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Prolongando coberturas do Brasil à Índia: elementos paralelos de projeto residencial em 10 projetos

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Não é de surpreender que conceitos arquitetônicos já viajassem pelo mundo muito antes da disseminação de informações pela internet. Se, por um lado, muitas regiões compartilham certos acontecimentos históricos e, consequentemente, referências (como a colonização e os movimentos de independência ou mudanças de regimes políticos em meados do século XX), por outro, algumas podem simplesmente ter desenvolvido soluções paralelas diante de condições climáticas e disponibilidade de materiais semelhantes. Além disso, com a disseminação de uma pedagogia arquitetônica mais uniforme adquirida em estudos no exterior, seguida pelo boom da internet, era natural que encontrássemos projetos quase gêmeos em todos os cantos do mundo. Embora eles possam parecer quase idênticos sob certos ângulos, podem carregar camadas e histórias distintas. Por outro lado, também podem revelar o mesmo raciocínio e premissas compartilhados por seus pares do outro lado do oceano.

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Espaços educativos como polos culturais e cívicos no Oriente Médio: 7 projetos que redefinem o engajamento público

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A educação há muito tempo é uma força motriz no Oriente Médio, moldando o conhecimento, incentivando a inovação e fortalecendo a identidade cultural. Nos últimos anos, a arquitetura educacional na região expandiu-se para além de sua função acadêmica, evoluindo para espaços de encontro público e polos culturais. Essas instituições são projetadas não apenas para o aprendizado, mas também para o diálogo, a pesquisa e a colaboração, frequentemente integrando pátios abertos, áreas públicas multiuso e elementos arquitetônicos que refletem a herança local. Seja por meio de sua abertura física, adaptabilidade ou conexão com o ambiente urbano, esses espaços reforçam a ideia de que universidades e centros de pesquisa são essenciais para a vida cívica.

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Salvando o patrimônio arquitetônico de Montreal: o legado de Phyllis Lambert de mudanças impulsionadas pela comunidade

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Phyllis Lambert tem sido uma figura fundamental na preservação do patrimônio cultural do Canadá. Como arquiteta e defensora da conservação patrimonial, Lambert deixou uma marca indelével em Montreal e em outras cidades ao redor do mundo. Suas contribuições para o cenário arquitetônico de Montreal não devem ser avaliadas apenas em termos de edifícios individuais, mas sim pela perspectiva da cidade como um todo. Ela não apenas cofundou o Centro Canadense de Arquitetura (CCA), mas também ajudou a remodelar a forma como cidades como Montreal pensam sobre o patrimônio e sobre a importância das vozes da comunidade no planejamento urbano.

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Construir Menos: Foco Editorial de Novembro do ArchDaily

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Como defendia o falecido urbanista Jaime Lerner, o futuro da arquitetura não está em construir novas cidades, mas em atualizar as já existentes. Em um mundo no qual os recursos são finitos e o espaço urbano está cada vez mais saturado, sua afirmação parece mais urgente do que nunca. Ela convoca os/as arquitetos/as a olharem para dentro, a repensarem o que realmente precisa ser construído e a reconhecerem o potencial criativo do que já existe. Nas limitações das estruturas existentes reside a oportunidade de projetar de forma diferente: reparar, adaptar e reutilizar. Ou, como diria o poeta francês Louis Aragon, reinventar o passado para ver a beleza do futuro.

Este mês, o ArchDaily explora Construir Menos: Repensar, Reutilizar, Renovar, Readaptar, um tema que examina a crescente mudança na arquitetura em direção ao trabalho com o que já existe. À medida que os espaços urbanos se tornam mais densos e a terra se torna escassa, os/as arquitetos/as repensam o impulso de construir do zero. Em vez disso, prolongam a vida útil das estruturas existentes, adotando o retrofit e a reutilização adaptativa como estratégias de sustentabilidade e criatividade. A pergunta que orienta esta exploração é simples, porém urgente: como a arquitetura pode redefinir os futuros urbanos construindo menos?

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Celebrando a inovação em madeira: insights do Prêmio Built by Nature 2025

As inscrições para o Built by Nature Prize 2025 já estão abertas. A premiação reconhece projetos concluídos — novas construções, reformas e ampliações — que demonstrem liderança no uso de madeira sustentável e construção com materiais de base biológica. Com o objetivo de destacar as melhores práticas globais, o Prêmio oferece a profissionais de arquitetura e equipes de projeto a oportunidade de obter visibilidade internacional e contribuir para o debate em constante evolução sobre a construção regenerativa. O prazo para envio de propostas vai até as 23h59 (CET) do dia 8 de junho de 2025. As inscrições podem ser feitas pelo site builtbn.org/prize.

