos. O curta-metragem Landscape Architecture: Rethinking The Future out of a Totalitarian Past, idealizado pela produtora Minimal Movie, propõe um debate sobre planejamento urbano, identidade cultural e fortalecimento comunitário a partir do urbanismo e da arquitetura da era socialista na Ucrânia.
O fotógrafo Kris Provoost registrou novas imagens do Museu M+, projetado pelo escritório Herzog & de Meuron em Hong Kong. Com foco na arte, no design, na arquitetura e na imagem em movimento dos séculos XX e XXI, o M+ será o elemento central do Distrito Cultural de West Kowloon, além de um espaço fundamental para promover o intercâmbio interdisciplinar entre as artes visuais e as artes cênicas na Ásia.
No início do mês de outubro foi inaugurado na Cidade do México um novo espaço sob o nome de Design House no Público Coworking, que expõe uma série de intervenções integrando disciplinas como design, arquitetura e design de interiores. Ao longo de dez anos, o evento tem apresentado, em diferentes imóveis, as propostas de vanguarda de mais de cem escritórios participantes, em colaboração com os showrooms integrantes da Rota do Design, que disponibilizam aos escritórios as peças e os acessórios que compõem as diversas propostas.
A cidade de Puebla – localizada no planalto central do México – é conhecida sobretudo pelo traçado de suas ruas e por sua arquitetura predominantemente barroca. Declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1987, a cidade abriga uma dinâmica cultural de amplo espectro que se centra na preservação do patrimônio edificado e em sua apreciação à distância, como se fosse uma obra em um museu. Dessa forma, em nossos trajetos cotidianos, notamos a monumentalidade de suas fachadas, sem perceber, na maioria das vezes, que por trás dos grandes portões de madeira se esconde o que chamamos de “o coração da casa poblana”.
Design With Nature Now revisita o livro homônimo de 1969 de Ian McHarg e faz um balanço das práticas atuais e projetos de resiliência em paisagismo em todo o mundo, como o Parque Nacional de Pantanal de Weishan Lake da AECOM em Shandong, China. Cortesia AECOM
Afastando-se de seu foco inicial e exclusivo em desastres naturais, a arquitetura e o design resilientes enfrentam o desafio muito mais complexo de ajudar os ecossistemas a se regenerarem.
Trinta anos atrás, como estudante de ensino médio no internato Cranbrook, no subúrbio de Detroit, escrevi uma reportagem investigativa baseada em pesquisas sobre a crise ambiental para o jornal estudantil. O incentivo para isso veio de um professor e orientador, David Watson, que levava uma vida dupla como ambientalista radical, escrevendo sob o pseudônimo de George Bradford para o tabloide anarquista Fifth Estate. Sua diatribe, How Deep Is Deep Ecology?, questionava um jargão recorrente do movimento ambientalista radical: os líderes de grupos como o Earth First! frequentemente menosprezavam o valor da vida humana em prol da proteção da natureza.
A arquitetura se define pelas formas como as pessoas dão vida aos espaços. Para Matthew Ollier, sócio e arquiteto na Hawkins\Brown, os melhores edifícios incentivam a interação, a colaboração e a troca. Atualmente, Ollier lidera a expansão do escritório para o mercado norte-americano, em Los Angeles. Em entrevista ao ArchDaily, ele compartilha a abordagem da equipe em relação ao engajamento comunitário e à criação de valor social.
Para os/as estudantes que se formam este ano com a economia global em pausa, a “colação de grau” pode parecer mais com a entrada em um limbo. No entanto, embora a crise atual seja única, não é a primeira recessão de que se tem lembrança. Muitos/as arquitetos/as e designers do SOM já enfrentaram períodos de incerteza e, ao longo do caminho, aprenderam lições valiosas. Diante disso, a equipe decidiu compartilhar suas trajetórias.
Uma pandemia global pode mudar a nossa maneira de ver o mundo. Em Greenwich, Connecticut, assim como na maioria dos lugares, restaurantes e bares estão de portas fechadas, as escolas suspenderam as aulas e o tráfego é escasso à medida que as pessoas ficam em casa e mantêm o distanciamento social.