"Estávamos sempre criticando, estávamos sempre jogando granadas nas coisas": Em conversa com Elizabeth Diller

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Adoro reunir listas de declarações originais, quase como manifestos, de arquitetos/as em busca constante de novos caminhos. Elas nos instigam a imaginar possibilidades que antes não ousávamos considerar. Questionar convenções deveria ser o principal objetivo de um/a crítico/a ao dialogar com uma mente criativa. Caso contrário, o que haveria para discutir, afinal? É por isso que conversar com Elizabeth Diller sobre o trabalho e as intenções de seu escritório é como um sopro de ar fresco, especialmente hoje em dia, quando tantos/as arquitetos/as parecem satisfeitos/as em se alinhar ao que é esperado. Em uma de nossas conversas anteriores, Diller foi direta: "Não levamos os limites profissionais a sério. Cada vez que recebemos um programa de necessidades, nós o desconstruímos e fazemos novas perguntas continuamente. Nada é fixo." Desta vez, conversamos sobre a nova monografia do Diller Scofidio + Renfro, "Architecture, Not Architecture". O livro, um projeto em si, propõe repensar os próprios limites da arquitetura, reinventando, no processo, o que um livro pode ser. Durante nossa conversa de uma hora e meia pelo Zoom — plataforma que prefiro pelo registro de gravação frontal dupla —, ela disse entusiasmada: "Estávamos sempre criticando; sempre jogando granadas nas coisas."

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Liu Jiakun: Conheça a obra do vencedor do Pritzker 2025

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O Prêmio Pritzker de 2025 foi concedido este ano ao arquiteto chinês Liu Jiakun. Nascido em Chengdu em 1956, ele cresceu nessa cidade em crescente adensamento antes de ingressar e se formar no Chongqing Architecture and Engineering College (Chongqing University) em 1982, obtendo o título de Bacharel em Engenharia com especialização em Arquitetura. Com isso, tornou-se uma das primeiras pessoas graduadas a assumir a tarefa de reconstruir o país durante o período de transição chinês. No entanto, foi apenas muitos anos mais tarde que o arquiteto compreendeu que "o ambiente construído poderia ser usado como um meio de expressão pessoal". Foi a partir de então que seus projetos e sua carreira decolaram, com Liu Jiakun fundando seu escritório em 1999 e passando a se envolver em trabalhos mais colaborativos na China e na Europa. Fruto de suas vivências, suas obras ancoram-se na compreensão da realidade e no respeito à história de múltiplas tradições e à diversidade interna da China, ao mesmo tempo em que alcançam um equilíbrio fluido entre arquitetura e natureza, tradição e modernidade.

Esses conceitos não limitam sua percepção das necessidades humanas e da importância dos espaços comunitários. Por meio de seus projetos, Liu Jiakun demonstra que os espaços podem afetar o comportamento humano e evocar sentimentos positivos. Um espaço público como os que ele cria é capaz de propiciar uma atmosfera acolhedora que favorece o descanso e a colaboração, refletindo o que descreve como "minha busca por narrativa e poesia no projeto". A abrangência das obras de Liu Jiakun permite que elas não fiquem restritas a exigências ou limitações estilísticas e estéticas. O arquiteto simplesmente responde ao que o terreno, a paisagem natural, a malha urbana preexistente e as necessidades da população demandam. O resultado construído é uma síntese de todos esses elementos com as tradições vernáculas predominantes. 

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Refratando a luz e redefinindo o espaço: blocos de vidro em interiores contemporâneos

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Os tijolos de vidro têm sido amplamente utilizados na arquitetura, tornando-se, com o tempo, uma marca registrada dos estilos arquitetônicos da década de 1980. Entre os exemplos clássicos de construção com este material estão a célebre "Maison de Verre", de Pierre Chareau e Bernard Bijvoet em Paris, e a releitura mais moderna de Hiroshi Nakamura & NAP com a Optical Glasshouse no Japão. Nos últimos anos, os tijolos de vidro vêm ganhando cada vez mais popularidade, deixando de ser associados apenas a uma estética do passado. Em vez disso, eles evoluíram para elementos de design versáteis que trazem luz, textura e personalidade aos interiores contemporâneos. Sua capacidade de difundir a luz natural e artificial mantendo a privacidade reacendeu o interesse de profissionais de design que buscam maneiras inovadoras de valorizar os espaços internos, aproveitando ao máximo a iluminação natural.

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Construindo entre os galhos: um panorama da arquitetura contemporânea de casas na árvore

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Apesar de sua aparência lúdica, as casas na árvore oferecem uma plataforma única para inovações estruturais e explorações de projeto. As casas na árvore tradicionais dependem dos troncos para sustentação estrutural, mas, a fim de aliviar a carga suportada pela árvore, os projetos contemporâneos frequentemente introduzem sistemas adicionais, como pilares para manter o aspecto lúdico ao mesmo tempo em que oferecem suporte extra. Uma das principais vantagens de elevá-las dessa maneira é a redução da pegada ambiental. As casas na árvore podem ser projetadas de modo a deixar o solo da floresta intocado, preservando ecossistemas de pequena escala. Ao liberar o solo abaixo, minimizam-se as interferências na flora e fauna nativas, permitindo que a natureza prospere sem perturbações. Da mesma forma, muitos arquitetos e arquitetas utilizam a topografia local para criar conexões fluidas, incorporando rampas, escadas ou pontes que se integram à paisagem. Essas soluções não apenas melhoram a acessibilidade, mas também enriquecem a experiência geral, criando um passeio arquitetônico que transita entre a casa na árvore e seu entorno.

"Essa sensibilidade ao meio ambiente se reflete não apenas no projeto estrutural, mas também na seleção cuidadosa dos materiais. O uso de materiais naturais, como a madeira, também ajuda a estrutura a se mesclar com o ambiente. Algumas equipes de projeto foram além ao empregar materiais alternativos, como painéis espelhados para refletir a floresta ao redor e camuflar completamente a presença da casa na árvore, demonstrando que a escolha dos materiais pode contribuir para criar um projeto que pareça uma extensão de seu entorno, e não uma imposição a ele. Esta seleção destaca exemplos notáveis na Suécia, Dinamarca, Indonésia e França, apresentando suas diversas abordagens.

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Aquecimento Global: Como a Arquitetura Vernacular é Afetada pela Crise Climática

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A arquitetura vernácula é frequentemente apontada como detentora de lições valiosas para a criação de edifícios de baixo consumo energético e para o combate às mudanças climáticas. No entanto, à medida que os padrões meteorológicos se transformam, há casos em que as próprias técnicas tradicionais de construção começam a correr risco. Além das variações de temperatura, diferentes regiões têm se tornado mais úmidas ou mais secas, enfrentando um aumento no risco de secas, enchentes, tempestades e alterações na flora local. As casas pintadas de Tiébélé, em Burkina Faso, reconhecidas como Patrimônio Mundial da UNESCO, são um exemplo disso.

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Fechando o ciclo da água com a reciclagem de águas cinzas no banheiro

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A parceria com a Hydraloop

As mulheres pioneiras da arquitetura equatoriana, segundo Verónica Rosero e Néstor Llorca

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Nicolás Valencia conversa em Quito com a arquiteta Verónica Rosero e o arquiteto Néstor Llorca, coautores/as, ao lado de María José Freire, sobre o livro ⁠Pioneras de la arquitectura ecuatoriana⁠, publicado pela Trama Ediciones em 2021 e vencedor da Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito 2022 na categoria de publicações.

Navegando limites: o legado arquitetônico dos faróis

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Os faróis se erguem ao longo das margens de continentes e ilhas há séculos como pontos de luz em vastos territórios marítimos. Solitárias sobre falésias rochosas, recifes e cabos, essas torres funcionavam como ferramentas de navegação e instrumentos de clareza espacial, moldando litorais e definindo o limite entre a terra e o mar. Construídas para guiar, alertar e localizar, elas constituíam uma rede global de visibilidade muito antes do advento do mapeamento digital. No entanto, à medida que as tecnologias marítimas evoluíram, muitas dessas estruturas perderam seu propósito original. A tipologia, outrora essencial, encontra-se hoje à beira da obsolescência. O que resta não é meramente uma relíquia arquitetônica, mas uma forma espacial poderosa — resiliente, simbólica e cada vez mais aberta a reinterpretações.