Contudo, a cada dia útil, enquanto o sol nasce sobre as ruas estranhamente tranquilas do centro histórico comercial, o chefe do executivo local, Fred Camillo, ainda segue em direção ao escritório. Camillo trabalha na prefeitura, um edifício público fechado para a população — e para a maioria dos funcionários — desde meados de março, quando todo o estado de Connecticut entrou em um confinamento em constante evolução devido a um decreto do governador Ned Lamont em resposta ao surto de COVID-19.
A arquitetura tem um papel intrínseco a desempenhar na crise climática global. Os edifícios e a sua construção representam, juntos, 36% do uso global de energia e 39% das emissões de dióxido de carbono relacionadas à energia anualmente. Brad Jacobson é sócio-diretor na EHDD e um líder que trabalha para implementar o design responsivo ao clima. Projetando para o futuro, Brad sintetiza diversas perspectivas para criar soluções de alto desempenho.
Como parte de uma iniciativa do Infonavit para impulsionar a recuperação de três parques de bairro localizados na cidade de Tuxtla Gutiérrez, Chiapas: “San Juan”, “Las Torres” e “Canteras”. Esses loteamentos carecem de uma infraestrutura eficiente, o que gera uma imagem urbana deteriorada, altos índices de insegurança e uma total falta de apropriação dos espaços públicos. Diante desse cenário, a T+E Arquitectos e a Fracciona Arquitectura uniram forças para transformar esses espaços, atendendo às demandas específicas de cada local.
A arquitetura é definida por seu contexto. Isso é especialmente verdadeiro quando os edifícios se localizam em climas extremos e precisam responder às condições naturais. A seleção desta semana do Melhor da Arquitetura Não Construída foca em projetos situados na interseção entre a natureza e o ambiente construído. Vindas de várias partes do mundo, as propostas foram enviadas por nossos leitores e leitoras.
O artigo apresenta uma variedade de tipologias edilícias e localizações, incluindo muitas propostas costeiras — desde um plano de regeneração na costa sul da Inglaterra e uma proposta para conectar o famoso arquipélago de Turku, até uma torre de madeira na zona portuária de Dublin. Também estão incluídas ideias mais extremas, como um mirante na costa do Algarve e uma cidade vertical com estufas situada em um penhasco em Marte.
Em conversa para a terceira edição da Revista CLEA, uma publicação anual da Coordinadora Latinoamericana de Estudiantes de Arquitectura (CLEA), a arquiteta equatoriana María Augusta Hermida explora a capacidade de descolonizar espaços e cidades nos tempos atuais.
Hoje, a automação residencial, a Internet das Coisas (IoT) e as tecnologias sem toque (contactless) tornaram-se partes indispensáveis das indústrias de arquitetura e design de interiores. Iluminação automatizada, sistemas inteligentes de climatização (HVAC) e assistentes virtuais controlados por voz, como Alexa e Google Home, são cada vez mais escolhidos por residências de classe média-alta e alta. Em um setor onde dispositivos e sistemas se renovam constantemente, este artigo apresenta algumas das mais recentes soluções residenciais inteligentes desenvolvidas pela Lutron, além de dicas sobre como escolher a melhor opção.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126144/como-escolher-um-sistema-de-automacao-residencialLilly Cao
O SCI-Edge, Center for Advanced Studies in Architecture, oferece 5 programas de pós-graduação de Master of Science. Este ano marca a quarta turma do SCI-Arc Edge, e seus/suas egressos/as já estão se estabelecendo como vozes inovadoras que definem o significado de atuar na arquitetura no século XXI. O corpo discente atual acaba de concluir o semestre de outono, que é o primeiro da sequência de três semestres dos programas. O grupo que ingressa nos programas representa uma diversidade surpreendente de trajetórias e interesses de pesquisa. Convidamos duas pessoas da turma para descrever seus interesses de pesquisa e como estão começando a construir pontes entre sua formação anterior e as novas experiências no SCI-Arc Edge.