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De Vancouver a Kyiv: Architecture Now apresenta projetos globais que moldam espaços sagrados, cívicos e culturais

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À medida que as cidades e comunidades se adaptam a novas realidades culturais, ambientais e sociais, a arquitetura assume um papel cada vez mais amplo na criação de espaços de resiliência, encontro e imaginação. Esta edição do Architecture Now destaca seis projetos recentes que abrangem diferentes continentes e tipologias — desde a requalificação de paisagens pós-industriais até a arquitetura sacra, pavilhões culturais e centros cívicos. Seja por meio de inovações em madeira engenheirada em Vancouver e Jülich, reuso adaptativo em Ostrava, um pavilhão infantil em Londres, um centro espiritual na Índia ou uma igreja paramétrica em Kyiv, cada projeto demonstra como o design pode conectar patrimônio e inovação ao mesmo tempo em que promove conexão, cuidado e comunidade.

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Ornamentação na era dos algoritmos e da robótica: a tecnologia pode trazer de volta o detalhe arquitetônico?

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O ornamento arquitetônico tem sido um tema recorrente de debate no setor há décadas. Essa prática, amplamente abandonada durante o movimento modernista, pode agora estar diante de uma plataforma que viabilize seu ressurgimento, graças à convergência atual entre robótica, inteligência artificial (IA) e fabricação digital. A tecnologia parece ter eliminado o principal obstáculo ao detalhamento decorativo: o alto custo da mão de obra manual qualificada. No entanto, essa nova capacidade técnica exige um exame crítico: o que a ornamentação realmente representa e o que ganhamos ou perdemos ao ressuscitá-la por meio do design algorítmico?

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Arquitetura na Era das Plataformas: Qual o papel do software na prática hoje?

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Quantas ferramentas e plataformas de software estão envolvidas hoje no desenvolvimento de um projeto contemporâneo? Desde o projeto de uma residência unifamiliar até o de uma biblioteca pública, depender de apenas um ou dois programas já não é comum. Em vez disso, múltiplas ferramentas se combinam, sobrepõem-se e interagem ao longo de várias etapas, incluindo análise, projeto, renderização, coordenação e construção. Esse uso generalizado de softwares no mundo virtual reflete não apenas a complexidade técnica da prática atual, mas também uma mudança mais sutil, porém igualmente significativa: o software deixou de ser apenas um instrumento específico e passou a ser um ambiente que acompanha e até desafia o processo.

Três continentes, uma missão: repensando o futuro das cidades com o Norman Foster Institute

O programa de mestrado em Cidades Sustentáveis combina experiência prática com reflexões acadêmicas da rede global de especialistas da Norman Foster Foundation. Codirigido por Norman Foster, presidente da fundação, e pelo professor Kent Larson, diretor do City Science Group no MIT Media Lab, o programa coloca estudantes na vanguarda da inovação urbana. A cada ano, estudantes vivenciam uma imersão em três cidades-piloto, colaborando diretamente com planejadores/as e gestores/as locais para enfrentar desafios urbanos urgentes.

Após o sucesso das cidades-piloto deste ano na África, a edição de 2026 do programa expande seus horizontes geográficos para abranger três continentes: Ásia, Europa e América Latina. As cidades-piloto serão anunciadas nos próximos meses.

Como a Ásia construiu escolas em 2025: 5 projetos rurais com materiais do próprio local

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Nas regiões montanhosas do Vietnã, nas áreas de fronteira da Tailândia e nos relevos acidentados dos Gates Ocidentais da Índia, a construção de escolas continua sendo um desafio essencialmente logístico. Em áreas onde a infraestrutura e as cadeias de suprimentos industriais são escassas ou distantes, o transporte de cada quilograma de material pode inflacionar significativamente os custos e a complexidade logística. Ao longo de 2025, diversos projetos de escolas em contextos rurais na Ásia demonstraram como o papel do/a arquiteto/a frequentemente mudou de designer de formas para estrategista de suprimentos. O principal desafio não era meramente estético, mas sim uma questão de durabilidade: utilizar materiais disponíveis localmente e protegê-los das chuvas de monção, ventos de alta velocidade e, por vezes, da instabilidade sísmica.

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O 10º Simpósio de Luz Natural VELUX: Ao vivo de Copenhague

Este ano marca o 20º aniversário do primeiro VELUX Daylight Symposium—duas décadas de compartilhamento de ideias, descobertas e exploração sobre o papel da luz natural em nosso ambiente construído. Desde seu início modesto em 2005, o simpósio cresceu e se tornou um dos principais fóruns internacionais para o diálogo interdisciplinar sobre a luz natural.

A 10ª edição, realizada no coração de Copenhague, reunirá mais uma vez pesquisadores/as, arquitetos/as, engenheiros/as e formuladores/as de políticas públicas para examinar a evolução do papel da luz natural na arquitetura e no design. Trata-se de um espaço onde a ciência e a prática se encontram para refletir sobre os aprendizados do passado e vislumbrar o futuro da iluminação natural em nossas cidades e espaços. Acompanhe a transmissão ao vivo no dia 18 de setembro de 2025, das 09:00 às 17:30 (CEST). 

Como não construir: arquitetura pela ausência de intervenção

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Seja para concursos de projeto ou prêmios de arquitetura, os edifícios são frequentemente julgados pelo que oferecem — as funções programadas, a forma ou o deleite visual. Em uma minoria de casos, é a ausência ou a redução da intervenção que torna um projeto bem-sucedido. Em 1971, um renomado concurso de arquitetura em Paris foi vencido por uma proposta que utilizava apenas metade do terreno disponível, destinando o restante como espaço urbano para a cidade. Em Londres, uma proposta de conversão de uma usina de energia desativada com adições mínimas, deixando grandes espaços intocados, venceu um concurso de projeto em 1994. O Stirling Prize, o prêmio de arquitetura mais prestigiado do Reino Unido, foi vencido em 2017 por uma proposta que consistia em pouco mais do que uma plataforma vazia. Esses exemplos de edifícios culturais no noroeste da Europa ilustram como a ausência de intervenção pode oferecer mais.

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Sabedoria Ancestral Encontra a Realidade Urbana: O Papel do Vastu nas Cidades Indianas Contemporâneas

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A Índia carrega uma linhagem milenar de tradições que há muito molda a própria concepção e a construção de suas cidades. O Vastu Shastra é uma dessas tradições — mais uma ciência do que uma crença —, intimamente integrada aos princípios do projeto arquitetônico. A prática continua amplamente difundida e valorizada, com 93% das residências projetadas para se alinharem aos princípios do Vastu. À medida que a Índia se urbaniza a um ritmo sem precedentes, com projeção de atrair mais 416 milhões de habitantes para as áreas urbanas até 2050, o Vastu Shastra continua a influenciar bilhões de decisões imobiliárias em meio aos desafios da vida urbana moderna. Como uma ciência espacial de 8.000 anos poderia evoluir para orientar o desenho de cidades que abrigam milhões de pessoas?

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Criando espaços seguros para o aprendizado: explore os projetos educacionais de Solis Colomer Arquitectos na América Latina

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Fundado em 2002, o escritório Solis Colomer Arquitectos consolidou uma sólida reputação ao longo das últimas duas décadas, projetando e construindo obras com impacto tanto social quanto comercial em toda a América Latina. Com mais de 200 projetos concluídos, a equipe se especializa em arquitetura institucional de impacto social e em arquitetura comercial centrada no usuário. Sua missão é clara: utilizar a arquitetura como uma ferramenta para dignificar la experiencia humana, especialmente para as populações mais vulneráveis.

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Como os kits de ferramentas de código aberto estão democratizando o patrimônio construído

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A demolição parece mais barata do que o restauro quando os custos econômicos do patrimônio intangível são ignorados. Quando o conhecimento técnico de conservação fica restrito a honorários profissionais elevados, proprietários/as que enfrentam a deterioração de um edifício enxergam apenas dois valores: o custo da obra e o custo dos honorários. O primeiro é o custo de contratar um/a arquiteto/a de conservação, um/a engenheiro/a estrutural e prestadores de serviços especializados para uma avaliação e um plano de restauro. O outro é o custo de uma licença de demolição e de uma nova construção. A demolição vence — não por ser de fato mais econômica quando se consideram a energia incorporada nos materiais, os custos de infraestrutura e o valor do ciclo de vida, mas porque o conhecimento necessário para restaurar de forma viável permanece inacessível.

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The Second Studio Podcast: As Funções de Arquiteto/a Executivo/a e Arquiteto/a de Concepção Explicadas

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O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais das áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e discussões pessoais.

Diversos temas são abordados com franqueza e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de profissão, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre a vida cotidiana e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.

Esta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, discutem as responsabilidades e os papéis do/a Arquiteto/a de Design e do/a Arquiteto/a de Registro (AOR), também conhecido/a como Arquiteto/a Executivo/a, ao trabalharem em conjunto em cada etapa do projeto — desde o pré-projeto ao estudo preliminar, anteprojeto, desenvolvimento do projeto, detalhamento técnico, licitação e obra. A dupla também aborda responsabilidades legais, diferenças de honorários, a sobreposição de conhecimentos e muito mais.

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